Ministro também disse esperar que Trump reverta medidas contra ele
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (20) que as instituições financeiras brasileiras podem ser punidas se bloquearem ativos a mando do governo dos Estados Unidos.
Em entrevista à Reuters, Moraes disse que os bancos e as instituições que estão no país não podem aplicar internamente ordens de bloqueio, como as oriundas da Lei Magnitsky.
“Agora, da mesma forma, se os bancos resolverem aplicar a lei internamente, eles não podem. Eles podem ser penalizados internamente”, afirmou.
No mês passado, os Estados Unidos anunciaram sanções financeiras contra o ministro, com base na Lei Magnitsky, norma norte-americana que prevê a aplicação de restrições para quem é considerado violador de direitos humanos.
A lei prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos, a proibição de transações com empresas norte-americanas que estão no Brasil, além do impedimento de entrada no país.
Apesar das sanções, a medida teve impacto reduzido. Moraes não tem bens nem contas em bancos sediados naquele país. O ministro também não tem o costume de viajar para os Estados Unidos.
Lei Magnitisky
Na mesma entrevista à Reuters, Alexandre de Moraes considerou “totalmente equivocado” o uso da Lei Magnitsky contra ele.
“Esse desvio de finalidade na aplicação da lei coloca até instituições financeiras em uma situação difícil. E não são só instituições financeiras brasileiras, mas seus parceiros norte-americanos, são empresas norte-americanas que atuam no Brasil e também têm contas, investimentos, financiamentos de bancos brasileiros”, comentou.
Trump
O ministro declarou ainda que espera que o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, reverta as medidas anunciadas contra ele.
“É plenamente possível uma impugnação judicial [nos EUA] e até agora não encontrei nenhum professor ou advogado brasileiro ou norte-americano que ache que a justiça não iria reverter. Mas, nesse momento, eu aguardo, e foi uma opção minha, aguardar a questão diplomática do país, Brasil e Estados Unidos”, completou.
Validade automática
Na segunda-feira (18), o ministro Flávio Dino decidiu que decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil após homologação da Justiça brasileira.
A decisão foi tomada no caso que envolve decisões da Justiça do Reino Unido sobre o desastre no rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015, mas tem impacto direto nas medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes da Corte.
País asiático é o 4º mais populoso do mundo e considerado estratégico
O Brasil passará a exportar carne bovina para a Indonésia, quarto país mais populoso do mundo.
Um acordo firmado entre os dois países permite a venda de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne, conforme informaram nesta terça-feira (19) os ministérios da Agricultura (Mapa) e Pecuária e das Relações Exteriores (MRE).
Com 283 milhões de habitantes, o país asiático é considerado um mercado estratégico para o setor de proteína animal, com aumento do consumo da carne bovina em razão da melhora na renda da população e crescimento da classe média urbana.
Em 2024, os indonésios compraram US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, principalmente sucroalcooleiro, soja, fibras e têxteis.
De acordo com o Mapa, com a nova medida, 402 mercados estrangeiros foram abertos para produtos agropecuários brasileiros desde 2023.
Argélia
A pasta anunciou ainda a exportação de ovinos vivos (ovelhas, carneiros, cordeiros) para a Argélia.
A abertura desse mercado vai favorecer em especial a ovinocultura nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Hugo Motta quer votar proposta nesta quarta-feira (20)
A Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes durante o uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador.
O Projeto de Lei 2628/22 estipula obrigações para os fornecedores e garante controle de acesso por parte dos pais e responsáveis. Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado no Plenário sem passar antes pelas comissões.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, já anunciou a intenção de votar a proposta nesta quarta-feira (20), logo após a comissão geral que vai debater o tema no Plenário.
Apelidado de ECA Digital em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias.
O projeto de lei entrou na pauta da Câmara nesta semana após a repercussão do vídeo do influenciador Felca Bressanim Pereira, que denunciou o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas para idade, a fim de conseguir engajamento e monetização dos seus canais.
De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi) e tem o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Antonio Augusto/STF
Ministro fez esclarecimento após despacho que veio na sequência de sanções impostas a Moraes pelos EUA por meio da Lei Magnitsky
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal ( STF), deu nova decisão nesta terça-feira e afirmou que ordens de tribunais internacionais dos quais o país é signatário, como o Tribunal Penal Internacional (TPI), seguem com eficácia imediata no Brasil.
Na segunda-feira, ele havia decidido que leis e ordens administrativas ou judiciais de outros países não produzem efeitos no Brasilde forma automática e necessitam de homologação da Justiça brasileira para terem validade. O despacho foi feito após os Estados Unidos sancionarem o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, que impõe restrições econômicas como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo americano.
Os termos da decisão original, segundo o próprio ministro, provocaram dúvidas em juristas.
“Assim, cumpre assinalar no presente Despacho complementar que os tribunais internacionais, cujas competências são definidas em tratados incorporados ao Direito brasileiro, não se inserem no conceito de “tribunais estrangeiros”. Tribunais estrangeiros compreendem exclusivamente órgãos do Poder Judiciário de Estados estrangeiros, ao passo que tribunais internacionais são órgãos supranacionais”, escreveu Dino.
O ministro acrescentou que a primeira decisão trata “exclusivamente” de ordens “proferidas por tribunais estrangeiros que exigem homologação ou adoção de outros instrumentos de cooperação internacional para a produção de efeitos internos, preservada a jurisdição obrigatória de tribunais internacionais, uma vez reconhecida pelo Brasil, e os efeitos imediatos de suas decisões”.
Entenda o caso
No despacho anterior, Dino também convocou uma audiência pública para aprofundar a discussão e comunicou a decisão ao Banco Central, à Federação Brasileira de Banco (Febraban) e entidades do setor financeiro, para evitar que ordens externas interfiram em operações no Brasil sem chancela do STF. Como mostrou O GLOBO, bancos brasileiros contrataram escritórios de advocacia nos EUA para entender o alcance da medida e como deveriam agir de agora em diante.
