Papa Francisco adoece e cancela compromissos

MUNDO 

Papa Francisco. Créditos: depositphotos

O Papa Francisco, de 87 anos, cancelou seus compromissos devido a uma gripe leve de acordo com um comunicado oficial do Vaticano.

O Papa Francisco suspendeu todos os compromissos previstos para esta segunda-feira, 23, em razão de uma gripe leve, conforme comunicado pelo Vaticano. A medida preventiva visa preparar o pontífice para sua viagem a Luxemburgo e Bélgica no final da semana.

Aos 87 anos, Francisco precisa de descanso antes de embarcar em sua 46ª viagem internacional, que se inicia na quinta-feira, 26. Essa jornada ocorrerá apenas duas semanas após um giro extenuante de 12 dias por quatro países do Sudeste Asiático e Oceania.

Impacto da Saúde do Papa Francisco em suas Viagens

Francisco, que frequentemente utiliza cadeira de rodas devido a dores nos joelhos e nas costas, tem enfrentado diversos problemas de saúde nos últimos anos. O Vaticano já teve que cancelar vários compromissos este ano por causa de resfriados, bronquite e gripe.

Apesar da agenda intensa de sua última viagem à Indonésia, Papua-Nova Guiné, Timor-Leste e Singapura, onde participou de mais de 40 eventos e percorreu quase 33 mil km, o papa aparentava estar bem.

Planos para a Viagem a Luxemburgo e Bélgica

A jornada a Luxemburgo e Bélgica incluirá encontros importantes e abordará questões urgentes para a Igreja e sociedade. Com uma agenda mais leve do que a do Sudeste Asiático e Oceania, essa viagem terá cerca de uma dúzia de eventos em quatro dias.

Foco dos Eventos na Europa

Um dos principais focos da visita de Francisco à Europa será tratar das necessidades dos migrantes. O papa, que sempre dá voz aos mais vulneráveis, destacará esta questão em suas visitas. Ele também se encontrará com sobreviventes de abusos do clero católico, um tema que ele aborda com seriedade e compaixão.

Gerenciamento da Saúde do Papa Francisco

Apesar dos desafios de saúde, o Papa Francisco mantém um ritmo de trabalho impressionante. Mesmo com dores crônicas e os efeitos da idade, ele continua suas missões ao redor do mundo, transmitindo mensagens de paz e solidariedade. A decisão de cancelar compromissos atuais é uma precaução para assegurar que ele esteja em condições adequadas para cumprir sua agenda internacional. Fonte: 0 Antagonista 

 

Covid-19 cresce e se amplia no país

SAÚDE

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Foto/Janja Silva/Instagram

O novo Boletim InfoGripe desta semana destaca que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 crescem e se ampliam no país. A atualização mostra aumento dos casos de SRAG associado à Covid-19 no Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os estados de Minas Gerais e Paraná também apresentam leve aumento de casos SRAG em idosos, provavelmente associado à Covid-19. Os dados foram divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (19).

A manutenção do aumento dos casos de SRAG em crianças e adolescentes de até 14 anos de idade em muitos estados da região Centro-Sul e em alguns estados do Norte-Nordeste está associada ao rinovírus. No entanto, já é possível observar sinais de desaceleração no crescimento de SRAG pela doença em alguns desses estados e até mesmo a queda das hospitalizações por rinovírus em outras regiões do país.

Entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos de idade, os vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus continuam sendo as principais causas de internações e óbitos. A mortalidade da SRAG permanece mais elevada entre os idosos, com predomínio de Covid-19, seguido pela influenza A.

No agregado nacional, há sinal de aumento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Esse aumento se deve a um crescimento das SRAG por rinovírus e Covid-19 em muitos estados.

A análise aponta que 14 unidades federativas apresentam indícios de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. 

Pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella ressalta que o crescimento dos  casos graves por  rinovírus já começam a dar sinais de desaceleração em alguns estados ou até de queda em algumas regiões. Em relação aos vírus da influenza A, informa Tatiana, os casos graves do vírus continuam em baixa  na maior parte do país.

No entanto, segundo a pesquisadora, o estudo observou aumento de casos graves por influenza A no Rio Grande do Sul. “Por isso, é importante que todas as pessoas do grupo de risco do Rio Grande do Sul que ainda não tomaram a vacina contra o vírus da influenza A procurem um posto de saúde para se vacinarem contra o vírus. Além disso, diante do cenário de aumento de casos graves de Covid-19 em muitos estados do país, é muito importante que todas as pessoas do grupo de risco também estejam em dia com a vacina”. Por Agência Brasil.

Coronavac vence no estoque e governo perde R$ 260 milhões em vacinas

SAÚDE

Foto/Divulgação

Desde outubro do ano passado, somente 260 mil unidades da Coronavac foram aplicadas no Brasil.

Com baixa procura e com campanha de vacinação em segundo plano pelo Ministério da Saúde, o imunizante conhecido como CoronaVac encalhou no estoque gerou desperdício de ao menos R$ 260 milhões.

O ministério comandado por Nísia Trindade dispensou proteção contratual que obrigava o Instituto Butantã a substituir lotes com validade inferior ao prazo definido em contrato. As informações foram reveladas pelo jornal Folha de São Paulo e obtidas via Lei de Acesso à Informação.

O jornal destaca que a conta do prejuízo é conservadora, já que o “vacinômetro” mostra aplicação de apenas 260 mil unidades, ou seja, mais de 97% da compra pode ter sido desperdiçada.

O Ministério da Saúde não respondeu ao pedido de explicação sobre o motivo de ter mantido a compra da vacina que, por não estar mais atualizada, já estava em desuso no SUS, além de não confirmar quantas doses foram perdidas e quantas seguem no estoque. Fonte: Diário do poder.

Fundação Altino Ventura amplia atendimentos e firma parceria para inclusão profissional

PERNAMBUCO

Fundação Altino Ventura amplia atendimentos
Fundação Altino Ventura amplia atendimentos – Foto: Júnior Soares / Folha de Pernambuco

Inauguração das instalações do 5º andar do prédio Marcelo Ventura vai beneficiar mais de 400 pacientes diariamente

Foram inauguradas oficialmente as instalações do 5º andar do prédio Marcelo Ventura, da Fundação Altino Ventura (FAV), na manhã de ontem.

A estrutura física, localizada no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, vai beneficiar, diariamente, mais de 400 pacientes, totalizando 8 mil novos atendimentos mensais.

A solenidade de inauguração ocorreu no auditório da instituição. O coral “Menina dos Olhos”, composto por pessoas assistidas pela FAV, fez uma apresentação musical, com canções que levaram o público a refletir sobre gratidão e proteção divina.

Diversas autoridades políticas participaram do momento. Estiveram presentes a vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (Cidadania), e as secretárias Zilda Cavalcanti (Saúde) e Amanda Aires (Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo)

O deputado estadual Alberto Feitosa (PL) representou a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Já a Câmara dos Deputados foi representada pelo deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos). A ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, também marcou presença.

Estrutura
A partir de agora, a FAV contará com 24 novos consultórios de oftalmologia voltados para diversas especialidades, tais como cirurgia refrativa, doenças de córnea, problemas de plástica ocular e disfunções.

Além disso, o Departamento de Investigação Científica da FAV ampliará as atividades de pesquisa, desenvolvendo “clinical trials” neste novo espaço.

A vice-governadora Priscila Krause comemorou o avanço estrutural da FAV e explicou os próximos passos que o Governo de Pernambuco planeja dar para interiorizar os cuidados oftalmológicos.

“Essa ampliação atende a uma demanda reprimida que nós temos. Isso já está contratualizado com a Secretária Estadual de Saúde para ampliar os serviços e interiorizar os atendimentos e cirurgias, como por exemplo a catarata, que hoje as pessoas precisam vir ao Recife para fazer. Através dessa parceria, a gente vai ampliar os atendimentos oftalmológicos para Salgueiro, e estrutura para realização de cirurgias a gente leva para Serra Talhada”, explicou.

“Estes 8 mil atendimentos por mês terão impacto direto nas filas de espera por consulta especializada na área de oftalmologia e de cirurgia de catarata, que é a maior causa de cegueira reversível que existe. Que a gente possa aumentar as cirurgias dessa doença, em decorrência do funcionamento do 5º andar”, comentou a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti. 

