Voto de Toffoli responsabiliza redes sociais por conteúdos ilegais de usuários

STF

Brasília (DF), 05/12/2024 - O ministro Dias Toffoli durante sessão do STF. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli durante sessão do STF. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Ministro considerou inconstitucional a atual regra sobre o tema

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli votou nesta quinta-feira (5) para responsabilizar as redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários. Toffoli é relator de uma das ações que estão sendo julgadas pela Corte.  

Em sua manifestação, Toffoli considerou inconstitucional a atual regra que rege a responsabilização civil das plataformas. Com o entendimento, as redes se tornam obrigadas a retirar o conteúdo ilegal de forma imediata, sem esperar por uma ordem judicial.

Se mantiverem as postagens, podem ser responsabilizadas pela Justiça pelos danos causados pela manutenção das mensagens de seus usuários. A possibilidade de punição também vale para o impulsionamento de postagens ilegais e no caso de criação de perfis falsos.

O ministro definiu como ilegais postagens que envolvem crimes contra o Estado Democrático de Direito, terrorismo, suicídio, racismo, violência contra mulher, crianças e adolescentes, infração sanitária, tráfico de pessoas, incitação de violência física e sexual, divulgação de fatos inverídicos e descontextualizados e divulgação de fatos notoriamente inverídicos que possam causar danos às eleições.

Toffoli entendeu que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet é inconstitucional e deu imunidade para as redes sociais. Dessa forma, segundo o ministro, deve ser aplicado de forma geral o Artigo 21, que previu a responsabilidade direta para os casos de danos à intimidade, à honra e à vida privada.

“Não tem como não estabelecermos hipóteses de responsabilidade objetiva. O 8 de janeiro [atos golpistas] mostra isso, novembro passado [atentado do homem-bomba] mostra isso”, disse Toffoli.

Pelo Artigo 19, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo.

Em seu voto, Toffoli também definiu que as regras de retirada imediata de conteúdo não se aplicam aos provedores de serviços de e-mail, aplicativos de reuniões fechadas online e provedores de mensageria privada (quando não forem usados como redes sociais).

No caso de plataformas de marketplace, a responsabilização direta e solidária com os anunciantes ocorrerá no caso de venda de produtos proibidos, como TV box, medicamentos e agrotóxicos sem autorização legal.

A retirada de conteúdo considerado ilegal antes de decisão judicial não atinge blogs e sites jornalísticos.

Pelo voto do relator, o cumprimento da decisão da Corte será acompanhado pelo Departamento de Acompanhamento da Internet no Brasil (DAI), órgão que será criado e funcionará no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O ministro também deu prazo de 18 meses para o Congresso aprovar uma lei para enfrentamento da violência digital e a desinformação.

Após o voto do ministro, a sessão foi suspensa e será retomada na quarta-feira (11). Faltam os votos de dez ministros.

Entenda

O plenário do STF julga dois processos que discutem a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar uma decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de um perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Na semana passada, nos primeiros dias do julgamento, representantes das redes sociais defenderam a manutenção da responsabilidade somente após o descumprimento de decisão judicial, como ocorre atualmente. As redes socais sustentaram que já realizam a retirada de conteúdos ilegais de forma extrajudicial e que o eventual monitoramento prévio configuraria censura.

Vídeo: Bolsonaro nega saber de plano para matar Lula, mas diz temer prisão

POLÍTICA

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Ex-presidente Jair Bolsonaro durante fala a jornalistas no Aeroporto de Brasília – Foto: Sergio Lima

Ex-presidente disse que “dentro das 4 linhas não tem pena de morte”; ele e 36 pessoas foram indiciadas pela PF

Fonte: Poder360

ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou nesta 2ª feira (25.nov.2024) ter conhecimento de um suposto plano para matar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, no final de 2022. Porém, disse temer ser preso pela questão.

“Essa história de assassinato de autoridades, no meu entender, foi jogado […] não cola isso daí. No meu entender, nada foi iniciado, não podemos querer agora punir o crime de opinião”, disse o ex-presidente a jornalistas ao chegar ao Aeroporto Internacional de Brasília. Ao ser questionado sobre se sabia do plano, respondeu: “Não, esquece. Dentro das 4 linhas não tem pena de morte”.

Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciadas pela PF (Polícia Federal) na 5ª feira (21.nov) no inquérito que apura a tentativa de um golpe de Estado em 2022. O relatório final foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) a Moraes, ministro relator do caso. Deve ser enviado à PGR (Procuradoria Geral da República) nos próximos dias.

Questionado se poderia ser preso, Bolsonaro disse que a prisão pode acontecer “a qualquer momento” e disse: “Eu posso ser preso ao sair daqui [do Aeroporto Internacional de Brasília]”.

O advogado do ex-presidente, Paulo Amador, disse esperar que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tenha uma participação mais ativa e tenha uma posição “ponderada” quanto à apresentação da denúncia.

ESTADO DE SÍTIO 

Bolsonaro voltou a dizer que sempre agiu “dentro das 4 linhas da Constituição”. Questionado se considerou decretar Estado de Sítio no país, disse que poderia ser uma “maneira” prevista na Constituição para evitar uma multa imposta ao PL (Partido Liberal) pelo TSE.

“Depois da multa, que eu não podia mais recorrer ao TSE porque se eu recorresse talvez viesse uma multa de R$ 200 milhões. Talvez fosse cassado o registro do partido. O que nós podemos fazer? Há alguma maneira? Cavoque a Constituição”, disse.

Depois, voltou e disse que só “procurou saber” se existia essa possibilidade e que depois foi descartada. “Não convoquei ninguém nem assinei nenhum papel”, declarou.

PL DA ANISTIA

O ex-presidente também tornou a dizer que o PL (Projeto de Lei) da anistia para os envolvidos nos atos extremistas do 8 de Janeiro segue de pé e trará “pacificação” ao país. A medida voltou a ser questionada depois das explosões em Brasília envolvendo um homem com artefatos caseiros em 14 de novembro.

O presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) havia dito antes que traria uma “solução” para o texto ainda no seu mandato, que se encerra em 2025. O candidato à presidência da Casa Baixa apoiado por Lira, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu o apoio do PL de Bolsonaro condicionado a esse tema.

O líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), e agora Bolsonaro voltaram a dizer que Lira se comprometeu com o andamento do texto e que esperam que o deputado alagoano cumpra a sua palavra. Na prática, porém, Lira atrasou o texto ao instalar uma comissão especial para analisar o tema, impedindo que o texto avançasse ao plenário.

STF mantém proibição de que ex-presidente Jair Bolsonaro saia do país

POLÍTICA

STF mantém proibição de que ex-presidente Jair Bolsonaro saia do país
Foto: Antonio Augusto/STF

Decisões da 1ª Turma foram tomadas nos processos sobre tentativa de golpe de Estado e sobre o caso das jóias.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou decisões do ministro Alexandre de Moraes que proíbem o ex-presidente da República Jair Bolsonaro de viajar para o exterior e de ter contato com outras pessoas investigadas pelos mesmos fatos que ele. A decisão, unânime, foi tomada em recursos apresentados na Petição (Pet) 12100, que investiga a tentativa de golpe de Estado, e na Pet 11645, relacionada ao suposto desvio de joias de alto valor recebidas de autoridades estrangeiras.

PF aprofunda diligências

Em seu voto, o relator afirmou que há diligências em curso e que não houve nenhuma alteração no quadro que justifique a revogação das medidas cautelares. Na sua avaliação, a retenção de passaportes (nacional e estrangeiros) continua necessária porque o desenrolar dos fatos já demonstrou a possibilidade de tentativa de evasão de investigados.

Segundo ele, pode haver nova tentativa a partir da ciência do aprofundamento das investigações pela Polícia Federal, que apontam “provas robustas de que os investigados concorreram para o processo de planejamento e execução de um golpe de Estado, que não se consumou por circunstâncias alheias às suas vontades”.

Delação de Mauro Cid continua em sigilo

O colegiado também manteve a decisão em que o ministro rejeitou o acesso integral da defesa de Bolsonaro à delação do tenente-coronel Mauro Cid. A medida segue o entendimento consolidado do STF de que o investigado não tem o direito de acessar informações associadas a diligências em curso ou em fase de deliberação.

Segundo o ministro, o acusado terá acesso à delação na ação penal, caso seja aceita a denúncia, momento em que terá amplas possibilidades de demonstrar eventual falsidade, erros ou exageros das declarações prestadas pelo colaborador.

O ministro observou ainda que o depoimento de Cid abrange outros temas, como ataques virtuais a opositores (INQ 4781), às instituições (STF, TSE), ao sistema eletrônico de votação e à lisura do processo eleitoral (INQ 4878), inclusão de dados falsos de vacina contra covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Todos estão com diversas diligências em andamento, o que impede o acesso integral aos depoimentos.

Os julgamentos foram realizados na sessão virtual encerrada em 18/10.

Por Pedro Rocha/CR//CF)

Flávio Dino suspende eleição antecipada para Mesa Diretora da Alepe e determina nova votação

PERNAMBUCO

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) — Foto: Roberto Soares/Alepe Divulgação
Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) — Foto: Roberto Soares/Alepe Divulgação

Eleição, válida para o biênio 2025-2026, foi realizada quase um ano antes do início da próxima legislatura. Para ministro, antecipação da votação ‘subverte a lógica democrática’.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para o biênio 2025-2026. A votação, que reelegeu o deputado Álvaro Porto (PSDB) como presidente da Casa, foi realizada em novembro de 2023, mais de um ano antes do início da próxima legislatura (entenda mais abaixo).

A medida cautelar foi publicada nesta terça-feira (22) e será submetida ao Plenário do STF.

No documento, ao qual o g1 teve acesso, o ministro atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a realização de uma nova votação para eleger a composição da Mesa Diretora da Alepe a partir do ano que vem. A data da eleição deve ser definida pela própria Assembleia.

Procurado, o presidente da Alepe, Álvaro Porto, disse que recebeu a medida cautelar “com tranquilidade” e vai cumprir a decisão (veja resposta abaixo).

“O risco da demora e a plausibilidade do direito estão demonstrados. Manter os efeitos da eleição já realizada pode consolidar uma situação que subverte a lógica democrática, o que, conforme demonstrado, compromete a integridade do processo legislativo, bem como o regular funcionamento do parlamento, com reflexos diretos na representatividade da sociedade pernambucana”, afirmou Flávio Dino na decisão.

O pedido para suspender a eleição partiu de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela PGR contra a Resolução 1.936, do Regimento Interno da Alepe, de 8 de novembro de 2023, que permitiu a antecipação da votação.

A resolução estabelecia que a eleição da nova Mesa Diretora podia ser convocada pelo presidente da Casa entre 1º de novembro do primeiro ano da Legislatura e 1º de fevereiro do terceiro ano da legislatura.

Na ação, a PGR argumentou que a Constituição de Pernambuco prevê que a eleição seja realizada a partir do dia 1º de dezembro do último ano de mandato, o que tornaria a medida inconstitucional.

O que diz o presidente da Alepe

O presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, disse, por meio de nota, que:

  • Recebeu a notícia da medida cautelar “com tranquilidade”;
  • “A decisão será acatada e a deliberação judicial não deve ser enfrentada, mas cumprida”;
  • “Em atenção à determinação de decisão judicial, uma nova eleição será convocada no período indicado”.
  • A eleição da Mesa Diretora para o biênio 2025-2026 foi realizada no dia 14 de novembro de 2023, mais de um ano antes do início da nova legislatura. Os atuais presidente e primeiro secretário da Casa, os deputados Álvaro Porto (PSDB) e Gustavo Gouveia (Solidariedade), respectivamente, foram mantidos nos cargos até o fim de seus mandatos.

    Na votação para esses dois cargos, os deputados foram reeleitos sem precisar disputar com nenhum outro candidato. Ao todo, 46 dos 49 deputados participaram da cerimônia, que aconteceu no plenário do Edifício Miguel Arraes, no Centro do Recife.