Na decisão, Dino destacou que, nos últimos anos, “ondas de imposição de força de algumas nações sobre outras” passaram a agredir postulados essenciais do Direito Internacional, com tratados sendo “abertamente desrespeitados”, inclusive os que garantem proteção a civis em conflitos armados.
Ao fixar a tese, Dino estabeleceu que normas e decisões de outros países não têm validade automática no Brasil.
“Leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro, relações jurídicas aqui celebradas, bens aqui situados, depositados, guardados, e empresas que aqui atuem”, escreveu o ministro.
Segundo a decisão, tais atos só podem produzir efeitos em território nacional caso sejam homologados pela Justiça brasileira ou incorporados ao ordenamento jurídico por meio de mecanismos formais de cooperação internacional. O ministro também determinou que estados e municípios brasileiros estão impedidos de propor novas demandas em tribunais estrangeiros.
‘Neocolonialismos’
A decisão foi tomada no âmbito da ação movida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que questionou a legalidade de municípios brasileiros contratarem escritórios estrangeiros para propor ações em cortes internacionais relacionadas a desastres socioambientais.
“Instituições do multilateralismo são absolutamente ignoradas. Tratados internacionais são abertamente desrespeitados, inclusive os que versam sobre a proteção de populações civis em terríveis conflitos armados, alcançando idosos, crianças, pessoas com deficiência, mulheres. Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos são utilizados contra os povos mais frágeis, sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais”, completou o ministro.
Evento vinculante
A decisão tem efeito vinculante e afasta a possibilidade de que determinações unilaterais de governos ou cortes estrangeiras interfiram em contratos, bens ou direitos estabelecidos no Brasil. Nos bastidores do STF, a avaliação é a de que a decisão de Dino serve como um “reforço” a respeito da não-aplicabilidade de leis e ordens judiciais estrangeiras no Brasil.
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O governo dos Estados Unidos anunciou no dia 30 de julho a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. Ele é o primeiro brasileiro sancionado diretamente pela norma. A sanção ocorre após a escalada da crise entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e governo e Judiciário brasileiros.
A inclusão de Moraes na Lei Magnitsky se deu no mesmo dia em que Trump formalizou o tarifaço de 50% contra exportações brasileiras, ainda que com exceções para quase 700 categorias de produtos, entre elas aviões, petróleo, suco de laranja e celulose.
A decisão de Dino aborda parâmetros gerais envolvendo decisões judiciais estrangeiras, sem entrar no mérito específico do caso envolvendo Moraes e a lei norte-americana. Citando a Constituição, o ministro do STF ressaltou que decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil mediante homologação ou observados os mecanismos de cooperação judiciária internacional.
De acordo com Dino, os princípios constitucionais da soberania nacional e da igualdade entre os Estados tornam inadmissível que o Estado brasileiro se submeta à jurisdição de outro país, uma vez que as nações são consideradas iguais e, por isso, não podem exercer julgamento umas sobre as outras.
O Globo apurou que antes de tomar a decisão, Dino informou alguns colegas sobre a medida, explicando qual seria a extensão de seu entendimento. Integrantes do STF avaliam que a decisão foi positiva por esclarecer pontos que não estavam claros, e que a audiência pública convocada pelo relator do caso será uma oportunidade para que as entidades possam balizar suas atuações. Ainda não há data para que o encontro ocorra, mas a expectativa é que aconteça em outubro.
Na ação apresentada ao STF em 2024, o Ibram menciona ações apresentadas pelos Executivos municipais brasileiros em países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda. Entre eles estão ações de ressarcimento relativas aos acidentes de Mariana e Brumadinho – tema que está em andamento também na Justiça brasileira.
Articulação no STF
Diante desse cenário e da perspectiva de ampliação das sanções para pessoas próximas a Moraes ou mesmo outros ministros do STF, os bancos brasileiros contrataram escritórios de advocacia americanos para obter orientação e respaldo jurídico.
De forma ainda incipiente, os pareceres vão na linha de que os bancos podem manter relacionamento com Moraes nas operações em reais. Ainda assim, há receio no setor: caso o entendimento da Justiça americana seja de que é preciso cortar totalmente o relacionamento com sancionados, quem mantiver alvos como correntistas pode até mesmo perder a capacidade de receber empréstimos de instituições estrangeiras.
Entre os maiores bancos do Brasil, apenas a Caixa Econômica Federal não tem operações nem ações nos Estados Unidos. Mas a estatal é sócia, com BB e Bradesco, da bandeira de cartões Elo e, como todo banco brasileiro, utiliza o sistema Swift para realizar transações internacionais.
De acordo com o Banco Central, um banco ou instituição bancária não são obrigados a abrir ou a manter conta corrente de clientes que considerem inviáveis.
“O banco pode estabelecer critérios próprios para abertura e manutenção da conta, desde que observadas a legislação e a regulamentação atual. Assim, caso não tenha interesse, ele pode se recusar a abrir ou manter conta corrente ou conta poupança para o cidadão”, diz a autarquia.
O que é a Lei Magnitsky?
Sancionada em 2012 pelo então presidente dos Estados Unidos Barack Obama, a lei Magnitsky prevê uma série de sanções que, na prática, extrapolam as fronteiras dos Estados Unidos e que podem ser decretadas sem necessidade de condenação em processo judicial. A rigor, basta um ato administrativo do governo americano, que pode ou não ser lastreado em informes de autoridades e organismos internacionais.
A principal sanção prevista na lei é o bloqueio de bens de pessoas ou organizações que estejam nos Estados Unidos. Isso inclui desde contas bancárias e investimentos financeiros até imóveis, por exemplo.
