STJ decide, por unanimidade, incluir tarifas de energia no ICMS

CONTA DE LUZ

Linhas de transmissão próximas à hidroelétrica de Itaipu, localizada em Foz do Iguaçu (PR)
STJ entendeu que a Tusd e a Tust devem integrar a base de cálculo do ICMS – Foto/Reprodução

Ministros acompanharam o voto do relator, Herman Benjamin, sobre a Tust e a Tusd durante sessão nesta 4ª feira (13)

O Supremo Tribunal de Justiça decidiu nesta quarta-feira (13), por unanimidade, que a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd) e a Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (Tust) devem estar na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).

As tarifas em julgamento são pagas na compra da energia elétrica diretamente dos agentes de comercialização ou de geração no mercado livre de energia elétrica. O julgamento teve início em 22 de fevereiro, quando houve as sustentações orais.

O relator é o ministro Herman Benjamin, que apresentou voto pela incidência das tarifas na base de cálculo do ICMS. A tese aprovada pelo STJ diz que “quando lançadas na tarifa de energia elétrica, como encargo a ser suportado pelo consumidor final, integram, a base de cálculo do ICMS”.

Benjamin disse que o sistema de energia elétrica brasileiro é integrado por etapas “interdependentes” e “conexas entre si finalisticamente”, como a geração, produção, transmissão e distribuição. “Não dá para fatiar”, afirmou.

Os ministros discutiram o tema sob o rito dos recursos repetitivos, cadastrado como Tema 986, que incluem os seguintes Recursos Especiais (REsps) e Embargos de Divergência em Recurso Especial (EREsp):

  • EREsp 1.163.020/RS;
  • REsps 1.692.023/MT;
  • REsps 1.699.851/TO;
  • REsps 1.734.902/SP; e
  • REsps 1.734.946/SP.

Os recursos dizem respeito ao período anterior à edição da Lei Complementar 194/2022 que modificou a Lei Kandir (Lei Complementar 87/1996) e excluiu as tarifas da base de cálculo do ICMS. Na prática, buscavam fixar um entendimento a respeito da inclusão ou não da Tusd e Tust na base de cálculo do ICMS.

Os Estados defendem que haja a incidência por avaliarem haver um grande impacto financeiro na arrecadação dos governos locais com a exclusão. Para isso, argumentam que a distribuição e transmissão completam o consumo e o fornecimento de energia.

Em março de 2023, o Supremo Tribunal Federal formou maioria para estabelecer a reinclusão das tarifas de transmissão e distribuição de energia elétrica na base do ICMS. Os ministros referendaram a decisão liminar do ministro Luiz Fux.

Eis a íntegra do voto.

No entanto, a Corte decidiu que não analisaria o tema por entender que se trata de matéria infraconstitucional. Dessa forma, o STJ será o responsável pela última palavra sobre a discussão.

Impacto

Os governos das unidades federativas argumentavam que a exclusão das tarifas da base do ICMS poderia causar uma perda de cerca de R$ 33 bilhões na arrecadação ao ano. *Poder360.

Mauro Cid admite à PF que Alexandre de Moraes foi monitorado após derrota de Bolsonaro nas eleições

POLÍTICA 

Mauro Cid firmou delação premiada, homologada pelo STF Cristiano Mariz

Investigações mostraram que itinerário, deslocamento e localização do ministro do Supremo Tribunal Federal foram acompanhados por integrantes do governo Jair Bolsonaro

Ao prestar depoimento pela quarta vez à Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Cid confirmou a realização do monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada durante as investigações sobre uma suposta trama em que integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) teriam acompanhado o itinerário, o deslocamento e a localização do magistrado com o objetivo de capturá-lo e detê-lo após a assinatura de um decreto de golpe de Estado

À PF, o ex-ajudante de ordens esclareceu as circunstâncias em que foi realizado o monitoramento do ministro. Há cerca de um mês, foi deflagrada uma operação contra o ex-presidente, ex-ministros e ex-assessores dele investigados por tentar dar um golpe de Estado no país e invalidar as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

“A autoridade policial aponta que Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Marcelo Costa Câmara e Mauro César Barbosa Cid integraram o núcleo de inteligência paralela, responsável pela coleta de dados e informações que pudessem auxiliar a tomada de decisões do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, na consumação do golpe de Estado. Os membros teriam monitorado o itinerário, o deslocamento e a localização do Ministro do Supremo Tribunal Federal e então chefe do Poder Judiciário Eleitoral, Alexandre de Moraes, e de possíveis outras autoridades da República, com o objetivo de captura e detenção, nas primeiras horas que se seguissem à assinatura do decreto de golpe de Estado”, afirma a decisão de Moraes, na ocasião.

De acordo com a PF, haveria um núcleo de inteligência, composto pelo general Augusto Heleno, por Mauro Cid e por Marcelo Câmara, “que teria monitorado a agenda, o deslocamento aéreo e a localização” do ministro do STF Alexandre de Moraes, “com o escopo de garantir a captura e a detenção do então chefe do Poder Judiciário Eleitoral nas primeiras horas do início daquele plano”.

Segundo a decisão, Cid e Câmara usavam o codinome “professora” para identificar o ministro Alexandre de Moraes. Os deslocamentos feitos entre Brasília e São Paulo pelo ministro no período coincidem com as informações relatadas pelos ex-assessores de Bolsonaro e também com as reuniões realizadas no Palácio da Alvorada sobre a confecção de uma minuta golpista.

