Em Pernambuco, 84% das famílias estão endividadas. Atraso de pagamento já é realidade para quase metade dos lares com menor renda

ENDIVIDAMENTO

REPRODUÇÃO.
Em Pernambuco, 40,1% das famílias com até 10 salários-mínimos possuem dívida em atraso – Foto/Reprodução

Os dados da PEIC indicam que as famílias de menor renda relativa são as mais afetadas por dívidas.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC, em fevereiro de 2023, 84% das famílias pernambucanas tinham o orçamento comprometido com dívidas. Em números absolutos, 438.366 famílias estavam endividadas no Estado, um aumento de 1,29% em comparação com o mês de janeiro de 2023 e de 4,75% em relação a fevereiro do ano passado.

A PEIC/CNC considera que o endividamento das famílias se refere a contas ou despesas contraídas com cartão de crédito, cheques pré-datados, carnês de lojas, empréstimo pessoal, compra de imóveis e prestações de carros e seguros. Na pesquisa, as estimativas também diferenciam dois grupos de renda: famílias cuja renda é de até 10 salários-mínimos e famílias com renda superior a esse patamar.

Entre as famílias que recebem até 10 salários-mínimos, o índice de endividamento foi de 84,1%. Já entre as famílias que ganham acima desse valor, 82,6% estavam comprometidas com dívidas.

A PEIC estima que 62,6% das famílias pernambucanas com até 10 salários-mínimos comprometiam entre 11% a 50% da renda com dívidas, situação em que também se registram 57,2% das famílias com renda acima de 10 salários mínimos.

Considerando o recorte de renda de até 10 salários-mínimos, 89,7% das famílias possuíam dívidas com cartão de crédito, 29,7% das famílias com carnês e 6,8% das famílias com cheque especial. Entre as famílias com renda acima de 10 salários-mínimos, as principais dívidas foram com o cartão de crédito (96,7% das famílias), financiamento de carro (23,9%) e carnês (22,8%).

Em Pernambuco, 40,1% das famílias com até 10 salários-mínimos possuem dívida em atraso, enquanto apenas 8,3% das famílias com mais de 10 salários-mínimos possuem dívida atrasada.

Os dados da PEIC indicam que as famílias de menor renda relativa são as mais afetadas por dívidas. Esse quadro, que guarda relações com as desigualdades de renda, pode ocasionar menor consumo e menor investimento, afetando negativamente a economia estadual.

Dentre as famílias com atraso, 52,8% com até 10 salários-mínimos não terão condições de pagar a dívida no próximo mês, enquanto 40% das famílias com mais de 10 salários-mínimos terão condições de pagar suas dívidas parcialmente.

Em geral, o tempo médio de comprometimento do orçamento familiar com dívidas, em Pernambuco, é de 32 semanas – cerca de 8 meses. 33,7% das famílias com até 10 salários-mínimos estão comprometidas com dívidas entre 3 e 6 meses, enquanto 43,3% das famílias com até 10 salários-mínimos estão comprometidas com dívidas por mais de 1 ano.

O tempo médio de atraso, em Pernambuco, é de 64 dias, enquanto no Brasil, o tempo médio de atraso é de 63 dias. Entre aqueles que recebem até 10 salários-mínimos, 47,4% têm um tempo de atraso acima de 90 dias, participação similar àquela das famílias com renda mais elevada (46,7%). Fonte: (JC).

Prefeitos e governo buscam acordo para reforma tributária

ECONOMIA

Entenda os nós da reforma tributária e como governo e Congresso pretendem desatá-los | Economia | O Globo
Fernando Haddad terá reunião com prefeitos para tratar da reforma tributária. Governo quer ganhar apoio dos municípios. Foto/Divulgação

Na tarde desta segunda-feira (12), representantes de todos os municípios que compõem a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) estarão reunidos em Brasília com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar das divergências relativas à reforma tributária.

Apesar dos dois lados defenderem modelos distintos, o presidente da comissão especial da reforma tributária na Câmara, Reginaldo Lopes (PT-MG), está otimista quanto à possibilidade de acordo ao redor do modelo defendido pelo governo.

A reforma tributária trabalhada no governo é a desenhada pelo presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), que tramita na forma da PEC 45/2022. Ela concentra em um único tributo todos os atuais impostos sobre bens e serviços. Isso inclui o ICMS, principal imposto estadual sobre o consumo, e o ISS, principal imposto municipal sobre serviços. Os dois, juntamente com os atuais impostos federais, seriam transformados no Imposto sobre Valores Agregados (IVA), um tributo único e distribuído entre os três níveis da federação.

A expectativa do governo com a criação do IVA é solucionar três problemas: o acúmulo de tributos ao longo da cadeia produtiva dos bens de consumo, cujo cálculo chega a ser impossibilitado no momento da compra do produto final; o excesso de burocracia tributária no Brasil e a discrepância tributária entre bens e serviços, uma vez que os serviços contam com uma tributação muito menor mas as contratações são realizadas por pessoas de maior poder aquisitivo, que acabam pagando menos impostos do que as de menor poder aquisitivo e que dependem mais da compra de bens.

Do outro lado, a FNP teme que a implementação do IVA acabe comprometendo a autonomia financeira. Dependentes em grande parte do ISS, as prefeituras temem que um único imposto sobre serviços equiparado ao comércio de bens acabe comprometendo o setor, que já se tornou vital para o crescimento de muitos municípios. Além disso, os prefeitos preocupam-se que a unificação dos tributos municipais com os estaduais e federais deixe os municípios vulneráveis diante da União.

A proposta defendida pelos prefeitos é a PEC 46/2022, do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR). Sua reforma já é mais branda: ela preserva os atuais impostos sobre bens e serviços nos três níveis. A diferença em comparação ao modelo atual é que passa a haver uma única lei para cada imposto cobrado: o ICMS, por exemplo, passaria a ter uma única lei vigente em todos os estados, cabendo aos governadores fazer apenas sua gestão.

