Saúde: Município de Brejinho lidera vacinação contra a gripe em Pernambuco

SERTÃO DO PAJEÚ

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Com uma população de 7.720 habitantes, Brejinho se tornou referência dentro da campanha de vacinação contra a influenza (gripe), de 2024, em Pernambuco. O município atualmente é líder na cobertura vacinal.

Brejinho tem 30,2% do público alvo da campanha já vacinado, proporcionalmente é o município, com mais pessoas imunizadas até agora, em todo Estado.

Para se vacinar, é preciso procurar o PSF do seu bairro e receber a vacina gratuitamente: Crianças de 06 meses a menores de 06 anos; Trabalhadores(as) da saúde; Gestantes e puérperas; Professores(as); Idosos acima de 60 anos; Pessoas em situação de rua; Pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente; Caminhoneiros; Trabalhadores de transportes coletivos; e a População privada de liberdade, podem ser imunizados. *Por Erbi Andrade. 

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é celebrado nesta terça

 SAÚDE 

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é celebrado todo dia 2 de abril
O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é celebrado todo dia 2 de abril – Foto/Unicef/ONU

Segundo OMS, uma em 100 crianças tem Transtorno do Espectro Autista

O autismo afeta uma em cada 100 crianças em todo o mundo, informa a Organização Mundial de Saúde (OMS) no Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado nesta terça-feira (2). A data foi criada em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e reduzir o preconceito que cercam as pessoas afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

O TEA é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, podendo envolver outras questões como comportamentos repetitivos, interesses restritos, problemas em lidar com estímulos sensoriais excessivos (som alto, cheiro forte, multidões), dificuldade de aprendizagem e adoção de rotinas muito específicas.

“O autismo hoje é compreendido como espectro de manifestação fenotípica bastante heterogênea, ou seja, existem várias manifestações diferentes do autismo. E essas manifestações ocorrem também com sinais mais ou menos evidentes em algumas pessoas”, afirma o neuropsicólogo Mayck Hartwig.

O TEA pode se manifestar em três níveis, que são definidos pelo grau de suporte que a pessoa necessita: nível 1 (suporte leve), nível 2 (suporte moderado) e nível 3 (suporte elevado).

Coautora do livro Mentes Únicas e especialista em Distúrbios do Desenvolvimento, Luciana Brites afirma que o 2 de abril é importante para informar a população sobre o autismo.

“É um transtorno que tem impacto muito grande porque afeta principalmente a cognição social, os pilares da linguagem. Esse espectro tem diversas nuances que compõem o quadro. E é um quadro heterogêneo. De um lado você tem autistas com altas habilidades e outros com deficiência intelectual. Alguns com hiperatividade e outros mais calmos”, afirma Luciana.

Segundo ela, é importante ter um diagnóstico precoce, já que os primeiros sinais do TEA podem aparecer no segundo ano de vida.

““Quando conseguimos fazer a detecção antes dos três anos, a gente consegue, muitas vezes, mudar a realidade dessa criança, desse adolescente, desse adulto. As políticas públicas de educação e saúde precisam ser muito bem sustentadas para que se possa consiga avançar no desenvolvimento dessas crianças, que vão virar adolescentes e adultos”.

No Brasil, existe uma Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conhecida como Lei Berenice Piana, criada em 2012, que garante aos autistas o diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além do acesso à educação, proteção social e trabalho.

Além disso, a política nacional considera o autista pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Em 2020, outra legislação, a Lei Romeo Mion, cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que pode ser emitida gratuitamente por estados e municípios.

A Ciptea é uma resposta à impossibilidade de identificar o autismo visualmente, facilitando a ele o acesso a atendimentos prioritários e a serviços a que tem direito, como estacionar em uma vaga para pessoas com deficiência.

A pessoa com TEA tem direito a receber um salário mínimo (R$ 1.412) por mês, por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), caso seja incapaz de se manter sozinha e a renda per capita da família for inferior a um quarto do salário mínimo, ou seja, R$ 353. *Por Agência Brasil.

Gripe: Campanha de vacinação começa nesta segunda-feira; veja quem deve se imunizar

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Idoso recebe vacina contra a gripe
Idoso recebe vacina contra a gripe — Foto: Freepik

Aplicação, que geralmente acontece entre abril e maio, foi adiantada em razão do aumento de casos

Começa nesta segunda-feira a campanha de vacinação contra a gripe nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul para os grupos de risco.

Devem ser vacinadas crianças menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde, professores e indígenas, entre outros.

Tradicionalmente realizada em todo o Brasil entre os meses de abril e maio, neste ano, a imunização foi antecipada em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios no país.

As doses já foram distribuídas e algumas cidades, como São Paulo, começaram a vacinar ainda na sexta-feira. Outros municípios do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal também iniciaram a aplicação.

Na região Norte, o governo federal mudou a estratégia da campanha e imunizou a população entre novembro e dezembro de 2023, atendendo às particularidades climáticas locais.

Aumento de casos

“Desde o ano passado, estamos observando uma antecipação de circulação de vírus respiratórios em geral. Então, esse ano nós vamos antecipar a campanha para proteger a população, principalmente os idosos, as gestantes, os profissionais de saúde, da educação e todas as pessoas que são elegíveis, para que a gente possa estar com a população protegida antes do inverno”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.

Os casos de gripe entre idosos estão aumentando, de forma paralela aos casos de Covid-19 e do VSR em crianças, de acordo com a Fiocruz. O atual cenário epidemiológico no país é de aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em praticamente todo o território nacional.

“Em crianças pequenas, de até dois anos de idade, a incidência da circulação do VSR no país tem gerado aumento expressivo nas ocorrências de SRAG, superando a Covid-19. Por outro lado, a reversão da tendência da Covid no Centro-Oeste e Sudeste e a desaceleração na região Sul se refletem na diminuição dos novos casos de SRAG na população a partir de 50 anos. Isso mascara o aumento de casos por influenza nessas faixas etárias, que se observa no Nordeste, Sudeste e Sul”, afirma Marcelo Gomes, pesquisador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e coordenador do InfoGripe. *Fonte o Globo.

Cientistas desenvolvem armadilha para combater o mosquito da dengue

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Mosquito da Dengue, Aedes Aegypti, picada, Malária. Foto: shammiknr/Pixabay
Mosquito da Dengue, Aedes Aegypti, picada, Malária. Foto: shammiknr/Pixabay

Produto não é tóxico para meio ambiente nem para animais

Cientistas brasileiros desenvolveram uma ferramenta simples e de baixo custo que pode fazer toda a diferença no controle de pernilongos e do Aedes aegypti, o mosquito que transmite Dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela urbana.

Batizado de MataAedes, o produto desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense não é prejudicial ao meio ambiente, como explica Adriano Rodrigues de Paula, um dos autores da pesquisa. “Não é tóxico para o meio ambiente e para os animais. A armadilha é fácil de usar. Depois aberta, pode ser colocada em cima de um móvel e já estará matando os mosquitos adultos. A armadilha funciona por 30 dias, durante dia e noite, matando os mosquitos. E depois precisa ser trocada, mas é descartável e 100% biodegradável e, então, apresenta vantagens promissoras em relação aos produtos no mercado atualmente.

