FPM: queda no valor da 2ª parcela de fevereiro acende alerta; municípios partilham R$ 1,3 bi nesta quinta-feira (20)

ECONOMIA

Imagem: Brasil 61
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Por Brasil 61

O montante é cerca de 27% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado

O repasse da segunda parcela de fevereiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está previsto para esta quinta-feira (20). O valor destinado às prefeituras neste decêndio chega a R$ 1.305.168.908,39. O montante é cerca de 27% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando a quantia foi de R$ 1.790.570.058,70.

Segundo o especialista em orçamento público, Cesar Lima, é normal que o valor do segundo decêndio de cada mês seja menor do que os demais. No entanto, essa diferença em relação ao mesmo período de 2024 – provocada pela redução da atividade econômica e da arrecadação – acende um alerta.

“Não tem como comparar com o primeiro decêndio [de fevereiro de 2024], porque há uma grande disparidade. Isso é preocupante, [pois as causas vêm] resfriando a compra de bens de maior valor agregado, principalmente. Mas também vem deixando toda a população um pouco mais preocupada. Temos que ficar de olho no que virá de agora em diante”, avalia.

Em 2023, no mesmo decêndio de fevereiro, os municípios partilharam R$ 1.156.626.211,65. Comparado àquele ano, o valor do FPM neste decêndio é cerca de 12% maior. Já comparado ao mesmo decêndio de 2022 – quando os municípios receberam R$ 1.097.712.212,24 – houve um salto de aproximadamente 18%.

São Paulo continua como a unidade da federação que recebe o maior valor: R$ 160.827.715,91. Dentro do estado, o destaque vai para cidades como Taubaté (R$ 702.091,79,13), Sumaré (R$ 702.091,79) e São Vicente (R$ 702.091,79), entre outras, que receberam os maiores valores.

Já em Minas Gerais – outro estado que conta com um valor representativo (R$ 159.954.902,48) – as maiores quantias serão destinadas a municípios como Pouso Alegre (R$ 744.410,92), Patos de Minas (R$ 744.410,92) e Monte Sião (R$ 744.410,92).

Piora econômica e preços altos no mercado são consensos entre classes sociais, aponta Quaest

PESQUISA

Imagem de pessoa fazendo compras de alimentos em mercado
Imagem de pessoa fazendo compras de alimentos em mercado – PIXABAY

Violência é maior preocupação das famílias de classe baixa e média, enquanto corrupção é tema que mais preocupa classe alta; dados são de 2024

O preço dos alimentos nos mercados subiu sob a perspectiva de todas as classes sociais, de acordo com uma pesquisa da Quaest divulgada neste domingo (16).

A perspectiva está presente nas classes baixa (79%), média (80%) e alta (79%). Seguindo essa mesma ordem, uma minoria acredita que caiu (9, 7 e 6%, respectivamente). Já a resposta “ficou igual” registrou 11, 12 e 14 pontos, respectivamente.

O mesmo vale para o valor das contas de água e luz, com 69% (classe baixa), 66% (média) e 64% (alta).

Os resultados têm como base pesquisas nacionais domiciliares realizadas no ano de 2024 com amostras de 2.000 respondentes e uma margem de erro de 2 pontos percentuais. As classes sociais foram consideradas de acordo com a renda familiar mensal reportada.

Piora na economia

A percepção de que a economia do Brasil piorou nos últimos 12 meses também é presente em todas as classes – 37 pontos entre a classe baixa, 41 entre a classe média e 47 na classe alta.

A resposta “ficou do mesmo jeito” aparece com 30, 31 e 29 pontos, respectivamente. Já a visão de que a situação econômica melhorou aparece com 29 e 25 entre classes baixa e média, caindo para 21 pontos entre a classe alta.

Maiores preocupações do brasileiro

A maior preocupação das famílias de classe baixa, média e alta é a violência, com 16, 14 e 15 pontos, respectivamente. Apenas entre a classe alta, a preocupação com o tema “corrupção” supera a violência, com 16 pontos.

corrupção também aparece no topo das preocupações da classe baixa (10 pontos) e da classe média (13 pontos). A fome e a miséria também são temas quase unânimes, com 12, 10 e 9 pontos.