    A Mesa Diretora da Alepe é composta por 14 deputados, incluindo o presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e sete suplentes. Candidato único à presidência, Álvaro Porto foi reeleito com 40 votos. Gustavo Gouveia teve a mesma votação para se reeleger na primeira secretaria.

    O único bate-chapa se deu na disputa pela segunda vice-presidência. O deputado Fabrizio Ferraz (Solidariedade) venceu, em segundo turno, o parlamentar Diogo Moraes (PSB), por 25 a 19 votos. Por g1 PE.

Procurador Geral da República pede para STF anular reeleição antecipada do presidente da Alepe

PERNAMBUCO

Álvaro Porto, Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco
Álvaro Porto, Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco- Foto: Roberta Soares/Alepe

Em nota, a Assembleia Legislativa de Pernambuco informou que ainda não foi notificada sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) encaminhada

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da Resolução 1.936/2023 da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que garantiu a reeleição antecipada do presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB). Porto foi reconduzido ao cargo para o biênio 2025/26 por meio de um eleição realizada ainda em novembro de 2023.

“Ao permitir a eleição antecipada de Mesa Diretora de Assembleia Legislativa para dois biênios de uma só
vez, o dispositivo afrontou o postulado republicano, de que defluem os princípios da alternância do poder político e da temporalidade dos mandatos, bem como não observou o postulado democrático, de que
são corolários a periodicidade e a contemporaneidade dos pleitos”, escreveu Gonet, de acordo com informações da Folha de São Paulo. Paulo Gonet argumenta que o Supremo já definiu que eleições antecipadas para Mesas Diretoras das casas legislativas só podem ocorrer a partir de outubro do último ano do primeiro biênio da legislatura.

O relator do caso no Supremo é o ministro Flávio Dino. Caso o pedido da PGR seja aceito, a Assembleia Legislativa de Pernambuco terá de fazer uma nova votação.

O QUE DIZ A ALEPE

Em nota, a Assembleia Legislativa de Pernambuco informou que ainda não foi notificada sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) encaminhada pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, acrescentando que “foi informada da ADI pela imprensa e que recebe o questionamento da PGR com tranquilidade. E adianta que quando for notificada e tomar ciência da ação, irá se posicionar e tomar as medidas cabíveis”.

A Alepe ainda ressalta também que “qualquer decisão tomada pelo STF, será acatada, uma vez que deliberação judicial não deve ser enfrentada, mas cumprida”. A nota reforça ainda que a ADI põe em questão não só a antecipação da eleição da Alepe, mas também de Assembleias de vários outros estados.

A votação antecipada que reelegeu Porto foi possível graças a mudanças na Constituição Estadual e no Regimento Interno da Alepe. O atual presidente, Álvaro Porto (PSDB), foi reeleito para esse período, assim como o atual primeiro-secretário, Gustavo Gouveia (Solidariedade). Também foram escolhidos para o próximo mandato os demais cargos: dois vice-presidentes, três secretários e sete suplentes.

A eleição foi realizada por voto secreto e impresso, em sessão presidida pelo deputado Aglailson Victor (PSB). Todos os cargos tiveram apenas um candidato, com exceção do posto de 2º vice-presidente. As presidências dos Legislativos têm duração de dois anos, sendo renovados a cada biênio dentro do mandato de quatro anos dos parlamentares. Com as alterações, a Alepe passou a permitir eleições “entre 1º de novembro do primeiro ano da legislatura e 1º de fevereiro do terceiro ano da legislatura”.

STF retoma julgamento sobre legalidade de revista íntima de visitantes dos presídios

JUSTIÇA

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF
Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal – STF – Foto/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Análise do caso começou em 2016 e já foi suspensa outras vezes

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira (17) o julgamento sobre a legalidade de revistas íntimas realizadas nos presídios para evitar a entrada de drogas, armas e celulares.

O julgamento começou em 2016 e já foi suspenso outras vezes por diversos pedidos de vista. O placar da votação está 5 a 4 pela ilegalidade da revista íntima.

A análise do caso foi interrompida em maio deste ano por pedido de vista feito pelo ministro Cristiano Zanin.

A Corte julga recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha, que estavam enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina.

Na primeira instância ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.

Votos

Em 2020, o relator do caso, ministro Edson Fachin, votou pela ilegalidade da busca íntima. Fachin considerou que os funcionários das penitenciárias não podem fazer busca abusiva no corpo de amigos e parentes que vão visitar os presos por tratar-se de violação da intimidade.

O ministro sugeriu a adoção de procedimentos menos invasivos, como o uso de scanners corporais, raquetes de raio-x ou revista corporal superficial, evitando que os visitantes sejam obrigados a retirar a roupa ou terem suas partes íntimas inspecionadas.

O entendimento foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso,  Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Rosa Weber (aposentada).

Em seguida,  Alexandre de Moraes abriu divergência e votou a favor da revista.

Moraes concordou que há um grande número de casos de revistas íntimas vexatórias. No entanto, considerou que a revista íntima não pode ser sempre definida como degradante, de forma automática e sem análise caso a caso, sob pena de colocar em risco a segurança dos presídios.

O voto foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. Fonte: Agência Brasil.

STF decide que municípios têm direito a 25% do ICMS. Entenda

JUSTIÇA

STF: decisão beneficia municípios
STF: decisão beneficia municípios – Foto: Agência Brasil/EBC/Divulgação

STF: os ministros refutaram a tese e seguiram o relator, ministro Nunes Marques, que reafirmou a constitucionalidade da regra.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que os Estados são obrigados a repassar aos municípios 25% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), inclusive em casos de compensação ou transação tributária. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) teve um papel fundamental na concretização desta conquista, ingressando com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF.

Na prática, agora a Lei Complementar 63/1990 obriga que os governos estaduais efetuem depósito ou remessa dos 25% pertencentes aos municípios sobre o tributo no mesmo ato de extinção do crédito por compensação ou transação. Na ação, porém, três Estados – Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraíba – questionaram a norma argumentando que não havia arrecadação nesse cenário.

Segundo a CNI, os ministros refutaram a tese e seguiram o relator, ministro Nunes Marques, que reafirmou a constitucionalidade da regra. A decisão aprovada destaca que, diferentemente de renúncias ou benefícios fiscais, compensação e transação são medidas que exigem “obrigações por parte do contribuinte, equivalência entre o benefício obtido e o implemento a que se compromete”.