Emprego e Renda Acessível
Ontem também foi assinada a parceria entre a instituição e a Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco (Sedepe) que oficializa o Programa Emprego e Renda Acessível, voltado para a qualificação técnica e empreendedora de Pessoas com Deficiência (PcDs) e os respectivos cuidadores.

A titular da pasta, Amanda Aires, acredita que somar o bom cuidado da FAV com os pacientes à oferta de capacitação profissional resulta numa melhor qualidade de vida para a população.

“A proposta é de que o Estado venha para dentro da Fundação para que a gente possa fazer a qualificação, trazer a Agência do Trabalho, a fim de que as pessoas sejam direcionadas aos postos de emprego, ou se fortalecerem para o empreendedorismo. A primeira parte, que é no 2º andar, está sendo inaugurada hoje, mas tem muita coisa boa vindo por aí”, alegou Aires.

As pessoas interessadas em participar do programa precisam se inscrever através do site sedepe.pe.gov.br e escolher a opção “Fundação Altino Ventura” para participarem dos cursos.

Recursos
Os aportes financeiros foram viabilizados por meio de deputados das bancadas federal e estadual para a aquisição de equipamentos e insumos, assim como o apoio do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de Pernambuco que asseguram a sustentabilidade do serviço para a prestação de atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A presidente do conselho curador da FAV, Liana Ventura, comemorou mais um passo importante dado pela instituição, resultado da parceria com a gestão estadual.

“Aqui fica registrada a nossa gratidão a todos que puderam contribuir para entregarmos à sociedade este 5º andar com atendimento de qualidade. É uma iniciativa que tem duplo coroamento para a valorização e inclusão social das pessoas com deficiência, através também da Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco, que vai entregar cursos de capacitação para pessoas com deficiência e os familiares delas. Estamos encantados e com uma enorme palavra no nosso coração: gratidão”, ressaltou ela.

“Tenho gratidão também à bancada federal e estadual, que doou os equipamentos e insumos, e ao Ministério da Saúde que está apoiando a nossa missão institucional. Sem vocês, seria impossível a valorização e a inclusão, e, principalmente, a entrega desses equipamentos de primeira linha para que a população tenha mais dignidade e qualidade de vida”, conclui Liana.

O presidente da instituição, Marcelo Ventura, também aproveitou a oportunidade para agradecer as autoridades que abraçaram a causa oftalmológica.

“Aqui, agradecemos aos deputados que, de forma honrosa, garantem os investimentos, com as emendas. Nós devolvemos isso em atendimento às populações que aqui chegam, não só de Pernambuco, mas de outros estados. Essa inauguração garante toda uma linha de cuidados, não somente a consulta. Não é somente diagnosticar, mas fazer os exames, operar, dar alta e o acompanhamento do paciente. Serão 8 mil pacientes a mais. Então serão 60 mil pacientes por ano”, estimou ele.

Referência
A FAV está presente no Recife e em mais 145 cidades pernambucanas oferecendo tratamento oftalmológico. Referência, o serviço beneficia usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) do Norte e Nordeste do Brasil.

A instituição dispõe de equipe multiprofissional especializada que utiliza abordagem interdisciplinar, com tecnologias avançadas.

Com o título de maior centro oftalmológico de serviços públicos da América Latina e 38 anos de funcionamento, a fundação já realizou 22 milhões de procedimentos, 13 milhões de exames, 9 milhões de consultas e 611 mil cirurgias.

A Fundação Altino Ventura também possui o selo de ‘Acreditado Pleno” pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Por Thalis Araújo/Folha de Pernambuco.

HIV: injeção aplicada duas vezes ao ano reduziu o risco de infecção em 96%, diz farmacêutica

SAÚDE

Essa é a primeira terapia para HIV baseada em inibidor de cápside a receber aprovação da FDA
Essa é a primeira terapia para HIV baseada em inibidor de cápside a receber aprovação da FDA. Foto: Gilead Sciences

O medicamento se mostrou superior ao Truvada, pílula diária considerada a a principal opção disponível atualmente para profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV

Um medicamento utilizado para tratar o HIV também é capaz de prevenir com a eficácia a infecção. De acordo com dados apresentados recentemente pela farmacêutica Gilead Sciences, duas injeções ao ano de lenacapavir foram capazes de reduzir em 96% o risco de infecção.

A profilaxia se mostrou superior ao Truvada, medicamento utilizado diariamente e que é a considerado a a principal opção disponível para profilaxia pré-exposição ou PrEP.

Num ensaio clínico de Fase 3, 99,9% dos participantes que tomaram uma injeção de lenacapavir duas vezes por ano para prevenção do HIV não foram infectados, de acordo a farmacêutica. Houve apenas dois casos entre 2.180 pacientes – reduzindo efetivamente o risco de infecção pelo HIV em 96% e revelando-se 89% mais eficaz do que o Truvada, um comprimido tomado uma vez por dia.

“A dificuldade que algumas pessoas podem ter de tomar uma pílula oral todos os dias, incluindo desafios relacionados com a adesão e o estigma, tem dificultado a adesão e a persistência do padrão de cuidados durante demasiado tempo, atenuando assim o impacto da PrEP na prevenção do HIV”, diz Onyema Ogbuagu, diretora investigadora do ensaio e do Programa de Pesquisa de Antivirais e Vacinas de Yale. “Este avanço acrescenta significativamente ao nosso arsenal de ferramentas para nos aproximar de uma geração livre da Aids”, completa.

O estudo PURPOSE 2 incluiu homens cisgêneros e transgêneros, assim como mulheres transgêneros e indivíduos de gênero não binário com 16 anos ou mais que fazem sexo com parceiros designados como homens no nascimento.

O estudo foi realizado na Argentina, Brasil, México, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

Dados de outro estudo, publicado em julho, mostraram que o lenacapavir injetável como profilaxia pré-exposição pode proporcionar proteção total contra o HIV em mulheres, demonstrando 100% de eficácia entre jovens e adolescentes em África.

Esse resultado foi considerado um “avanço significativo na prevenção do HIV”, de acordo com um comunicado de imprensa da Organização Mundial de Saúde (OMS), na época.

A farmacêutica pretende usar os dados desses testes para o processo de aprovação do medicamento em vários países até o final do ano.

A empresa disse que planeja priorizar locais com alta incidência da infecção e poucos recursos. Por Agência O Globo.

Fundação Altino Ventura amplia atendimentos e firma parceria para inclusão profissional

SAÚDE

Fundação Altino Ventura/ atendimento do Dr Marcelo Ventura Filho
Fundação Altino Ventura/ atendimento do Dr Marcelo Ventura Filho – Foto: Cristiana Dias

A Fundação Altino Ventura (FAV) realizará, na próxima terça-feira (17), a partir das 10h, a inauguração oficial do 5º andar do Edifício Marcelo Ventura, localizado na sede da instituição, na Avenida Maurício de Nassau, nº 2.075, no Iputinga, na zona Oeste do Recife.

A FAV e a Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco (Sedepe), também vão assinar parceria para o Programa Emprego e Renda Acessível, de qualificação técnica e empreendedora de Pessoas com Deficiência (PcDs) e seus cuidadores.

A nova estrutura permitirá à FAV ampliar significativamente sua capacidade de atendimento oftalmológico à população de baixa renda, beneficiando mais de 400 novos pacientes por dia, totalizando 8 mil novos atendimentos mensais.

O 5º andar contará com 24 consultórios modernos, reforça o compromisso com a saúde ocular de qualidade. Além disso, o Departamento de Investigação Científica da FAV ampliará suas atividades de pesquisa científica, desenvolvendo “clinical trials” neste novo espaço.

A obra está equipada com três polos de atendimento especializados: Um polo dedicado às consultas de cirurgia refrativa, doenças da córnea e correção de erros refrativos; um polo focado em plástica ocular e pesquisa científica e um polo para consultas gerais.

A parceria da FAV com a Sedepe marca  também o início do Programa Emprego e Renda Acessível, que proporcionará qualificação técnica e empreendedora para PcDs e seus cuidadores, com a implementação da Casa do Trabalhador Inclusiva e “Itinerante”.

O programa é direcionado para pessoas em tratamento no Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) da FAV e busca fomentar a inclusão social e a geração de renda para grupos em situação de vulnerabilidade social.