Identificação com grupos políticos

A pesquisa também perguntou sobre a identificação da população com os grupos políticos do País.

A resposta “não tem posicionamento” registrou 31 pontos na classe baixa e 32 na classe média. Já na classe alta, a resposta “não é bolsonarista, mas mais à direita” foi a mais repetida, com 29 pontos.

O grupo político “lulista/petista” aparece com 28 pontos entre a classe baixa e 16 pontos na classe média.

Outro dado relevante é que o número de pessoas que se identificam “mais à direita, sem ser bolsonarista”, esteve acima da “esquerda, sem ser lulista” em todas as classes sociais: 14 (baixa), 22 (média) e 29 (alta).

Confiança nas instituições

Entre as instituições citadas na pesquisa, o Congresso Nacional é o que menos recebe a confiança da população, com mais de 50% de desconfiança entre todas as classes.

As que mais recebem confiança são as igrejas católica e evangélica, seguidas pelos militares, todos com mais de 68% de respostas positivas. Por Emannuel Bento

Funcionamento dos bancos muda a partir de 01/03 e pode afetar clientes

ECONOMIA

Reinehr Funcionamento dos bancos muda a partir de 01/03 e pode afetar clientes Banco do Brasil – Foto: Ângela Macàrio

veja o que muda e como se preparar para evitar transtornos 

Com a chegada do Carnaval, os bancos no Brasil ajustam seus horários para atender às necessidades dos clientes e garantir a segurança dos funcionários. Mudanças temporárias no funcionamento bancário são comuns durante este período festivo, e os clientes devem estar atentos a elas para não terem surpresas ao tentarem realizar suas operações.

A partir de 01 de março, as agências bancárias terão seu funcionamento alterado, permanecendo fechadas até o dia 05 de março. No entanto, algumas agências localizadas em áreas turísticas ou que atendem a necessidades específicas terão horários diferenciados. É importante verificar essas informações previamente.

Porque os bancos alteram o funcionamento no carnaval? 

As razões para a alteração no horário de funcionamento dos bancos durante o Carnaval são variadas. Uma das principais é a segurança, tanto dos clientes quanto dos funcionários. Durante o feriado, muitas cidades recebem um número elevado de visitantes, e isso pode aumentar o risco de incidentes. Além disso, esse período é aproveitado pelos bancos para fazer manutenções necessárias em seus sistemas.

Para minimizar os transtornos, as instituições bancárias incentivam os clientes a utilizarem os canais digitais. Aplicativos e internet banking permitem que a maioria das operações financeiras seja realizada sem a necessidade de ir a uma agência.

O que fazer para se preparar? 

Para evitar problemas durante os dias em que os bancos estarão fechados, é aconselhável adotar algumas medidas antecipadamente:

  • Antecipe seus pagamentos: tome essa precaução para evitar filas nos últimos dias antes do fechamento das agências.
  • Use canais digitais: plataformas online de banco oferecem uma ampla gama de serviços que podem ser acessados de qualquer lugar.
  • Mantenha-se informado: verifique os comunicados do seu banco para saber quais serviços estarão disponíveis e quais agências terão horários especiais.

Quais serviços estão disponíveis durante o feriado?

Ainda que as agências físicas não funcionem nesse período, os bancos oferecem alternativas para diversos serviços. Terminais de caixa eletrônico permanecem ativos, permitindo saques e depósitos. Além disso, é possível acessar saldos e extratos pela internet.

Alguns bancos disponibilizam linhas telefônicas de atendimento ao cliente, que podem ajudar em situações de emergência. É recomendável ter em mãos os números de contato para casos urgentes.

Os desafios de usar serviços bancários no carnaval

Embora os serviços digitais ofereçam praticidade, nem sempre são livres de desafios. Conexão de internet instável em áreas de grande circulação e aumentos no volume de acessos podem reduzir a eficiência dos serviços. Assim, é prudente fazer o quanto antes as operações mais críticas para garantir sua realização.

Os clientes devem também se precaver contra roubos de celulares, especialmente em grandes eventos. Informações bancárias pessoais devem ser protegidas com cuidado, garantindo que o acesso não autorizado a apps bancários seja bloqueado por senhas ou autenticação biométrica.