Os sancionados tampouco podem realizar operações que passem pelo sistema bancário dos Estados Unidos. Na prática, isso leva ao bloqueio de ativos dolarizados mesmo fora da jurisdição americana, bem como o bloqueio de cartões de crédito internacionais de bandeiras com sede no país.
A aplicação da norma a Moraes é controversa, uma vez que o ministro não é acusado de corrupção e suas decisões judiciais são referendadas pelo STF em um regime democrático. O Brasil é considerado uma democracia com poder Judiciário independente pelos principais projetos acadêmicos internacionais de democracia comparada, como o da organização americana Freedom House e do V-Dem.
Daniel Coelho foi empossado em julho como secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha. – Foto: Rafael Melo/Folha de Pernambuco
Secretário alega ter sido agredido verbalmente
A audiência pública realizada nesta segunda-feira (19), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), para tratar dos impactos ambientais da implantação da Escola de Sargentos das Forças Armadas em Pernambuco foi marcada por um embate envolvendo o secretário estadual de Meio Ambiente, Daniel Coelho (PSD) e o representante de um dos movimentos sociais que participavam da audiência, que culminou com o abandono da reunião por parte do gestor estadual.
A confusão se instaurou quando a vereadora do Recife, Liana Cirne (PT), aproveitou um momento de queda na energia do prédio para deixar a reunião, alegando compromissos na Câmara Municipal do Recife.
A saída da vereadora foi criticada por parte de um dos integrantes da equipe da Secretaria de Meio Ambiente, e a ação motivou uma resposta de um dos militantes da causa ambiental presentes, que pediu respeito e criticou a ,mudança que levou Daniel Coelho a assumir o comando da pasta de Meio Ambiente.
Alegando ter sido agredido verbalmente pelo militante, o secretário Daniel Coelho deixou a reunião junto com a equipe. A Secretaria de Meio Ambiente emitiu uma nota que mostra a identificação do integrante do movimento social e faz críticas à postura dele.
Nota à imprensa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha
Ocupante de Cargo Comissionado na Prefeitura do Recife, Herbert Souza de Andrade, agride verbalmente com palavras de baixo calão a equipe do Governo de Pernambuco durante audiência pública que ocorria pacificamente na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), promovida pela Comissão de Meio Ambiente.
O agressor está lotado na Prefeitura do Recife desde 2 de maio de 2023 como extra quadro, exercendo a função de Gestor de Unidade com a remuneração de R$ 6.386,38. Conforme o Portal da Transparência, está na Secretaria Municipal Meio Ambiente, Unidade de de Conservação da Natureza (UCNs) de Educação Ambiental.
Na ocasião, Herbert também proferiu palavras difamando Daniel Coelho, sendo contido pelos militantes presentes na audiência pública e por servidores da Alepe. Como o mesmo não foi retirado do plenário, a equipe se retirou e se colocou à disposição dos movimentos sociais para dialogar com a pasta, em um ambiente onde haja respeito e civilidade.
O agressor responde, desde 2022, a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), aberto pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente do Paulista que noticiou a ocorrência de “crime ambiental, onde os autores estariam perseguindo e molestando tartarugas marinhas ao longo da orla de Paulista, manejando transportando ovos sem autorização da autoridade competente”.
Com comportamento agressivo em outras ocasiões, Herbert também agrediu verbalmente a ex-secretária estadual de Meio Ambiente, Ana Luísa Ferreira.
Lamentamos que na casa do povo em um debate tão importante para o meio ambiente de Pernambuco, alguém que ocupa cargo comissionado da prefeitura do Recife, tumultue, agrida e prejudique a escuta de representantes do governo, como também da sociedade civil.
Por Blog da Folha
“João Campos pode liderar uma renovação democrática no Brasil”, declarou o presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencrout, em entrevista à Rádio Folha FM – 📸/Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Presidente nacional Comte Bittencourt enxerga no prefeito do Recife nova geração social-democrata
O presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, afirmou nesta terça-feira (19), em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que a federação firmada com o PSB representa um novo campo progressista na política brasileira. Segundo ele, a aliança marca o fim das articulações do partido em torno de uma fusão com o PSDB e fortalece a relação com o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
“Estamos muito convencidos de que João Campos pode liderar uma renovação democrática no Brasil. Ele é um jovem com talento e postura que já demonstram valores da social-democracia clássica”, afirmou Bittencourt.
Federação com o PSB
O dirigente destacou que a aproximação entre as duas legendas é recente, mas construída em bases sólidas. “São seis meses de convívio institucional, com muito diálogo. Esse arranjo nos coloca no campo progressista, diferente do centro-direita para onde outros partidos têm caminhado”, explicou.
Bittencourt lembrou ainda que a relação com o PSB tem raízes antigas. “Em 2014, estive aqui no Recife a pedido de Roberto Freire, quando declaramos apoio a Eduardo Campos. Ou seja, não começamos do zero. Agora, a federação com o PSB aponta para um novo desenho partidário pós-2026”, disse.
Para o presidente do Cidadania, a parceria reforça a construção de um espaço político voltado à social-democracia. “O mundo exige reformas, mas não podemos abrir mão dos nossos valores. É esse pensamento que estamos consolidando na federação”, concluiu. As informações são do Blog da Folha
Deputado Diogo Moraes (PSDB) – Foro: Roberta Guimarães/Alepe
Recurso foi impetrado pela deputada Débora Almeida e rejeitado horas depois
A filiação do deputado Diogo Moraes ao PSDB está mantida. A Justiça derrubou o mandado de segurança impetrado pela deputada Débora Almeida (PSDB) para anular a filiação do ex-peessebista. A decisão é do juiz de Direito Fernando Jorge Ribeiro Raposo, tomada horas depois da solicitação, e foi anunciada em primeira mão pelo Blog Cenário, e confirmada pelo Blog da Folha.