No encontro com Haddad, a FNP pretende apresentar a proposta do parlamentar do Podemos, e intermediar um acordo com a participação de Oriovisto Guimarães para garantir a manutenção do pacto federativo na reforma tributária.

Contraproposta da comissão

O presidente da comissão especial da reforma tributária, Reginaldo Lopes, afirmou ter consciência das preocupações dos prefeitos, e contou estar otimista quanto à possibilidade de desenhar um acordo sem precisar abrir mão da proposta do IVA. Seu plano é que seja apresentada aos prefeitos a elaboração do que chama de IVA Dual, uma forma de implementação do tributo que pode atender às demandas dos estados e municípios.

Reginaldo Lopes defende que a implementação de um IVA é necessária para o Brasil para que se consiga acompanhar o desenvolvimento econômico mundial. Com o processo de digitalização do comércio, a diferenciação entre bem e serviço tende a ficar cada vez mais tênue, comprometendo a eficácia de modelos tributários que façam a distinção entre as duas modalidades. Além disso, considera que o ICMS não é capaz de impedir o acúmulo de tributos nas cadeias produtivas.

A proposta do IVA Dual já busca garantir a capacidade de estados e municípios de participar no processo de tributação. “O que estamos propondo é uma gestão dupla: teremos uma única legislação, mas uma gestão dupla, com margem para que estados e municípios flexibilizem suas alíquotas para cima ou para baixo dentro de uma margem de referência”, explicou.

Dentro desse modelo, o deputado conta que prefeitos e governadores terão a possibilidade de, por exemplo, reduzir a tributação sobre bens e serviços em suas unidades quando avaliarem que a medida é necessária para atrair investimentos, ou aumentar na medida em que for necessário para alcançar uma maior arrecadação naquele ano, sem que seja necessário um aval da União.

Esse modelo, na avaliação do deputado, pode convencer os prefeitos a apoiar a reforma defendida pelo governo. “Estamos conversando, vamos construir a convergência com a FNP. O que queremos é a união em favor de um bom IVA, com critérios adequados para o século 21”, declarou. Inf. (Congresso em Foco)

Congresso quer pagamento de 13º para o Bolsa Família apesar de resistência do governo Lula

BRASÍLIA

O programa Bolsa Família foi recriado pelo presidente Lula para substituir o Auxílio Brasil
O programa Bolsa Família foi recriado pelo presidente Lula para substituir o Auxílio Brasil – Foto/Divulgação

Governo diz que não pagará parcela extra em dezembro; parlamentares defendem medida para beneficiar famílias.

Deputados e senadores querem alterar a medida provisória do governo federal que recriou o Bolsa Família para fazer com que as famílias atendidas pelo programa recebam o pagamento de um 13º. O Executivo garante que não vai repassar uma parcela extra aos beneficiários.

O 13º foi pago apenas uma vez, em 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a parcela extra não faz sentido para o Bolsa Família, porque o programa é de assistência e de complemento de renda, e não uma remuneração salarial.

Apesar disso, deputados e senadores de oposição e até de partidos que estão à frente de ministérios do governo Lula vão tentar garantir o pagamento do 13º. Entre as emendas (sugestões de alteração) que já foram apresentadas à medida provisória, há propostas para a transferência de uma parcela adicional ao fim do ano ou para que os beneficiários recebam, nos meses de junho e dezembro, um acréscimo de 50% do valor do auxílio.

Algumas das emendas foram elaboradas por parlamentares de MDB e União Brasil, que juntos comandam seis pastas do governo federal. O deputado Acácio Favacho (MDB-AP), autor de uma delas, diz que o 13º é necessário “tendo em vista que até os dias atuais milhões de brasileiros inscritos no programa ainda sofrem com os efeitos da crise econômica tão recentemente enfrentada”.

A deputada Cristiane Lopes (União Brasil-RO) afirma que o pagamento extra é uma medida que pode reduzir a pobreza e a desigualdade social. “A criação do referido abono vai ao encontro da necessidade de transferir mais recursos às famílias beneficiárias do Bolsa Família, a fim de aliviar de imediato a pobreza extrema considerando que o aumento dos preços dos alimentos e outros produtos essenciais prejudicou as famílias mais pobres.”

Novos benefícios adicionais

Outra reivindicação dos parlamentares é para a criação de mais benefícios adicionais além dos que já foram anunciados pelo governo. O novo Bolsa Família terá bônus complementares, que levam em conta o tamanho e as características de cada família. Um deles é voltado para dar atenção à primeira infância — são R$ 150 para cada criança de até 6 anos. O segundo, de renda e cidadania, prevê R$ 50 para cada integrante com idade entre 7 e 18 anos incompletos e gestantes.

Os pedidos para novos benefícios visam atender diferentes públicos, como pessoas com deficiência ou doença grave, pessoas com transtorno do espectro autista, jovens de 18 anos ou mais matriculados em curso de capacitação ou formação profissional, adolescentes que estão cursando o ensino médio em período integral, idosos a partir de 65 anos, famílias monoparentais e mães solo.

Cancelamento de convênio não afeta construção da ponte, diz Sandrinho Palmeira

AFOGADOS DA INGAZEIRA

Prefeito Alessandro Palmeira (Sandrinho)- Foto/Divulgação

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira (PSB), informou, na manhã deste domingo (12), que o cancelamento do convênio de cooperação financeira publicado no Diário Oficial de Pernambuco do último dia 9 de março pelo governo Raquel Lyra não afetará a construção da ponte sobre o Rio São Francisco, ligando os bairros do São Cristóvão e Sobreira ao São Francisco.

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH), rescindiu uma série de convênios de cooperação financeira assinados pelo ex-governador Paulo Câmara durante o mês de dezembro, no fim do seu mandato com algumas prefeituras do Sertão do Pajeú e Moxotó, entre elas Afogados da Ingazeira.