Por Patrick Reineh/Tupi FM

Ministério da Fazenda estima crescimento de 2,3% do PIB em 2025

ECONOMIA

Dinheiro, Real Moeda brasileiraFoto:José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Dinheiro, Real Moeda brasileira Foto: José Cruz

Por Agência Brasil

Para a indústria, previsão de expansão é revisada de 2,5% para 2,2%

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) apresentou, nesta quinta-feira (13), projeção de crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) do país em 2025. A atividade econômica deverá ter alta de 2,3%. A estimativa anterior, em novembro, era de um crescimento de 2,5% do PIB.

De acordo com o ministério, a redução da projeção do PIB para 2025 está baseada principalmente na elevação dos juros, na desaceleração da atividade econômica no quarto trimestre de 2024 e no cenário conjuntural externo.

“A gente reduziu essa projeção, em parte, pesando o que a gente está vendo na política monetária. E, em parte, porque estamos vendo uma desaceleração mais acentuada da atividade agora no quarto trimestre de 2024. Então, no cenário de 2,3% estão incorporados esses dois elementos, destacou a subsecretária de Política Macroeconômica, Raquel Nadal.

Ela ressalvou, no entanto, que o ministério incluiu nessa projeção a melhora nos resultados do setor agropecuário em razão das boas perspectivas para a safra de 2025.

Desaceleração

Por setor produtivo, a SPE espera uma desaceleração da indústria e dos serviços, parcialmente compensada pela aceleração da produção agropecuária.

Para a indústria, a previsão de crescimento em 2025 foi revisada de 2,5% para 2,2% em razão da desaceleração projetada para a indústria de transformação e para a construção, apesar da recuperação da indústria extrativa, sobretudo, em função da entrada em operação de novas plataformas de petróleo.

Para serviços, o ritmo de expansão projetado para 2025 pela secretaria caiu de 2,1% para 1,9%, principalmente como reflexo da desaceleração na criação de novos postos de trabalho e da redução no ritmo de concessões de crédito em função do patamar elevado dos juros.

Para a atividade agropecuária, a projeção de crescimento foi mantida em 6%, levando em consideração os prognósticos da safra, dados preliminares de abate de bovinos para o quarto trimestre de 2024 e uma melhora da situação climática.

Efeito Trump

Para o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, ainda é cedo para projetar os impactos da política comercial implementada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no crescimento brasileiro de 2025.

“É muito cedo para incorporar esse tema em qualquer cenário. Claro que você pode construir cenários alternativos e possíveis, mas nós temos ainda que entender melhor como isso vai ocorrer, em que prazo, quem vai ser mais afetado, quem não vai ser, isso ainda leva tempo para ter mais clareza sobre esse cenário. Então, hoje é muito difícil apontar possíveis impactos”, disse.

De acordo com Mello, até o momento é possível apontar apenas impactos setoriais, mas não macroeconômicos.

“Caso necessário, caso a gente enxergue que existe a necessidade de incorporação de algo no cenário macro, nós vamos incorporar no momento que nós tivermos essa convicção”, finalizou.

INSS: confira os novos valores de contribuição para MEIs e autônomos. Recolhimentos devem ser feitos neste mês

ECONOMIA

O edifício-sede do INSS, em Brasília
O edifício-sede do INSS, em Brasília – Foto: Neddermeyer/Agência Brasil

Por Agência O Globo

Pagamentos têm que ser realizados entre os dias 17 e 20 deste mês

A partir da próxima segunda-feira (dia 17), autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) vão pagar novos valores de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que tem como referência o atual salário mínimo de R$ 1.518. Mesmo com o reajuste do piso salarial em 1º de janeiro, o novo recolhimento só vale a partir de fevereiro, pois é calculado com base no mês anterior.

A contribuição é obrigatória para trabalhadores autônomos, como aqueles que trabalham por conta própria ou prestam serviços para empresas, e também para empreendedores e dá o acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

Pessoas que estão desempregadas ou estudantes que têm a partir de 16 anos podem fazer contribuições de forma facultativa para garantir a qualidade de segurado, uma das exigências para ter direito aos benefícios previdenciários que estão em regularidade com os recolhimentos mensais para a Previdência Social.