Considerando que a minuta do decreto que declarava o Golpe de Estado previa a prisão do ministro Alexandre de Moraes, o acompanhamento e monitoramento da autoridade — inclusive durante o Natal (24/12/2022) — demonstra que o grupo criminoso tinha intenções reais de consumar a subversão do regime democrático, procedendo a eventual captura e detenção do Chefe do Poder Judiciário Eleitoral”, afirma a decisão. *Fonte: O Globo.

“Exercerei a magistratura com imparcialidade e isenção”, diz Dino em posse

STF

Ministro chega ao Supremo aos 55 anos e pode permanecer por 20 anos (foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)
Ministro chega ao Supremo aos 55 anos e pode permanecer por 20 anos (foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)

Novo ministro herdará 340 processos do gabinete de Rosa Weber

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reiterou nesta quinta-feira (22), em Brasília, o compromisso de atuar com imparcialidade nos julgamentos da Corte. No início desta noite, ele deu a primeira declaração à imprensa após a cerimônia de posse.

Durante a entrevista, o novo ministro disse que vai atuar cumprindo a Constituição. “Reitero os compromissos fundamentais de exercer a magistratura integralmente com imparcialidade e isenção, cumprindo o compromisso formal que assumi de respeito à Constituição, às leis, de isenção e de imparcialidade e de contribuir para que o Judiciário funcione bem”, afirmou.

Harmonia

Flávio Dino também defendeu a atuação independente dos Três Poderes. “No que se refere ao plano institucional, que nos consigamos sempre levar cada vez mais harmonia entre os poderes, na medida em que for possível, cada um respeitando sua função, o seu papel, tendo muita ponderação para que com isso nós possamos ajudar o nosso país no principal, fazer com que as políticas públicas evoluam e os direitos cheguem a todos os lares”, completou.

Indicado para a cadeira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Dino chega ao Supremo aos 55 anos de idade e poderá permanecer na Corte por 20 anos até completar 75 anos, idade para aposentadoria compulsória dos membros do STF. Ele entra na vaga deixada pela aposentadoria de Rosa Weber, que deixou o tribunal em outubro do ano passado.

O novo ministro herdará cerca de 340 processos oriundos do gabinete de Weber. Ele se tornará relator de processos sobre a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e sobre a legalidade dos indultos natalinos assinados durante a gestão do ex-presidente. *Por: Agência Brasil.

Moraes mantém data de depoimento de Bolsonaro à Polícia Federal

JUSTIÇA

Moraes
Moraes manteve o depoimento de Bolsonaro para 5ª feira, na sede da PF, em Brasília – Foto/Reprodução

Decisão se dá após defesa dizer que o ex-presidente não iria depor até que tivesse acesso aos conteúdos dos celulares apreendidos

Está mantido para esta quinta-feira (22), o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou pedido da defesa de adiamento.

Bolsonaro é um dos alvos da Operação Tempos Veritatis. Ele teve o passaporte apreendido e foi proibido de se comunicar com os demais investigados. Segundo a Polícia Federal, o grupo é suspeito de tentar viabilizar um golpe de estado no Brasil.

A defesa do ex-presidente pedia que ele não prestasse depoimento ou fornecesse declarações adicionais até que fosse garantido o acesso integral aos documentos da operação.

Ao negar o pedido, o ministro destacou que o argumento da defesa que não teve acesso à investigação e às provas, não procedem. É que na segunda-feira, os advogados tiveram acesso integral aos documentos e provas, com exceção ao que diz respeito às diligências em andamento e ao conteúdo da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O que está de acordo com a jurisprudência do STF.

Além disso, Alexandre Moraes observou que o investigado tem o direito de falar no momento que considere adequado ou de permanecer em silêncio parcial ou total, mas não de escolher a data e horário de seu interrogatório. *Da Agência Brasil.

Dino entra com pedido de PEC para trocar aposentadoria compulsória por demissão sem salário de juiz, militar e promotor que cometerem delitos graves

POLÍTICA

Flávio Dino no Senado Federal. — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Flávio Dino no Senado Federal. — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador afirmou que vai apresentar outras quatro propostas antes de deixar o cargo para tomar posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

O senador Flávio Dino (PSB-MA) vai entrar com uma proposta de emenda à Constituição (PEC) nessa segunda-feira (19) que propõe o fim das aposentadorias compulsórias de militares, juízes e promotores como punição aos que forem condenados cometer delitos graves.

A proposta de Dino, que toma posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (22), é a exclusão do serviço público sem a aposentadoria compulsória. O senador afirmou que vai apresentar outras quatro propostas antes de deixar o cargo.

“Em algumas carreiras, quando do cometimento de infrações administrativas graves, o servidor público é transferido para a inatividade, ou seja, é retirado da ativa, mas permanece recebendo remuneração a título de “aposentadoria”. A aposentadoria, portanto, assume caráter de sanção, o que corresponde ao desvio de finalidade dessa espécie de benefício previdenciário que visa assegurar ao trabalhador condições dignas de vida quando não mais for possível o desenvolvimento de atividade laboral, em virtude de idade-limite, incapacidade permanente para o trabalho ou pela conjugação dos critérios idade-mínima e tempo de contribuição”, diz no documento obtido.

Dino retoma o mandato no Senado essa semana após deixar o comando da pasta, às vésperas de assumir uma vaga de ministro do STF.

No ‘X, antigo’Twitter, Dino disse no domingo (18) que vai apresentar a proposta para conseguir assinaturas. “Não há razão para essa desigualdade de tratamento em relação aos demais servidores públicos que, por exemplo, praticam crimes como corrupção ou de gravidade similar.”