Sandrinho informou que o convênio cancelado era de cerca de R$ 14 milhões, a serem usados na construção da ponte sobre o Rio São Francisco; da nova arquibancada do Vianão; a duplicação da entrada de Afogados, no sentido Tabira; além da pavimentação de ruas nos bairros de Afogados, mas que no caso da ponte em si, não será afetada pois ela pode receber “todos os tipos de dotação possíveis”, explicou.

Na terça-feira (7), a Prefeitura de Afogados da Ingazeira publicou a data da licitação da obra da ponte para o dia 5 de abril.

Sobre o convênio, Sandrinho informou que havia ficado acertado com o ex-governador Paulo Câmara que os recursos seriam repassados de forma parcelada, direcionando a verba para cada uma das obras.

Ainda segundo Palmeira, na primeira reunião com a governadora Raquel Lyra ficou acertado que os prefeitos iriam apresentar na próxima reunião as prioridades de seus municípios.

“Ela disse não haver dinheiro para honrar todos os convênios firmados pela gestão anterior, então pediu para apresentarmos as prioridades. No meu caso, a primeira é a ponte. Mas não estou parado, tenho corrido atrás de outras fontes de recursos, já consegui, por exemplo, R$ 3 milhões com o deputado federal Pedro Campos”, explicou Sandrinho.

A próxima reunião da governadora Raquel Lyra com os prefeitos do Sertão do Pajeú deve acontecer entre o fim de março e início de abril. Crédito André Luis.

Após levar tiro na cabeça carnaibano de 28 anos morre no hospital da Restauração

NOTA DE PESAR

O jovem Anderson Patriota, conhecido como Nandinho, 28 anos, morreu na tarde deste domingo (12), no Hospital da Restauração, no Recife, após levar um tiro na noite da sexta-feira (10). Ele foi alvejado na cabeça, no bairro Bela Vista, em Carnaíba.

Até o momento, o motivo do disparo e como ele aconteceu é desconhecido. Não há informações também se o autor do tiro foi localizado e preso.

Nandinho foi socorrido em estado grave para o hospital municipal Dr. José Dantas Filho, em Carnaíba. Depois levado ao Hospital Regional Emília Câmara (HREC), em Afogados da Ingazeira, e em seguida transferido para a Restauração, no Recife, onde faleceu numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nandinho deixa uma filha menor de idade, fruto de um relacionamento que teve.

O jovem era filho da professora, Vera Patriota e Antônio de Zé de Felix – casal bem conhecido em Carnaíba.

A família deverá anunciar nas próximas horas informações do velório e sepultamento do corpo. As informações são de Aryel Aquino.

Novo lote do abono PIS/Pasep será pago nesta semana; veja quem recebe

ECONOMIA

Pagamento do PIS/Pasep será retomado nesta semana
Pagamento do PIS/Pasep será retomado nesta semana- Foto/Divulgação

Benefício de até R$ 1.302 será liberado para trabalhadores nascidos em março e abril; calendário de pagamento vai até julho.

O pagamento do abono salarial será retomado nesta quarta-feira (15). Desta vez, vão receber o PIS (Programa de Integração Social) trabalhadores nascidos em março e abril, e o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), funcionários públicos com final de inscrição 1 (veja calendário abaixo).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, serão pagos abonos a 3,7 milhões de pessoas, num total de R$ 3,6 bilhões em recursos. O trabalhador pode consultar se tem direito via aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou no portal gov.br.

Os que recebem o PIS, na Caixa, serão 3.459.844 trabalhadores de empresas privadas. Outros 254.336 são servidores públicos com direito ao Pasep, pago pelo Banco do Brasil. O valor varia de R$ 108,50 a R$ 1.302,00, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2021.

Ao todo, serão beneficiados 23 milhões que trabalharam com carteira assinada em 2021. O dinheiro será depositado nas datas de liberação dos lotes e poderá ser sacado até 28 de dezembro de 2023. Após esse prazo, será necessário aguardar a convocação especial do Ministério do Trabalho.

Quem tem direito:

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2021. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 108,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.302.

Confira abaixo as datas de pagamento

PIS

Nascidos em janeiro – 15 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 15 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de março
Nascidos em abril  – 15 de março
Nascidos em maio – 17 de abril
Nascidos em junho – 17 de abril
Nascidos em julho – 15 de maio
Nascidos em agosto – 15 de maio
Nascidos em setembro – 15 de junho
Nascidos em outubro – 15 de junho
Nascidos em novembro – 17 de julho
Nascidos em dezembro – 17 de julho

Pasep

Final de inscrição 0 – 15 de fevereiro
Final de inscrição 1 – 15 de março
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de abril
Finais de inscrição 4 e 5 – 15 de maio
Finais de inscrição 6 e 7 – 15 de junho
Finais de inscrição 8 e 9 – 17 de julho

Como é feito o pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente pelo banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e a senha, em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante a apresentação de um documento oficial de identidade. Inf. (R7).

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Sandrinho inaugurou duas ruas pavimentadas no residencial Miguel Arraes

AFOGADOS DA INGAZEIRA

Sandrinho inaugurou duas ruas pavimentadas no residencial Miguel Arraes

O Prefeito de Afogados, Alessandro Palmeira, inaugurou nesse final de semana duas ruas pavimentados com piso intertravado no conjunto residencial Miguel Arraes.

As duas ruas – projetada 9 e 10 – foram pavimentadas a um custo de 94 mil Reais, fruto de emenda do então deputado João Campos, e atendendo a requerimentos da vereadora Gal Mariano e do vereador Toinho da Ponte. Projeto de lei dos dois vereadores deram nomes às ruas: Sebastiao Lourival Dantas (Bião) e José Siqueira Marques (Siqueira Pescador).

O Prefeito Sandrinho, na ocasião, também assinou ordem de serviço para pavimentação de uma outra rua no residencial, que ligará o Hospital Regional à quadra Q. Essa rua levará o nome de Paulo José da Silva (Paulo Carroceiro), outro conhecido morador do conjunto.