“Em princípio, não é cabível mandado de segurança para questionar seus atos, devendo a parte interessada recorrer aos mecanismos internos do partido ou à via judicial cível/eleitoral, conforme o caso”, argumenta o magistrado.
O juiz alegou que só caberia mandado de segurança se houvesse ato de dirigente partidário no exercício de função. E citou como exemplos o uso de recursos do fundo partidário, a prestação de contas perante a Justiça Eleitoral, com impacto ou repercussão no processo eleitoral.
Diogo Moraes se filiou ao PSDB, na segunda-feira (18), em uma manobra da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Automaticamente também lhe foi garantido a liderança do partido, antes comandado por Débora Almeida.
O pedido de autorização do empréstimo de até R$ 1,51 bilhão pelo Governo do Estado foi aprovado pela Comissão de Justiça (CCLJ) na reunião desta terça (19). A proposta acatada pelo Colegiado traz modificações para que metade desse valor (R$ 756 milhões) seja repassado para projetos apresentados pelos municípios.
O pedido de empréstimo foi feito pelo Poder Executivo no Projeto de Lei (PL) nº 2692/2025, apresentado em março deste ano. Além de garantir o repasse para obras municipais, a versão aprovada insere mecanismos de controle e transparência na execução dos projetos financiados pela operação de crédito.
Segundo o relator da proposta, deputado Waldemar Borges (MDB), as alterações pretendem impedir o direcionamento político na execução do empréstimo. “Temos observado em Pernambuco um direcionamento muito forte dos recursos estaduais apenas para aqueles municípios que fazem parte do campo político da governadora”, disse.
A distribuição de metade do valor para projetos municipais já havia sido inserida numa versão aprovada na Comissão de Finanças em junho. Mas o parecer da CCLJ incluiu novas mudanças.
Em vez de disponibilizar o mesmo valor para todas as prefeituras, a distribuição seguirá parâmetros que considerem a redução de desigualdades regionais e o desenvolvimento local. O texto também determina a criação de um espaço específico no Portal da Transparência para publicar informações da execução financeira do empréstimo, a cada quatro meses.
Alex Araújo, fundador da 4Life Prime: “Relacionamentos sólidos e respeito pelas pessoas abrem portas que o currículo sozinho não abre” (Pedro-Henrique-Kanaan-Gamborgi/Divulgação)
Alex Araújo foi adotado por uma família humilde, foi pai aos 18 anos e já faliu uma vez. Agora, ele conta uma nova história como empresário da 4Life Prime
Abandonado horas após nascer e encontrado dentro de uma caçamba de entulho , na Vila Mariana, em São Paulo, Alex Araújo não imaginava que um dia se tornaria dono de uma empresa que faturou no último ano R$ 220 milhões.
“A pessoa que me gerou me deixou dentro de uma caçamba com poucas horas de nascido. Foi o meu choro que fez um segurança do hospital me encontrar e me levar para dentro,” afirma.
O fundador e CEO da 4Life Prime, companhia de saúde e segurança do trabalho, hoje atende mais de 3.600 clientes — 90% multinacionais— e realiza 700 mil exames ocupacionais por ano – mas para contar essa história de sucesso Alex teve que batalhar muito como “intraempreendedor” – como ele chama a pessoa que busca criar novos negócios mesmo como CLT”.
“Eu sou muito bom em trabalhar para as pessoas. Isso significa que sou um intraempreendedor – sempre busquei fazer bons negócios dentro das empresas”, afirma.
E foi como funcionário que ele cresceu e depois virou dono da 4Life Prime. Essa história de carreira e de negócio ele conta à EXAME.
Da infância humilde ao primeiro emprego
Depois de ter sido resgatado pela equipe do hospital, em 1980, Alex foi adotado por uma família simples que tinha 4 filhos em São Paulo, mas segundo ele não faltou amor, apesar dos recursos limitados. O pai, que trabalhava longas jornadas, ensinou que “o amor sempre vence” e que estudo e respeito seriam as portas para o futuro.
Por volta dos 14 anos, o pai de Alex comprou um sítio em Sorocaba e levou toda a família. A mãe, que ainda tinha compromissos em São Paulo, viajava de ônibus todo fim de semana. Em uma dessas viagens, no trajeto de São Paulo para Sorocaba, ela resolveu contar um segredo que guardava havia anos.
“Quando estávamos indo para Sorocaba, minha mãe disse que ia comprar uma coxinha e um refrigerante para mim na rodoviária e, no mesmo momento, soltou: ‘Você sabia que é filho adotivo?’”, conta o executivo.
Para ele, nada mudou. “Mamãe, sabe o que vai mudar? Que eu vou comer uma coxinha e um refrigerante na rodoviária e só. Porque eu amo a família que me criou e sempre vou respeitar esse amor”, afirma Alex.
o pai jovem que mudou de vida ao lavar o carro de um CEO
A separação da família aconteceu apenas por uma questão de emprego. Aos 18 anos, Alex saiu de Sorocaba e se mudou novamente para São Paulo em busca de novas oportunidades. O primeiro emprego foi cavando buracos para instalação de postes. Na mesma época, foi pai e se casou aos 18 anos.
“Meu começo como pai de família foi muito difícil. Eu pagava a conta de água, cortavam a luz. Pagava a luz, cortavam a água. Ia ao mercado e conseguia comprar a fralda, o leite e, às vezes, um frango. A carne eu tinha que deixar no caixa”, conta.
A virada veio quando, por iniciativa própria, lavou o carro do CEO da empresa onde trabalhava e acabou sendo promovido para o escritório.
“Proatividade abre portas. As pessoas precisam perceber que você quer entregar mais do que te pedem”, diz.