“A inauguração deste novo andar representa um marco para a FAV, pois fortalece nossa missão de oferecer saúde ocular de qualidade, gratuitamente, a quem mais precisa por meio do SUS”, afirma o Dr. Marcelo Ventura Filho, presidente da FAV.

“Além disso, o Programa Emprego e Renda Acessível reflete nosso compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento profissional das pessoas atendidas por nós”, complementa a Dra. Liana Ventura, presidente do Conselho Curador da FAV. Por Marise Rodrigues -Rádio Folha FM.

Em ao menos 13 capitais, fila para consulta médica no SUS dura mais de 1 mês; questão vira alvo de promessas eleitorais

SAÚDE

Paciente espera em frente ao SUS
Paciente espera em frente ao SUS — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Cuiabá tem o maior tempo médio de espera, com 197 dias para o paciente ser atendido; e Maceió, o menor, com 7,75 dias.

Em ao menos treze capitais do país a população precisa esperar, em média, mais de um mês para ter uma consulta médica na rede municipal do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a expectativa frustrada de pacientes, o tema é alvo de promessas e discussões de candidatos para as prefeituras nas eleições deste ano.

Levantamento feito a partir de dados do Ministério da Saúde e das gestões de capitais com o mês de agosto como base mostra que, entre as administrações que forneceram dados oficiais, Cuiabá é a que tem o maior tempo médio de espera para consultas, com 197 dias para o paciente ser atendido. A capital mato-grossense também tem o maior tempo de espera para cirurgias eletivas (168 dias).

Na corrida eleitoral de Cuiabá, as críticas à atual gestão do MDB, de Emanuel Pinheiro, vão do União Brasil, passando pelo PL e chegando ao PT. Em um dos debates, Eduardo Botelho (União) disse que um dos focos de sua gestão seria a redução das filas. Para isso, ele pretende investir em ações primárias, aumento da equipe da saúde da família e a criação de três policlínicas.

No ano passado, com a crise na área, a saúde do município chegou a sofrer intervenção do estado. Neste contexto, Lúdio, candidato do PT, promete ser o “prefeito da saúde” e acabar com a espera para o atendimento. Na última sexta-feira, o petista chegou a usar um depoimento em vídeo da ministra da Saúde, Nísia Trindade, para pedir votos.

— Lúdio Cabral conhece a fundo o Sistema Único de Saúde e todos os programas do governo federal, disse Nísia.

Ainda de acordo com o levantamento, moradores de Florianópolis são os que têm enfrentam maior tempo de espera para exames, 583 dias, em média. Na capital, candidatos também prometem “zerar” a fila.

O ranking das filas conta com dados de 17 capitais, já que Rio Branco (AC), Macapá (AP), Fortaleza (CE), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Curitiba (PR), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO) não responderam à solicitação.

O menor tempo de espera para consultas é registrado em Maceió, com 7,75 dias. Já Belém tem a menor média para a realização exames, com 7,95 dias, e Recife registra o menor tempo médio para as cirurgias eletivas, 4,79 dias.

A professora de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas, ressalta que as prefeituras dos municípios têm a responsabilidade sobre a gestão dessas filas.

— O município tem a obrigação de acompanhar o andamento dessa fila, para conferir se está avançando, se algum paciente acabou entrando em mais de uma fila. Essa leitura e filtro das filas tem que ser feito regularmente pelas prefeituras, diz a especialista.

Em São Paulo, candidatos como Ricardo Nunes (MDB) e Tabata Amaral (PSB) se comprometem a diminuir as esperas. José Luiz Datena (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) vão além e dizem que vão zerar algumas das filas.

Em junho, o tempo médio de espera para exames era de 55 dias, 107 para consultas e 160 dias para as avaliações nas especialidades cirúrgicas. Em nota, a prefeitura destacou que, sob a atual gestão, os investimentos ano a ano e o orçamento do setor passou de R$ 10 bilhões, em 2016, para R$ 20 bilhões, em 2024.

“Em 2023, a rede executou 69.802.181 procedimentos e consultas médicas de Atenção Básica, além de 10.039.448 de consultas em urgência e emergência na área hospitalar”, completa a nota.

No Rio de Janeiro, Tarcísio Motta (PSol) quer diminuir as filas com a contratação de mais médicos especialistas. Enquanto isso, Alexandre Ramagem (PL) propõe diminuir em 80% a fila do Sisreg na rede municipal criando turnos extras nas unidades de saúde.

Segundo o cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Tadeu, problemas com a saúde pública são historicamente decisivos nas eleições.

— E o símbolo mais visível da falência dos serviços de saúde é a fila, que representa a dificuldade de atender a demanda da população. Então se cria uma expectativa muito grande no período eleitoral, e os políticos têm que fazer discurso vendendo esperança. Não adianta falar que é um problema complicado, que vai ser difícil, ele fala que vai resolver, ressalta o especialista.

A última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019 mostrou que mais de 150 milhões de brasileiros, ou seja sete em cada dez, dependiam exclusivamente do SUS para cuidar de sua saúde.

Na visão de Carla Pintas, o problema das grandes filas pode ser resolvido principalmente com o fortalecimento dos serviços de atenção primária à saúde. Segundo ela, a adoção de consultas à distância nas redes municipais pode ser um caminho para resolução deste problema histórico na saúde brasileira.

— Se o paciente precisa fazer uma consulta com um endocrinologista, que não tem no município dele, hoje a gente consegue fazer isso online junto com o médico da atenção primária, e isso já se resolve lá. Essa é uma alternativa excelente pensando também no deslocamento que o paciente precisa fazer. E não precisa de muita tecnologia para isso, é só ter um celular ou uma câmera.

Para a medição do tempo médio de espera no levantamento, foi realizada uma média ponderada entre as diferenças das datas de execução/internação e as datas de solicitação das demandas registradas no Sistema de Regulação (SISREG) para calcular o tempo médio de agendamento. Por Agência o Globo.

Após caso suspeito de Mpox em escola, Secretaria Estadual de Saúde monitora aluno com sintomas

SAÚDE

Estudante já cumpre isolamento social
Estudante já cumpre isolamento social – Foto: Reprodução/IStock

Estudante já cumpre isolamento social

Após caso suspeito de Mpox em um aluno da Escola de Referência em Ensino Médio de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) orientou o adolescente, que também apresentou sintomas de febre e indisposição, além das lesões características, o isolamento domiciliar. Como a princípio se trata de um quadro leve, não há indicação de internamento.

“Ele (aluno) está sendo monitorando tanto pela Vigilância Epidemiológica Estadual, quanto pela Municipal, no controle desse caso. Será realizada a coletada dos exames para termos o resultado final”, explicou o médico infectologista Lucas Caheté, diretor-geral de Vigilância Epidemiológica da SES-PE.

Em nota, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE) esclarece que a unidade foi informada pela família do estudante e que as orientações e protocolos estabelecidos pela área de saúde foram observados. Além disso, a pasta informou que também seguirá acompanhando o caso e iniciará, em parceria com a Saúde, ações de conscientização sobre a doença a fim de informar toda a comunidade escolar.

O diretor-geral de Vigilância Epidemiológica da SES-PE afirmou que em caso de suspeita da doença é necessário procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação. “Esse quadro é sugestivo pelas lesões de pele. As lesões da Mpox se assemelham, por vezes, as lesões da varicela e podem acometer em pessoas de qualquer idade. Então, se tiver lesões que podem se assemelhar com a varicela, na dúvida, procurar ajuda médica. Buscar um atendimento com profissional de saúde na unidade básica ou na unidade de pronto atendimento. Lá será possível realizar a avaliação, ver se tem outros quadros e tomar as medidas necessárias”, explicou o médico Lucas Caheté.

A transmissão de Mpox acontece, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, por contato com a lesão de pele, na relação sexual, e também por via respiratória. Por isso, em caso suspeito, importante o uso de máscara quando tiver contato com outras pessoas.