A inauguração contou as presenças dos Vereadores Rubinho do São João, Raimundo Lima, Gal Mariano, Agnaldo Rodrigues, César Tenório, Toinho da Ponte, Douglas Eletricista e Cícero Miguel. Presenças também do médico Edmilson Policarpo, gestores municipais, moradores beneficiados com as pavimentações e dos blogueiros Romero Moraes e Mário Martins, do secretário adjunto de cultura e esportes Luciano Pires, do diretor de esportes Thiago Santana e do treinador do Mais Pajeú, vice-campeão pernambucano de futsal, Renan.

Maratona – dando sequência à maratona de entregas e inaugurações, que entra em sua décima semana, o Prefeito Alessandro Palmeira vai entregar esta semana a Patrulha Municipal Maria da Penha. A entrega será na quarta (15), às 8h, na antiga CAGEPE, durante seminário sobre protagonismo feminino.

Covid-19: pessoas com 60 anos ou mais já podem tomar quinta dose da vacina

AFOGADOS DA INGZEIRA

Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, a Prefeitura de Afogados ampliou a faixa etária que já pode reforçar sua imunização cobras a COVID tomando a quinta dose de reforço.

A vacina aplicada nesses casos será a vacina bivalente da Pfizer, que na traz imunização contra as sub-variantes da variante ômicron do vírus da COVID.

Para reforçar a imunização basta comparecer à central de vacinação instalada pela secretaria municipal de ajude na Rua Professor Vera Cruz, no. 140, próximo à Casa Siqueira. O horário de funcionamento do serviço é de 7h30 às 17h, de segunda à sexta.

Confira, de acordo com a idade, quantas doses são recomendadas pelo Ministério da Saúde para que uma pessoa atinja o nível de proteção mais eficaz contra essa terrível doença:

06 meses a 2 anos
D1, D2 e D3 liberada

3 anos acima
D1, D2 e D3.

40 anos acima
D1, D2, D3 e D4

60 anos ou +
D1, D2,D3, D4 e D5

É necessário um intervalo de quatro meses entre as doses de reforço.

Governo deve bancar R$ 170 mil para faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, diz ministro

ECONOMIA

O Ministro chefe da casa Civil Ruy Costa – Foto/Divulgação

Chefe da Casa Civil, Rui Costa disse que a meta do governo é contratar 2 milhões de novas residências, sendo 500 mil já neste ano.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo deve dar subsídio de cerca de R$ 170 mil em residências do Minha Casa, Minha Vida para a faixa 1 do programa, voltada para famílias com renda mensal de até R$ 2.640.

“Já tem definida a tabela. O valor é variável dependendo da região da cidade, mas é em torno de R$ 170 mil”, disse.

Costa afirmou que a meta do governo é contratar 2 milhões de novas casas, sendo 500 mil já neste ano. Segundo ele, 180 mil unidades da faixa 1 que já tiveram a construção iniciada devem ser entregues antes.

“Nós queremos concluir boa parte disso, aquilo que já tiver sido iniciado, até final do ano. A grande maioria já está acima de 50%. Tem algumas que só foi feita terraplanagem, essas não vai dar para concluir neste ano, só ano que vem, na melhor das hipóteses. Mas a grande maioria estamos colocando como meta este ano ainda”, afirmou.

Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a Medida Provisória (MP) do novo Minha Casa, Minha Vida. O texto, que será votado pelo Congresso, estabelece que a faixa 1 do programa é direcionada a famílias com renda bruta mensal de R$ 2.640; a faixa 2 para famílias com renda de R$ 2.640,01 a R$ 4.400; e a faixa 3 a famílias que recebem todos os meses de R$ 4.400,01 a R$ 8.000. Inf. Folha de São Paulo.

MEC anuncia consulta pública para discutir Novo Ensino Médio

EDUCAÇÃO

Escola Salesiana de Brasília
Escola Salesiana de Brasília – Foto/Divulgação/Hugo Barreto/Metrópoles

Depois de intensa pressão feita por movimentos estudantis, o MEC anunciou rodada de diálogos sobre a reforma.

O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta quinta-feira (9/3), uma consulta pública para avaliar e reestruturar a política nacional de Ensino Médio. O chamado Novo Ensino Médio tem sido alvo de protestos de diferentes parcelas da sociedade, como movimentos estudantis, que pedem a revogação da reforma aprovada durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB).

A consulta pública durará 90 dias, aberta a prorrogação, se necessário, e será composta por audiência pública, oficinas de trabalho, seminários e pesquisas nacionais.

O processo será coordenado pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), com a colaboração do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) que institui a consulta pública, o MEC vai realizar pesquisas de âmbito nacional sobre o Novo Ensino Médio com membros da comunidade escolar. Serão ouvidos estudantes, professores e gestores escolares sobre a experiência de implementação do Novo Ensino Médio nas 27 Unidades da Federação, informou a pasta.

“Após o término do prazo de que trata o art. 4º, a Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino elaborará o relatório final a ser encaminhado ao Ministro de Estado da Educação, no prazo de 30 (trinta) dias”, diz a portaria.

Revogação fora do radar

Na última sexta-feira (3/3), o ministro da Educação Camilo Santana sinalizou que revogar a reforma não está no radar do governo federal. Ele defendeu uma revisão do Novo Ensino Médio durante agenda em Recife (PE), onde participou da cerimônia de posse da presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Márcia Angela Aguiar.

“Não é questão de revogar. O [Novo] Ensino Médio está em andamento. O que nós estamos colocando é criar um grupo de trabalho, que será oficializado por portaria. Vamos reunir todos os setores para discutir”, afirmou Santana.

“Queremos fazer pesquisas, consultas, se forem necessárias, on-line, a professores e à comunidade acadêmica. Também fazer seminários e reunir os estudiosos para que a gente possa, numa discussão coletiva, melhorar o que puder ser melhorado no ensino médio”, destacou. Inf. (Metrópoles).

Nesta sexta enfermeiros fazem greve em todo o país por piso salarial

BRASIL

Foto/Divulgação/Net

Profissionais de enfermagem pressionam por alternativas para regulamentação do piso salarial da categoria, aprovado pelo Congresso em 2022.