Desenvolvido à base de um fungo, o mecanismo atrai e mata mosquitos em até 48 horas, de acordo com o pesquisador. “O fungo é um inimigo natural de insetos, encontrado comumente nas florestas. Nossa startup isolou esse fungo, cultivou no laboratório, e fez uma formulação para ser utilizada nas nossas armadilhas, para controlar mosquitos adultos. A armadilha simula um ambiente perfeito para o mosquito se esconder e descansar. Mas os eles acabam morrendo por causa da contaminação do fungo que está dentro da armadilha”.

Adriano explica que foram mais de 10 anos de testes, análises, monitoramento e controle biológico.

“E os resultados são animadores. Residências que recebem armadilhas com fungo têm redução de mais ou menos 80% da população de mosquitos, comparando com as residências que não recebem armadilhas com fungo. É mais uma ferramenta para o controle dos mosquitos Aedes aegypti e pernilongo, e deve ser utilizada com outras estratégias para o controle desse vetor, como a eliminação de criadouros a colocação de telas em janelas. A diminuição da população de mosquitos, consequentemente, reduzirá os índices de Dengue, Zika e Chikungunya”.

O estudo contou com apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). A armadilha foi aplicada em mais de 200 residências, estabelecimentos comerciais e espaços públicos em Campos dos Goytacazes e Barra de São João, no noroeste fluminense. *Da Agência Brasil.

Em Pernambuco, 123 prefeituras deixam de receber recursos do Ministério da Saúde para prática de educação física

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De acordo com o Ministério, estes municípios não cumprem os critérios de produção e registro das fichas de atividades coletivas voltadas para a educação física (Foto: Divulgação/Helia Scheppa/PCR)
De acordo com o Ministério, estes municípios não cumprem os critérios de produção e registro das fichas de atividades coletivas voltadas para a educação física (Foto: Divulgação/Helia Scheppa/PCR)

Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região/Pernambuco (CREF12/PE) solicitou esclarecimentos às prefeituras municipais pernambucanas que tiveram seus estabelecimentos de saúde descredenciados

Uma decisão do Ministério da Saúde deixou 123 municípios de Pernambuco de fora da lista de localidades que recebem incentivos financeiros para implementação de ações de Atividade Física (IAF) na Atenção Primária à Saúde (APS).

Entre os municípios que não irão receber mais a verba estão como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Escada, Paulista, Goiana, Carpina, Garanhuns, Caruaru, Pesqueira, Salgueiro, Petrolina, Araripina e Ouricuri.

De acordo com o Ministério, estes municípios não cumprem os critérios de  produção e registro das fichas de atividades coletivas voltadas para a educação física. No Brasil, 1.518 municípios não receberão o incentivo por parte do Ministério da Saúde que poderia auxiliar na promoção da saúde e combate a doenças.

Diante deste cenário, o Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região/Pernambuco cobra que mais profissionais da área sejam inseridos no Sistema Único de Saúde (SUS) e em locais como Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Unidade Básica de Saúde (UBS) e academias públicas

“O exercício físico orientado por Profissional de Educação Física é um dos principais aliados à saúde física e mental. A sociedade precisa cobrar dos governantes a presença do Profissional de Educação Física nas escolas, praças, parques, academias, hospitais, atenção primária, bem como nas políticas públicas transversais de educação, saúde, esportes, turismo, cultura, assistência, ressocialização, segurança, saúde, entre outras para prevenir e curar doenças metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, musculoesqueléticas, psiquiátricas, neurológicas e diversas outras” afirmou o presidente do CREF12/PE, Lúcio Beltrão.

De acordo com o Conselho, a  prática de exercícios físicos, orientada por profissionais, é uma aliada para combater doenças físicas e mentais e melhorar a qualidade de vida. Além disso, as atividades físicas ajudam a prevenir doenças como câncer, diabetes, cardiopatia e eventos de acidente vascular cerebral, além de diminuir a mortalidade por todas as causas.

O Brasil é o país mais sedentário da América Latina e o quinto do mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 47% dos brasileiros são sedentários, sendo que entre os jovens esse número é ainda mais alarmante, atingindo 84%. *Por Diario de Pernambuco.

TST encerra negociações com setor privado; e profissionais deve receber remuneração do piso da enfermagem previsto em lei

SAÚDE/PISO DA ENFERMAGEM

Profissionais da enfermagem esperam agora cumprimento da decisão judicial sobre o piso salarial Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Profissionais da enfermagem esperam agora cumprimento da decisão judicial sobre o piso salarial Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O TST foi chamado pela CNSaúde — que representa a categoria patronal de estabelecimentos privados do setor —, para mediar a situação junto aos trabalhadores

A queda de braço entre os representantes do setor privado e os profissionais da área da saúde chegou ao fim. Mas, o que parecia ser uma boa notícia, só gerou mais insatisfação por parte da categoria. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) encerrou as negociações sobre o pagamento do piso da enfermagem entre a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), que representa a categoria patronal de estabelecimentos privados, e os trabalhadores do setor. Quando o assunto começou a se estender no ano passado, o tribunal foi chamado pela CNSaúde para mediar a situação.

Na opinião do vice-presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Daniel Menezes, a resistência em aceitar qualquer proposta, só demonstra mais uma vez o descaso que a representação dos hospitais privados tem em relação à efetivação do pagamento do piso nacional da enfermagem, fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Os profissionais e as entidades representativas sempre estiveram dispostos ao diálogo, agora de uma forma intransigente a CNSaúde encerra as negociações justamente por total desinteresse. Nós lamentamos porque, na verdade, é mais uma forma de tentar barrar aquele direito que foi conquistado, que é lei, e que deve ser observado pelos empregadores, especialmente o segmento privado”, desabafa.

Ao encerrar as negociações, a categoria destacou que o ministro do TST, Aloysio Corrêa, foi crítico em relação ao posicionamento da entidade patronal. Enquanto os representantes dos enfermeiros manifestaram concordância com os termos da proposta apresentada na reunião bilateral de trabalho, a CNSaúde alegou não ser possível aderir e concordar com a proposta formulada na mediação, sem, contudo, apresentar qualquer outra possibilidade de solução ou alternativas às proposições feitas em relação a cada tema.

Sem acordo

Na ausência de um acordo, o pagamento do valor referente ao piso salarial dos enfermeiros e técnicos em enfermagem no setor privado deve ser resolvido por meio de dissídio, conforme explica a advogada especialista em direito do trabalho, Camila Andrea Braga.

“Sem acordo na finalização da negociação, o TST aponta o caminho do dissídio, em que agora é ingressar na via judicial. Então aí não mais vai se mediar um encontro de vontades, um caminho do meio, mas vai se julgar um litígio, quando as demandas são colocadas em juízo”, analisa.

De acordo com Braga, a partir de agora, o pedido deve ser feito judicialmente, com as bases legais de ambas as partes, para ser analisado pelo tribunal. “Aí é seguir o caminho normal do dissídio, inclusive com recursos às instâncias superiores, caso possível”, informa.

A técnica de enfermagem da Rede D’or, Patrícia Monteiro Vieira Almeida, diz que ainda não consegue se sentir totalmente aliviada por saber que existe uma certa resistência por parte dos empregadores que podem querer judicializar a questão.

“Nós nos sentimos abandonados, porque a gente sente que os empresários que mandam. A gente percebe que eles passam por cima de lei, porque eles não estão cumprindo, e ninguém faz nada, não tem multa, não tem nada contra os empresários. E a gente continua sem o piso, e eles cada vez mais ameaçando os funcionários. Então a gente se sente muito entristecido e abandonado quanto a isso”, desabafa.