Durante a posse de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça, Dino disse, sem aprofundar as propostas, serão apresentados alguns projetos de lei como:

  • que proíbe acampamentos em quartéis
  • que trata de prisão preventiva e audiência de custódia
  • que prevê a destinação do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para reconhecimento de mérito de policiais
  • que trata de câmeras corporais obrigatórias em segurança privada (bancos, eventos e estabelecimento comercial de grande porte)
  • que trata do reforço e valorização de bibliotecas e bibliotecários, inclusive no combate as fake news

“[O envio] é em capítulos para vocês terem notícias. Esses são os três primeiros capítulos, mas serão cinco. Serão cinco [propostas]”, disse Flávio Dino. *Por Andréia Sadi/G1.

STF: Moraes converte em preventiva a prisão do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto

JUSTIÇA

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto – Foto: Beto Barata/PL

Valdemar Costa Neto terá prisão convertida em preventiva

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve as prisões preventivas de três colaboradores do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e converteu em preventiva a prisão do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A decisão foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta sexta-feira (9).

Os quatro foram presos na quinta-feira (8) na Operação Tempus Veritatis da Polícia Federal, que apura o envolvimento de Bolsonaro, de militares e de aliados na tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.

No caso de Costa Neto, Alexandre de Moraes deu 24 horas para a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestar-se sobre o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa e deferiu o pedido de vista dos autos pelos advogados. Inicialmente alvo de mandado e busca e apreensão, Costa Neto foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

Os demais presos são o ex-assessor especial de Bolsonaro Filipe Martins Garcia; o coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, também ex-assessor especial; e o major Rafael Martins de Oliveira.

Minuta de golpe
Segundo as investigações, o grupo elaborou uma minuta de decreto que tinha como objetivo executar um golpe de Estado.

Filipe Martins e o advogado Amauri Feres Saad, apontado como mentor intelectual da minuta, entregaram o documento a Bolsonaro em 2022. O texto previa as prisões dos ministros do Supremo Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e também do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além da realização de novas eleições.

Após receber o texto, Bolsonaro pediu mudanças e a retirada das prisões de Mendes e Pacheco do texto. Na nova versão, permaneceram a prisão de Moraes e a convocação de novas eleições. *Por Agência Brasil.

STF decide que funcionário público pode ser demitido, mas que é necessário apresentação do motivo

DECISÃO

Ministros negaram recurso de empregados do BB demitidos

Ministros acataram o argumento do presidente do STF, o ministro Luís Roberto Barroso (foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Ministros acataram o argumento do presidente do STF, o ministro Luís Roberto Barroso (foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (08), por maioria, que empregado público de empresas públicas e de sociedades de economia mista podem ser demitidos, mas é necessária a apresentação de um motivo formal para a dispensa.

Os ministros iniciaram nessa quarta-feira (07) o julgamento do recurso apresentado por empregados do Banco do Brasil, demitidos em 1997 sem justa causa. Eles argumentam que as empresas públicas e sociedades de economia mista estão submetidas aos princípios da legalidade, moralidade e publicidade previstos na Constituição Federal, e, por isso, não podem dispensar o concursado público sem motivação. Já a defesa do Banco do Brasil sustenta que a instituição exerce atividade econômica de mercado e segue as mesmas regras aplicadas à iniciativa privada. Desta forma, não há necessidade de apresentar motivação para demitir funcionários.

Na decisão de hoje, os ministros acataram argumento do presidente do STF, o ministro Luís Roberto Barroso. O ministro defendeu que o empregado, mesmo admitido por concurso público, pode ser demitido, mas tem o direito de saber o motivo que levou à sua dispensa, como baixo desempenho, metas não atingidas, corte de orçamento, entre outros.

Barroso, Cristiano Zanin, André Mendonça, Edson Fachin, Dias Toffoli e Cármen Lúcia votaram pela tese de que as estatais e empresas de economia mista precisam informam os motivos do desligamento.

No entanto, o recurso apresentado pelos ex-funcionários do banco foi negado e a decisão de hoje será aplicada a casos futuros.

Na sessão de quarta-feira, o relator do processo, Alexandre de Moraes, votou contra a necessidade de se apresentar um motivo para dispensa de funcionários de estatais e empresas de economia mista, pois essas concorrem com empresas privadas, que não são obrigadas a demitir com justa causa. Acompanharam o relator os ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. *Por: Agência Brasil.

Flávio Dino é nomeado por Lula para o STF: ‘Novo endereço’

POLÍTICA

A nomeação do magistrado foi oficializada no Diário Oficial nesta quarta-Feira (31)

Foi publicada, no Diário Oficial desta quarta-feira, a nomeação do ministro Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a exoneração Como ministro da Justiça. A nomeação é assinada pelo presidente Lula.

A nomeação foi comentada por Dino no X (antigo Twitter): “Novo endereço”.

Dino toma posse como magistrado em 22 de fevereiro. Antes disso, conforme o GLOBO mostrou, o ministro pretende apresentar três propostas legislativas no Congresso Nacional durante os três dias em que irá retomar seu mandato no Senado.

“Agora é oficial. Conforme publicação de hoje, estou de mudança para novo endereço, no qual continuarei a ser um dedicado servidor público, com muita honra”, escreveu Dino.

No Ministério da Justiça, o sucessor de Dino é o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, que assume o posto nesta quinta-feira.