Valores de contribuições de autônomos
No caso de trabalhadores autônomos individuais e facultativos, o cálculo é feito com base no salário-de-contribuição. Porém, é garantido mais direito para quem faz uma contribuição com valores mais altos. Aqueles que pagam alíquota de 20% sobre o mínimo (R$ 303,60, neste ano) têm direito a pedir a aposentadoria por tempo de contribuição e de transferir as contribuições entre um regime e outro de Previdência — se pretende levar o tempo de contribuição ao INSS para o regime próprio de servidores públicos ou vice-versa.

Os autônomos podem ainda contribuir no Plano Simplificado de 11% sobre o salário-mínimo. Nesse caso, é apenas garantido o benefício por idade. Esse contribuinte também não vai contar com o benefício especial da pessoa com deficiência.

Para quem deseja se inscrever como autônomo e nunca teve vínculo empregatício registrado é necessário ligar na Central 135 ou acessar a plataforma Meu INSS e se “Inscrever no INSS”. Quem trabalhou com carteira assinada em algum momento pode usar o número do PIS/Pasep.

Donas de casa de baixa renda podem contribuir à Previdência no regime de 5% sobre o salário mínimo. É preciso, no entanto, estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico). Neste caso, só há direito à aposentadoria por idade, hoje concedida a mulheres com 62 anos. A inscrição é feita no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do município onde reside.

Valores de contribuição de autônomos

Contribuinte individual

Base de cálculo: R$ 1.518

Alíquota: 20%

Contribuição: R$ 303,60

Facultativo

Base de cálculo: R$ 1.518

Alíquota: 20%

Contribuição: R$ 303,60

Contribuinte individual (sem aposentadoria por tempo de contribuição)

Base de cálculo: R$ 1.518

Alíquota: 11%

Contribuição: R$ 166,98

Facultativo (sem aposentadoria por tempo de contribuição)

Base de cálculo: R$ 1.518

Alíquota: 11%

Contribuição: R$ 166,98

Facultativo baixa renda

Base de cálculo: R$ 1.518

Alíquota: 5%

Contribuição: R$ 75,90

Vencimento de contribuições de autônomos
O pagamento ao INSS pode ser mensal ou trimestral – com o valor multiplicado por três – e pode ser feito pelo autônomo na rede bancária ou lotéricas até o dia 15 do mês seguinte ao da contribuição por meio da Guia da Previdência Social (GPS), disponível no aplicativo e site Meu INSS, sem a necessidade de fazer login.

Se o dia 15 for em feriado ou fim de semana, o pagamento pode ser feito no primeiro dia útil seguinte. Neste mês, por exemplo, a guia pode ser paga até segunda-feira, dia 17.

Calendário de contribuições de autônomos

Fevereiro — vencimento no dia 17

Março — vencimento no dia 17

Abril — vencimento no dia 15

Maio — vencimento no dia 15

Junho — vencimento no dia 16

Julho — vencimento no dia 15

Agosto — vencimento no dia 15

Setembro vencimento no dia 15

Outubro— vencimento no dia 15

Novembro — vencimento no dia 17

Dezembro — vencimento no dia 15

Janeiro de 2026 — vencimento no dia 15

Valores de contribuição do MEI
O valor da contribuição mensal do MEI foi reajustado para R$ 75,90, que corresponde a 5% do salário mínimo (R$ 1518). No ano passado, a cobrança era de R$ 70,60.

Já o MEI caminhoneiro passou de R$ 169,44 para R$ 182,16, equivalente a 12% do piso nacional. No entanto, a cobrança pode chegar a R$ 188,16, de acordo com o tipo de produto transportado e o local para onde é destinado.

Haverá acréscimo mensal de R$ 1 para as atividades sujeitas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de R$ 5 para aquelas que tiverem o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). Os dois serão pagos por profissionais que realizarem os dois tipos de serviços.

Os pagamentos são feitos por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que pode ser emitido pode ser emitido diretamente no Portal do Simples Nacional ou pelo App MEI – disponível para iOS e Android.

Antes de buscar as guias para pagamento é importante checar se a profissão continua no rol de MEI porque foram desconsideradas algumas atividades, como alinhador de pneus, contador e balanceador de pneus. Além disso, atividades regulamentadas, como advocacia, medicina, engenharia e psicologia, já eram proibidas no MEI devido à necessidade de registro em conselhos profissionais.