A CNSaúde não se manifestou até o fechamento da matéria.

Decisão do STF 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, em sessão virtual, que a implementação do piso, em relação aos profissionais celetistas em geral, deve ocorrer de forma regionalizada, por meio de negociação coletiva nas diferentes bases territoriais e nas respectivas datas-bases.

Conforme a decisão, o entendimento foi que deve prevalecer o negociado sobre o legislado, tendo em vista a preocupação com eventuais demissões e o caráter essencial do serviço de saúde.

De acordo com a legislação e nos termos da decisão do STF, o piso é de R$ 4.750 para enfermeiras e enfermeiros, R$ 3.325 para técnicas e técnicos e R$ 2.375, para auxiliares e parteiras. *Por Brasil61

Doentes e aflitos, pacientes do SUS em Pernambuco sofrem na fila para marcar exames

SAÚDE

Pacientes enfrentam longas filas e ainda correm o risco de ficar sem atendimento (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Pacientes enfrentam longas filas e ainda correm o risco de ficar sem atendimento (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Moradores de Pernambuco que têm algum recurso financeiro precisam recorrer a unidades privadas para realizar exames de saúde com mais agilidade

“As fichas acabaram”, “marcação de exame só na próxima semana” e “não tem nada que eu possa fazer” são algumas das falas mais ouvidas por pacientes que tentam marcar exames em postos e unidades de saúde em Pernambuco. Uma das maiores dificuldades encontradas hoje na saúde pública é a fila de espera para marcação de exames.

Uma pesquisa desenvolvida pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) com base na opinião de pacientes mostra que a demora para conseguir consulta, exame ou cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) é o principal problema de saúde no país.

O estudo mostrou que entre as principais queixas dos pacientes da rede pública de saúde estão a superlotação dos hospitais, falta de leitos e de medicamentos, má infraestrutura e, principalmente, a demora para conseguir vagas de exames e outros tipos de atendimento médico.

A rede privada não fica para trás quando o assunto é este tipo de problema. O levantamento feito pelo Ipec revela que este é o único problema em comum entre os pacientes das redes pública e privada. Além deste problema, os usuários de planos de saúde e de hospitais particulares criticam a falta de médicos, valor baixo de reembolso e baixa cobertura de exames.

Por este último motivo, muitas pessoas que utilizam a rede privada recorrem ao SUS para conseguir exames.

“Consegui realizar meus exames, mas a demora foi grande. Levei quase um ano para fazer um exame de colonoscopia solicitado pelo hematologista. A dificuldade é muito grande mesmo e eles (profissionais de saúde) alegam que é por conta do número de pacientes. Então, a demanda é grande e os profissionais são poucos. Outro problema são os exames de sangue. O médico solicita e você vai marcar, mas só faz o exame mesmo com dois, três meses após a marcação. É um absurdo isso, mas acontece muito”, relata o auxiliar de lavanderia, José Luiz, de 46 anos, morador do Recife.

A situação é ainda mais delicada para pessoas que vivem no interior do estado, onde o acesso aos serviços de saúde são ainda mais precários e precisam recorrer à capital, como é o caso da estudante de pedagogia Marciana Brasileiro, de 32 anos, moradora de Buíque, no Agreste de Pernambuco.

Não consegui fazer o exame de ressonância da minha filha pelo SUS. Estamos desde o começo da pandemia neste vai e vem e fizemos o exame dela por uma unidade particular pois estávamos esperando o exame há um ano”, relatou a estudante enquanto corria para pegar o ônibus de volta para a cidade onde mora, que fica a 280 km do Recife.

Precarização na saúde pública 

Os investimentos em saúde pública no Brasil foram reduzidos em R$ 10 bilhões nos últimos dez anos, o que significa uma queda de 64% em verba destinada para esta área. Os dados são da Nota Técnica n. 29 “Orçamento da Saúde para 2023: o que mudou nos últimos dez anos?” publicada pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) em parceria com a Umane. A falta de investimento em saúde afeta a disponibilidade de profissionais, infraestrutura e, principalmente, a disponibilidade de atendimentos.

“A saída para a gestão de filas de espera de consultas e exames complementares é multifatorial. Primeiramente, fortalecimento da atenção primária, com maior resolutividade e eficiência. Os programas de saúde da família, por exemplo, estão mais próximos à população e um elevado percentual de pacientes que recorrem a grandes hospitais, podem ter suas demandas resolvidas sem precisar de grandes deslocamentos. Um sistema que detecte doenças precocemente e ofereça ao cidadão oportunidades de tratamento antes que requeiram acessar a atenção terciária (serviços de alta complexidade). Para isso, faz-se necessário disposição política , financiamento e gestão eficiente”, explica diretor da Faculdade de Medicina da UFPE, Luiz Alberto Mattos.

O profissional ainda destaca que “um segundo ponto primordial é o estabelecimento de um sistema de regulação de marcação de consultas e exames a nível estadual de elevada performance com programas interligados de informações dos pacientes, aproveitando sobretudo as tecnologias de saúde digitais que dispomos. Em resumo, um fortalecimento do SUS em suas diretrizes essenciais, com  responsabilidade social e financiamento a contento”.

A Câmara dos Deputados aprovou em fevereiro um Projeto de Lei que determina a publicação na Internet da lista de pacientes que aguardam por cirurgias e exames nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

A lista divulgada deve conter dados como o número do Cartão de Saúde do paciente, data de agendamento, posição do paciente na fila, local onde será realizada a cirurgia ou serviço e especialidade em caso de cirurgia eletiva.

As listas devem ser atualizadas a cada 15 dias pelos governos responsáveis pelas unidades de saúde, levando em conta critérios médicos. Os pacientes que tiverem datas alteradas ou procedimento desmarcado terão de ser avisados em tempo adequado e informados sobre a nova data de agendamento.

Além disso, os gestores das unidades de saúde devem informar mensalmente e através da Internet a quantidade de pacientes nas filas de procedimentos por especialidade e o tempo médio de espera. *Por: Adelmo Lucena/Diario de Pernambuco.

Anvisa alerta: 28% dos alimentos industrializados têm sódio em excesso

SAÚDE 

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Relatório divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que 28% dos produtos industrializados monitorados por autoridades brasileiras em 2020 e 2021 não atingiram as metas estabelecidas para redução de sódio.

Relatório divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que 28% dos produtos industrializados monitorados por autoridades brasileiras em 2020 e 2021 não atingiram as metas estabelecidas para redução de sódio. De acordo com a Anvisa, as categorias classificadas como críticas são biscoito salgado, bolos prontos sem recheio, hambúrgueres, misturas para bolo aerado, mortadela conservada em refrigeração, pães de forma, queijo muçarela e requeijão.

O relatório cita, entretanto, “alentador progresso” observado em algumas categorias, como o caso de biscoitos doces tipo maria e maisena, indicando “uma tendência positiva”. “Ao ponderarmos sobre a oscilação nas amostras de batatas fritas e palhas industrializadas e a conformidade consistente dos cereais matinais, torna-se evidente que diferentes categorias demandam abordagens específicas”, pontuou a Anvisa.