 

*Da Agência O Globo

Pacheco pede lista de parlamentares monitorados pela “Abin paralela”

POLÍTICA

Brasília (DF) 25/10/2023 Presidente Rodrigo Pacheco durante sessão do Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Presidente Rodrigo Pacheco durante sessão do Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Solicitação do presidente do Senado foi feita ao STF

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), enviou nesta quarta-feira (31) um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitando acesso à lista de parlamentares supostamente monitorados ilegalmente pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro.

Moraes é relator da investigação que apura a utilização da Abin para monitorar ilegalmente adversários políticos de Bolsonaro e o andamento de processos que tramitam contra o ex-presidente e seus filhos.

No ofício, Pacheco afirma que pretende ter acesso à lista para tomar medidas legais no Congresso Nacional, que é presidido por ele.

“Caso comprovado o monitoramento ilegal de deputados federais e senadores da República, as ações constituem também afronta às prerrogativas parlamentares, especialmente quanto à garantia de livre exercício do mandato e do sigilo de suas fontes”, afirmou Pacheco.

Na segunda-feira (29), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi alvo de buscas da Polícia Federal em mais uma fase da operação que investiga a suposta atuação da chamada “Abin paralela”. Os mandados de busca foram autorizados por Alexandre de Moraes.

Na quinta-feira (21), o ministro também autorizou buscas contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin. *Da Agência Brasil.

Supremo Tribunal Federal pede informações à Alepe em ação da Associação dos Tribunais de Contas

STF

Governo do Estado e Tribunal de Contas de Pernambuco também teriam recebido ofício

Alepe -,Foto/Divulgação

Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi oficiada pelo do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar informações na ação movida pela Associação Nacional dos Tribunais de Contas (Atricon) que contesta a divisão do percentual de despesas com pessoal entre o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a própria Alepe. A divergência foi iniciada ainda no ano passado.

Antes disso, o TCE tinha direito a uma maior parte dos recursos, mas uma Emenda Constitucional do presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), inverteu os valores. A Emenda 64/2023 alterou os limites percentuais para as despesas com pessoal da Assembleia e do Tribunal que passaram a ser, respectivamente, de 55% e 45%. Antes, a divisão era 52% para o TCE e 48% para a Assembleia Legislativa.

Por essa razão, o TCE buscou o apoio da Atricon contra a Assembleia. Segundo informações do Tribunal, o relator do processo é o ministro do Supremo, Gilmar Mendes. O Governo de Pernambuco e o TCE também teriam sido notificados pelo Côrte, mas não confirmaram o recebimento do ofício até a publicação deste texto. A Associação Nacional dos Tribunais, inclusive, já foi presidida pelo atual presidente do TCE, Valdecir Pascoal. *Por Blog da Folha.

STF: Tribunais de Contas podem responsabilizar governadores e prefeitos

STF

Supremo Tribunal Federal – Foto/Leandro Ciuffo/Flickr

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou entendimento de que os Tribunais de Contas estaduais poderão impor condenação administrativa a governadores e prefeitos responsabilizados pessoalmente por irregularidades no cumprimento de convênios de repasse de verbas entre estados e municípios. De acordo com a decisão, o ato não precisa ser julgado ou aprovado posteriormente pelo Poder Legislativo estadual ou municipal.

A decisão é referente ao caso do ex-prefeito do Município de Alto Paraíso (RO) Charles Luis Pinheiro Gomes, que pediu a anulação de decisão do Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) que o condenou ao pagamento de débito e multa por irregularidades na execução de convênio firmado com o governo estadual.

O relator do processo (Recurso Extraordinário com Agravo 1436197) ministro Luiz Fux, observou que no julgamento do Recurso Extraordinário 848826, o Supremo se limitou a vedar a utilização do parecer do Tribunal de Contas como fundamento suficiente para rejeição das contas anuais dos prefeitos, e do consequente reconhecimento de inelegibilidade. No entanto, pontuou que essa decisão não impede o exercício da atividade de fiscalização, e das competências dos Tribunais de Contas, que possuem autonomia garantida pela Constituição.

O ministro destacou ainda decisões anteriores em que o STF fez essa distinção, reconhecendo a possibilidade de apreciação administrativa e de imposição de sanções pelos Tribunais de Contas, independentemente de aprovação posterior pela Câmara de Vereadores.

Segundo ele, uma das competências dos Tribunais de Contas é a definição da responsabilidade das autoridades controladas, com aplicação das punições previstas em lei ao final do procedimento administrativo. O ministro ressaltou ainda que a imposição de débito e multa decorrente da constatação de irregularidades na execução de convênio, após o julgamento em tomada de contas especial, não se confunde com a análise ordinária das contas anuais.

*Com informações do STF

Ministros do STF elogiam anúncio de Lewandowski para pasta da Justiça

JUSTIÇA

Ricardo Lewandowski
Ricardo Lewandowski – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Posse no cargo está prevista para 1º de fevereiro

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) elogiaram nesta quinta-feira (11) a confirmação do nome do ex-ministro da Corte Ricardo Lewandowski para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Mais cedo, o nome de Lewandowski foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir o atual ministro, Flávio Dino, que assumirá uma cadeira no Supremo no dia 22 de fevereiro.

Lewandowski tomará posse no dia 1° de fevereiro.

Pelas redes sociais, o ministro Gilmar Mendes declarou que tem plena convicção de que, com Lewandowski, a pasta da Justiça estará em “boas mãos”.