Carreira meteórica no banco
Após passar pelo setor de vendas, Alex entrou no Banco Banespa (posteriormente Santander), onde ficou por sete anos e meio, sendo promovido nove vezes. Chegou a bater 300% a 400% da meta por seis anos consecutivos e tornou-se o primeiro gerente do Brasil por seis anos seguidos, entre mais de seis mil colegas. O segredo? Oferecer o produto certo para a necessidade real do cliente e eliminar o ego da negociação.
Saiu do banco em um plano de desligamento voluntário para empreender.
“Saí do banco no momento em que ofereceram 20 vezes o valor do salário para quem quisesse ir embora. Não pensei duas vezes. Peguei a rescisão e decidi empreender”, afirma Araújo.
Uma empresa que deu sacolas de dinheiro – e depois faliu
A primeira experiência de Alex Araújo como empresário foi a compra de uma choperia em Sorocaba, negócio adquirido de forma impulsiva após um desafio do sobrinho adolescente. No início, o empreendimento lotava aos fins de semana, contava com 250 mesas, 50 funcionários e vendia 5 mil litros de chope por mês.
“Tinha final de semana em que eu saía com um saco de lixo cheio de notas de R$ 50, R$ 20 e R$ 10. Era uma loucura”, relembra.
Mas o bom momento durou pouco. Quando a obra de uma grande empresa na cidade terminou, cerca de 3 mil clientes que movimentavam a choperia foram embora, e o faturamento despencou. Alex tentou sustentar o negócio com o dinheiro acumulado, mas acabou consumindo todas as reservas.
O dia em que percebeu que havia perdido tudo também ficou marcado: “Olhei no caixa achando que encontraria algum dinheiro guardado, mas só tinha R$ 1,45 em moedas de cinco centavos”, conta.
A reação da esposa, no entanto, transformou a situação em lição. “Ela disse: ‘Que ótimo, pelo menos temos R$ 1,45’. Compramos macarrão, alho e um suco em pó. Foi um dos jantares mais felizes da minha vida,” lembra.
Para Alex, esse momento foi um divisor de águas. “Ali eu entendi que ainda não estava pronto para ser empresário e que meu talento estava em ser intraempreendedor, fazendo bons negócios dentro das empresas.”
Do perfil do “intraempreendedor” ao ao dono de negócio
A oportunidade de voltar ao mercado veio em 2016 com uma vaga de gerente geral em uma empresa de saúde e segurança do trabalho – onde Alex decidiu apostar no lado “intraempreendedor”.
“E sabia que eu era um intraempreendedor, que é o profissional que, mesmo contratado por uma empresa, atua com mentalidade de dono, buscando oportunidades, assumindo responsabilidades e criando soluções que tragam crescimento para o negócio”, afirma.
Ele explica que esse perfil exige assumir riscos e se comprometer com resultados como se fosse o próprio empresário. E foi isso que aconteceu. Alex saiu de uma fase de empreender para voltar a ser funcionário e propôs reduzir o próprio salário em troca de um comissionamento sem teto atrelado a resultados.
“Em três meses, eu gerei R$ 1,5 milhão em comissões”, diz Alex, que virou diretor geral, depois sócio, e em 2018 comprou a participação do antigo parceiro – que decidiu se aposentar. “Meu sócio achava que eu não tinha condições de comprar a parte dele, mas dei um jeito”, diz o empresário.
Alex vendeu rapidamente 13 apartamentos que havia adquirido na planta, por preços abaixo do mercado, para levantar parte do dinheiro. “O restante parcelei a perder de vista,” conta.
A pandemia chegou – junto com uma grande oportunidade
Como o único dono do negócio desde 2018, Alex se deparou com a pandemia em 2020. Na época, muitas empresas reduziram atividades ou fecharam temporariamente. Alex, no entanto, decidiu agir na contramão do mercado. Passou horas isolado no escritório, mapeando um plano para manter fábricas operando com segurança.
A ideia foi criar um modelo de testagem dentro das próprias indústrias, cobrindo os três turnos de trabalho, sem que os funcionários precisassem se deslocar até clínicas. O objetivo era claro: preservar a produção e reduzir afastamentos desnecessários.
“Todo mundo estava preocupado com a vacina. Eu pensei na hora-homens trabalhada: como manter as fábricas funcionando sem parar a produção?”, diz.
A estratégia se mostrou certeira. Durante 14 meses consecutivos, a 4Life Prime negociou com a China e foi a primeira empresa a vender os testes de Covid-19 para empresas. “Em média, eram 12 contêineres de testes por mês, atendendo clientes multinacionais em todo o Brasil”, afirma o CEO.
O resultado veio junto: o faturamento anual dobrou, saltando para R$ 216 milhões.
Cultura e liderança
Atualmente, a 4LifePremium tem mais de 3.600 clientes, sendo 90% multinacionais. Depois da pandemia a empresa teve uma queda no faturamento, mas se reergueu no último ano e hoje realiza cerca de 700 mil exames ocupacionais por ano (admissionais, demissionais, periódicos, retorno ao trabalho e mudança de função).
O sucesso, Alex dedica a sua esposa, que sempre o encorajou a tentar de novo e a nunca desistir, e aos conselhos de seus pais que os guia até hoje.
“Aprendi que é muito importante estar no lugar certo, na hora certa e pronto para fazer o melhor que puder. Relacionamentos sólidos e respeito pelas pessoas abrem portas que o currículo sozinho não abre.”
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) chama a atenção dos gestores para finalizar a formalização das propostas de construção de creches na plataforma TransfereGov, dentro da segunda etapa do Novo PAC Educação. O prazo definido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai até o próximo sábado, 23 de agosto. O Município que deixar de enviar a documentação corretamente até o encerramento do prazo corre o risco de perder recursos federais.
De acordo com o FNDE, a formalização das propostas é condição obrigatória para que os Municípios celebrem o Termo de Compromisso com a autarquia e recebam os recursos necessários para iniciar as obras. Até o momento, mais de 200 Municípios contemplados ainda não concluíram o cadastro, permanecendo com pendências que podem resultar na perda da oportunidade de garantir novas unidades de educação infantil.