Ou seja, há benefícios para os Estados, no caso. Os créditos tributários extintos podem ser usados para amortizar dívidas, por exemplo. Para o relator, nesses casos há sim receita pública e, portanto, não cabe aos governos estaduais limitar a transferência de recursos aos Municípios. Com a decisão, os Estados seguem obrigados a repassar a porcentagem da cota parte do ICMS distribuído aos Municípios. A CNM destaca que a decisão do STF representa um importante incremento nas receitas dos Municípios.

Entenda

A medida é uma luta da CNM desde 2007. Na compreensão da entidade, a arrecadação tributária não ocorre apenas quando há ingresso de recursos na Fazenda Pública. A Constituição Federal não diferencia as hipóteses de extinção do crédito tributário para efeito de delimitação do produto a ser repartido e deixa claro que o conceito de “produto da arrecadação” inclui todas as formas de extinção do crédito tributário que gerem benefício financeiro ao Estado.

Em 2007, o ministro Gilmar Mendes manifestou entendimento no sentido de que o descumprimento na íntegra do § 1º, artigo 4º da Lei Complementar Federal 63/90, “repercute de forma incisiva, na delicada e frágil composição constitucional das receitas dos Municípios, entes federativos que, em sua esmagadora maioria, passam por graves dificuldades financeiras”. Para a Advocacia-Geral da União (AGU), a “interpretação restritiva das regras de distribuição de receitas mitiga a saúde financeira dos Municípios, em prejuízo da sua autonomia”. Por Magno Martins/Folha de Pernambuco.

Júnior Matuto toma posse como deputado estadual após morte de José Patriota

POLÍTICA

Júnior Matuto (PSB) tomando posse como deputado estadual na Alepe — Foto: Wesley D'Almeida/Divulgação
Júnior Matuto (PSB) tomando posse como deputado estadual na Alepe — Foto: Wesley D’Almeida/Divulgação

Ele assume vaga na Assembleia Legislativa de PE sete dias após a morte de Patriota.

Júnior Matuto (PSB) tomou posse como deputado estadual nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele assume a vaga deixada pelo deputado José Patriota, que morreu no dia 17 de setembro. Ele tinha 63 anos e estava internado em tratamento contra um câncer no fígado.

A posse foi realizada em sessão plenária. O presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), comunicou o parlamento da vacância do cargo e, em seguida, convocou o suplente para ocupar a vaga. Júnior Matuto, atualmente, concorre ao cargo de prefeito de Paulista, no Grande Recife, cidade que governou por dois mandatos, entre 2012 e 2020.

Inicialmente, quem assumiria a vaga deixada por José Patriota seria o atual vereador do Recife Davi Muniz, que obteve mais votos que Matuto.

Entretanto, no início do ano, ele se desfiliou do PSB e passou a fazer parte do PSD. Como os partidos políticos são os “donos” da vaga, pelo que determina a Justiça, Muniz teve a suplência reivindicada pelos seu antigo partido.

De acordo com a Alepe, o PSB fez um requerimento à casa na segunda-feira (23), informando sobre a desfiliação de Davi Muniz, que ocorreu, segundo o partido, de forma espontânea.

A legenda também afirma que há entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que o mandato parlamentar pertence ao partido político pelo qual o candidato concorre à eleição.

O requerimento do PSB foi encaminhado à Procuradoria Geral da Alepe, que apresentou parecer opinando pelo acolhimento das razões.

O g1 entrou em contato com a assessoria de Davi Muniz, para saber se ele vai recorrer da decisão. Em nota, ele disse que:

  • Recebeu “a decisão com serenidade, mas com surpresa”;
  • “A insistência da Alepe em empossar Júnior Matuto representa uma afronta direta à ordem de diplomação definida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), colocando a Assembleia em confronto com o tribunal e em desacordo com a jurisprudência consolidada”;
  • A equipe jurídica dele “está tomando todas as medidas necessárias para garantir o respeito ao resultado das urnas e à democracia”. Fonte: G1

Flávio Dino segue Moraes e vota pela manutenção da suspensão do X no Brasil

STF

1ª Turma do STF analisa se mantém suspensão do X. Faltam votar os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin - (crédito: EBC)
1ª Turma do STF analisa se mantém suspensão do X. Faltam votar os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin – (crédito: EBC)

Após Alexandre de Moraes, Flávio Dino foi o primeiro a votar e apontou pela suspensão da rede social. A análise do tema está sendo realizada no plenário virtual da Corte. Os magistrados terão até 23h59 desta segunda para inserirem os votos no sistema eletrônico

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta segunda-feira (2/9), se mantém ou não a decisão que suspendeu o funcionamento da rede social X (antigo Twitter) no Brasil. Até o momento votaram a favor da suspensão o relator Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino.

A análise do tema está sendo realizada no plenário virtual da Corte. Os magistrados terão até 23h59 desta segunda para inserirem os votos no sistema eletrônico. Faltam votar os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

Como votaram os ministros?

Moraes votou pela suspensão imediata do X e pela aplicação de multa diária de R$ 50 mil “às pessoas naturais e jurídicas que incorrerem em condutas para fraudar a decisão judicial, com a utilização de subterfúgios tecnológicos (como por exemplo o VPN, entre outros) para a continuidade de utilização e omunicações pelo X, enquanto durar a suspensão, sem prejuízo das demais sanções civis e criminais, na forma da lei”.

Flávio Dino votou para referendar a decisão, como proposto pelo relator Alexandre de Moraes. “O poder econômico e o tamanho da conta bancária não fazem nascer uma esdrúxula imunidade de jurisdição”, afirmou Dino no voto eletrônico desta segunda. “A liberdade de expressão é um direito fundamental que estáumbilicalmente ligado ao dever de responsabilidade. O primeiro nãovive sem o segundo, e vice-versa, em recíproca limitação aos contornosde um e de outro”, acrescentou o ministro.

Por que o X foi suspenso?