Já a análise das categorias caldos em pó e em cubo, temperos em pasta, temperos para arroz e demais temperos, segundo o relatório, aponta dificuldades e avanços no monitoramento do teor de sódio em alimentos industrializados, com algumas categorias mantendo a conformidade e outras exigindo esforços adicionais.

“No cenário mais amplo, identificamos tanto progressos quanto desafios persistentes na redução do teor de sódio em alimentos industrializados. A análise abrangente do panorama brasileiro revela que o país enfrenta obstáculos significativos para atingir as metas regionais estabelecidas na diminuição do consumo de sódio, apresentando a menor adesão em comparação com outros países da América Latina e do Caribe.”

“Isso sublinha a urgência de reavaliar e aprimorar as estratégias atualmente em vigor. A colaboração contínua entre órgãos reguladores, a indústria alimentícia e a sociedade civil permanece fundamental para atingir as metas preestabelecidas e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis”, destacou a agência.

O monitoramento se pautou na determinação do teor de sódio de amostras de produtos industrializados coletados em estabelecimentos comerciais e agrupadas conforme categorias pactuadas em acordos estabelecidos entre o Ministério da Saúde e o setor regulado.

A coleta e análise das amostras ocorreram de janeiro de 2020 a dezembro de 2021. Nesse processo, um fiscal da vigilância sanitária estadual foi responsável pela coleta em locais estratégicos, como mercados e estabelecimentos de venda de alimentos industrializados, seguindo um plano amostral nacional.

As amostras foram enviadas aos laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen) e ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), onde foram realizadas análises de sódio conforme metodologias oficiais, além da verificação da rotulagem.

Açúcar

A Anvisa divulgou ainda uma análise detalhada do monitoramento do teor de açúcares em alimentos industrializados no ano de 2021. Entre as 11 categorias avaliadas, constatou-se que 81,8% exibiram um teor médio de açúcares dentro dos limites definidos. As duas categorias que não atingiram as metas estabelecidas foram biscoitos doces sem recheio e biscoitos tipo wafers.

De acordo com o relatório, categorias como refrigerantes, néctares e refrescos estão em conformidade com os padrões estabelecidos, sugerindo uma tendência positiva no setor. Além disso, as categorias biscoitos maria e maisena e biscoitos recheados apresentaram 100% de conformidade com os limites estabelecidos para o teor de açúcares, destacando “uma aderência satisfatória por parte dos fabricantes”.

“No entanto, é crucial destacar que o segmento de biscoitos da indústria alimentícia ainda carece de melhorias significativas, uma vez que biscoitos sem recheio e do tipo wafer excederam os limites estabelecidos para teor de açúcares, indicando um menor nível de adesão às diretrizes regulatórias em comparação com outras categorias analisadas.”

“É fundamental reforçar a importância de políticas públicas eficazes voltadas para a redução do consumo de açúcares e a promoção de uma alimentação saudável. A implementação de estratégias educativas e de conscientização, aliada à regulamentação e fiscalização, desempenha um papel crucial na proteção da saúde da população e na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, concluiu a Anvisa.

O monitoramento baseou-se na quantificação dos níveis de açúcares presentes em amostras de alimentos coletados em estabelecimentos comerciais e categorizados conforme acordo voluntário estabelecido entre o Ministério da Saúde e o setor regulado. Os resultados das análises foram documentados no Sistema de Gerenciamento de Amostras Laboratoriais.

A condução desse processo foi realizada de forma colaborativa pela Anvisa e vigilâncias sanitárias estaduais, municipais e do Distrito Federal. No período compreendido entre janeiro e dezembro de 2021, foram conduzidas atividades de coleta e análise de amostras alimentares em conformidade com um plano amostral nacional preestabelecido. As amostras obtidas foram posteriormente encaminhadas aos laboratórios oficiais de saúde pública. *Fonte: EBC SAÚDE.

Pessoa mais velha do mundo faz 117 anos e conta sua receita para uma vida longa

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Maria Branyas Morera, é norte-americana e descendente de espanhóis
Maria Branyas Morera, é norte-americana e descendente de espanhóis Foto/Reprodução

Com a saúde mental e física intactas, mulher mais velha do mundo está sendo analisada em estudos científicos sobre longevidade

Maria Branyas Morera comemorou 117 anos, na casa de repouso onde vive há mais de duas décadas, na região da Catalunha, Espanha. Ela é a pessoa mais velha do mundo, segundo o Guinness Book, conhecido como o livro dos recordes.

Com boa saúde mental e física, cientistas estão estudando os genes de Maria para que avancem nos estudos sobre longevidade. Pesquisadores já coletaram amostras de saliva, sangue e urina da Maria para compararem o código genético dela em busca de respostas.

Para explicar sua longevidade, Maria diz que seu estilo de vida é marcado por “ordem, tranquilidade, boa ligação com a família e amigos, contato com a natureza, estabilidade emocional, sem preocupações, sem arrependimentos, muita positividade e afastamento de pessoas tóxicas”.

Por meio das redes sociais, a recordista postou fotos ao lado de um bolo e um buquê de flores, e agradeceu aos desejos que recebeu. “Minha gratidão, do fundo do coração, a todas as pessoas que ontem me demonstraram seu carinho, respeito e palavras bonitas”, escreveu. Ativa no X (antigo Twitter), a descrição de seu perfil diz: “Estou velha, muito velha, mas não sou idiota”.

Segundo o Guinness World Records, o estado de saúde de Maria é tão bom que a idosa concordou em passar por testes científicos realizados por pesquisadores que buscam entender os segredos para uma vida longa, como a dela.

Cientistas que avaliam os genes da idosa pretendem contribuir com o desenvolvimento de remédios para combater doenças relacionadas ao envelhecimento. De acordo com o Guinness, amostras de saliva, sangue e urina da idosa foram coletadas e serão comparadas com as de sua filha de 80 anos. *Fonte Terra.

Decisão da Justiça muda regras para o uso de anestesia em consultórios dos dentistas

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Decisão da Justiça muda regras para o uso de anestesia em consultórios dos dentistas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Decisão da Justiça muda regras para o uso de anestesia em consultórios dos dentistas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A decisão da Justiça Federal se refere à sedação com remédio controlado, em que o paciente pode ficar inconsciente durante a consulta, geralmente em cirurgias e implantes odontológicos.

Uma decisão da Justiça mudou as regras para o uso de anestesia em consultórios dos dentistas. As práticas de anestesia mais comuns nos consultórios odontológicos são a anestesia local, aquela injeção na gengiva, e o uso do óxido nitroso, um gás que o paciente respira junto com o oxigênio.

Em procedimentos em que a anestesia é menos complexa, como uma obturação, nada vai mudar. A decisão da Justiça Federal se refere à sedação com remédio controlado, em que o paciente pode ficar inconsciente durante a consulta, geralmente em cirurgias e implantes odontológicos.

A Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido à Justiça alegando que dentistas não são preparados para fazer o trabalho de sedação. A sociedade médica pediu à Justiça que fosse proibida de realização de procedimentos em pacientes com uso de fármacos de uso controlados, como opioides e sedativos, em consultórios dos dentistas. Segundo o Conselho de Odontologia, o Brasil tem 409 mil cirurgiões-dentistas.

O advogado que representa os médicos afirma que não há regras para o dentista nem fiscalização nos consultórios e o risco para os pacientes é grande.