É importante ressaltar que esses Municípios já foram previamente selecionados e possuem orçamento reservado para o programa. No entanto, caso não sigam os procedimentos estabelecidos, estarão sujeitos a impedimentos técnicos e poderão deixar de receber os recursos.
Webinários
Para auxiliar os gestores nesse processo, o FNDE realiza, de 20 a 22 de agosto, uma série de webinários regionais com orientações sobre a formalização das propostas na plataforma TransfereGov. Serão esclarecidas nos encontros on-line as dúvidas dos gestores referentes à formalização das propostas de construção de novas creches, processo que deve ser concluído até o próximo sábado, conforme determina a Portaria 702/2025.
Prioridades
A CNM reforça o alerta para que os gestores priorizem a regularização imediata da documentação. A entidade lembra que deixar de formalizar dentro do prazo implica na perda de investimentos federais e também prejudica diretamente a ampliação da oferta de vagas na educação infantil, demanda crítica nos Municípios e etapa fundamental para o desenvolvimento das crianças.
Avaliação das necessidades
Em entrevista ao jornal O Globo nesta segunda-feira, 18 de agosto, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, apontou que o Novo PAC ainda não está em pleno funcionamento. Apesar de diversos Municípios selecionados, o líder municipalista aponta que muitos gestores reclamam que ainda não receberam os recursos para dar início às obras. Nesse contexto, destaca que é fundamental verificar se a política pública realmente atende às necessidades da população, se o Município terá condições de complementar caso o repasse federal seja insuficiente e se conseguirá arcar com os custos de operação, incluindo a contratação de pessoal.
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (19), o presidente da Câmara de Vereadores de Serra Talhada, Manoel Enfermeiro, usou a tribuna para pedir desculpas públicas após a repercussão negativa de declarações feitas por ele na última semana.
“Mas quando a gente erra a gente tem que ter respeito, eu tô aqui em público pedindo a todos vocês desculpa”, disse o parlamentar, em tom de retratação.
Na ocasião anterior, Manoel Enfermeiro havia feito críticas à gestão do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), o que motivou uma nota de repúdio emitida pelo Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE). A entidade classificou as falas como desrespeitosas e em desacordo com a valorização da categoria.
O pedido de desculpas acontece em meio à pressão da classe de enfermagem e de lideranças políticas locais, que cobraram respeito ao trabalho realizado pelos profissionais de saúde. As informações são de Jr. Campos
Nesta quarta-feira (20), os cofres municipais recebem o repasse do 2º decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao todo, o valor a ser repassado aos 5.569 Municípios é de R$ 1.395.558.235,58, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 1.744.447.794,48.
A base de cálculo do FPM apresentou queda de R$ 494,2 milhões no segundo decêndio de agosto, passando de R$ 8,2 bilhões em 2024 para R$ 7,8 bilhões este ano. Considerando o acumulado do ano de 2025 e incluindo o repasse extra do 1% de julho, o FPM apresenta um crescimento nominal de 9,19% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando um acréscimo de quase R$ 12,5 bilhões. Em termos reais, descontando a inflação, o crescimento é de 3,78%. Quando comparado a 2023, a expansão nominal foi de 25,07% e, em termos reais, de 14,04%.
O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, tem reforçado aos gestores municipais o pedido de cautela quanto ao uso dos repasses do FPM. Segundo o líder municipalista, é fundamental que os gestores mantenham um controle rigoroso das finanças municipais. “O segundo semestre, tradicionalmente, tende a apresentar resultados financeiros menores que o primeiro. Por isso, é importante que o gestor se prepare e organize as contas do Município”, disse.
Confira quanto seu Município vai receber de repasse do FPM.
As oportunidades são para os cursos de Técnico em Eletromecânica e Técnico em Logística
O Senai Pernambuco disponibiliza 60 vagas gratuitas em cursos técnicos presenciais. As oportunidades são destinadas exclusivamente a mulheres.
As ofertas são para os cursos de Técnico em Eletromecânica, na Escola Técnica Senai Caruaru, no Agreste, durante o turno da noite, e Técnico em Logística, na Escola Técnica Senai Paulista, na Região Metropolitana do Recife, pela manhã.
Ao total, são 30 vagas para cada curso, que tem início no dia 15 de setembro. Podem se inscrever mulheres com idade mínima de 17 anos, que estejam cursando ou tenham concluído o Ensino Médio, incluindo a modalidade de Educação para Jovens e Adultos (EJA).
É necessário declarar a baixa renda no momento da candidatura, que deve ser realizada exclusivamente pela internet entre os dias 15 e 29 de agosto, no site do Senai Pernambuco.
O processo seletivo seguirá a ordem de inscrição como critério e exige a apresentação de documentos como RG, CPF, comprovante de residência e de escolaridade. Menores de 18 anos devem enviar também a documentação do responsável legal.
O resultado das classificadas etá previsto para ser divulgado em 3 de setembro no site do Senai.
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta terça-feira (19) que a Justiça da Itália manteve a prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP).
De acordo com o órgão, em audiência realizada na quinta-feira (13), o Tribunal de Apelações de Roma negou pedido dos advogados para que a deputada passe a cumprir prisão domiciliar enquanto aguarda o pedido de extradição feito pelo Brasil.
No mês passado, Zambelli foi presa na capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil, em maio deste ano, após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A deputada também terá que pegar R$ 2 milhões em danos coletivos.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho por Moraes. Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.
Na semana passada, a maioria da Corte votou pela condenação da deputada em outro processo em que ela é ré por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
Mandato
Em junho, a Câmara dos Deputados autorizou a deputada a tirar 127 dias de licença não remunerada. Se a parlamentar não retomar o mandato após o fim da licença, poderá ser cassada por faltar às sessões.