Na última sexta-feira (30/8), em decisão individual, o ministro Alexandre determinou a suspensão imediata e completa do funcionamento do X em todo o território nacional, até que decisões judiciais da Corte sejam cumpridas e as multas aplicadas sejam pagas. A ordem também vale até a indicação de um representante da empresa no país.

Segundo o ministro, o STF fez todos os esforços possíveis e concedeu oportunidades para que a X Brasil cumprisse as ordens judiciais e pagasse as multas. “Lamentavelmente, as condutas ilícitas foram reiteradas na presente investigação, tornando-se patente o descumprimento de diversas ordens judiciais pela X Brasil, bem como a dolosa intenção de eximir-se da responsabilidade pelo cumprimento das ordens judiciais expedidas, com o desaparecimento de seus representantes legais no Brasil para fins de intimação e, posteriormente, com a citada mensagem sobre o possível encerramento da empresa brasileira”, afirmou. As informações são do Correio Brasiliense

STF vai monitorar redes sociais e rastrear usuários

POLÍTICA

Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF)
Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) (Rosinei Coutinho/SCO/STF)

Corte quer análise diárias de conteúdos de postagens na internet e até a identificação de usuário com base em georreferenciamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou a abertura de uma licitação para contratar uma empresa que será encarregada de monitorar as redes sociais sobre conteúdos que envolvam a Corte. O valor do contrato, segundo o edital, é de 345.000 reais e prevê duração de um ano. A iniciativa surge no momento em que a Corte vem intensificando, ano a ano, o combate à disseminação de notícias falsas e ataques que sofre na internet.

O Supremo quer saber tudo que se fala sobre ele nas redes sociais. A empresa que vencer a licitação fará um acompanhamento ininterrupto do Facebook, Twitter, Youtube, Instagram, Flickr, TikTok e Linkedin.

O trabalho envolverá ainda a análise da imagem do Supremo, a identificação de assuntos relevantes abordados pelos usuários e a classificação do material. A empresa também terá a responsabilidade de identificar quem são as pessoas que estão compartilhando os conteúdos, especialmente os autores de menções negativas.

Monitoramento inclui georreferenciamento

O STF solicita no edital que a empresa contratada utilize uma ferramenta específica no trabalho de monitoramento. Ela precisa ser  capaz de “identificar públicos, formadores de opinião, discursos adotados, georreferenciamento da origem das postagens, bem como avaliar a influência dos públicos, dos padrões das mensagens e de eventuais ações organizadas na web”.

Os ministros vão receber relatórios com balanços diários, semanais e mensais, identificando os  formadores de opinião que debateram assuntos relacionados ao Supremo, com análise de seu posicionamento e sua capacidade de repercussão. O trabalho deve conter ainda uma avaliação geral do impacto da mobilização em torno de temas relacionados à Corte, com avaliação de seus reflexos na opinião pública.

Além dos dados precisos sobre a imagem da Corte no universo digital, a ferramenta deve inibir a difusão de ameaças feitas aos ministros. Os dados colhidos, se for o caso, poderão ser compartilhados com a Polícia Federal. *Fonte: VEJA.

STF vai julgar se parentes podem chefiar Executivo e Legislativo locais de forma simultânea

JUSTIÇA

Foto/Divulgação

Acesso de pessoas trans às especialidades médicas condizentes com suas necessidades biológicas também está na pauta desta semana

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta semana uma ação que pede que seja proibido que parentes até segundo grau ocupem, simultaneamente, os cargos de chefia dos poderes Legislativo e Executivo da mesma unidade federativa. A intenção é impedir que parentes próximos de governadores e prefeitos ocupem, igualmente, a Assembleia Legislativa e a Câmara de Vereadores.

Na ação, o PSB afirma que é cada vez mais comum, especialmente em âmbito municipal, que pai e filho ocupem, simultaneamente, a presidência da Casa Legislativa e a prefeitura municipal ou o governo estadual, “o que não coaduna com os princípios democráticos e republicanos, e muito menos com a separação dos poderes e o pluralismo político constitucionalmente garantidos”. *Fonte R7

Fux é o novo relator do recurso contra inelegibilidade de Bolsonaro

STF

Foto/(Fellipe Sampaio/STF)

A Corte confirmou decisão do ministro Cristiano Zanin, que se declarou impedido de julgar a ação

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteado como novo relator de um recurso contra a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos. Nesta quarta-feira (8), a Corte confirmou decisão do ministro Cristiano Zanin, que se declarou impedido de julgar a ação.

Os advogados de Bolsonaro alegaram que Zanin, antes de assumir sua posição no Supremo, representou a coligação liderada por Lula nas eleições de 2022, apresentando ao TSE uma representação similar à que levou à inelegibilidade do ex-presidente.

A decisão do TSE foi baseada em uma ação apresentada pelo PDT, que questionou a reunião de Bolsonaro com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada. Na decisão, Zanin afirmou que, embora a PGR (Procuradoria-Geral da República) tenha se posicionado contrariamente, ele acolheu os fundamentos apresentados pelo recorrente para declarar seu impedimento de julgar o recurso extraordinário com agravo. Ele explicou que, como advogado perante o TSE, subscreveu uma ação de investigação judicial eleitoral com pedidos e causas similares à ação que originou o recurso em questão.

O ministro recusou o pedido da defesa de Bolsonaro para declarar sua suspeição, alegando que a solicitação foi feita fora do prazo. Embora suspeição e impedimento tenham efeitos práticos semelhantes, Zanin decidiu submeter sua decisão ao crivo dos colegas de Corte, em razão de se tratar de uma liminar. **Por Portal R7.

Desoneração da folha traz risco de nova reforma da Previdência, diz Haddad

ECONOMIA

Brasília (DF), 28/12/2023 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista coletiva à imprensa, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministro disse continuar a ver Pacheco como aliado

A manutenção da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia e da desoneração para pequenos municípios traz o risco de uma nova reforma da Previdência em três anos, disse nesta noite o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele disse que o placar de 5 a 0 no Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da liminar que suspendeu a desoneração mostra a necessidade de acordos para evitar mais prejuízos à Previdência Social.