“O que a gente sempre orienta é que, se teve um caso suspeito, buscar essa avaliação de um profissional da área de saúde e isolar a pessoa com suspeita até fechamento do caso. Se teve contato com objetos que a pessoa suspeita teve, fazer a higienização do objeto com álcool. Lembrando que não há essa transmissibilidade tão grande como a Covid-19, mas é importante ficar atento aos sinais”, salientou o diretor-geral de Vigilância Epidemiológica da SES-PE. Por JC

Pernambuco vai receber 146 novos profissionais do Mais Médicos

SAÚDE

Pernambuco vai receber 146 novos profissionais do Mais Médicos
Pernambuco vai receber 146 novos profissionais do Mais Médicos – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O novo edital para o 38º ciclo do programa Mais Médicos para o Brasil ofertou 3.177 vagas e recebeu 33.014 inscrições, destacando a participação expressiva de médicos formados no País. Do total de vagas, 95% foram preenchidas por profissionais que possuem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Brasil. Os 5% restantes das vagas foram preenchidos por brasileiros formados no exterior. Ao todo, na região Nordeste serão alocados 1.104 profissionais, desse número, 146 irão atuar em Pernambuco.

Dentre as inscrições, o programa registrou 3.079 somente de cotistas, representando 9,3% do total. Neste grupo, 382 candidatos (12,4%) se inscreveram para vagas destinadas a pessoas com deficiência, enquanto 2.741 (88%) optaram pelas cotas étnico-raciais.

Já a distribuição por sexo foi a seguinte: 18.782 inscrições femininas (56,9%), 14.196 masculinas (43%), e 36 que não especificaram o sexo (0,1%).

Em relação à descrição dos inscritos, o perfil 1 – que inclui médicos com CRM no Brasil – foi o mais prevalente, com 15.699 inscrições (47,5%). O perfil 2, que abrange brasileiros formados no exterior, somou 13.467 inscrições (40,8%), enquanto o perfil 3, destinado a estrangeiros formados no exterior, contou com 3.848 inscrições (11,7%).

Risco de diabetes é relacionado ao consumo de carne vermelha, diz estudo

SAÚDE

Especialistas sugerem substituir um bife, de 100 gramas, por peixe ou ave para causar menos danos ao organismo   - (crédito: crédito: Kayo Magalhães/CB)
Especialistas sugerem substituir um bife, de 100 gramas, por peixe ou ave para causar menos danos ao organismo   – Foto/Kayo Magalhães/CB)

A pesquisa inova ao examinar mais de 1,9 milhão de pessoas e mostra que a ameaça de desenvolver a doença está diretamente ligada à quantidade que se consome por dia. A probabilidade aumenta com os processados

O consumo de carne, particularmente produtos processados e carne vermelha, está associado a um aumento significativo no risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. É a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que envolveu 1,97 milhão de participantes, e revela novas evidências sobre os efeitos do consumo de diferentes tipos de alimentos de origem animal na saúde. A pesquisa foi detalhada, ontem, na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology.

De acordo com o estudo, o aumento global na produção e consumo de carne nas últimas décadas tem levado a dúvidas em relação às diretrizes alimentares em muitos países. Estudos anteriores já haviam sugerido uma associação entre o consumo elevado de carne processada e vermelha não processada e o risco de diabetes tipo 2, mas os resultados eram variados e muitas vezes inconclusivos.

O novo trabalho usou dados do projeto global InterConnect, que inclui informações de 31 grupos de estudo em 20 países. A equipe de pesquisa, liderada pela professora Nita Forouhi da Unidade de Epidemiologia do Conselho de Pesquisa Médica (MRC) da Universidade de Cambridge, analisou os dados considerando fatores como idade, gênero, comportamentos relacionados à saúde, ingestão calórica e índice de massa corporal.

Os resultados mostram que o consumo diário de 50 gramas de carne processada — algo equivalente a duas fatias de presunto — está associado a um aumento de 15% no risco de diabetes tipo 2 ao longo de uma década. A ingestão diária de 100 gramas de carne vermelha não processada — o equivalente a um bife pequeno — está ligada a um aumento de 10% no risco da doença. Em contraste, comer 100 gramas de aves por dia foi associado a um aumento de 8% no risco de diabetes tipo 2.

No entanto, as análises adicionais mostraram que a associação entre consumo de aves e diabetes tipo 2 era mais fraca, enquanto essa mesma relação para carne processada e carne vermelha não processada continuou significativa.

“Nossa pesquisa fornece a evidência mais abrangente até o momento sobre a relação entre consumo de carne processada e carne vermelha não processada e um maior risco futuro de diabetes tipo 2. Isso reforça a necessidade de limitar o consumo desses tipos de carne para reduzir a incidência de diabetes tipo 2”, destacou, em nota, Forouhi.

Conforme Fábio Moura, endocrinologista, e diretor nacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), conhecer melhor padrões alimentares e possíveis doenças é essencial. “A partir disso é possível personalizar uma diretriz, digamos assim, tentar adaptar aquilo ali para a realidade social e cultural das pessoas”, ressaltou. “Você vai ter que julgar o padrão alimentar e a partir dele conseguir ver a importância de um certo alimento dentro desse padrão e, se for o caso, substituir. Tem dados muito fortes muito relevantes mostrando que substituir carne vermelha por peixe, por exemplo, diminui doenças cardiovasculares e câncer.”

A pesquisa utilizou uma abordagem diferente, que integrou dados individuais de participantes de vários ensaios diferentes, em vez de apenas analisar resultados publicados. Segundo a equipe, a técnica permitiu incluir até 31 estudos, essa metodologia expandiu a base de evidências.

Para Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e membro da Obesity Society FTOS, nos Estados Unidos, os desafios para equilibrar o consumo de carnes são muitos. “Esses dados, de uma maneira geral, já são conhecidos, o que agora que vimos foi a análise de um patamar de consumo um pouco menor relacionado ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. A partir desses dados, certamente, o futuro das prescrições dietéticas será focado de maneira muito mais forte para as carnes brancas e não diretamente para a carne vermelha.”

Chunxiao Li, autor principal do artigo e membro da Unidade de Epidemiologia do MRC, explicou que, “enquanto meta-análises anteriores se basearam apenas em resultados publicados, nossa análise harmonizou dados individuais de cada estudo, permitindo uma avaliação mais precisa da relação entre consumo de carne e diabetes tipo 2.”

O professor Nick Wareham, diretor da Unidade de Epidemiologia do MRC, acrescentou que o InterConnect permite estudar fatores de risco para obesidade e diabetes tipo 2 em uma ampla gama de populações. “Incluindo regiões sub-representadas em estudos anteriores. A inclusão de dados de países do Oriente Médio, América Latina e Sul da Ásia destaca a necessidade de mais pesquisas nessas regiões.”

Equilíbrio na recomendação

“Existe uma série de dados de estudos observacionais sugerindo a associação entre carne processada e risco para a saúde, especialmente de doença cardiovascular, câncer, doenças neurodegenerativas e psiquiátricas. Devemos recomendar nas diretrizes que se faça um consumo controlado nesse tipo de alimento. Em relação à ingestão de carne vermelha não processada a gente também tem que tomar cuidado, também há pesquisas demonstrando alguma associação com doença cardiovascular e câncer, mas eu diria que essa relação é menos evidenciada. Há diretrizes, como a canadense, que não proíbem o consumo de carne vermelha não processada.”

Fernando Gerchman, endocrinologista, diretor
do departamento de
Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade
e Síndrome Metabólica
(Abeso)

Menos impactos

Um estudo de três anos realizado pela farmacêutica Eli Lilly descobriu que o tirzepatida, princípio ativo dos medicamentos Mounjaro e Zepbound —produzidos pela empresa— pode reduzir em 94% o risco de progressão para diabetes em adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso, quando usado semanalmente. Os participantes que tomaram uma dose de 15 miligramas da droga perderam, em média, quase 23% do peso corporal. Durante um período de 17 semanas sem tratamento, houve recuperação de peso e aumento na progressão para diabetes tipo 2. Os resultados da pesquisa, não revisada por pares, serão apresentados na ObesityWeek 2024. Fonte: Correio Brasiliense.

Febre do Oropouche: Pernambuco registra terceiro caso de óbito fetal com doença

SAÚDE

 (Foto: Arquivo )
(Foto: Arquivo )

Ainda não é possível determinar que a perda gestacional foi motivada pela indecção pelo vírus

Pernambuco registrou, nesta terça-feira (20), o terceiro caso de perda gestacional de um feto diagnosticado com o vírus oropouche.

A relação entre a doença e a perda gestacional está sendo investigada.