“O profissional que está realizando esse procedimento que é um procedimento considerado como de risco, ele não tem conhecimento técnico para agir diante de uma intercorrência. Um médico, não anestesista, qualquer médico que quiser fazer uma sedação, um procedimento anestésico, ele primeiro precisa ter um curso avançado de suporte de vida. Esse curso traz para o profissional conhecimentos de intubação, circulação de oxigênio, manter o paciente estável em caso de uma intercorrência anestésica”, afirma Celso Papaleo, advogado da Sociedade Brasileira de Anestesiologista.

A Justiça Federal acolheu em parte o pedido dos médicos anestesistas. A decisão da Justiça Federal não proíbe os dentistas de fazerem o procedimento, mas determina que agora eles têm que seguir as regras do Conselho Federal de Medicina. Entre elas, uma sala de recuperação pós-anestésica ao lado do consultório e o dentista não pode mais atender o paciente e fazer a sedação ao mesmo tempo. É preciso um profissional responsável, exclusivamente, pela anestesia.

A juíza Rachel Soares Chiatelli afirma que não se pode deixar de reconhecer que assim como médicos não anestesistas podem administrar anestésicos, ao profissional dentista também deve ser assegurada a possibilidade de sua utilização, em razão da própria natureza da sua atividade.

O Conselho Federal de Odontologia enviou uma nota na qual informa que só vai se manifestar nos autos do processo; que fará uma análise técnica para garantir os direitos dos cirurgiões dentistas, e ao mesmo tempo, cumprir a decisão da Justiça. O conselho afirmou ainda que está empenhando em atualizar e aprimorar as diretrizes éticas e técnicas para garantir a segurança dos pacientes. *Por Jornal Nacional.

Ministério da Saúde passa a recomendar testes rápidos para diagnóstico de dengue

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Brasília (DF), 29/02/2024 - Agentes da vigilância ambiental do DF encontram larvas do mosquito transmissor da dengue em residência no Guará, região administrativa do DF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Explosão de casos no país motivou decisão da pasta

O Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de testes rápidos para diagnóstico e fechamento de casos de dengue. De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, foi elaborada uma nota técnica para orientar estados e municípios sobre o uso de testes rápidos para dengue.

“Já iniciamos a compra para distribuição”, disse Ethel, em entrevista coletiva. A secretária lembrou que outros testes para diagnóstico de dengue, como o RT-PCR, amplamente utilizado durante a pandemia de Covid-19, são mais sensíveis na detecção do vírus. Entretanto, em meio à explosão de casos de dengue no país, o Ministério da Saúde decidiu recomendar teste rápido para o diagnóstico de dengue com a devida orientação aos profissionais de saúde das redes estaduais e municipais.

De acordo com a coordenadora-geral de Laboratórios de Saúde Pública, Marília Santini, o teste rápido recomendado pelo ministério deve ser realizado entre o primeiro e o quinto dia de sintomas, período em que a maioria dos pacientes busca um serviço de saúde. Mesmo em casos de resultado negativo, o paciente deve ser monitorado e ações estratégicas, como a hiper-hidratação, devem ser adotadas, reforçou.

Ainda segundo Marília, para casos graves e mortes suspeitas por dengue, a orientação da pasta permanece sendo a realização de exame laboratorial, e não do teste rápido, uma vez que este tem limitações, como a incapacidade de rastrear o sorotipo de dengue que causou o agravamento do quadro ou o óbito do paciente.

Autoteste

Marília confirmou também tratativas com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização de autotestes para dengue no Brasil. A informação foi antecipada pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

“Tivemos duas reuniões com a Anvisa”, disse Marília, ao detalhar que o teste rápido e o autoteste são essencialmente o mesmo dispositivo, sendo o primeiro é conduzido por um profissional de saúde e o segundo, pelo próprio paciente.

Marília lembrou que, diferentemente do cenário de Covid-19, em que o autoteste contribui para interromper a transmissão do vírus por meio do isolamento, o autoteste de dengue não contribui nesse aspecto, já que a doença só pode ser transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. “A gente ainda está iniciando uma discussão técnica”. *Por Agência Brasil.

Médicos, clínicas e hospitais devem seguir novas regras de publicidade

SAÚDE

Médicos chegam ao local de prova para a segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020, em Brasília.
Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagens de pacientes poderão ser divulgadas, mas com autorização

Entram em vigor nesta segunda-feira (11) as novas regras da publicidade médica estabelecidas na Resolução 2.336/2023 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que foram aprovadas depois de três anos de estudos. O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), o advogado Raul Canal, alerta que, ao mesmo tempo que garante segurança jurídica aos médicos, o novo texto cria também pontos de atenção para suas condutas publicitárias nas esferas cível e criminal.

Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que a principal inovação foi a autorização para os médicos e, sobretudo, aqueles que trabalham na área estética, como cirurgia plástica e dermatologia, exibirem imagens e fotografias com os resultados antes e depois. “Isso até agora era proibido. O médico, mesmo com consentimento do paciente, não poderia fazer isso. Agora, ele pode fazer”.

Canal advertiu que, nesse caso, o médico não pode “tratar ou maquiar” a fotografia, nem fazer um ‘photoshop’ (edição) na imagem. “Tem que ser a fotografia natural; mas, com consentimento do paciente, ele pode publicar isso na sua propaganda, nas suas mídias sociais. Esse foi o maior avanço”, indicou. Outro avanço foi a divulgação de preços de cirurgias, procedimentos e tratamentos. Antes, o médico não podia divulgar isso porque era considerado mercantilização da medicina. “A partir de agora, isso está autorizado a ser feito”.

Cuidado

Para evitar processos na Justiça, o presidente da Anadem destacou que o profissional da saúde deve prestar atenção para não tratar uma fotografia e prometer um resultado fantástico que poderá não ser alcançado. O profissional deve deixar claro na propaganda e nas mídias sociais que nem todo paciente vai atingir o mesmo resultado porque isso depende de predisposições orgânicas e até de questões comportamentais do paciente e de reações inflamatórias.

“Cada organismo reage de uma forma diferente. Se não, ele estaria prometendo um resultado e, se o paciente não atingir aquele resultado, poderá processá-lo por ter sido enganado. Ou seja, induziu o consumidor, e não mais o paciente, a um erro. Tem que deixar claro que aquele é um resultado específico e que nem todas as cirurgias atingirão o mesmo resultado. Esse é o principal cuidado que o médico deve ter. E sempre ele deve obter por escrito a autorização do uso da imagem do paciente. Porque não se trata apenas do Código de Ética Médica. Ele tem a Lei Geral de Proteção de Dados”, explica Canal.

Por isso, para divulgar um dado do paciente, inclusive um dado biométrico ou uma imagem, deve haver o consentimento, ou autorização, por escrito. “Esse é um cuidado fundamental”, sustentou.

Clínicas e hospitais

As mesmas regras valem para clínicas ou hospitais. As novas normas permitem que um médico ou clínica divulgue a aquisição de um aparelho importado que não tem similar no Brasil. Antes, isso não era permitido porque gerava concorrência desleal em relação aos demais. “Hoje pode -se divulgar uma técnica, um equipamento, que só o médico possui, que é de última geração”.