“Estamos desde outubro tentando conversar com os [17] setores e os municípios. O placar do Supremo deixa claro que temos de encontrar um caminho para não prejudicar a Previdência. Ou daqui a três anos vai ter de fazer outra reforma da Previdência, se não tiver receita. A receita da Previdência é sagrada, para pagar os aposentados. Não dá para brincar com essa coisa”, disse o ministro ao retornar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da advertência, o ministro se disse confiante em um acordo para resolver o impasse entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Apesar das recentes críticas do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao governo por ter recorrido ao Supremo, Haddad afirmou que o diálogo trará resultados. “Tem dado muito resultado o nosso diálogo com o Congresso e com o Judiciário. O Pacheco segue sendo um aliado”, destacou o ministro.

O ministro esclareceu entrevista publicada neste fim de semana pelo jornal Folha de S.Paulo, em que cobrou o Congresso pela busca do equilíbrio nas contas públicas. Na entrevista, Haddad disse que o Congresso quer governar numa espécie de parlamentarismo, sem assumir as responsabilidades pelo aumento de gastos provocados pelas pautas-bomba.

“O que eu estava dizendo na entrevista é que, como o Congresso ganhou prerrogativas, era importante que as mesmas práticas de respeito à lei fiscal deveriam ser de todos: Executivo, Legislativo e Judiciário, que é o pacto que eu venho falando desde o começo do ano. Vamos fazer um pacto para a gente acertar as contas e continuar evoluindo”, concluiu Haddad.

Impacto

No fim do ano passado, o Congresso aprovou o projeto de lei da desoneração que prorrogava, até 2027, a troca da contribuição previdenciária – correspondente a 20% da folha de pagamento – por uma alíquota entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta de empresas de 17 setores da economia. O projeto também cortou de 20% para 8% a alíquota das contribuições ao INSS por parte dos municípios com até 156 mil habitantes.

A desoneração da folha de pagamento tem impacto de cerca de R$ 9 bilhões por ano à Previdência Social. A ajuda aos pequenos municípios fará o governo deixar de arrecadar R$ 10 bilhões por ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto, mas o Congresso derrubou o veto ainda em dezembro do ano passado.

Na semana passada, com base em uma ação da Advocacia-Geral da União), o ministro do STF Cristiano Zanin concedeu liminar suspendendo a desoneração da folha e submeteu sua decisão ao plenário. Cinco dos 11 ministros votaram por confirmar a suspensão, mas Luiz Fux pediu vista e interrompeu a análise. Ele tem até 90 dias para liberar o processo.

Mais cedo, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reuniu-se com Haddad no Ministério da Fazenda. Ao sair do encontro, Padilha disse a decisão do STF cria um ambiente mais propício para um novo meio-termo entre o governo, o Congresso e os representantes dos 17 setores e das prefeituras.

“Combinamos com Haddad para darmos continuidade na mesa de negociação dos municípios sobre a questão da dívida previdenciária. Já iniciamos diálogo com as três entidades e vamos manter essa mesa de negociação”, destacou Padilha. *Fonte: Agência Brasil.

Gilmar Mendes diz que uma CPI para investigar o STF é inconstitucional; entenda

POLÍTICA

Gilmar Mendes diz que uma CPI para investigar o STF é inconstitucional; Entenda
O ministro do STF, Gilmar Mendes, concedeu entrevista ao SBT na quinta-feira (18) | Bnews – Divulgação Agência Brasil / Arquivo

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar atos da Corte seria “inconstitucional” e “inadmissível”.

“A princípio, uma CPI que investigasse atos do Supremo Tribunal Federal seria inadmissível. Seria inconstitucional”, disse o magistrado em entrevista ao SBT na quinta-feira (18).

Ele também disse não acreditar que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), tenha a intenção de instalar uma comissão de inquérito para investigar atos dos ministros.

“Tenho a impressão de que a gente deve separar aquilo que é ruído, eventualmente é borbulha, é espuma, do que aquilo que efetivamente é sinal. Entendo que aqui há muita borbulha. Há muito o ruído, desinformação, fake news. Mas isso não corresponde à realidade“, disse. *Por Bnews.

Elon Musk sobe o tom e chama Alexandre de Moraes de ‘ditador’

STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Elon Musk sobe o tom e chama Alexandre de Moraes de 'ditador' | VEJA
Elon Musk (STR/NurPhoto/Getty Images)

Dono da rede X afirmou que o ministro do STF ‘deveria ser julgado por seus crimes’ e, sem provas, disse que ele ‘colocou o dedo na balança’ para eleger Lula

O empresário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), subiu o tom nesta segunda-feira, 8, ao voltar a criticar o ministro do STF Alexandre de Moraes. Musk chamou Moraes de “ditador do Brasil” e disse que o ministro “tem Lula em uma coleira”.

O empresário também afirmou, mais cedo, em resposta a uma postagem do deputado Marcel Van Hattem, que Moraes “deveria ser julgado por seus crimes” e disse, sem apresentar provas, que o ministro “tirou Lula da prisão e pôs o dedo na balança para que Lula fosse eleito”. “Lula obviamente não vai agir contra ele [Moraes]. A próxima eleição vai ser crucial”, escreveu.

Em seguida, Musk questionou: “Por que o Parlamento permite a Alexandre [de Moraes] o poder de um ditador brutal? Eles foram eleitos, ele não. Jogue-o fora”. perguntou Musk na rede social, respondendo a uma publicação do ministro.

Musk x Alexandre de Moraes
No fim de semana, Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), atacou decisões de Alexandre de Moraes. “Por que você está exigindo tanta censura no Brasil?”, perguntou Musk na na rede social, respondendo a uma publicação do ministro. “Como resultado, nós provavelmente vamos perder todas as receitas no Brasil e teremos que fechar nosso escritório lá. Mas princípios importam mais que lucros.”

No domingo, Moraes incluiu Musk entre investigados no inquérito das milícias digitais e determinou a abertura de nova investigação para apurar a conduta do empresário. O ministro também ordenou que o X não desobedeça decisões judiciais, sob pena de multa de 100 mil reais para cada perfil que venha a ser reativado. *As informações são da Veja.