“Recebo com alegria a indicação do ministro Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça. Durante os seus 17 anos de Supremo Tribunal Federal, fui testemunha do seu brilhantismo. Lewandowski sempre soube enfrentar, com muita coragem, os mais complexos desafios na Corte. Coragem essa que também foi vista quando o ministro assumiu a presidência do STF em um dos períodos mais conturbados de nossa história. Eu tenho a plena convicção de que o Ministério da Justiça está em boas mãos. Desejo a ele boa sorte na nova missão”, declarou.

Em nota, Dias Toffoli disse que escolha do novo ministro pelo presidente Lula foi muito sábia e feliz. “Mais do que talhado para os desafios do cargo, ele é maior que a própria cadeira que irá ocupar, o que é raro. Isso demonstra sua generosidade, humildade e vocação de homem público voltado ao bem comum da sociedade e demonstra o seu amor ao nosso país, ao nosso Brasil. Desejo a ele toda a sorte do mundo, pois todos os outros atributos ele os tem de sobra.”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do STF Alexandre de Moraes também usou as redes sociais para felicitar Lewandowski. “Parabéns ao ministro Ricardo Lewandowski pelo novo e honroso cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Magistrado exemplar, brilhante jurista, professor respeitado e, acima de tudo, uma pessoa com espírito público incomparável e preparada para esse novo desafio”, escreveu.

OAB
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, parabenizou Lewandowski e disse que o ministro tem histórico de comprometimento com a Constituição e os direitos e garantias fundamentais.

“A advocacia nacional cumprimenta Ricardo Lewandowski, com votos de que faça uma gestão bem-sucedida e profícua à frente do Ministério da Justiça. A OAB estará à disposição do ministro para os projetos e iniciativas de sua gestão no ministério”, comentou Simonetti.

Perfil
Lewandowski foi ministro do Supremo entre 2006 e 2023, indicado durante o primeiro mandato de Lula. Ele deixou a Corte em abril do ano passado ao completar 75 anos, idade para aposentadoria compulsória, e passou a atuar como advogado de grandes empresas.

Durante o período em que esteve no STF, Lewandowski presidiu o tribunal e o julgamento do Congresso que terminou com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Também comandou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o TSE.

*Por Agência Brasil

Lewandowski aceita convite e será o novo ministro da Justiça

POLÍTICA

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal deve ser anunciado nesta quinta-feira para ocupar cadeira de Flávio Dino, que irá para o STF

Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF cotado para substituir Flávio Dino no Ministério da Justiça do governo Lula — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF cotado para substituir Flávio Dino no Ministério da Justiça do governo Lula — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o convite do presidente Lula (PT) e será o novo ministro da Justiça. A informação não foi divulgada publicamente. Lewandowski se reuniu com Lula e Flávio Dino na noite desta quarta-feira (10).

O ex-ministro do STF se aposentou da Corte em abril de 2023, após completar 75 anos. Ele substituirá Flávio Dino no Ministério da Justiça, que irá assumir uma cadeira no Supremo em fevereiro.

A agenda oficial da Presidência da República aponta que Lula se reunirá com Flávio Dino e Lewandowski novamente nesta quinta-feira (11), durante a manhã. O anúncio da nomeação deverá ser feito logo na sequência.

O nome de Lewandowski para o Ministério da Justiça já vinha sendo cotado nas últimas semanas. O ex-ministro do STF ainda estava afinando os nomes de quem iria compor a equipe na pasta, caso o convite fosse aceito.

Lewandowski era o nome favorito de Lula para o ministério. Desde que Dino foi indicado para o STF, vários nomes para substituí-lo no governo foram cotados. Entre eles estava o de Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça, e o de Jorge Messias, advogado-geral da União.

Capelli vai se encontrar nesta quinta-feira com o Dino, às 10h. A aliados, ele expressou que não tem vontade de ir para outro cargo, como a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Ocorre que, atualmente, Cappelli é secretário-executivo, e a tendência é que Lewandowski indique alguém próximo para o cargo. *As informações são do G1.

Ato pela democracia terá mobilizações em capitais nesta segunda-feira

STF

Acompanhando ato pela democracia no Congresso Nacional, movimentos sindicais e partidos preparam mobilizações em ao menos dez capitais. Foto: Tiago Rodrigues/Congresso em Foco

Na tarde de segunda-feira (8), representantes dos três poderes da República, incluindo o presidente Lula e o presidente Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), planejam se reunir no Congresso Nacional para a realização de um ato em defesa da democracia, a ser celebrado na data em que se completa um ano dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Paralelamente, movimentos sociais e partidos políticos planejam mobilizações em ao menos oito capitais.

Brasília é a primeira capital a receber atos do tipo. Na manhã deste domingo (7), partidos do Fórum Permanente de Oposição ao governo de Ibaneis Rocha realizaram uma mobilização na Asa Norte. Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública prepara o aparato de proteção à Esplanada dos Ministérios, que ficará fechada durante a realização da cerimônia na sede do Legislativo.

No dia seguinte, estão previstas mobilizações de manhã e de tarde no Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória (ES), Recife (PE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Campo Grande (MS). A principal entidade encarregada da organização dos atos é a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Confira aqui a agenda de atos nas capitais.

*Fonte: Congresso em Foco

Gilmar Mendes virou o jogo e devolveu Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF

ESPORTE

EDNALDO RODRIGUES ESTÁ MANTIDO NO CARGO POR LIMINAR DE GILMAR MENDES. FOTO: MAURO PIMEINTEL/AFP

Depois de 28 dias, Ednaldo Rodrigues está de volta à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). É o que determina a liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A decisão do relator foi tomada ontem à tarde, poucas horas depois das manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gustavo Gonet, e do advogado-geral substituto da União (AGU), Flávio José Roman. A novela ainda será analisada pelo pleno do STF, provavelmente em fevereiro.