Este terceiro registro aconteceu na cidade de Machados, no Agreste Setentrional do Estado.

A mãe do bebê, de 43 anos, não apresentava comorbidades e contava com 34 semanas de gestação.

O acompanhamento, realizado pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), se deu em função de a mulher ter apresentado sintomatologia condizente às arboviroses, entre elas a Febre do Oropouche.

Como resultado, a análise identificou transmissão vertical, quando a transmissão ocorre de mãe para filho.

Este é o terceiro caso, em Pernambuco, de transmissão vertical da Febre do Oropouche.

Antes, ocorreram óbitos com fetos positivos para a arbovirose nos municípios de Rio Formoso e Ipojuca.

Em apenas um deles, até o momento, chegou-se à conclusão que o Oropouche foi motivo do óbito.

A SES-PE informou que tem realizado monitoramento constante para investigar, juntamente com os municípios, os casos suspeitos de infecção pelo oropouche.

Diagnóstico
O diagnóstico desse novo caso foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (LACEN/PE).

Para tal, foram encaminhadas amostras da mãe e do feto ao Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém/PA, referência nacional no estudo de arboviroses para realização de exames complementares.

A Vigilância do Óbito Fetal de Pernambuco atua para localizar, captar e investigar estes casos para incrementar dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Cuidados
A SES-PE reforça os cuidados em relação às gestantes quanto à prevenção da doença.

É importante, para o momento, que as grávidas pernambucanas diminuam a exposição à picada do maruim (culicóide), transmissor do Oropouche.

Usar roupas que protejam a pele da exposição, principalmente nos horários de penumbra (ao amanhecer e ao anoitecer), quando os vetores se mostram mais ativos.

Além disso, estar mais atento a essas precauções em locais próximos a matas ou florestas ou com presença de árvores frutíferas.

Outra forma de prevenção é o uso de repelentes adequados para gestantes (produtos à base de Icaridin ou Picaridin, N-Dietil-meta-toluamida (DEET),  IR 3535 ou EBAAP (BVS, 2022) e o cuidado com o acúmulo de lixo também ajudam a evitar o contato com os insetos.

Dados da Oropouche
Pernambuco contabiliza, nesta terça-feira (20), 122 casos confirmados da Febre do Oropouche.

Até o momento, o vírus oropouche isolado foi identificado em pacientes dos municípios de: Jaqueira, Pombos, Água Preta, Moreno, Maraial, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Timbaúba, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Catende, Camaragibe, Ipojuca, Itaquitinga, Macaparana, Sirinhaém, Bonito, Garanhuns, Aliança e Machados. Por Portal Folha de Pernambuco.

Alcoólicos Anônimos completa 60 anos em Pernambuco

SAÚDE

Nos dias 24 e 25 de agosto, o Encontro de Alcoólicos Anônimos acontecerá na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no bairro da Encruzilhada. Serão mais de 20 atividades
Nos dias 24 e 25 de agosto, o Encontro de Alcoólicos Anônimos acontecerá na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no bairro da Encruzilhada. Serão mais de 20 atividades – Foto/A.A./DIVULGAÇÃO

Atualmente, A.A. está presente em 97 municípios com 294 grupos presenciais. São 126 reuniões realizadas semanalmente, além de reuniões online diárias

A organização Alcoólicos Anônimos (A.A.) completou, nesta segunda-feira (19), 60 anos de atividades em
Pernambuco e tem programação especial aberta à comunidade durante toda a semana.

Atualmente, A.A. está presente em 97 municípios com 294 grupos presenciais. São 126 reuniões realizadas semanalmente, além das reuniões online diárias.

A data de 19 de agosto marca a primeira reunião de recuperação realizada no Recife, que aconteceu depois da visita de um membro de A.A. do Rio de Janeiro à capital. Ele publicou um anúncio e recebeu cinco mensagens por telegrama de pessoas interessadas.

Após oito anos, em 1972, foi inaugurado o escritório de A.A. no Estado pelos 10 grupos daquela época. Desde então, Alcoólicos Anônimos vêm crescendo em Pernambuco.

Atividades de conscientização

Para comemorar o aniversário de 60 anos, a Estação Central do Metrô do Recife, no bairro de São José, no Centro da cidade, recebe, de 19 a 23 de agosto, a Exposição de Literaturas de Alcoólicos Anônimos. Na ocasião, devem ser distribuídos para a população cerca de 60 mil folhetos.

Já no fim de semana, nos dias 24 e 25 de agosto, o Encontro de Alcoólicos Anônimos acontecerá na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Serão mais de 20 atividades ao longo dos dois dias de evento.

Entre os destaques da programação, está a mesa-redonda com profissionais, com participação da presidente da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil (Junaab), Lívia Pires Guimarães, e da psicóloga amiga de A.A., Kátia Falcone.

“Celebrar os 60 anos de Alcoólicos Anônimos em Pernambuco com a comunidade é uma oportunidade sem precedentes! Teremos o privilégio de vivenciarmos juntos o que há de melhor em AA: troca de experiências, aprendizado, rever velhos amigos, fazer novos amigos, e sempre com muita alegria no convívio! No evento, todos os participantes poderão ver e ouvir a mensagem viva e terão suas esperanças renovadas nos corações!”, destaca Lívia.

Nos dias 24 e 25 de agosto, o Encontro de Alcoólicos Anônimos acontecerá na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no bairro da Encruzilhada. Serão mais de 20 atividades – A.A./DIVULGAÇÃO 

 

“Celebrar os 60 anos de Alcoólicos Anônimos em Pernambuco com a comunidade é uma oportunidade sem precedentes! Teremos o privilégio de vivenciarmos juntos o que há de melhor em AA: troca de experiências, aprendizado, rever velhos amigos, fazer novos amigos, e sempre com muita alegria no convívio! No evento, todos os participantes poderão ver e ouvir a mensagem viva e terão suas esperanças renovadas nos corações!”, destaca Lívia.

Mais de 400 milhões pessoas no mundo vivem com transtornos relacionados ao uso de álcool

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde estimam que 400 milhões pessoas vivem com transtornos relacionados ao uso de álcool, sendo que destas 209 milhões de pessoas possuem dependência.

No Brasil, segundo o Covitel 2023 (sigla para Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia), 6 milhões de pessoas adultas no Brasil bebem num padrão de consumo perigoso, com risco de dependência.

Alcoolismo: veja sinais de alerta

Entre os sinais de alerta, estão o forte desejo pela bebida, não conseguir parar de beber depois que começou e/ou uso continuado apesar das consequências negativas, como conflitos familiares ou profissionais em decorrência da bebida.

Como ter ajuda de Alcoólicos Anônimos

No site de Alcoólicos Anônimos, a pessoa pode responder um questionário de 12 perguntas para descobrir se tem ou não problema com bebida alcoólica. Responder positivamente quatro ou mais vezes pode ser um indicativo de uma relação problemática com o álcool.

Neste caso, se algum dia a pessoa precisar de ajuda, pode procurar Alcoólicos Anônimos. O único requisito para se tornar membro de A.A. é o desejo de parar de beber. Não há necessidade de pagar taxas nem mensalidades.

Para saber mais sobre os grupos e reuniões de recuperação em Pernambuco, A.A. disponibiliza a Linha de Ajuda pelo WhatsApp: 81 98476-3207.

Programação dos 60 anos de Alcoólicos Anônimos em Pernambuco

  • Exposição de Literaturas de Alcoólicos Anônimos: de 19 a 23 de agosto, na Estação Central
    do Metrô do Recife
  • Encontro de Alcoólicos Anônimos: de 24 a 25 de agosto, na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), localizada na Avenida João de Barros, 1769 – Encruzilhada – Recife/PE.

Por Cinthya Leite/JC/NE

 

Aids: nova variante do HIV é identificada em circulação em três Estados do Brasil, revela estudo

SAÚDE

A aids é a doença causada pela infecção do HIV. Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças
A aids é a doença causada pela infecção do HIV. Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças – Rodrigo Nunes/Acervo MS

Variante foi detectada a partir de amostras de sangue de pacientes em acompanhamento em ambulatório de infectologia de hospital universitário

Um estudo liderado por pesquisadores da Bahia descobriu uma nova variante do vírus HIV – que, se não tratado, pode levar ao desenvolvimento da aids.