Entidades representativas de enfermeiros e enfermeiras promovem, nesta sexta-feira (10/3), uma greve nacional da categoria. A paralisação ocorre em protesto à inércia dos Poderes, em especial do governo federal, em solucionar o impasse que envolve o piso salarial da enfermagem.

O movimento é encabeçado pelo Fórum Nacional da Enfermagem. A entidade liberou sindicatos e associações locais para decidirem individualmente sobre a adesão à manifestação. A expectativa, porém, é de que vários estados registrem protestos ao longo do dia.

O impasse em torno do benefício se estende desde o ano passado, quando o Congresso Nacional avalizou a criação do piso salarial nacional para a categoria. À época das discussões ainda preliminares, senadores e deputados já questionavam de onde sairia a verba destinada a financiar a medida.

De acordo com a Lei nº 14.434, aprovada pelo Congresso Nacional, o valor do piso para enfermeiros é de R$ 4.750. Da quantia, 70% é destinado aos técnicos de enfermagem, e 50%, aos auxiliares de enfermagem e parteiras.

Apesar de regulamentado por lei, o piso foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento do ministro Roberto Barroso, autor da decisão, foi de que a criação do piso sem uma fonte de recursos garantida levaria a demissões no setor e colocaria em risco a prestação de serviços de saúde.

Diante disso, o Parlamento precisou apresentar à Corte alternativas financeiras para custeio do benefício. Só em dezembro, o Parlamento promulgou a Emenda Constitucional nº 127, de 2022.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) definiu que os recursos do superávit financeiro de fundos públicos e do Fundo Social seriam usados para custear o piso nacional da enfermagem. A medida, porém, ainda carece de regulamentação pelo governo federal. A inércia do Executivo em acelerar as tratativas tem causado insatisfação e revolta nos profissionais da área.

O Ministério da Saúde, em conjunto com congressistas, elaborou uma minuta para regulamentar a destinação dos recursos. Entre outros pontos, a pasta sugere que a divisão das verbas deve seguir a proporcionalidade por estado. Ou seja, quanto maior o número de profissionais, maior a quantia destinada à unidade da Federação

No entanto, as entidades representativas do setor criticam a proposta. Eles afirmam que a medida beneficiaria estados que já dispõem de maior arrecadação e amplificaria a desigualdade entre os estados. As informações são do portal Metrópoles.

Entre os principais 40 países do mundo, Brasil tem a segunda maior taxa de juros

INFLAÇÃO

Arte: Brasil 61

De acordo com levantamento da Infinity Asset Management, o Brasil tem a segunda maior taxa de juros entre os principais 40 países do mundo. Apenas a Argentina, vizinha sul-americana cuja inflação no ano passado foi de quase 100%, está à frente no ranking, com juros de 75% ao ano. Vizinhos como a Colômbia, com 12,75%, e Chile, com 11,25%, também estão entre os países com as maiores taxas de juros do mundo, mas, ainda sim, abaixo da brasileira.

Quando o parâmetro de comparação é a taxa de juros reais da economia, que é a diferença entre os juros nominais e a inflação, o Brasil é o primeiro país do ranking, com 7,38% de juros reais. Em seguida, vem México (5,53%), Chile (4,71%), Colômbia (3,04%) e Hong Kong (2,35%).

Qual o problema com a alta taxa de juros?

O administrador e economista Eduardo Fayet, especialista em gestão e desenvolvimento público e privado, explica como a taxa de juros impacta a atividade econômica do país, o que ajuda a explicar a campanha pela queda da Selic.

Fayet diz que quando o preço dos produtos e serviços começa a subir por causa do excesso de demanda da população e da incapacidade das empresas de atender a isso, a saída é desestimular o consumo. É por isso que em momentos de inflação alta o Banco Central sobe a taxa de juros, porque isso encarece o crédito para empresas e pessoas, o que contribui para que a demanda por bens e serviços diminua e os preços se estabilizem ou comecem a cair.

“Se o juro está muito alto, o preço final dos bens e serviços fica muito caro. Elas passam a reduzir o consumo para economizar, porque esse gasto não cabe dentro do orçamento das famílias e da receita geral das próprias empresas. Portanto, isso vai gerar um desaquecimento da economia”.

Fayet explica que os juros altos atrapalham o crescimento econômico, porque se torna mais vantajoso para as empresas emprestar dinheiro ao governo do que tomar crédito emprestado para ampliar a produção, comprar novas máquinas e equipamentos ou contratar mais funcionários.

“Se não tem investimento produtivo, a economia não cresce, porque investir em títulos da dívida não faz a economia crescer. O que gera emprego, o que gera renda, o que gera salário, o que gera, inclusive, lucros para o setor privado são investimentos na economia real. Em negócios, portanto”.

O economista defende a revisão da taxa de juros para baixo para que a economia se aqueça novamente, mas diz que isso não pode ser feito de qualquer jeito. “Não é uma conta simples. O Banco Central não pode fazer uma redução brusca dos juros, porque isso impacta na previsibilidade, é ruim para o mercado financeiro e, também, para as indústrias e investidores da economia real. Vários economistas têm feito uma conta que a taxa Selic poderia estar entre 8% e 9%, mesmo com a inflação que temos hoje”.

A economista Deborah Bizarria acredita que o Banco Central age corretamente ao esperar mais antes de começar um ciclo de redução da taxa de juros. Ela explica que fatores importantes para balizar a decisão em torno da Selic não estão claros, como o compromisso do governo com as contas públicas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que pretende entregar uma nova regra fiscal para substituir o teto de gastos ainda em março.

“É saudável que o Banco Central esteja agindo com cautela. Uma definição de qual vai ser a política fiscal do governo Lula é fundamental como insumo para as decisões do Banco Central de manter a subida ou diminuir a taxa de juros. Afinal de contas, se a política fiscal for expansionista, ela adiciona demanda e pressiona a inflação e, também, os juros para cima”.