A reviravolta cancela a decisão tomada em 7 de dezembro pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A corte considera irregular o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a CBF e o Ministério Público do Rio de Janeiro antes da eleição na entidade, realizada em 23 de março de 2022. Desde então, a entidade máxima do futebol brasileiro estava sob intervenção do presidente licenciado do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz de Jesus. O diretor mais velho da entidade, Hélio Santos Menezes, respondia administrativamente à Fifa e à Conmebol.

Uma petição enviada por Perdiz ontem tentou adiar a decisão do Supremo. O interventor questionava a narrativa apresentada pelo jurídico do PCdoB. O partido citava o risco de o Brasil ficar fora do Pré-Olímpico dos Jogos de Paris-2024, a partir de 20 de janeiro, na Venezuela por falta de um presidente ou secretário-geral com poder para assinar a lista dos convocados para o torneio, conforme determina o regulamento da competição. Perdiz argumentou que Hélio Menezes segue trabalhando na CBF e estava assinando documentos administrativos oficiais. “(..) para evitar prejuízos dessa natureza enquanto esta Suprema Corte se debruça sobre os parâmetros constitucionalmente adequados de legitimidade do Ministério Público na seara desportiva, faz-se necessária a concessão de medida cautelar apta a salvaguardar a atuação — ao que tudo indica constitucional — do ente ministerial, consubstanciada em diversas medidas judiciais e extrajudiciais manejadas em todo o país”, despachou Gilmar Mendes na decisão.

Em 7 de dezembro, o TJ-RJ destituiu Ednaldo Rodrigues da CBF. O movimento partiu de ex-presidentes da entidade como Gustavo Feijó, Castellar Neto, Fernando Sarney e até do ex-presidente Rogério Caboclo. Todos questionavam o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre o então presidente interino da entidade e o Ministério Público do Rio de Janeiro para as eleições realizadas em 23 de março de 2022. Ednaldo venceu por aclamação.

O TJ-RJ tirou Ednaldo Rodrigues do cargo e deu início a uma guerra de recursos do dirigente e de terceiros indeferidos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. O Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) também compraram a briga.

Enquanto a disputa nos tribunais não se resolvia, dois dirigentes se apresentavam como candidatos diante da possibilidade de convocação de eleições. De um lado, Flávio Zveiter e Gustavo Feijó formavam uma chapa puxando 19 federações, sete clubes da Série A e três da B. Do outro, Reinaldo Carneiro Bastos lançava candidatura apoiado por oito federações, 13 times da elite e 17 da segunda.

A convocação de eleição não está totalmente descartada.  Isolado politicamente, Ednaldo Rodrigues volta ao poder na corda-bamba diante do nariz torcida de federações que articularam com Flávio Zveiter e Reinaldo Carneiro Bastos. É necessário reconquistar 27 federações e os 40 clubes das séries A e B. Para tentar tirar Ednaldo Rodrigues, é necessária a convocação de uma Assembleia liderada por 2/3 das federações estaduais. Até a vitória de Ednaldo, 19 estavam com Zveiter e oito com Bastos.

Na segunda-feira, representantes da Fifa e da Conmebol irão até a sede da CBF, no Rio, para conversar sobre o caos político e administrativo na entidade. A partir do dia 20, o Brasil disputará o Pré-Olímpico na Venezuela. Há outras decisões urgentes em pauta como a escolha da sede da Supercopa do Brasil entre Palmeiras e São Paulo, os trâmites da candidatura do Brasil a sede da Copa Feminina 2027 e a principal delas: o técnico da Seleção para a Copa do Mundo de 2026. Sonho de Ednaldo Rodrigues, Carlo Ancelotti renovou com o Real Madrid. Fernando Diniz é interino. Há amistosos contra Espanha e Inglaterra marcados para março. No meio do ano, a Copa América, nos Estados Unidos, de junho a julho.  *As informações são do Correio Brasiliense.

PCdoB diz ao STF que Brasil pode ficar de fora das Olimpíadas com mudança na CBF

ESPORTES

Decisão da Justiça do Rio afastou Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade; Gilmar Mendes deu 24 horas para AGU e PGR se manifestarem

Sede das Olimpíadas Paris 2024
Sede das Olimpíadas Paris 2024 – foto/Gonsalo Fuentes

O PCdoB enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação dizendo haver risco de a seleção brasileira de futebol ficar de fora das Olimpíadas de 2024 caso se mantenha o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A informação foi encaminhada na última terça-feira (02) ao ministro Gilmar Mendes. O documento foi apresentado dentro da ação ajuizada pelo próprio partido, que pede a suspensão de decisões do Judiciário que interfiram em assuntos ligados à autonomia de entidades esportivas.

Ednaldo Rodrigues foi afastado do comando da CBF por uma decisão de 7 de dezembro da 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz de Jesus, assumiu a CBF de forma interina para convocar, até 25 de janeiro, uma nova eleição.

Gilmar Mendes deu 24 horas para que Advocacia-Geral da União (AGU) e Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre as informações apresentadas pelo PCdoB.

Segundo o partido, os atos do presidente interino não serão reconhecidos pela Fifa e Conmebol, entidades que regulam o esporte a nível mundial e sul-americano, respectivamente.

Entre esses atos, está a inscrição da seleção brasileira no torneio Pré-Olímpico, a etapa prévia para classificar os times aos Jogos Olímpicos.