Desembargador vota pela cassação de Moro e abre divergência no TRE-PR

MINISTRO/STF

Senador é julgado nesta quarta, 3, pelo TRE-PR em ações propostas pelo PT e pelo PL
Senador é julgado nesta quarta, 3, pelo TRE-PR em ações propostas pelo PT e pelo PL Foto/Kaio Lakaio/VEJA

Nomeado por Lula para o tribunal, José Rodrigo Sade entendeu que houve abuso de poder econômico; o relator Luciano Falavinha havia votado pela absolvição

Um dia antes de o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) retomar o julgamento que pode levar à cassação do seu mandato, o senador Sérgio Moro (União Brasil) se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Decano do STF, Mendes é um dos principais críticos públicos do ex-juiz da Lava-Jato.

O Globo apurou que o encontro ocorreu no gabinete de Gilmar no STF e aconteceu a pedido de Moro. Também segundo interlocutores da Corte, a audiência serviu para tratar de “temas variados”, e não apenas sobre o julgamento na Justiça Eleitoral. Ainda de acordo com relatos, a conversa teve tom “ameno”.

Nesta quarta-feira (3), o julgamento de Moro no TRE-PR foi interrompido novamente por um pedido de vista. O placar está empatado em 1 a 1.

Em fevereiro deste ano, em entrevista ao portal Brazil Journal, Gilmar afirmou que o ex-juiz da Lava-Jato “descumpria decisões do STF” durante a Operação. Segundo o ministro, Moro “usava a mídia para emparedar a Corte”.

– Ficamos reféns um pouco disso. O próprio ministro Teori Zavascki [que foi relator da Lava Jato no STF], em alguns momentos, foi emparedado pelo Sergio Moro. Na Turma do STF por onde tramitava o caso, se o ministro Teori não aderia, ficávamos vencidos eu e o Toffoli, por exemplo – disse na ocasião.

Já em entrevista ao Roda Viva em 2023, Gilmar também falou do ex-juiz federal e afirmou que em “Curitiba tem o germe do fascismo”.

— Curitiba gerou Bolsonaro. Curitiba tem o germe do fascismo. Inclusive todas as práticas que desenvolvem. Investigações à sorrelfa e atípicas. Não precisa dizer mais nada — disse o decano.

Moro também não poupa críticas ao ministro do Supremo. Em resposta ao que Gilmar disse no Roda Viva, o ex-juiz afirmou não ter “a mesma obsessão” que o ministro teria por ele.

“Não tenho a mesma obsessão por Gilmar Mendes que ele tem por mim. Combati a corrupção e prendi criminosos que saquearam a democracia. Não são muitos que podem dizer o mesmo neste país”, escreveu o senador.

Em 2022, após declarações de Gilmar, Moro insinuou que o ministro do STF não critica corruptos.

“Talvez a única forma de escapar dos descabidos ataques e das ofensas do ministro Gilmar Mendes seja praticar um crime de corrupção. Mas não farei isso, meu compromisso sempre foi com a Justiça e com o Brasil”, disse.

No caso que está sendo julgado pelo TRE-PR, Moro é acusado pelo PT e pelo PL de driblar a legislação eleitoral durante a campanha de 2022. Os partidos alegam que Moro teria gasto R$ 6,7 milhões para chegar ao Congresso, quando o limite permitido por lei é de R$ 4,4 milhões. A suposta vantagem teria sido obtida por meio de dois movimentos: a desistência de concorrer à Presidência e a mudança partidária do Podemos para o União Brasil. *Por Agência O Globo

Primeira Turma do STF tem maioria para manter prisões dos supostos mandantes do assassinato de Marielle Franco

STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa. Os três presos por mandar matar Marielle. Fotos: Reprodução

Decisão de Moraes passa por referendo no tribunal e já recebeu aval de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin; restam ainda os votos de Luiz Fux e Flávio Dino, os outros dois membros da Primeira Turma da Suprema Corte

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta segunda-feira (25) para confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que levou à prisão de três suspeitos de arquitetar e ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em 2018.

Além de Moraes, os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin também votaram pelas prisões e demais medidas cautelares determinadas na operação deflagrada neste domingo (24) contra os investigados. Ainda faltam os votos dos ministros Luiz Fux e Flávio Dino.

A análise termina às 23h59 desta segunda, mas é provável que o placar seja definido mais cedo.

Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa foram presos no Rio de Janeiro, neste domingo, e tiveram as prisões mantidas após audiência de custódia.

Ainda no domingo, eles foram transferidos para Brasília e encaminhados para a penitenciária federal no Distrito Federal.

Além das prisões, a decisão de Moraes determinou também o afastamento das funções públicas o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antônio de Barros Pinto. Ambos atuavam na Delegacia de Homicídios do Rio na época do crime.

Giniton foi o delegado que iniciou a apuração do caso, indicado pelo então chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que foi preso neste domingo. Ele é suspeito de não só ter acobertado o crime, como também de ter avalizado o assassinato. *Por g1 e TV Globo

STF adia mais uma vez julgamento sobre revisão da vida toda

APOSENTADORIA

Violência contra idosos é tema do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil
Foto/Reprodução/TV Brasil

Ação foi incluída na pauta desta quinta-feira (21)

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou mais uma vez nesta quarta-feira (20) a retomada do julgamento sobre a revisão da vida toda de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O processo que trata do tema estava na pauta de julgamentos de hoje, mas não foi chamado. A sessão foi dedicada ao julgamento de processos que tratam do combate a queimadas no Pantanal.

A ação foi incluída na sessão desta quinta-feira (21). Contudo, não é o primeiro item da pauta novamente.

A Corte vai decidir se haverá alterações na decisão do próprio tribunal, que, em 2022, reconheceu a revisão da vida toda e permitiu que aposentados que entraram na Justiça possam pedir o recálculo do benefício com base em todas as contribuições feitas ao longo da vida.

Apesar da decisão, a revisão ainda não é aplicada devido a um recurso do INSS. O órgão quer restringir os efeitos da validade da revisão.

O INSS quer excluir a aplicação da revisão a benefícios previdenciários já extintos, decisões judiciais que negaram direito à revisão conforme a jurisprudência da época e proibição de pagamento de diferenças antes de 13 de abril de 2023, data na qual o acórdão do julgamento do STF foi publicado.