O deputado Evair de Melo (PP-ES) diz que, assim como o Brasil, outros países, como os Estados Unidos, têm o desafio de encontrar um patamar de juros que contenha o avanço inflacionário e, ao mesmo tempo, permita que a economia cresça. Para ele, a solução para o problema deve vir de forma técnica e não com pressão sobre o Bacen.

“O governo deveria se centrar e apresentar um plano da retomada do emprego, da retomada do crescimento econômico, para atrair novos investimento para o Brasil, principalmente com o capital externo. Isso naturalmente vai distensionar a pressão sobre a economia brasileira e vai trazer uma redução nos juros e quando eu tiver o crescimento da cadeia produtiva, também vou reduzir a inflação, porque eu tenho maior oferta”. Brasil61.

HABITAÇÃO: Gestão Raquel Lyra quer usar para moradia até 200 imóveis ociosos na estrutura do Governo de Pernambuco

MORADIA POPULAR

Simone Benevides Secretária de Desenvolvimento Urbano
Simone Benevides Secretária de Desenvolvimento Urbano – foto/Divulgação

Nos primeiros 100 dias de gestão, o governo prevê a entrega de habitacional em obras há mais de 10 anos.

Com uma “herança” de pouco mais de 10 mil unidades em contratos vigentes de moradias que não foram entregues pela gestão anterior, o governo Raquel Lyra (PSDB) planeja não só dar andamento às obras que ficaram pelo caminho, mas também tirar do ostracismo imóveis públicos que não cumprem a sua funcionalidade. Segundo a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Simone Nunes, a gestão mapeou mais de 200 imóveis sob poder da Perpat (Pernambuco Participações e Investimentos) que podem ser redirecionados para a habitação de interesse social.

A meta inicial do governo estadual era atender 50 mil famílias nesses primeiros quatro anos, prioprizando pelo menos 40 mil com regularização fundiária e outras 10 mil com unidades habitacionais.

Simone Nunes finaliza junto à governadora o plano estadual de habitação que elencará modelos que poderão ser adotados para minimizar o déficit habitacional do Estado. Previsto para ser lançado antes dos 100 dias de governo, o plano visa a alocação de recursos próprios e do novo Minha Casa Minha Vida, além de locação social, inclusive com uso de imóveis que que não cumprem funcionalidade pública.

“A gente quer priorizar a moradia para quem precisa. Inclusive, no plano, estamos focalizando onde estão as pessoas que precisam de moradia. A Defesa Civil também já está mapeando junto aos municípios quem são essas pessoas em áreas de risco”, afirma Simone.

Os 200 imóveis, parte locada até mesmo a entes privados e outra sem cumprir função social, poderão servir inclusive para capitalizar o Fundo de Habitação de Interesse Social. A Perpart é responsável pela geração de recursos para alocação em investimentos públicos no Estado e não vinha cumprindo essa função, sob a ótica da atual gestão.

“A governadora esteve em Brasília nos primeiros dias de governo. Estamos buscando esses recursos. A demanda foi de R$ 3,5 bilhões dos R$ 10 bilhões previstos (para o programa Minha Casa Minha Vida no governo Lula)”.

Nos primeiros 100 dias de gestão, o governo prevê a entrega do habitacional do Canal do Jordão, que se arrasta há mais de 10 anos, além da entrega de 1 mil regularizações fundiárias.

Também estão no planejamento deste ano a entrega de outros quatro habitacionais, sendo três deles contemplados dentro da versão Entidades do Minha Casa Minha Vida.

“A gente tem que ter meta. As coisas precisam de planejamento, para que possamos fazer o monitoramento do que está sendo feito e entregar nos prazos previstos”, aponta a secretaria. Por Lucas Moraes/JC.

Redução de impostos e aumento no volume de chuvas acima da média derruba PIB de Pernambuco

NEGÓCIOS

CHESF/DIVULGAÇÃO
Muita água com reservatórios das represas cheios, Brasil passa longe de uma crise elétrica, mesmo assim paga caro pela energia térmica – Foto/Divulgação/CHESF

A economia de Pernambuco cresceu 0,7% em 2022. Foi menos de um quarto do que cresceu o Brasil que chegou a 2,9%. Curiosamente a performance do Estado, ano passado, tem a ver com a redução dos impostos (ICMS) na conta de energia elétrica – que caíram no segundo semestre dos 29% para 17% por força da mudança na legislação relacionada a combustíveis e telecomunicações – e com a ocorrência de chuvas acima da média que ajudou no índice de inflação nacionalmente, mas derrubou uma receita no estado que vem de um setor que aposta exatamente nas dificuldades do regime das chuvas.

Explica-se. Pernambuco abriga um conjunto de térmicas a gás e até combustível que, em 2021, pôde se beneficiar da crise hídrica do Brasil e fez o setor de produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana crescer 11,0%. Mas ano passado quando, segundo Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a tarifa residencial teve uma redução média de 20%, considerando preços até outubro, as usinas praticamente não forma acionadas de modo que em Pernambuco o setor caiu: -13,1%. Ou seja, passou de um crescimento de 11% para uma queda de 13,1%.

O problema é que em Pernambuco, a produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana responde por 4% do PIB e é quase a mesma coisa que construção civil (que responde por 4,2% do chamado Valor Adicionado Bruto) também caiu 3,5%. Finalmente a indústria de transformação cresceu pífios 0,6% completando a sucessão de números ruins.

A questão do crescimento negativo das térmicas, em 2022, deve se repetir este ano, pois a quantidade de água armazenada está acima de 80% dos três grandes sistemas nacionais entre eles Sobradinho com 90,0%. Ou seja, ligar as térmicas emergenciais em 2023, nem pensar.

Então todo esse pacote tributário e metrológico acabou se transformando numa tempestade perfeita contra o Estado que também viu o crescimento da Jeep que está no setor de Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários cair 7,6% refletindo as dificuldades do setor automobilístico. E olha que a fabrica de Goiana está produzindo a plena carga os seus quatro modelos.