A descoberta é resultado de uma coleta de 200 amostras de sangue de pacientes com HIV e que estão em acompanhamento no ambulatório de infectologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia e vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Hupes-UFBA/Ebserh).

De acordo com o estudo, a nova variante combina genes dos subtipos B e C do HIV, predominantes no Brasil, e por isso é chamada de vírus recombinante.

Há registros da nova variante na Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

“Estudamos as características genéticas do HIV em um grupo de pacientes de nosso ambulatório (Hupes-UFBA/Ebserh) e detectamos um vírus recombinante, mistura de dois vírus diferentes, em um paciente. Este recombinante já havia sido detectado em três outros pacientes em outros estudos, e nosso achado demonstra que ele já circula na Bahia”, afirma o professor da UFBA Carlos Brites, coordenador do Laboratório de Infectologia do Hupes-UFBA/Ebserh, que colaborou com o estudo.

Os vírus recombinantes podem ser únicos, quando são encontrados em um único indivíduo que passou por uma reinfecção, ou podem ser recombinantes viáveis ou circulantes, quando se tornam versões transmissíveis. É o caso da nova variante descoberta, batizada de CRF146_BC.

A pesquisadora da UFBA Joana Paixão, bióloga e co-autora do estudo, explica que é possível que o vírus também esteja presente em outras partes do País, mas ainda sem identificação.

“Vale ressaltar que nem sempre é possível a identificação de genomas recombinantes, porque eles são vírus que têm partes de um subtipo numa região do genoma e partes de outros subtipo em outra região”, diz Joana.

“Para dizer com certeza se é um recombinante, geralmente é preciso ter a sequência completa do genoma viral. Então, é possível que não só essa, como muitas outras formas recombinantes, estejam circulando nas várias regiões do Brasil”, explica.

Diagnóstico HIV/aids

Conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV aumenta muito a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha muito em qualidade de vida.

Às pessoas que já passaram por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, é recomendado o teste anti-HIV.

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral.

No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos.

Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento para facilitar a correta interpretação do resultado. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

Em todos os casos, a infecção pelo HIV pode ser detectada em, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no material coletado. Esse é o período chamado de janela imunológica. Por Cinthya Leite/JCNE

Norte e Nordeste enfrentam a maior carência de médicos no Brasil aponta associação

SAÚDE

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Foto/Divulgação

Levantamento revela que as regiões contam com menos de dois médicos por mil habitantes; número recomendável pela OCDE é de 3,73 médicos.

A desigualdade na distribuição de médicos no Brasil é particularmente acentuada nas regiões Norte e Nordeste, que possuem o menor número de profissionais ativos, conforme dados da AMIES (Associação dos Mantenedores Independentes Educadores do Ensino Superior). Nessas regiões, o número de médicos é inferior a dois por mil habitantes, bem abaixo da recomendação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que é de 3,73 médicos por mil habitantes.

Estados como o Maranhão, no Nordeste, e o Pará, no Norte, apresentam os menores índices, com apenas 1,13 e 1,22 médicos por mil habitantes, respectivamente. Outras unidades federativas também enfrentam carência de profissionais, incluindo o Piauí, com 1,40 médicos por mil habitantes; o Acre, com 1,46; a Bahia, com 1,90; e o Ceará, com 1,95.

A desigualdade na distribuição de médicos no Brasil é particularmente acentuada nas regiões Norte e Nordeste, que possuem o menor número de profissionais ativos, conforme dados da AMIES (Associação dos Mantenedores Independentes Educadores do Ensino Superior). Nessas regiões, o número de médicos é inferior a dois por mil habitantes, bem abaixo da recomendação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que é de 3,73 médicos por mil habitantes.

Estados como o Maranhão, no Nordeste, e o Pará, no Norte, apresentam os menores índices, com apenas 1,13 e 1,22 médicos por mil habitantes, respectivamente. Outras unidades federativas também enfrentam carência de profissionais, incluindo o Piauí, com 1,40 médicos por mil habitantes; o Acre, com 1,46; a Bahia, com 1,90; e o Ceará, com 1,95.

Somando as populações das regiões Norte e Nordeste, que totalizam mais de 71 milhões de habitantes, há apenas 130 mil médicos, o que evidencia a carência crítica de profissionais. Para enfrentar essa situação, diversas faculdades estão buscando aprovação do MEC (Ministério da Educação) para a abertura de novos cursos de medicina e para o aumento das vagas nos cursos já existentes nas duas regiões.

No Nordeste, há 50 pedidos para a criação de novos cursos e 32 solicitações para a expansão de vagas, como nas universidades Federal de Campina Grande, na Paraíba, e Faculdade de Medicina de Olinda, em Pernambuco.

No Norte, foram feitos 24 pedidos para novos cursos e cinco para ampliação das vagas, incluindo a Faculdade de Ciências Médicas de Palmas, no Tocantins, e o Centro Universitário CEUNI – FAMETRO, em Manaus, Amazonas.

“Em abril de 2018, o MEC publicou a Portaria MEC nº 328/2018, que suspendeu por cinco anos a criação de novos cursos de medicina e o aumento de vagas em cursos já existentes,” explicou o advogado Esmeraldo Malheiros. “Em resposta, várias instituições de ensino, fundamentadas no direito de petição e na liberdade de iniciativa no campo da educação, garantida pelo artigo 209, II da Constituição Federal, solicitaram ao MEC a autorização para a implantação de novos cursos de medicina. Essas solicitações foram baseadas na demonstração da demanda e necessidade social, bem como na carência de profissionais médicos e na existência de infraestrutura adequada, como laboratórios, corpo docente e bibliotecas,” afirmou Malheiros. *Por Assessoria

Febre do Oropouche: sobe para 82 o número de casos em Pernambuco

ARBOVIROSES

Muriçoca pode atuar como vetor da febre do Oropouche
Muriçoca pode atuar como vetor da febre do Oropouche – Foto: Freepik

Vírus Oropouche foi isolado e identificado em pacientes de 13 municípios pernambucanos

Pernambuco confirmou mais 10 casos de febre do Oropouche, nessa segunda-feira (22). Com a nova rodada de notificações, feita pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o Estado agora totaliza 82 registros da doença.

O vírus Oropouche foi isolado e identificado em pacientes de 13 municípios pernambucanos: Jaqueira, Pombos, Palmares, Água Preta, Moreno, Xexéu, Maraial, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Timbaúba, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Catende e Camaragibe.

Os últimos 10 casos são de Jaqueira e Camaragibe, segundo a SES-PE. Na semana passada, a pasta havia confirmado mais de 59 casos, elevando o total, naquela ocasião, a 72.

A SES-PE ainda investiga a possível relação entre a febre e a morte de um feto com 30 semanas de gestação. Caso, que aconteceu em Rio Formoso, na Mata Sul de Pernambuco, é inédito na literatura científica e está sendo debatido com especialistas.

As notificações são confirmadas após exames feitos pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen/PE).

A febre é transmitida principalmente pelo mosquito maruim e pela muriçoca, e que tem sintomas parecidos aos da dengue e chikungunya.

Possíveis mortes no Brasil

O Ministério da Saúde investiga três mortes suspeitas de febre do Oropouche no Brasil, sendo uma em Santa Catarina e duas na Bahia.

Caso confirmadas, essas serão as primeiras mortes pela doença documentadas no mundo. No Maranhão, um caso também estava sendo investigado, mas foi descartado.

O País já registrou neste ano mais de 7 mil casos da doença.

Mais casos em regiões mais úmidas

O diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra, explica que a predominância de casos na Zona da Mata se dá porque o vírus tem maior ocorrência em regiões mais úmidas.

“O crescimento dos casos pode estar relacionado ao comportamento que as arboviroses já apresentam em sua sazonalidade, além de uma sensibilidade maior dos municípios no registro de pessoas sintomáticas”, alertou.

Febre do Oropouche

Causada por um arbovírus, diferente da dengue, zika e chikungunya, o vetor da febre do Oropouche não é o Aedes aegypti e sim o maruim (culicoide) e a muriçoca (culicídeo).

Em termos de enfrentamento vetorial, esse fato apresenta uma dificuldade maior para a saúde pública. Mais afeitos à água com muito material orgânico, tanto o maruim quanto a muriçoca usam de mangues, alagados, várzeas, água acumulada em área com muitas folhas caídas, cultivo de bananeiras, além de área com esgoto a céu aberto, coleta de lixo ineficiente ou terrenos baldios.