Pelo regulamento do torneio, organizado pela Conmebol, o prazo de apresentação da lista de jogadores e corpo técnico se encerra em 5 de janeiro de 2024.

“Isto significa que atualmente o Presidente e o Secretário Geral da CBF, afastados pelas decisões ilegais do TJRJ, não poderão enviar a inscrição da seleção no Torneio Pré-Olímpico conforme o Regulamento, não havendo interlocução legítima com FIFA e CONMEBOL, que não reconhecem a intervenção e nenhum ato do interventor, conforme os inúmeros ofícios enviados que estão anexados nesta petição” disse o PCdoB.

“Isto porque, de acordo com reiteradas e expressas manifestações, a CONMEBOL e a FIFA não reconhecem esta intervenção judicial e não considerarão como válido, nenhum ato do interventor ou qualquer documento por ele assinado em nome da CBF”.

O Pré-Olímpico para as seleções sul-americanas será disputado na Venezuela, de 20 de janeiro a 11 de fevereiro de 2024. Os jogos Olímpicos de Paris, na França, ocorrem entre julho e agosto.

A seleção brasileira masculina de futebol é bicampeã das Olimpíadas. Venceu os torneios de 2016 e 2020 (realizado em 2021 por causa da pandemia de Covid-19).

Ação

O PCdoB acionou o STF em 22 de dezembro. A ação é ampla, e não se refere exclusivamente à situação de Ednaldo Rodrigues na CBF.

A ação pede a suspensão dos efeitos de todas as decisões judiciais que interfiram na autonomia das entidades esportivas, “especialmente àqueles ligados à auto-organização e à autodeterminação (como questões eleitorais, de eleição de representantes, de presidentes e de diretores)”.

Também requer a suspensão dos processos em que se discuta a legitimidade do Ministério Público para intervir em assuntos que impliquem as entidades desportivas no fornecimento do produto que organizam.

Em outra ação, apresentada pelo PSD, o ministro André Mendonça rejeitou, em 22 de dezembro, um pedido para suspender os efeitos do afastamento de Ednaldo Rodrigues.

Ao acionar o Supremo, o PSD disse que a decisão da Justiça do Rio colocou em “risco concreto a organização do futebol no país e toda a sua cadeia econômica”.

A sigla argumentou haver risco de a Fifa, entidade máxima do futebol, aplicar sanções à CBF, afirmando que isso poderá ter “efeito desastroso” para o futebol profissional brasileiro, impedindo a participação de seleções e clubes em campeonatos.

*Da CNN

Lula participa de jantar na casa de Barroso com ministros do STF, sem Mendonça e Cármen

POLÍTICA

Presidente e magistrados participam de evento oferecido por Barroso; Nunes Marques marca presença

Ministro Luís Roberto Barroso e Presidente Luís Inácio Lula da Silva
Ministro Luís Roberto Barroso e Presidente Luís Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne na noite desta terça-feira com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para um jantar. A celebração ocorre na casa do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, em um bairro nobre de Brasília. Foram convidados os dez atuais integrantes do tribunal e seu mais novo indicado, Flávio Dino. Lula chegou acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, às 20h24. O ministro Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro à Corte, participa do encontro.

— O próprio presidente pediu para marcar o jantar. É uma conversa institucional — disse Barroso na chegada.

Também já chegaram à residência os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, além do ministro Flávio Dino (Justiça), que teve o nome aprovado à Corte pelo Senado na semana passada, e o titular da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.

Os ministros André Mendonça, que está em São Paulo, e Cármen Lúcia, em Belo Horizonte, avisaram a Barroso que tinham compromissos já marcados previamente e não vão participar do jantar.

O jantar marca o fim de ano, mas também deve servir para debater temas de interesse dos poderes Executivo e Judiciário, como a relação com o Congresso e a análise, pelo Supremo, de temas que preocupam o governo. Entre eles está o reajuste no FGTS e a restrição a políticos em estatais.

A última vez em que Lula se reuniu com os ministros de forma conjunta e mais reservada foi no final de 2022, após a sua eleição. De lá para cá, os encontros ocorreram de forma mais individualizada ou em solenidades como posses — que neste ano foram duas, as de Cristiano Zanin, como novo ministro, e de Luís Roberto Barroso, na presidência da Corte.

Foram convidados para o jantar todos os ministros do STF: Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Zanin e Dino.

Este ano, um jantar realizado um dia após o Senado aprovar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar decisões individuais de ministros do STF serviu para que o presidente aparasse arestas com os magistrados. Durante a sessão de julgamentos, eles manifestaram descontentamento com a medida aprovada pelos senadores.

O encontro também serviu para sacramentar as indicações de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República e de Dino para a Corte, anunciadas quatro dias depois. Na ocasião, estiveram presentes os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Jantares com os ministros do STF não são inéditos nas administrações do presidente Lula. Em 2008, por exemplo, ele reuniu os magistrados para marcar a passagem da presidência de Ellen Gracie para Gilmar Mendes.

Da Agência O Globo

Paulo Gustavo Gonet Branco será o 44º procurador-geral da República do país

STF

No Ministério Público Federal, onde ingressou por concurso público em 1987, ele é o atual vice-procurador-geral eleitoral

Gonet toma posse nesta segunda-feira
Gonet toma posse nesta segunda-feira – Foto/ Pedro França/AGÊNCIA SENADO

O subprocurador-geral da República Paulo Gonet será o 44º procurador-geral da República do país. Ele foi aprovado depois de sabatina no Senado na última quarta-feira (13), por 65 votos favoráveis, 11 contrários e 1 abstenção, e nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira (15). A posse dele está marcada para esta segunda-feira (18).