Isso quer dizer que junto com a queda no segmento de automóveis, camionetas e utilitários vem uma queda brutal na indústria em 2022. A máquinas, aparelhos e materiais elétricos caiu 19,9%, a de produtos têxteis 18,4% e a de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos caiu -15,3 apenas para ficar nas quatro maiores quedas.

Desse pacote de números ruins acabou fazendo PIB de o estado ter um crescimento medíocre quando o Brasil foi a 2,9%. Até porque o setor de serviços que em Pernambuco representa quase três quartos da nossa economia cresceu apenas 1,2%. O ruim desse quadro é que ele está inserido num cenário nacional cuja previsão este ano é de um crescimento de, no máximo, 1%. Ou seja, a governadora Raquel Lyra não deve ter muitas expectativas de números melhores em 2023.

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da CNC aponta que 79,5% das mulheres estavam endividadas em fevereiro. A inadimplência chega 30,3% do total de consumidores com dívidas atrasadas contra 29,1% dos homens. As mulheres têm endividamento nas modalidades de curto prazo como o cartão de crédito. Elas estão proporcionalmente mais endividadas do que os homens em três modalidades de dívida: cartão de crédito (86,5%), carnês de lojas (19%) e crédito consignado (5,9%). Parte dessa situação decorre do empréstimo do nome para o marido ou companheiro já inadimplente o que acaba fazendo o casal entrar na lista negra. Por Fernando Castilho/JCNE.

5ª Feira de Ciências e Inovação de Afogados da Ingazeira está com inscrições abertas até 31 de março

EDUCAÇÃO

Pode ser um desenho animado de texto que diz "V FEIRA DE CIÊNCIAS INOVAÇÃO ZEIRA AFOGADOS DA INGAZEIRA A Ciência na Convivência com o Semiárido 27 28 de abril de 2023 Area de Convivência IFPE Afogados Inscri ição de rabalhos Real alização: Ingazeira de março presencialmente nas escolas Parceria INSTITUTO FEDERAL CampusAfogadosdaIngazeira Apoio: AFOGADOS DA INGAZEIRA PREFE CNPq"
Imagem/Reprodução/Facebook

Ficam abertas até o dia 31 de março as inscrições para exposição de trabalhos na V Feira de Ciências e Inovação de Afogados da Ingazeira, que em 2023 tem como tema: “A ciência na convivência com o Semiárido”.

O evento é uma iniciativa do Campus do IFPE de Afogados da Ingazeira em parceria com a Prefeitura Municipal e apoio do CNPq e vai acontecer nos dias 27 e 28 de abril, na área de convivência do Campus Afogados.

O objetivo é divulgar e popularizar a ciência, por meio da exposição e premiação de diversos trabalhos de estudantes do 6º ao 9º do ensino fundamental e do ensino médio.

As inscrições são de responsabilidade dos professores e podem ser feitas de forma presencial nas escolas das redes municipal, estadual e no Campus do IFPE.

Estudantes interessados em participar devem procurar os professores das disciplinas relacionadas com seus trabalhos para preencher a ficha de inscrição disponível nas escolas e no site do Campus Afogados.

É necessário que os trabalhos se relacionem com o tema da Feira e se enquadrem em uma das seguintes linhas: “Fauna e flora na caatinga” e “Diversidade cultural e racial”. Os grupos devem ser compostos de até 03 estudantes e 01 professor(a).

Os primeiros lugares de cada categoria serão premiados com medalhas e troféus já os segundos e terceiros lugares receberão medalhas. Todos os participantes terão um certificado de participação. A exposição de trabalhos ficará montada na área de convivência do Campus Afogados, nos turnos manhã e tarde. Inf. Ascom/ IFPE.

Neurologista passa a atender no Centro de Reabilitação Dr. José Leite, em Carnaíba

SAÚDE

Foto/Reprodução/Facebook

O Centro de Reabilitação Dr. José Leite deu início aos atendimentos com o neurologista Dr. Gilson Brito. Na verdade, esse serviço já era ofertado pelo município, mas em pequena escala. A partir de agora, o médico dará plantão no Centro uma vez por mês, para atender crianças que estejam em processo de investigação de algum transtorno ou as que já tem o diagnóstico fechado e necessitam deste tipo de acompanhamento.

Foto/Reprodução/Facebook

O médico atendeu 19 pacientes no atendimento desta semana, entre eles João Lucas, de 6 anos, que teve seu diagnóstico de autismo ano passado. A mãe, Aniele Rocha, moradora do povoado Itã, falou da gratidão em ter todos os atendimentos que o filho precisa, agora, em um mesmo lugar. “Desde que o diagnóstico foi fechado ele vem sendo acompanhado e eu já percebo melhora no seu desenvolvimento, agora vai facilitar ainda mais ser tudo aqui em Carnaíba, a gente sabe que tem cidades muito maiores que não oferecem um serviço como esse”, elogiou.

De acordo com o fonoaudiólogo Yuri Medeiros, que é coordenador do Centro de Reabilitação, com o aumento da oferta foi possível atender pacientes que estavam na fila de espera do setor de regulação da Secretaria de Saúde, com diversos encaminhamentos tanto das UBS como da Secretaria de Educação.

Hoje o Centro já atende 120 crianças que já tem diagnóstico de déficit intelectual, tais como Autismo, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down, Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Essas crianças são acompanhadas por psicólogos, fonoaudiólogo, neuropsicopedagoga e assistente social.

“Poucos são os municípios que oferecem esse serviço na região, apenas alguns maiores, mas dessa magnitude, do porte de Carnaíba, não tem. Quero parabenizar o prefeito por essa visão, porque sei da importância não só para as crianças, mas para suas mães, que enfrentam muitas dificuldades ao ter que fazer um acompanhamento deste tipo, poder fazê-lo na sua cidade, sem dúvida facilita muito”, destacou o médico. Inf. Facebook.