Valores de contribuição de MEIs

Comércio e indústria – ICMS

Valor pago INSS — R$ 75,90

Valor pago INSS — R$ 1

Total pago — R$ 76,90

Serviços – ISS

Valor pago INSS — R$ 75,90

Valor pago INSS — R$ 5

Total pago — R$ 80,90

Comércio e Serviços – ICMS e ISS

Valor pago INSS — R$ 75,90

Valor pago INSS — R$ 6

Total pago — R$ 81,90

MEI Caminhoneiro – ICMS

Valor pago INSS — R$ 182,16

Valor pago INSS — R$ 1

Total pago — R$ 183,16

MEI Caminhoneiro – ISS

Valor pago INSS — R$ 182,16

Valor pago INSS — R$ 5

Total pago — R$ 187,16

MEI Caminhoneiro – ICMS e ISS

Valor pago INSS — R$ 182,16

Valor pago INSS — R$ 6

Total pago — R$ 188,16

Vencimentos de contribuição do MEI
As contribuições do MEI ao INSS costumam vencer no dia 20 do mês, exceto quando a data cai no fim de semana. Confira abaixo o calendário.

Fevereiro — vencimento no dia 20

Março — vencimento no dia 20

Abril — vencimento no dia 22

Maio — vencimento no dia 20

Junho — vencimento no dia 20

Julho — vencimento no dia 21

Agosto — vencimento no dia 20

Setembro vencimento no dia 22

Outubro— vencimento no dia 20

Novembro — vencimento no dia 20

Dezembro — vencimento no dia 22

Janeiro de 2026 — vencimento no dia 20

Farmácia Popular terá 100% de gratuidade, anuncia Ministério da Saúde

SAÚDE

Farmácia Popular em estabelecimento do Rio de Janeiro
Farmácia Popular em estabelecimento do Rio de Janeiro — Foto: Lucas Tavares

Por Agência O Globo

Programa tem 41medicamentos em mais de 31 mil farmácias

Os beneficiários do programa Farmácia Popular não terão mais que desembolsar recursos para receber alguns tipos de medicamentos. Em reunião com os prefeitos nesta quinta-feira, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que a rede credenciada passará a distribuir de graça todos os 41 itens incluídos no programa — o total de insumos oferecidos.

Antes da medida, 38 produtos já eram oferecidos sem custos para a população.

A medida deve beneficiar um milhão de pessoas por ano em todo o país, principalmente idosos, segundo estimativa do ministério. Hoje, parte dos itens são pagos com algum desconto, e outra parte é de graça.

Com essa ampliação, as fraldas geriátricas passam a ser fornecidas de graça para o público elegível, como pessoas com 60 anos ou mais. A Dapagliflozina, medicamento utilizado no tratamento da diabetes associada à doença cardiovascular, também será ofertada sem custo para o público.

“A iniciativa fortalece o acesso da população a medicamentos essenciais e expande a cobertura do programa”, informou o ministério em nota.

Entre 2022 e 2024, foram incluídos no programa cerca de quatro milhões de novos beneficiários. No período, o total de pessoas atendidas passou de 20,7 milhões para 24,7 milhões.

O programa também oferece remédios para diabetes, asma, hipertensão, osteoporose, anticoncepção, colesterol alto, rinite, doença de Parkinson e glaucoma.

Atualmente, a iniciativa está presente em mais de 31 mil farmácias credenciadas de 4.812 municípios.

Além da ampliação da gratuidade, a ministra Nísia Trindade anunciou nova fase de credenciamento para farmácias privadas em 758 municípios que ainda não são atendidos pelo programa.

Com as novas habilitações, a expectativa é a universalização do Farmácia Popular. Atualmente, o programa está presente em 4.812 municípios, abrangendo 86% das cidades do país e cobrindo cerca de 97% da população por meio de mais de 31 mil farmácias credenciadas.

Haddad diz que tarifas de Trump sobre aço não são contra o Brasil e defende “globalismo sustentável”

ECONOMIA

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad — Foto: Brenno Carvalho

Por Agência O Globo

Ministro afirmou que medidas unilaterais desse tipo são contra a produção da economia global

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feria que a taxação das importações de aço pelos Estados Unidos não são “contra o Brasil”, embora o país seja um dos maiores exportadores desse produto para os americanos.