Em função disso, é preciso haver um cuidado maior no sentido de evitar a exposição a picadas. O uso de roupas que protejam a pele de exposição, sobretudo nos horários de penumbra (ao amanhecer e ao anoitecer), quando os vetores se mostram mais ativos.

Além disso, o uso de repelentes adequados e o cuidado com o acúmulo de lixo, também ajudam a evitar o contato com os insetos. Não há enfrentamento vetorial químico possível, uma vez que fumacê e aplicação local de larvicidas e adulticidas não são efetivos.

Segundo o Ministério da Saúde, a febre pode causar surtos significativos, especialmente em áreas tropicais e subtropicais.

Sintomas comuns incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares e articulares, e em alguns casos, pode levar a complicações mais graves.

“A disseminação de conhecimento sobre a doença é crucial para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado, contribuindo para a redução de sua morbidade e mortalidade”, garante o ministério. *Por Folha de Pernambuco.

Ministério da Saúde amplia SUS Digital e começa implantação de prontuário unificado

SAÚDE

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Uma das novas funcionalidades da plataforma é o lançamento de uma interface dedicada aos profissionais do SUS

O Ministério da Saúde anunciou que os profissionais de saúde poderão acessar todo o histórico dos pacientes durante as consultas, utilizando o SUS Digital. Uma das novas funcionalidades da plataforma é o lançamento de uma interface dedicada aos profissionais do SUS, permitindo a continuidade do cuidado com o acesso ao prontuário eletrônico unificado.

A nova funcionalidade foi apresentada em evento no Ministério da Saúde. A iniciativa visa a transformação digital do SUS para unificar os dados de saúde. Esse compartilhamento de dados é possível por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde, aprimorada em 2023, que já conta com mais de 1,8 bilhão de registros disponíveis.

“Não é qualquer médico, a qualquer hora, e qualquer profissional de saúde. [É] no contexto da consulta, do atendimento, quando o paciente está presente durante a consulta. Todas as questões da Lei Geral de Proteção dos Dados são seguidas”, disse Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde.

O SUS Digital foi lançado em abril deste ano. As ações servem para o fortalecimento da assistência prestada à população no Sistema Único de Saúde (SUS). O aplicativo ultrapassou a marca de 30 funcionalidades.

A plataforma garante, por exemplo, acesso à carteira nacional de vacinação, com emissão de certificados; autorização para retirada gratuita de absorventes pelo programa Dignidade Menstrual e o histórico da dispensação do Programa Farmácia Popular.

Segundo a pasta, a telessaúde é uma das ações estruturantes do SUS Digital que permite ampliar o acesso a diagnósticos e consultas especializadas. Nos últimos dois anos, foram realizadas 4,6 milhões ações de telessaúde.

Como parte desta estratégia, neste ano, o Ministério da Saúde implantou o primeiro ponto de telessaúde em um território quilombola, no Pará, que vai beneficiar a comunidade do Quilombo Boa Vista.

A pasta destacou durante o evento que é a primeira vez que o governo federal destina recursos em todo o país, de aproximadamente R$ 460 milhões para a transformação digital.

O índice criado pela Secretaria de Informação e Saúde Digital para a distribuição dos recursos considerou os locais de vazio assistencial, falta de conectividade, entre outros pontos com o objetivo de combater as desigualdades e ampliar o acesso a ações e serviços de saúde para quem mais precisa. Com informações da Folhapress.

Brasil sai da lista dos países com mais crianças não vacinadas no mundo, mostram UNICEF e OMS

SAÚDE

 — Foto: Prefeitura de Uberaba/Divulgação
Foto/Divulgação

Em 2021, o Brasil estava em 7º lugar na lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo.

O Brasil se destacou na imunização infantil e saiu da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo.

É o que mostram os dados de um novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), divulgados nesta segunda-feira (15).

Segundo o relatório, no Brasil, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1 (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) diminuiu de 687 mil em 2021 para 103 mil em 2023.

Além disso, a quantidade de crianças brasileiras que não receberam a DTP3 reduziu de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023. No país, a DTP é administrada pelo programa nacional de imunizações com o nome de vacina pentavalente.

Em 2021, o Brasil estava em 7º lugar na lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo, mas em 2023, já não faz mais parte dela.

Nesse intervalo, o Brasil registrou melhorias em 14 dos 16 imunizantes analisados pelo Unicef e OMS.

“Após anos de queda nas coberturas vacinais infantis, a retomada da imunização no Brasil merece ser comemorada. Agora, é fundamental continuar avançando, ainda mais rápido, para encontrar e imunizar cada menina e menino que ainda não recebeu as vacinas. Esses esforços devem ultrapassar os muros das unidades básicas de saúde e alcançar outros espaços em que crianças e famílias, muitas em situação de vulnerabilidade, estão – incluindo escolas, CRAS e outros espaços e equipamentos públicos”, diz Luciana Phebo, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil.

Por outro lado, no cenário global, não houve avanços positivos. A cobertura global de imunização infantil estagnou em 2023, deixando 2,7 milhões de crianças a mais não vacinadas ou com imunização incompleta, em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019.

“As tendências mais recentes demonstram que muitos países continuam a não vacinar um número excessivo de crianças”, disse a Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell.

“Fechar a lacuna de imunização requer um esforço global, com governos, parceiros e líderes locais investindo em cuidados primários de saúde e trabalhadores comunitários para garantir que todas as crianças sejam vacinadas e que a saúde geral seja fortalecida”. *Por g1.

Farmácia Popular terá remédios para Parkinson, colesterol alto e rinite gratuitos

SAÚDE

Farmácia popular no centro do Rio.
Farmácia popular — Foto: Lucas Tavares/Agência O Globo

Remédios para tratamento de colesterol, Parkinson, glaucoma e rinite podem ser retirados gratuitamente em farmácias que possuem o programa “Farmácia Popular”, a partir desta quarta-feira, dia 10.

O Ministério da Saúde, chefiado por Nísia Trindade, inclui a partir desta quarta-feira (10) remédios para o tratamento de colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite entre os que podem ser retirados de graça pela população. A expectativa é que cerca de 3 milhões de pessoas que participam do programa sejam impactadas pela decisão. A medida deve gerar uma economia para os usuários de até R$ 400 por ano.

A expectativa é que cerca de 3 milhões de pessoas que já utilizam o programa sejam impactadas pela decisão. A medida deve gerar uma economia para os usuários de até R$ 400 por ano.

Com os novos remédios, o Ministério da Saúde vai passar a oferecer 95% dos medicamentos e insumos de forma gratuita.

Com os novos remédios, a pasta da Saúde vai passar a oferecer 95% dos medicamentos e insumos de forma gratuita, de acordo com informações publicadas nesta terça-feira (9) na coluna Painel.

Integrantes da Saúde também anunciaram um pacote bilionário para a construção de maternidades em 21 estados. As obras serão financiadas pelo Eixo Saúde, do Plano de Aceleração do Crescimento. O Novo PAC, lançado em agosto do ano passado, investirá R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil.

Ao todo, o programa oferta 41 itens, dos quais 39 são gratuitos. Dentre eles estão absorventes, anticoncepcionais e medicamentos indicados para pessoas com diabetes, hipertensão, asma e osteoporose.

Para os medicamentos que não são gratuitos, o Ministério arca com até 90% do valor de referência e o cidadão paga o restante.

A inclusão dos novos remédios foi adotada em comemoração aos 20 anos do programa Farmácia Popular, criado pelo Governo Federal em 2004, no primeiro governo Lula (PT), e relançado em junho do ano passado, com a ampliação da cesta de itens gratuitos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 70 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa em duas décadas. *Por Brasil247

Sudene e Hemobrás vão atuar em conjunto para fortalecer o complexo industrial da saúde no Nordeste

SAÚDE

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Foto: Elvis Aleluia (Ascom/Sudene).

*As informações são de Por Andrea Pinheiro.

Acordo de cooperação técnica foi assinado nesta segunda-feira (8) na sede da empresa, em Goiana (PE)

Com o objetivo de fomentar, promover e incentivar, de forma conjunta, atividades voltadas ao desenvolvimento regional do Complexo Industrial da Saúde no Nordeste, a Sudene e a Hemobrás assinaram nesta segunda (08) um acordo de cooperação técnica.