Zambelli também é alvo de outro processo de cassação na Casa, em razão da condenação pelo caso da invasão dos sistemas do CNJ. Além disso, a Câmara ainda não deliberou sobre a decretação da perda do mandato em função da condenação pelo Supremo.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (19) a Operação Lei do Retorno para desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar mais de R$ 50 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas, empresas e servidores públicos, nas cidades maranhenses de Caxias, São Luís, São José do Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra e Joselândia, e em Teresina.
O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que a Controladoria-Geral da União (CGU) é responsável pelas denúncias relacionadas ao uso indevido de recursos federais, inclusive os repasses do Ministério da Educação aos municípios e aos estados, e contribui nas investigações e análises de cada caso, em parceria com o Ministério Público e com a Justiça.
“É importante ter transparência do uso de recursos públicos e todas as medidas serem tomadas para evitar o desvio de qualquer centavo que deve ir para a educação de crianças e jovens do país”, destacou o ministro Camilo Santana.
Fraudes
A investigação policial apura fraudes em licitações municipais ocorridas entre 2021 e 2025. Também foi identificado que parte dos valores contratados com recursos do Fundeb retornou aos servidores públicos envolvidos nas fraudes.
O alvo da operação é o núcleo que teria manipulado licitações públicas nesses municípios do Nordeste e que também teria atuado no desvio de recursos públicos repassados pelo governo federal, por meio do Fundeb, além da apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores públicos envolvidos no esquema criminoso.
“Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro”, diz nota da PF
Deputado comentou entrevista do magistrado ao “Washington Post”, que disse que não recuará diante de pressões.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de “psicopata” em post em seu perfil no X nesta 2ª feira (18.ago.2025). O congressista compartilhou entrevista de Moraes ao Washington Post, publicada mais cedo, e afirmou que o magistrado “desafia Trump”.
Na postagem, Eduardo escreveu que “Lula continuará falando bobagens” e que Moraes “sempre vai redobrar a aposta, porque é um psicopata”.
O comentário foi feito depois de Moraes afirmar ao jornal norte-americano que não vai ceder à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). O republicano chamou as decisões do ministro sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “caça às bruxas”. O ex-mandatário brasileiro foi citado por Trump no decreto que impôs tarifa de 50% sobre produtos do Brasil.
“Não existe a menor possibilidade de recuar um milímetro sequer. Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas. E quem tiver de ser condenado, será condenado. E quem tiver de ser absolvido, será absolvido”, disse Moraes ao Washington Post.
Segundo o magistrado, o Brasil havia sido infectado pela “doença” da autocracia e seu trabalho era aplicar a “vacina”. “Enquanto houver necessidade”, afirmou, as investigações conduzidas no STF vão continuar.
O jornal entrevistou amigos e colegas de Moraes, que em maioria defenderam sua atuação. O ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello, aposentado em 2021, foi crítico e disse estar “entristecido” com a “deterioração” da Corte. Moraes respondeu: “Não há como recuarmos do que devemos fazer. Digo isso com total tranquilidade”.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, intensificou as críticas ao ministro. O deputado é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi declarado inelegível por oito anos em decisão relatada por Moraes em 2023.
Ao falar de Eduardo Bolsonaro ao jornal, Moraes citou a criação de “falsas narrativas”. O congressista está nos Estados Unidos desde fevereiro e atua por sanções contra autoridades brasileiras. Ele já chamou o magistrado de “gangster de toga”.
“Essas falsas narrativas acabaram envenenando a relação –falsas narrativas apoiadas por desinformação difundida por essas pessoas nas redes sociais”, disse Moraes. “Então, o que precisamos fazer, e o que o Brasil está fazendo: é esclarecer as coisas”, afirmou.
Eduardo decisão desta segunda (18/8), o ministro Flávio Dino, do STF, deu recado indireto aos EUA após sanções ao ministro Alexandre de Moraes
Eduardo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) postou, na tarde desta segunda-feira (18/8), um vídeo com tom de deboche acerca da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual define que nenhuma empresa ou Eduardo órgão com atuação no Brasil poderá aplicar restrições ou bloqueios baseados em determinações unilaterais de outros países.
Confira:
A decisão desta segunda de Dino reforça que apenas o Judiciário brasileiro tem competência para validar medidas desse tipo. Em vídeo publicado no X, Eduardo Bolsonaro ironiza o entendimento do magistrado brasileiro ao dizer que é óbvio que uma lei estrangeira não terá aplicação no Brasil.
“Verdade, o que o Dino tem que fazer é mandar a decisão dele para os Estados Unidos para ver se as agências americanas vão respeitar a decisão do juiz Flávio Dino. Eu vou te dizer, aí é uma violação da soberania americana, né, extraterritorialidade sendo aplicada na veia, algo que é proibido até pela nossa constituição”, disse Eduardo Bolsonaro.
Decisão de Dino
A decisão ocorre em meio ao movimento de municípios brasileiros que recorreram a tribunais estrangeiros em busca de indenizações maiores contra a mineradora Samarco, após o rompimento da barragem de Mariana (MG)
“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros”, escreveu Dino.
Em tese, a decisão de Dino reforça a soberania da jurisdição brasileira, impedindo que medidas estrangeiras — como as sanções dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, baseadas na Lei Magnitsky — tenham efeito automático no país. No entanto, essas restrições seguem válidas no exterior.
Moraes foi alvo da legislação norte-americana que tem como objetivo punir autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos. O governo de Donald Trump citou o processo em curso no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se tornou réu por tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. Na ocasião, o líder dos EUA acusou a Justiça brasileira de promover uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Alepe institui Diário Oficial Eletrônico do Poder Legislativo e reduz gastos -📸/ Divulgação
Ação visa modernizar e fortalecer a autonomia do Poder Legislativo
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) passa a ter Diário Oficial Eletrônico (DOE) próprio a partir desta terça (19). A implantação de uma plataforma própria para veiculação dos atos legislativos e administrativos, conforme estabelece a Resolução nº 2092/2025, visa modernizar e fortalecer a autonomia do Poder Legislativo.