O último andamento do processo ocorreu no dia 1° de dezembro do ano passado, quando o ministro Alexandre de Moraes interrompeu o julgamento do recurso no plenário virtual da Corte. Com a decisão, o julgamento foi suspenso e terá continuidade na modalidade presencial.

Até o momento, os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, que votou antes da aposentadoria, e Cármen Lúcia votaram para estabelecer como marco para o recálculo o dia 17 de dezembro de 2019, data na qual o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o mesmo direito de revisão a um segurado do INSS.

Os ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso votaram pela anulação da decisão do STJ.

* Texto atualizado às 19h56 para informar a inclusão da ação na pauta da Corte de quinta-feira (21). *Da Agência Brasil.

Lewandowski anuncia que STF homologou a delação de Ronnie Lessa; e processo ficará no Supremo

 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Ronie Lessa, acusado de matar Marielle Franco e Anderson Gomes
Ronie Lessa, acusado de matar Marielle Franco e Anderson Gomes – Foto: Reprodução/TV Globo

Colaboração de réu no assassinato da vereadora e de seu motorista Anderson Gomes foi validada pelo ministro da Corte Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes do Superior Tribunal Federal (STF) homologou a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes. A colaboração foi para a Corte Suprema, porque Lessa apontou como mandante do crime uma pessoa com foro privilegiado. A homologação ocorreu logo após a morte da parlamentar ter completado seis anos, na última quinta-feira.

Como a delação foi validada, o processo também tramitará no STF, pelo menos no caso de um dos mandantes. No mês passado, houve a transferência do processo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o STF.

A Constituição Federal atribui a tribunais específicos o poder de processar e julgar ocupantes de cargos políticos e funcionais. No caso do STF, as pessoas que têm foro privilegiado ou por prerrogativa de função são presidente da República, vice-presidente, ministros de Estado, senadores, deputados federais, integrantes dos tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e embaixadores.

O que se sabe até o momento é que são dois os mandantes: um tem foro privilegiado e deveria ser julgado pelo STJ, já o outro, pela Corte especial.

Segundo Lewandowski, Alexandre de Moraes confirmou todos os termos da colaboração, que tramita em segredo de justiça:

Essa colaboração, que e um meio de provas,nos leva a crer que termos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco. O processo segue em segredo de justiça e está nas competentes mãos do ministro Alexandre de Moraes — disse ele. — É importante dizer que a Polícia Federal resolveu em um ano com o apoio dos Ministérios Públicos Federal e do stado od Rio. *Por Agência O Globo.

STF julga nesta semana revisão da vida toda do INSS e ‘pauta verde’; veja o que está em jogo

ECONOMIA

Foto da fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque à estátua à frente do prédio
Foto da fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque à estátua à frente do prédio – Foto/Reprodução

Incidência de PIS/Cofins sobre aluguel de bens móveis também pode ser analisada

O Supremo Tribunal Federal (STF) colocou em pauta para esta semana o julgamento de um recurso contra a decisão que autorizou a chamada revisão da vida toda de benefícios e aposentadorias concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A análise desse recurso começou ano passado no plenário virtual da Corte. Na ocasião, três ministros defenderam que o julgamento deveria ser reiniciado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entretanto, a análise foi interrompida e levada para o plenário físico. O caso está na pauta de quarta-feira.

O que é a revisão da vida toda

Em 2022, o plenário do STF decidiu que a “revisão da vida toda” é constitucional. Isso significa que todas as contribuições previdenciárias feitas ao INSS pelos trabalhadores antes de julho de 1994 podem ser consideradas no cálculo das aposentadorias, o que pode aumentar os rendimentos de parte dos aposentados. Agora,o que está em pauta é um recurso apresentado pelo INSS contra a decisão.

O relator é o ministro Alexandre de Moraes. Em 2023, ele atendeu a um pedido do INSS e suspendeu todos os processos que tratam da revisão da vida toda até que seja concluída a análise do recurso. Isso aconteceu porque diversas pessoas estavam entrando com pedidos de revisão dos benefícios, e em alguns casos já tinham decisões favoráveis.

A revisão da vida toda é o segundo item da pauta de quarta e pode ser analisada também na quinta-feira.

Pauta verde

O primeiro item da pauta de quarta-feira é a continuação da discussão da chamada “pauta verde”, um conjunto de cinco processos que exigem medidas efetivas do governo brasileiro no combate ao desmatamento ilegal da Amazônia e do Pantanal e o e combate a incêndios nessas regiões.

As ações retornaram à pauta em 29 de fevereiro. No último julgamento, em 14 de março, os ministros decidiram que deve ser feito um plano governamental para preservação da Amazônia. Agora, será analisado o caso do Pantanal.

PIS/Cofins

O Supremo também deve julgar uma ação que discute a incidência de PIS/Cofins sobre as receitas de locação de bens móveis. O impacto do processo, que tramita desde 2011 na Corte, é estimado em R$ 20,2 bilhões pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.

A União argumenta que a receita da locação de bens móveis está dentro do conceito de faturamento, portanto, está suscetível à incidência de PIS/Cofins. Na contramão, os contribuintes apontam que o conceito de faturamento é restrito à venda de mercadorias e a prestações de serviços, e não deve incluir receitas de locação.

O caso começou a ser julgado pelo Supremo em 2020, de forma virtual, mas foi a plenário após pedido de destaque do ministro Luiz Fux.

Quebra da coisa julgada

Os ministros também podem voltar a julgar recurso dos contribuintes contra a decisão do próprio STF que trata da “quebra” da coisa julgada.

Na prática, o STF decidiu em 2023 que setenças definitivas podem ser “quebradas”, ou revistas, para que seja aplicado um entendimento posterior da Corte, quando ela o manifestar. Ou seja, uma decisão de instância inferior, mesmo definitiva pode ser revista caso o entendimento posterior do STF sobre aquele tema seja divergente. Contribuintes pediram, em recurso, que os ministros voltassem atrás da decisão e impedissem cobranças retroativas de tributos. Seis ministros votaram contra o pedido, formando maioria, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Fonte O Globo.