O médico, em sua propaganda, deve preservar o caráter informativo e educativo da informação. Na publicidade feita, os médicos deverão incluir o nome; o número do Conselho Regional de Medicina (CRM); e, se for especialista, informar também o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Caso o profissional seja pós-graduado, poderá indicar o aperfeiçoamento profissional, desde que inclua a inscrição “não especialista”.

Já para clínicas e hospitais, serão exigidos o nome do diretor técnico médico, responsável pelo estabelecimento, com o respectivo CRM e do diretor técnico com o RQE, caso haja oferta de especialidades médicas. “Mesmo que seja uma pessoa jurídica, tem que ter uma pessoa física com CRM que responda tecnicamente por aquele Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), concluiu Raul Canal. *Por Agência Brasil.

Casos de Covid e gripe crescem no Brasil, revela boletim da Fiocruz

SAÚDE

Paciente recebe atendimento contra Covid-19 no Hospital Espanhol, em Salvador
Foto: Agência O Globo

Sars-CoV-2 provoca internações em todo o Centro-Sul do país, enquanto o vírus InfluenzaA pode estar pro trás das internações no Nordeste; ambos estão circulando ao mesmo tempo

O número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), está em alta no Brasil. Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira, mostra um cenário preocupante, em que as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul têm sinais muito claros de aumento de SRAG por Covid-19. Já no Nordeste, crescem as internações provavelmente decorrentes da gripe. De acordo com os pesquisadores, já está ocorrendo cocirculação dos vírus (Sars-CoV-2 e Influenza A) em parte do país.

Os dados são referentes à Semana Epidemiológica (SE) 08, de 18 a 24 de fevereiro, a análise tem como base as informações inseridas no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 26 de fevereiro.

De acordo com o pesquisador do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ainda precisam ser confirmados por exames laboratoriais a responsabilidade de cada um dos vírus nos casos de SRAG, mas, na Bahia, a gripe já pode ser considerada a responsável.

— Além da Bahia, continua tendo também esse sinal da presença do vírus influenza A em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, algo que já vínhamos comentando desde o início do ano. Pode ser que, nos demais estados do Nordeste em que ainda não temos resultado laboratorial exato, também haja associação ao vírus Influenza A. As faixas etárias que estão sendo afetadas lá não parecem com aquela assinatura típica da Covid-19, mas isso ainda teremos que esperar a entrada dos resultados laboratoriais, afirma Gomes.

Gomes expressa preocupação pela situação geral e destaca um quadro de possível cocirculação de vírus em estados do Centro-Sul:

— É um cenário nacional que preocupa bastante. Praticamente todo o Centro-Sul com o crescimento associado à Covid-19, alguns estados do Sudeste e do Sul com uma cocirculação – ou seja, circulando ao mesmo tempo Covid-19 e Influenza A. Embora a Covid esteja gerando um número muito mais expressivo de internações do que a gripe, observamos essa circulação simultânea. Alguns estados do Nordeste, em particular a Bahia, também mostram aumento de internações com uma associação bastante sugestiva da gripe.

Nesta quinta, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe, que geralmente tem início em meados de abril, para o dia 25 de março devido ao aumento da circulação de vírus respiratórios no país. A medida vale para todas as regiões do Brasil, menos a Norte, onde a imunização ocorre no segundo semestre devido às particularidades climáticas que influenciam a disseminação do Influenza na região. *Da O Globo.

Número de vacinados em Pernambuco cresce após ações em escolas

SAÚDE

 Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes (Foto: Divulgação/SES-PE)
Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes (Foto: Divulgação/SES-PE)

Desde 2023, mensalmente, são realizadas ações para a vacinação de estudantes. Ao todo, mais de 70 mil doses de vacinas já foram aplicadas

A aplicação de vacinas em ambientes escolares proporcionou uma maior cobertura em Pernambuco. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desde o ano passado, estudantes de 2 mil escolas têm recebido mensalmente profissionais da área, o que resultou em 70.908 doses aplicadas entre março e dezembro de 2023.

Todas as atividades foram realizadas na última semana de cada mês em escolas públicas estaduais e municipais. As ações continuam no ano de 2024 e o objetivo é levar este serviço para escolas da rede privada.
Para o mês de fevereiro, todos os municípios do estado realizarão a vacinação de alunos dentro do ambiente escolar nesta última semana, de 26 a 29 de fevereiro. Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes.
“A gente observa um aumento na cobertura vacinal em Pernambuco. Esse programa de vacinação nas escolas foi iniciado em março do ano passado, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e as Municipais de Educação e Saúde, cobrindo desde a creche, o fundamental I nas escolas municipais até o fundamental II e o Ensino Médio nas escolas estaduais. A gente já observa, por exemplo, que a vacina contra a poliomielite já mostra esse aumento, chegando hoje a quase 92% de cobertura, quando o Ministério da Saúde preconiza 95%. Para se ter uma ideia, no ano passado, esse percentual era de 70%. Realmente a gente conseguiu subir essa cobertura graças às várias ações, entre elas, a ação de vacinação na escola”, chama a atenção a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
Todas as atividades foram realizadas na última semana de cada mês em escolas públicas estaduais e municipais. As ações continuam no ano de 2024 e o objetivo é levar este serviço para escolas da rede privada.
Para o mês de fevereiro, todos os municípios do estado realizarão a vacinação de alunos dentro do ambiente escolar nesta última semana, de 26 a 29 de fevereiro. Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes.
“A gente observa um aumento na cobertura vacinal em Pernambuco. Esse programa de vacinação nas escolas foi iniciado em março do ano passado, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e as Municipais de Educação e Saúde, cobrindo desde a creche, o fundamental I nas escolas municipais até o fundamental II e o Ensino Médio nas escolas estaduais. A gente já observa, por exemplo, que a vacina contra a poliomielite já mostra esse aumento, chegando hoje a quase 92% de cobertura, quando o Ministério da Saúde preconiza 95%. Para se ter uma ideia, no ano passado, esse percentual era de 70%. Realmente a gente conseguiu subir essa cobertura graças às várias ações, entre elas, a ação de vacinação na escola”, chama a atenção a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
A iniciativa oferece cerca de 20 imunobiológicos diferentes e impacta positivamente na imunização de crianças e adolescentes. Em 2022, a cobertura vacinal para tríplice viral (1ª dose) era de 80,3% e em janeiro deste ano o percentual chegou aos 95%, se destacando como a maior cobertura do estado no momento.
Dados da Secretaria de Saúde mostram que a vacina pentavalente para bebês com menos de um ano de idade também chegou a marca dos 92,2% de cobertura. O mesmo aconteceu com o imunizante contra a poliomielite para bebês da mesma faixa etária, que foi de 76,2%, em 2022, para 91,8% em janeiro deste ano.
A pasta ainda destaca que o alcance do patamar de 90% também aconteceu com a vacina pneumocócica, que no mesmo período analisado foi de 80,4% para 90,2%.
Com mais de 80% de cobertura vacinal, em 2024, destacam-se ainda:
  • Pneumocóccica para bebês de 1 ano  (88,9%)
  • Rotavírus humano (88,4%)
  • Meningocócica Conj. C para menores de 1 ano (81,8%)
  • DTP (para bebês de 1 ano) com 81,3%.
“Este é o primeiro ano de Elisa na creche e ela agora passa a conviver com outras crianças e mais pessoas. É o primeiro ciclo social dela e eu quero que ela fique protegida contra a gripe e outras doenças, por exemplo. A vacina vai proteger ela contra o adoecimento e me deixará mais tranquila para deixar ela ter contato com as pessoas. Hoje, ela recebeu as vacinas tríplice viral, varicela e a primeira dose da Covid-19”, disse  Déborah Karoline, mãe de Elisa, de 1 ano e 9 meses. *Por Diario de Pernambuco.