Aprovada pelo plenário na última semana, a medida foi publicada na edição de sábado (16) do Diário Oficial. De acordo com a norma, os atos que saírem no DOE no site da Alepe passam a ter o mesmo efeito de publicidade oficial daqueles veiculados no formato anterior.
Até então, a publicação era feita mediante contrato com a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), que disponibilizava o material em sua página na Internet. Desde maio de 2015, o Diário Oficial circula apenas no formato virtual.
Economia
Agora, além de um layout mais funcional e integrado aos produtos digitais da Casa, a novidade traz redução de custos, já que o DOE do Legislativo será totalmente gerido por servidores do quadro técnico da instituição. A própria ferramenta para publicação foi desenvolvida pela Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da Assembleia.
Para o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), o novo DOE é um caminho natural do aperfeiçoamento do Legislativo. “A mudança representa praticidade, agilidade e adequação aos novos tempos, uma vez que todo o conteúdo está disponibilizado de forma on-line. A alteração ainda valoriza e reconhece o trabalho do corpo técnico da Casa, além de gerar economia aos cofres públicos”, esclarece.
De acordo com Fábio Vinícius Moreira, chefe do Departamento de Serviços Técnicos Legislativos, um grupo de trabalho da Alepe buscou experiências de outras assembleias estaduais, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para replicar em Pernambuco.
“Esse trabalho identificou que a implementação de Diários Oficiais próprios das casa legislativas tem sido uma tendência, de modo a garantir mais autonomia, transparência e controle social”, explica o servidor.
Evolução
Assim como a Alepe, o Diário Oficial do Legislativo tem muita história e os esforços para a sua modernização não são de hoje. Alécio Nicolak Júnior, diagramador do DO desde 1998, lembra que o processo de informatização começou por volta de 1995, com a aquisição de equipamentos, a contratação de profissionais especializados e a capacitação de servidores.
“A informatização foi uma enorme mudança para a imprensa da Casa. A partir daí, nós podíamos enviar as matérias digitalizadas em um disquete para a Cepe. Apenas as fotos eram enviadas impressas para serem escaneadas por lá. Mas, por volta de 2002, a Alepe conseguiu também digitalizar as fotos, o que foi outro grande passo”, contou o servidor.
Em um segundo momento, os poderes começaram a fazer publicações de forma independente e totalmente digital. “O primeiro deles foi o Tribunal de Justiça, que tem um jornal extenso e obteve grande economia. Em seguida, veio o Ministério Público. Agora nós também seguimos esse caminho”, complementou Júnior.
Mais novidades para o jornal eletrônico estão em andamento. A proposta, segundo Fábio Vinícius Moreira, é “melhorar cada vez mais a publicação”, implantando progressivamente ferramentas de busca no site da Alepe para otimizar a experiência dos usuários.
Filiação de Waldemar Borges ao MDB – Foto: divulgação O presidente
Raul Henry propôs ao deputado que assumisse a liderança durante cerimônia de filiação da legenda
O presidente estadual do MDB em Pernambuco Raul Henry anunciou nesta segunda-feira (18), a filiação do deputado estadual Waldemar Borges ao partido. A decisão foi comunicada em reunião da Executiva estadual, realizada pela manhã.
Durante o encontro, Raul Henry propôs que Waldemar Borges assumisse a liderança do MDB na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O convite foi aceito pelo parlamentar.
“Além de ser um excelente deputado, com larga experiência no Legislativo, Waldemar está em sintonia com a linha política escolhida pelo partido em convenção, que é a de oposição ao Governo do Estado”, destacou Henry.
Waldemar Borges reforçou o alinhamento político com a legenda e a satisfação em integrar o MDB.
“Estou muito feliz de ingressar no MDB, reencontrar velhos amigos e, também, fazer novos amigos. Temos a mesma linha política, o que me deixa bem confortável e pronto para encarar o desafio de ser líder do MDB na Assembleia”, afirmou.
Deputados Diogo Moraes (PSDB) e Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB em Pernambuco – Foto: Lucas Patrício/Divulgação
Articulação entre o PSB e o presidente da Alepe e do PSDB, Álvaro Porto, assegura manobra
Em uma manobra entre a bancada do PSB na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e o presidente da Casa e presidente estadual do PSDB, Álvaro Porto, a oposição tem maioria neste momento para integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar contratos do governo do estado.
O deputado e ex-líder do PSB na Alepe, Diogo Moraes, migrou para o PSDB. A articulação entre seu partido e o PSDB garantiu a movimentação sem que o parlamentar corra o risco de perder o mandato, mesmo com a mudança antes do período da janela partidária. A informação foi repassada em primeira mão pelo Blog do Elielson.
Diogo Moraes assumiu a liderança da bancada do PSDB, antes nas mãos da governista Débora Almeida, indicada pelo Executivo estadual, na semana passada, para compor a CPI.
Como o PSDB agora tem quatro deputados na Casa – Álvaro Porto, Débora Almeida, Diogo Moraes e Izaías Régis – dois governistas e dois oposicionistas, foi a executiva do partido que desempatou e indicou o novo líder e provável integrante da CPI.
A deputada Débora Almeida informou desconhecer essa cláusula no Regimento que permmitisse essa movimentação. “É um absurdo. Mais uma manobra. Um partido com tanta história, o PSDB virou oficialmente um puxadinho do PSB. Uma pena”, lamentou a parlamentar.
Os líderes de bancada têm até as 18h desta segunda-feira para indicar os nomes que vão compor a CPI.