Governo anuncia hoje reajuste da merenda escolar

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

 (Foto: FNDE)
(Foto/ FNDE)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia hoje (10), em Brasília, reajuste nos valores da merenda escolar na rede pública de ensino, conforme antecipou a Agência Brasil, na última terça-feira (7). Os recursos são repassados para estados e municípios por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e estão congelados há cerca de seis anos. A solenidade de lançamento da plataforma Mãos à Obra e anúncio de reajuste no repasse dos valores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) será no Palácio do Planalto, a partir das 15h.

Atualmente, os valores são de R$ 0,36 por estudante dos ensinos fundamental e médio; R$ 1,07 para estudantes e crianças matriculadas em creches e no ensino integral; R$ 0,53 para estudantes da pré-escola; R$ 0,64 para escolas indígenas e quilombolas e R$ 0,32 para estudantes da educação de jovens e adultos.

No mês passado, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que os novos valores devem ser acima da inflação acumulada no período, mas não antecipou os novos percentuais.

Plataforma

Na mesma solenidade, o presidente Lula também deverá apresentar a prefeitos e dirigentes de entidades municipalistas a plataforma Mãos à Obra, que servirá como base para o mapeamento de obras que estão paralisadas no país e que necessitam ser retomadas.

De acordo com o Palácio do Planalto, a definição das demandas para a plataforma será feita por gestores locais, responsáveis por alimentar a base de dados do Mãos à Obra. As prioridades são equipamentos de saúde, educação, esporte e cultura, além de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. Os gestores terão até 10 de abril deste ano para incluir as informações. Inf. Agência Brasil.

 

Planalto confirma agenda de Lula em Pernambuco

AGENDA PRESIDENCIAL

 (Foto: Lula Marques/Divulgação)
Foto/Divulgação
O cerimonial do Palácio do Planalto confirmou, ontem (9), a visita a Pernambuco, no próximo dia 22 de março, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de ainda faltar detalhar a agenda presidencial no estado, a expectativa é de que o petista lance, no Recife, o novo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
A expectativa é de que Lula assine uma medida provisória e destine cerca de R$ 500 milhões para o PAA em todo o território nacional.
Lançado nos governos do Partido dos Trabalhadores e paralisado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o programa é responsável por medidas direcionadas à agricultura familiar, por meio da compra de produtos e repasse, via doação, a famílias de baixa renda. As informações são do Diário de Pernambuco.

Receita libera programa do Imposto de Renda 2023; saiba como baixar

IMPOSTO DE RENDA

 (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto/Divulgação

Prazo para entrega da declaração ocorrerá no período entre 15 de março a 31 de maio.

A Receita Federal liberou, nesta quinta-feira (9/3), o Programa do Imposto de Renda (PGD/2023) para download. A antecipação do PGD ajuda o contribuinte que, ao ter acesso às informações necessárias para a entrega da declaração, pode se organizar e juntar a documentação que for necessária. Além disso, deve evitar possíveis congestionamentos.

Para baixar o programa gerador do Imposto de Renda 2023, basta acessar o site da Receita Federal. Na página, clique no retângulo verde “baixar programa”, se o seu computador tiver o sistema operacional Windows. Se o seu computador tiver um outro sistema, for Mac ou usar o sistema Linux ou um outro, clique no respectivo símbolo para baixar a versão correta.

O programa também está disponível para celulares e tablets por meio do aplicativo “Meu Imposto de Renda”. Baixe a versão de acordo com o sistema operacional do seu aparelho (Android ou IOS). A Receita lembra que as funcionalidades de entrega e transmissão, juntamente com as informações da pré-preenchida, terão início, conforme já divulgado, no dia 15 de março.

Vale lembrar que é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2023 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2022, incluindo salários, aposentadorias, pensões e aluguéis ou  ganhou mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano, como indenizações trabalhistas ou rendimento de poupança. Inf. (Correio Brasiliense).

IPCA sobe 0,84% em fevereiro e acumula 5,60% em 12 meses

NEGÓCIOS

Homem de costas olhando para prateleira de supermercado
Foto/Divulgação

No acumulado de 12 meses até fevereiro, a inflação oficial do país foi de 5,6%; resultado significa aceleração em relação a janeiro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,84% em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado significa uma aceleração em relação a janeiro. No primeiro mês de 2023, o IPCA ficou em 0,53%. Em dezembro do ano passado, o índice foi de 0,62%.

No acumulado de 12 meses até fevereiro, a inflação oficial do país foi de 5,6%.

O resultado veio acima das estimativas do mercado. O consenso Refinitiv projetava inflação de 0,78% em fevereiro e de 5,54% no acumulado de 12 meses. Em fevereiro de 2022, a variação mensal havia sido de 1,01%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,25%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,75% e 4,75%.

Em 2022, o Brasil teve inflação acumulada de 5,79%, acima do teto da meta estipulada pelo governo federal pelo segundo ano consecutivo, mas abaixo dos Estados Unidos e dos principais países da Europa.

Como já se esperava, a educação puxou o índice em fevereiro, representando o maior impacto sobre o IPCA do mês (0,35 ponto percentual) e a maior variação (6,28%). É a taxa mais alta desde fevereiro de 2004 (6,7%).

Em seguida, aparecem os grupos de saúde e cuidados pessoais (1,26%) e habitação (0,82%), que responderam por 0,16 ponto percentual e 0,13 ponto percentual, respectivamente.

Por outro lado, transportes (0,37%) e alimentação e bebidas (0,16%) tiveram variações menores do que as registradas no mês anterior.

Nos dois primeiros meses de 2023, a alta acumulada nos preços é de 1,37%.

Veja a variação de todos os grupos pesquisados

  • Educação: 6,28%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,26%
  • Comunicação: 0,98%
  • Habitação: 0,82%
  • Despesas pessoais: 0,44%
  • Transportes: 0,37%
  • Vestuário: -0,24%
  • Alimentação e bebidas: 0,16%
  • Artigos de residência: 0,11%

Fonte: (Metrópoles).