— A gente está organizando as informações para que nos tenhamos uma reunião com o presidente (Lula). Mas estamos acompanhando, entendendo as minutas da decisão, suas implicações . Não é uma decisão contra o Brasil — afirmou.

Haddad afirmou que medidas unilaterais desse tipo são contra a produção da economia global.

— Isso significa defender um globalismo sustentável — afirmou.

Bônus de Itaipu é suficiente para cobrir déficit de US$ 121 milhões e baixa conta de luz, diz Aneel

ECONOMIA

Vertedouro de Itaipu
Vertedouro de Itaipu – Foto: Caio Coronel/Itaipu Binacional
Sandoval Feitosa, diretor-geral da Aneel
Sandoval Feitosa, diretor-geral da Aneel — Foto: Leo Pinheiro/Valor

Por Agência O Globo

Em janeiro, o desconto do bônus beneficiou mais de 78 milhões de consumidores

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel), Sandoval Feitosa, afirmou nesta terça-feira que os recursos do bônus de Itaipu devem ser suficientes para pagar o déficit de US$ 121 milhões da hidrelétrica e ainda usar o restante para diminuir a conta de luz dos consumidores.

Segundo Feitosa, o governo deve usar cerca de R$ 1 bilhão do bônus de Itaipu.

— Ano passado nós tivemos um bônus de R$ 1,4 bilhão, esse ano nós temos valores dessa ordem também e temos que abater o deficit identificado na conta de comercialização. Ao fazermos esse encontro de contas, o que eu posso assegurar é que ainda haverá distribuição do bônus de Itaipu para todos os consumidores do Brasil, residenciais e rurais, que consomem até 350 quilowatt hora por mês — afirmou Feitosa à jornalistas.

O bônus de Itaipu é um desconto na conta de luz concedido a consumidores residenciais e rurais cujo consumo mensal tenha sido inferior a 350 kWh.

Ele é possível graças a um mecanismo previsto na Lei nº 10.438/2002, que determina que parte da receita obtida com a comercialização de energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu seja repassada diretamente aos consumidores.

Ou seja, o montante que será usado corresponde ao saldo positivo de comercialização de energia de anos anteriores que não foram distribuídos para bônus e que estão sendo devolvidos a Itaipu pelas distribuidoras.

Segundo Feitosa, a ideia do governo é viabilizar o pagamento dos US$ 121 milhões em déficit por meio da publicação de um decreto, que já se encontra na Casa Civil. A medida deve evitar um aumento na conta de luz dos consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

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Em janeiro de 2025 o governo distribuiu R$ 1,3 bilhão do bônus para cerca de 78 milhões de brasileiros, reduzindo uma média R$ 16,66 nas contas de energia.

A principal motivação do governo por trás da medida são seus efeitos sobre a inflação. Em janeiro, o IPCA desacelerou, registrando 0,16%, o menor índice para o mês desde 1994, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

FPM: municípios recebem R$ 13 bi nesta segunda-feira (10)

ECONOMIA

Imagem: Brasil 61
Imagem: Brasil 61

Por Marquezan Araújo/Brasil 61

O valor representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado

As prefeituras brasileiras recebem R$ 13.053.414.769,42, nesta segunda-feira (10). O valor é referente à primeira parcela de fevereiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o repasse foi de R$ 12.527.644.908,46.

Segundo o especialista em orçamento público, Cesar Lima, o cenário é positivo, o que contribuiu para que os municípios consigam evoluir em termos econômicos e sociais.

“O FPM é muito importante nessa questão das desigualdades, porque aquele coeficiente, que dá o valor que o município recebe, é uma mistura entre renda per capita e IDH. Então, ele tem um componente social, onde aqueles que precisam mais recebem mais”, destaca.

Entre as unidades da federação, a que conta com o maior valor é São Paulo. Desta vez, o estado recebe R$ 1.608.489.804,45, que serão partilhados entre cidades como São José do Rio Preto (R$ 7.021.846,16), Santos (R$ 7.021.846,16) e Santa Rita do Passa Quatro (R$ 7.021.846,16).