No Ministério Público Federal (MPF), onde ingressou por concurso público em 1987, Gonet é o atual vice-procurador-geral eleitoral. Ele foi responsável por elaborar o parecer do Ministério Público para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarasse a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) pela conduta do ex-presidente em encontro com embaixadores no Palácio da Alvorada em julho de 2022. Na ocasião, Bolsonaro levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas sem apresentar provas e atacou o sistema eleitoral brasileiro.

“Não me embaçou a visão para o principal: a percepção de que o direito foi feito para as pessoas, devendo ser tratado como instrumento indispensável para que todos possam, com autonomia, buscar a realização como seres humanos responsáveis pela própria vida e corresponsáveis pela história do nosso tempo”, discursou Gonet na sabatina no Senado.

Na prática, como PGR, Gonet poderá propor investigações e denúncias contra autoridades com foro privilegiado. Além disso, terá que se manifestar em inquéritos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em eventuais ações contra o presidente Lula.

*Portal R7

Na reta final, Dino busca apoio do MDB para vaga no STF e diz saber ‘distinguir papel de juiz e de político’

POLÍTICA

Dino afirmou que não é raro” que pessoas da política ocupem cargos no Supremo Tribunal Federal

Flávio Dino participa de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle - (crédito: ViniLoures/Agência Câmara)
Flávio Dino participa de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle – (crédito: ViniLoures/Agência Câmara)

Em busca de apoio e votos para se tornar ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Justiça, Flávio Dino, se reuniu nesta terça-feira, 12, com a bancada do MDB no Senado. Após o encontro, Dino disse à imprensa que sabe “distinguir o papel de um juiz e de um político”.

“É claro que, pela experiência pretérita, sei distinguir o papel de um juiz e de um político e tenho sublinhado essa distinção, uma vez que são poderes diferentes. Se tiver a honra de receber a aprovação do Senado levarei comigo o compromisso de ser um guardião e facilitador do diálogo entre os Poderes”, afirmou.

Dino afirmou, ainda, que “não é raro” que pessoas da política ocupem cargos no Supremo Tribunal Federal. “O último ex-governador que foi sabatinado nesta Casa já se vão quase 60 anos, que foi Osvaldo Trigueiro, e o último senador tem 30 anos, que foi Maurício Corrêa. É uma experiência que se alinha com a tradição brasileira. Não é raro ver pessoas que vieram da política no Supremo”, disse.

O ministro afirmou estar “muito satisfeito com a acolhida” dos senadores e que sua sabatina “será o momento de esclarecimento de alguns pontos que vêm sendo apresentados”.

O indicado ao STF disse que não cabe a ele opinar sobre o formato de sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) amanhã, 13, e que essa é uma decisão do presidente do colegiado, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Na semana passada, Alcolumbre confirmou que Dino será sabatinado ao mesmo tempo em que Paulo Gonet, indicado ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Questionado sobre quantos votos estima ter no plenário do Senado pela sua aprovação, Dino disse que não está fazendo essa contabilidade. “Não tenho feito contabilidade (de votos no Senado), porque creio que é uma prerrogativa de cada senador definir seu voto. Mas tenho projeção muito tranquila e promissora”, afirmou.

O ministro disse que não teve a oportunidade de falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o futuro, caso seja aprovado para o STF. Nem sobre se ficará no cargo até a sua posse na Suprema Corte, nem sobre seu eventual substituto.

“Eu realmente só vou conversar com ele após a votação, até porque vai ser melhor, não haverá o ‘se’. Ele vai ter que decidir. Se ele vai fazer a substituição imediatamente, esperar um pouco. Não há decisão sobre isso”, afirmou. “A escolha é do presidente, e se eu vencer amanhã e deixar a política, eu deixo a política amanhã. Deixo de intervir no jogo político. Posso aguardar algumas semanas enquanto o presidente faz a transição, mas claro que não me cabe opinar em relação a isso”, completou.

*Agência Estado

Supremo julga nesta semana ação que pode estender licença-paternidade a 120 dias

STF

Ministros vão analisar uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde

Supremo julga se há omissão do Congresso
Supremo julga se há omissão do Congresso MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO — ARQUIVO

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta semana se há omissão do Congresso Nacional por deixar de estabelecer regras para a licença-paternidade no país. Os ministros vão analisar uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) que pede ao Supremo que fixe um prazo para ser aprovada a regulamentação do direito pelos parlamentares. Caso o período termine sem que isso seja feito, a entidade solicita que a licença concedida aos pais seja equiparada à licença-maternidade, com duração de pelo menos 120 dias.

O julgamento começou em novembro, quando ocorreu a leitura do relatório e a realização das sustentações orais. Apresentaram argumentos a entidade Elas Pedem Vista, o grupo Mulheres do Brasil e a Clínica de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

No plenário virtual, a Corte já tinha formado maioria para reconhecer a omissão do Congresso e fixar um prazo de 18 meses para o Legislativo regulamentar o tema, mas agora o julgamento será reiniciado.

Os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Rosa Weber já tinham votado para estabelecer o prazo para a adoção de todas as medidas legislativas necessárias para regulamentar o direito. Ao fim desse período, caso a omissão ainda persistisse, valeria a equiparação entre os prazos da licença-maternidade e da licença-paternidade.

*Fonte: R7