Faustão é internado e deve passar por nova cirurgia seis meses após transplante cardíaco

FAMOSOS

Foto colorida de Fausto Silva, o Faustão, no hospital. Ele é um homem branco de cabelos pretos, veste uma camiseta azul e está com a boca levemente aberta - pós-transplante - Metrópoles
Foto/Reprodução/Redes Sociais

Apresentador estaria com o rim comprometido devido a um quadro de insuficiência cardíaca e está internado no Hospital Israelita Albert Einsten, em São Paulo,

O apresentador Fausto Silva, conhecido como Faustão, foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com informações da rádio Alpha FM, ele teve problemas renais e precisou ser levado ao local.

Faustão faz diálises desde o fim de 2023 por estar com as funções renais comprometidas. O comunicador sofreu consequências nos rins por causa da insuficiência cardíaca e há possibilidade de precisar de novo transplante.

Em agosto do último ano, ele passou por uma cirurgia para transplante de coração, no mesma unidade de saúde. Após o procedimento, ele passou por fisioterapia e revelou ter fraturado a costela.

O Hospital Albert Einstein ainda não atualizou o estado de Fausto Silva.

João Silva fala sobre estado de Faustão

Durante sua passagem pela Sapucaí para curtir o Carnaval, João Silva falou sobre o pai, Faustão, que realizou um transplante de coração há cerca de cinco meses. Em entrevista à Quem, o apresentador afirmou que aguarda ansiosamente a recuperação completa do pai para curtir com ele a folia.

“Quando ele estiver 100%, vou convencê-lo a vir curtir o Carnaval. Vai ser legal. Acho que será o primeiro Carnaval dele (como folião), porque ele já veio cobrindo”, pontua.

João conta que, apesar de lenta recuperação, Faustão se recupera bem: “Tem que ter paciência, mas a evolução é muito boa”.

“A evolução é muito boa. É um processo longo, mas ele está feliz e motivado. Está tudo certo com o coração”, disse o filho do comunicador. *Portal R7.

Audiência pública convocada pelo MPPE vai discutir problemas em hospitais públicos estaduais

SAÚDE

Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco | Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco
Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra – Foto/Reprodução

Para debater e coletar informações sobre problemas identificados em hospitais públicos da rede estadual situados no Recife, a 11ª e a 34ª Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Promoção e Defesa da Saúde) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) convocam representantes da Rede SUS-PE, assim como convidam outras entidades de saúde, para discutir o atendimento nos hospitais da Restauração, Barão de Lucena, Otávio de Freitas, Getúlio Vargas e Agamenon Magalhães.

A audiência ocorrerá no próximo 4 de março, às 13h, no Auditório da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco, 7º andar do Edifício Ipsep, na Rua do Sol, nº 143, bairro de Santo Antônio.

Durante a audiência, conduzida pelas Promotoras de Justiça Eleonora Marise Rodrigues (11ª Promotoria de Justiça) e Helena Capela (34ª Promotoria de Justiça), serão abordados assuntos relacionados à falta de insumos e medicamentos, fila de espera por cirurgias, superlotação, número e complexidade adequados de leitos de retaguarda em ortopedia/traumatologia, vascular, neurologia, doenças crônicas e clínica, entre outros, que já são alvo de inquérito civis e procedimentos administrativos nas Promotorias de Justiça.

Assim, as Promotoras de Justiça esperam que a Secretaria Estadual de Saúde apresente as medidas para mitigar e solucionar os problemas, prestando esclarecimentos à população.

Foram convocados para a audiência pública na condição de expositores a Secretária Estadual de Saúde de Pernambuco, a Secretária de Administração de Pernambuco, o Diretor do Hospital da Restauração, a Diretora do Hospital Barão de Lucena, o Diretor do Hospital Otávio de Freitas, a Diretora do Hospital Getúlio Vargas e a Diretora Hospital Agamenon Magalhães. Também convidados a participarem o Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (CREMEPE), Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (COREN), Conselho Estadual de Saúde (CES), Sindicato dos Médicos de Pernambuco (SIMEPE), Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (SATENPE), Defensoria Pública do Estado de Pernambuco e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A inscrição para participar da audiência pública poderá ser feita através do link https://forms.gle/fEpFi7K47LBVHom37,  sem prejuízo de que possa haver inscrição também presencialmente, no dia do evento, mediante identificação dos interessados, respeitado o limite de vagas do auditório da PGE.

*As informações são do Ministério Público de Pernambuco

Pernambuco registra 29 casos de pessoas furadas por agulhas no Carnaval

SAÚDE 

Olinda teve 11 registros de pessoas furadas por agulhas no Carnaval Imagem: Marlon Costa/AGIF/Folhapress

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco registrou 29 atendimentos a pacientes furados por agulhas na rua, em meio à multidão dos festejos de Carnaval, entre os dias 9 e 15 de fevereiro.

O que aconteceu?

Eles foram vítimas de lesões provocadas por agulhas em diversos focos de folia no Recife e em Olinda, segundo os relatos recebidos pela Secretaria Estadual de Saúde. Em casos como esses, em geral, as vítimas não conseguem identificar de quem partiu a agulhada, em meio à multidão.

Dos 29 pacientes, 16 eram mulheres e 13 homens. Entre os locais de ocorrência, a maioria foi no Recife (no Galo da Madrugada e no Marco Zero) e houve ainda 11 casos em Olinda.

No ano passado, foram dois casos de vítimas de agulhadas dadas por pessoas não identificadas. Já em 2020, pelo menos 41 foliões alegaram que foram furados entre os dias 15 e 23 de fevereiro, segundo a secretaria. Os registros ocorreram durante as festas de Carnaval em Recife, Olinda e Orobó (PE).

Contaminadas. Popularmente, pessoas que saem furando indivíduos com objetos pontiagudos, como seringas e agulhas, com o objetivo de passar doenças, são chamadas de “carimbadores”. O termo também diz respeito ao grupo que faz sexo sem camisinha e sem mencionar o HIV aos parceiros, no intuito de transmitir o vírus.

‘Fui furada no braço no Carnaval’

Letícia sentiu “agulhada” no braço direito Imagem: Arquivo pessoal

Um dos casos registrados neste Carnaval foi o de Letícia Almeida de Araújo, 18. Ela conta que sentiu uma “queimação” no braço direito enquanto estava em um show na Praça do Carmo, em Olinda (PE), no dia 9 de fevereiro.

Na hora, não consegui olhar direito, mas, quando encontrei um lugar mais calmo, vi que tinha um furo, com um pouco de sangue. Já tinha ouvido falar desses casos [carimbadores]. Vi o furo e pensei ‘e agora?’

Fiz todos os exames de sangue, rapidamente, para HIV e hepatite, e todos deram negativos. Mas a médica explicou que algumas só poderiam aparecer depois de 30 dias ou mais.

Pacientes devem tomar medicações e realizar testes

Letícia, que é de Santa Cruz (PE), está tomando medicações que fazem parte da PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV): uma medida de prevenção à infecção pelo HIV. É possível, incluir ainda, outras estratégias focadas em hepatites virais e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis).