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Outro estado em destaque é Minas Gerais, que conta com total de R$ 1.599.760.516,08. O valor será destinado a municípios como Betim (R$ 7.445.093,47), Ipatinga (R$ 7.445.093,47) e Contagem (R$ 7.445.093,47).

BB faz acordo e terá de devolver R$ 20 milhões a clientes por cobranças indevidas

ECONOMIA

Banco do Brasil: concurso oferece quatro mil vagas para preenchimento imediato e mais duas mil para cadastro reserva
Banco do Brasil: concurso oferece quatro mil vagas para preenchimento imediato e mais duas mil para cadastro reserva — Foto: Domingos Peixoto

Por Agência O Globo

Clientes do Banco do Brasil receberão reembolso por cobranças indevidas de juros e tarifas, com devolução corrigida pela inflação em até 12 meses

O Banco do Brasil (BB) vai devolver R$ 20,6 milhões a clientes que pagaram cobranças indevidas ao longo dos últimos anos. A devolução será feita em até 12 meses e deverá ser corrigida pela inflação.

A decisão faz parte de um acordo firmado entre o BB e o Banco Central (BC), que identificou irregularidades em tarifas cobradas indevidamente.

O banco também pagou uma multa e se comprometeu a não repetir essas práticas no futuro.

A notícia foi antecipada pelo Valor e confirmada pelo Globo.

Para garantir o cumprimento do acordo, o BB deverá apresentar relatórios de auditoria interna e contratar uma empresa independente para acompanhar o processo.

Caso não consiga devolver todo o dinheiro no prazo de 12 meses, terá que pagar o valor restante ao Banco Central.

O banco e oito responsáveis ainda concordaram em pagar R$ 4,62 milhões ao BC como parte do acordo, sendo R$ 3,75 milhões pagos pelo próprio Banco do Brasil.

O que aconteceu?
O BB cobrou de forma irregular dois tipos de valores:

Tarifas de segunda via de cartão: O banco cobrou valores indevidos para emissão de segunda via de cartões de débito e crédito em três situações: quando o cartão não era usado, quando o cartão foi bloqueado por suspeita de falsificação e em casos de extravio.

Essa cobrança afetou mais de 1,5 milhão de clientes entre 2013 e 2024, totalizando R$ 14,1 milhões.

Taxa de juros para MEIs: O BB aplicou juros acima do limite legal de 8% ao mês no cheque especial de Microempreendedores Individuais (MEIs) entre 2020 e 2022. Isso impactou mais de 15 mil clientes e gerou cobranças indevidas de R$ 6,5 milhões.

Em nota, o Banco do Brasil afirmou que a assinatura do Termo de Compromisso com o Banco Central faz parte de um procedimento “proativo” para reforçar seu compromisso com um atendimento de excelência aos clientes. A instituição também destacou que todas as questões envolvidas já foram solucionadas e ressaltou sua liderança no ranking do Bacen entre os maiores bancos do país há dez trimestres consecutivos, sendo a instituição com o menor número de reclamações entre os grandes bancos.

— O Banco do Brasil confirma a celebração do Termo de Compromisso junto ao Bacen, procedimento proativo adotado pelo BB que reafirma seu compromisso com o atendimento de excelência a seus clientes, e informa que as questões já foram devidamente solucionadas.

O BB destaca que detém a melhor posição no ranking Bacen entre as maiores instituições financeiras do país há dez trimestres consecutivos, sendo, portanto, o banco menos reclamado dentre todos os grandes bancos — diz o BB em nota.

Como será feita a devolução?
Os clientes que tiverem dados bancários atualizados receberão o estorno diretamente na fatura do cartão ou em conta corrente. Se não for possível o reembolso automático, o BB tentará entrar em contato com os clientes.

Além disso, os valores serão corrigidos pela inflação (IPCA) desde a data da cobrança até o momento da devolução. Caso algum cliente tenha recebido um estorno sem essa correção, o BB deverá pagar a diferença.

Rafael Fonteles assume presidência do Consórcio Nordeste

ECONOMIA

Foto/Divulgação

Por Rodrigo Rocha

Novo presidente reforça compromisso com desenvolvimento regional

Nesta quarta-feira (5), o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), tomou posse como presidente do Consórcio Nordeste, em cerimônia realizada em Brasília (DF). O fórum, que reúne os governadores dos estados nordestinos, tem como objetivo promover a cooperação federativa e a defesa dos interesses da região.