Foto: Elvis Aleluia (Ascom/Sudene)
Foto: Elvis Aleluia (Ascom/Sudene)

Essa parceria busca maximizar os efeitos trazidos pela implantação da Hemobrás no Nordeste, criando sinergias e adensamento da cadeia produtiva, atraindo fornecedores locais, com ampliação da geração de emprego e renda a partir deste investimento relevante.

Pelo plano de trabalho, a Sudene e a Hemobrás vão atuar em colaboração para a atração de investimentos para o Nordeste, focados na cadeia produtiva da empresa estatal e também para a formação de profissionais, fomento da governança e inovação no âmbito da estatal.

“Essa ação fala para a soberania nacional, a autonomia do SUS e um segmento importante da nossa economia, que é o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS). Que reponde por 10% do PIB brasileiro e 35% da pesquisa e inovação voltada para a área da saúde”, afirmou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral. Ele destacou a importância de integrar as políticas públicas, com o olhar para a região, a partir da Nova Indústria do Brasil (NIB).

Para a presidente da Hemobrás, Ana Paula Menezes, a assinatura do acordo simboliza a parceria entre a empresa e a Sudene já com a perspectiva de ampliação de seu escopo.

“A iniciativa mais desafiadora será atuarmos para a nacionalização dos insumos da nossa cadeia produtiva, quando concluirmos a etapa de incorporação tecnológica”, frisou. A gestora  elencou que a construção de um modelo de articulação dos instituições de ciência, tecnologia e inovação para a prospecção de pesquisas que possam contribuir com a sustentabilidade comprometo da Hemobrás.

A estratégia da Sudene e da Hemobrás se consolida na construção do Complexo Econômico e Industrial da Saúde, inclusive como parte da nova política industrial denominada de Nova Indústria Brasil. Em termos do CEIS, a ideia-força é que o Sistema de Saúde deve exercer um papel estratégico de reduzir as iniquidades sociais e ambientais e, simultaneamente, estimular o desenvolvimento territorial sustentável, tendo o Estado como seu principal indutor, a partir dos investimentos realizados principalmente pelo SUS.

A Hemobrás é um dos principais investimentos do CEIS no país, denotando a capacidade deste empreendimento no estímulo ao desenvolvimento econômico em um primeiro momento dos estados de Pernambuco e Paraíba.

Já a Sudene, na sua atuação em prol do desenvolvimento regional, mostra sua capacidade de articulação e planejamento ao construir coletivamente, envolvendo diversos atores regionais e nacionais, o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) e neste âmbito articulá-lo com o Plano Plurianual (PPA) dos Ministérios, no caso o da Saúde, ao procurar incluir a Hemobrás como partícipe importante, aliando os eixos social e econômico do PRDNE, na sua estratégia de atração de investimentos e geração de emprego e renda para o Nordeste.

Além de Ana Paula Menezes e Danilo Cabral, participaram do evento, seguido de uma visita à fábrica, o diretor José Lindoso (Administração), os coordenadores Pabllo Brandao (Gestão Institucional), José Farias (Promoção de Desenvolvimento Sustentável) e Jurandir Liberal (Gestão de Pessoas) da Sudene; o diretor André Pinho (Administração e Finanças), Adelaide Cabral (Chefe de gabinete) e os gerentes Melissa Papaleo (Produtos e Suprimentos), Gustavo Simioni (Administração e Finanças) e Rafael Jaegger (Gestão de Pessoas) da Hemobrás. Também participaram representantes do corpo técnico da empresa e da Autarquia.

SUS incorpora tratamento que substitui cirurgia para pacientes com metástase no fígado; entenda

SAÚDE

Unidade do Sistema Único de Saúde, o SUS
Unidade do Sistema Único de Saúde, o SUS — Foto: Não informado

Ablação, técnica que queima o tumor com agulha, deve começar a ser aplicada em pacientes com câncer colorretal a partir de setembro

Pacientes com em tratamento de câncer têm uma boa notícia: a partir de setembro estará disponível no SUS uma cirurgia minimamente invasiva para retirada de tumores secundários no fígado. Trata-se da ablação, procedimento em que uma agulha é inserida no tumor com o auxílio de equipamentos de tomografia ou ultrassom. Ao atingir o tumor, com temperatura acima de 60º graus, ela destrói as células cancerígenas. O procedimento está disponível para pacientes de planos de saúde desde maio passado, com a inclusão no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS). A portaria do órgão regulamenta a cobertura obrigatória em casos de metástases hepáticas de câncer colorretal, irressecáveis ou ressecáveis com alto risco cirúrgico, com tamanho até 4 centímetros.

— Temos duas boas notícias aos pacientes. Uma é a inclusão do procedimento no SUS. A outra é a divulgação de um novo estudo que mostra que a ablação tem custo menor, menor morbidade e menos tempo de internação do que a cirurgia convencional, diz o médico Denis Szejnfeld, presidente da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice).

A tecnologia existe há duas décadas, mas faltavam estudos científicos que comprovassem que ela deve ser aplicada em casos de metástase no fígado. Em geral, é usada em caso de câncer primário no fígado e no rim. Apresentado no último encontro da ASCO (American Society for Clinical Oncology), o estudo chamado Collision testou a técnica comparando resultados de 299 pacientes com até 10 nódulos de até 3 centímetros – 148 submetidos a cirurgia convencional e 147 tratados com ablação.

O resultado comprovou que a ablação apresenta menor mortalidade (zero contra 2,1% na cirurgia), menos tempo de hospitalização (24 horas de internação, contra quatro dias na cirurgia) e menor risco de infecções pós-operatórias.

— O estudo mostrou que eventos adversos foram maiores na cirurgia convencional do que na ablação, diz o médico.

Szejnfeld explica que a termoablação não necessita ser feita em centro cirúrgicos. O procedimento não precisa de anestesia geral e é feito na mesma sala hospitalar onde ficam os aparelhos de tomografia, equipamento usado para direcionar a agulha. Ao ser submetido à alta temperatura, as células cancerígenas morrem.

A técnica pode ser usada também em metástases no pulmão, rim, toroide e útero, mas não há estudos comparativos (randomizados) para todos os casos, como o que acaba de validar o uso para o câncer colorretal, que é o segundo mais comum no Brasil.

— Na ciência, o conhecimento vai sendo construído. Nem todos os tipos de câncer tem estudo com força estatística inquestionável, como esse que tratou de metástases do câncer colorretal – explica Szejnfeld

O câncer colorretal acomete o intestino grosso (cólon) e o reto e sua incidência na população brasileira fica atrás apenas do câncer de mama nas mulheres e de próstata nos homens. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) registrou nos últimos anos aumento na incidência entre a população mais jovem, na faixa dos 20 aos 49 anos. Entre 1990 e 2019 a mortalidade por câncer colorretal cresceu 20,5% na América Latina.

Geralmente apenas 20 a 30% dos casos de metástase no fígado são operáveis, o que leva à busca por alternativas menos invasivas, como a ablação.

A Sobrice espera que seja publicada nos próximos dias a portaria que regulamenta o procedimento incluindo os equipamentos necessários para que o procedimento seja feito. No caso, é a agulha, uma vez que a maioria dos hospitais têm equipamentos de tomografia.

— Creio que o fato dos custos do procedimento serem menores ajudou a decisão de incorporá-lo ao SUS. Não precisa de sala cirúrgica e o aparelho de tomografia é um equipamento presente na maioria dos hospitais, diz Szejnfeld.

A Sobrice espera que a compatibilização da tabela do SUS para o procedimento seja publicada em portaria pelo Ministério da Saúde nas próximas semanas.

O Ministério da Saúde informou em nota que a portaria para inserção do procedimento de ablação na tabela do SUS está em fase de finalização e será divulgada dentro do prazo, que vence no fim de agosto. Atualmente, segundo o Ministério, um sistema de tratamento por radiofrequência, com uso de agulhas, é adotado por hospitais da rede de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, e é feito por indicação médica, geralmente em casos de idosos que não podem ser submetidos a cirurgia convencional. No ano passado, foram realizados 158 procedimentos deste tipo para câncer primário hepático. Fonte: O Globo.