Hoje, é a primeira opção para quem vive com HIV, mas também é o esquema para evitar o HIV. O protocolo também é indicado em algumas situações como violência sexual, acidente com material biológico ou exposição sexual consentida com o rompimento do preservativo.
Mateus Ettori Cardoso, infectologista no Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS.

Na PEP, os medicamentos devem ser tomados durante 28 dias, sem interrupção, sob orientação médica após avaliação do risco. O tratamento deve ter início nas primeiras duas horas após a exposição de risco e no máximo em 72 horas. Fonte UOL.

 

Afogados da Ingazeira: cirurgias de catarata serão retomadas, diz secretário de saúde

SAÚDE

Foto/Reprodução

O município de Afogados da Ingazeira retomará as cirurgias de catarata como parte de um esforço para reduzir as filas de espera por procedimentos eletivos na área da saúde. A notícia foi anunciada pelo secretário de saúde, Artur Amorim, através de suas redes sociais nesta terça-feira (20).

Segundo Amorim, a decisão foi aprovada durante uma reunião da Comissão Intergestora Bipartite do estado de Pernambuco, por meio do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas. A iniciativa visa agilizar o atendimento e garantir o acesso dos pacientes aos serviços de saúde, especialmente aqueles que aguardam por cirurgias oftalmológicas há algum tempo.

“Hoje aprovamos em uma reunião da Comissão Intergestora Bipartite do estado de Pernambuco através do Programa Nacional de redução das filas de cirurgias eletivas a volta da realização de cirurgias de catarata em nosso município”, declarou o secretário em sua publicação.

Artur Amorim aproveitou a oportunidade para agradecer o empenho da equipe de gestão da saúde municipal e dos prestadores de serviços de saúde que se credenciaram para realizar os procedimentos.

“O próximo passo será de ampliar o serviço aqui do município para atender todos os municípios da X região de saúde através do Programa CuidaPE”, acrescentou o secretário.

A retomada das cirurgias de catarata representa um importante avanço na política de saúde de Afogados da Ingazeira, proporcionando maior qualidade de vida e bem-estar para os cidadãos da região. A expectativa é de que a medida contribua significativamente para a redução das filas de espera e para o acesso mais rápido aos serviços oftalmológicos necessários para a população local. *Por André Luis.

Dengue: Brasil registra meio milhão de casos prováveis e 75 mortes

SAÚDE

Aedes aegypti: mosquito transmissor da dengue
Aedes aegypti: mosquito transmissor da dengue (Joao Paulo Burini/Getty Images)

O Brasil registrou 512.353 casos prováveis de dengue em 2024 até esta segunda-feira (12), segundo o painel de monitoramento do Ministério da Saúde. Em relação às mortes, 75 óbitos foram confirmados e 340 estão em investigação.

A população feminina representa 54,9% dos casos, enquanto pessoas do sexo masculino somam 45,1%. Os casos estão concentrados entre os adultos de 30 a 59 anos (264.720), o que representa 51,6% do total.

Minas Gerais é a unidade federativa com maior número absoluto de casos prováveis (171.769), seguida de São Paulo (83.651), Distrito Federal (64.403), Paraná (55.532) e Rio de Janeiro (39.315).

4,2 milhões de casos

O Ministério da Saúde prevê que o número de casos de dengue pode chegar a 4,2 milhões em 2024. A estimativa foi divulgada na última sexta-feira, 9, durante o início da campanha de vacinação de jovens contra a infecção no Distrito Federal. O cronograma vai se iniciar com a população de 10 e 11 anos e se estende até a faixa etária dos 14 anos na primeira etapa.

“A estimativa do Ministério da Saúde é de que a gente chegue a 4,2 milhões de casos. Nunca chegamos a esse número, por isso a preocupação com a pressão que pode acontecer nos centros de saúde”, disse Ethel Maciel, secretária da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Fonte: Veja.

Fiocruz deve entregar 600 mil testes de dengue para o Ministério da Saúde em 2024

SAÚDE

Foto: Carlos André Lemos/Bio-Manguinhos/Fiocruz
Foto: Carlos André Lemos/Bio-Manguinhos/Fiocruz

Infectologista destaca importância do diagnóstico precoce para tratamento eficaz da dengue

A Fiocruz vai dobrar a produção de testes de dengue a pedido do Ministério da Saúde. Segundo a instituição, além dos 300 mil testes que iriam ser entregues ao longo do ano, outros 300 mil testes emergenciais vão ser ofertados ainda nos primeiros meses de 2024. Os primeiros devem ser entregues nas próximas semanas.

Os testes oferecidos pela Fiocruz são do tipo RT-PCR, feito por biologia molecular. As análises permitem confirmar a infecção e identificar o sorotipo circulante de dengue (1, 2, 3 e 4), além de zika e chikungunya. Existem outros dois tipos de testes, o exame de antígeno NS-1 e a sorologia.

Os testes contra a dengue estão disponíveis em unidades básicas de saúde, hospitais de campanha e laboratórios. Desde maio de 2023, o teste também é oferecido em farmácias. No entanto, o exame precisa ser feito por um profissional da saúde. Não é necessário ter pedido médico para o exame nem estar em jejum.

Conforme a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), o número de exames de dengue realizados na rede privada aumentou 101% na comparação entre as semanas de 31 de dezembro de 2023 a 6 de janeiro de 2024  e a semana de 21 a 27 de janeiro de 2024 (última atualização dos dados).

Quais são os sintomas da dengue

A dengue é uma doença infecciosa que pode ser assintomática (sem sintomas) ou pode apresentar quadros mais graves.  A infectologista Larissa Tiberto destaca os principais sinais da doença.

“Os sinais e sintomas da dengue são: febre, dores de cabeça, dores abdominais, náusea, vômitos e diarreia, dores articulares e dor no fundo dos olhos. A orientação é que, em caso de suspeita de dengue, procure imediatamente um serviço de saúde, pois a automedicação é extremamente perigosa”, orienta.

A auxiliar de saúde bucal Fabiana Gonçalves, de 45 anos, moradora de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, foi diagnosticada com dengue no início de fevereiro. Ela conta que por ter lúpus — uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, articulações, etc. — a intensidade dos sintomas foram piores.

“Comecei tendo calafrios, febre, muita dor no corpo, moleza, indisposição. Os sintomas foram só piorando. Eu fui para a UBS do Guará, lá eles me atenderam. Fizemos o teste da dengue, que deu positivo. Minhas plaquetas estavam 30.000, então já fui internada. Com a medicação já fui melhorando. Mas a dengue é horrível, é a pior doença que eu já tive. Os sintomas debilitam a gente. A gente fica muito mal, não consegue fazer nada”, comenta.

Por apresentar características clínicas iniciais parecidas com as da gripe e resfriado, o diagnóstico e o tratamento da dengue devem ser feitos o mais rápido possível para evitar complicações graves, como explica a infectologista Larissa Tiberto.

“A importância do diagnóstico precoce é realizar o tratamento de forma precoce, ingerindo muita água e sintomáticos, como analgésico para dor e antitérmico para febre. É extremamente contra indicado o uso de anti-inflamatórios, pois ele pode propiciar a dengue hemorrágica”, destaca. *Fonte Brasil 61.