Em seu discurso, Fonteles agradeceu o apoio dos colegas governadores e governadoras presentes, assim como a presença de parlamentares e ministros do governo federal. O novo presidente do Consórcio destacou a importância da colaboração entre os estados do Nordeste e o governo federal para impulsionar o desenvolvimento regional.

“Essa cooperação é fundamental para garantirmos avanços nas áreas de infraestrutura, educação, segurança pública e transição energética”, ressaltou.

Prioridades da nova gestão

Durante sua posse, Rafael Fonteles apontou as principais pautas que guiarão sua gestão à frente do Consórcio Nordeste. A segurança pública foi citada como uma das prioridades, com a busca de maior articulação entre os estados e o Ministério da Justiça para enfrentar desafios como o crime organizado.

“Estaremos juntos no Ministério da Justiça e Segurança Pública e junto ao Congresso Nacional discutindo esses temas relacionados ao que está tramitando no Ministério e no Congresso sobre segurança pública”, afirmou.

Outra área de destaque será a educação, com ênfase no ensino em tempo integral e na melhoria da qualidade da educação pública.

Na saúde, Fonteles chamou atenção para o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a necessidade de revisão dos repasses para a região.

“Avançamos muito na educação com o FUNDEF e o FUNDEB, mas ainda precisamos garantir mais recursos para a saúde”, pontuou.

Desenvolvimento econômico e transição energética

O novo presidente do Consórcio Nordeste também ressaltou a importância da infraestrutura para o desenvolvimento econômico da região, citando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como uma ferramenta essencial para avançar em obras públicas, Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões.

Um dos principais focos da nova gestão será a transição energética, com o objetivo de impulsionar a industrialização do Nordeste por meio da expansão das energias renováveis.

“Nós temos a grande chance de industrializar o Nordeste de verdade, que é a partir da transição energética. Então, nós precisaremos nos reunir e convido inclusive as bancadas do Nordeste a participarem junto conosco de reuniões que teremos com o Ministério de Minas e Energia, com ONS, com a Aneel, com a EPE, com todos os órgãos do sistema elétrico para que não haja nenhum gargalo para os novos projetos de energias renováveis que querem se instalar no Nordeste e para os projetos de consumo de energia que vai realmente industrializar o Nordeste”, disse.

Busca por maior financiamento e redução de desigualdades

Outro ponto abordado por Fonteles foi a necessidade de aumentar a proporção de crédito destinado ao Nordeste em relação ao total nacional. Segundo ele, a região recebe uma parcela menor do que sua participação na população e no PIB do país. Para corrigir essa distorção, Fonteles pretende articular com instituições financeiras como BNDES e FINEP, além de buscar mais recursos para a agricultura familiar e para micro e pequenas empresas.

Ao final de seu discurso, Rafael Fonteles reafirmou seu compromisso em trabalhar intensamente na defesa dos interesses do Nordeste.

“Podem contar comigo e com todo o nosso esforço para fortalecer essa região tão importante para o Brasil”, concluiu.

Aneel Propõe redução na conta de luz da Neoenergia Pernambuco a partir de abril

ECONOMIA

Foto/Reprodução

Por Eric Napoli/Poder360

Agência abre consulta pública para definir revisão tarifária; corpo técnico estima economia de 3,18% aos consumidores

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta 3ª feira (4.fev.2025) a abertura de consulta pública para aprimorar a proposta de RTP (Revisão Tarifária Periódica) de 2025 da Neoenergia Pernambuco.

Segundo o corpo técnico da agência reguladora, os consumidores atendidos pela distribuidora de energia pernambucana devem ser contemplados com uma redução média de 3,18% na conta de luz. Eis a íntegra do relatório (PDF – 1 MB).

O valor final do reajuste não será necessariamente de 3,18%, pois o índice pode ser alterado para mais ou para menos ao longo do processo de consulta pública.

As discussões para a definição do novo índice de cobrança se estenderão de 4ª feira (5.fev) a 21 de março de 2025. Haverá uma reunião presencial no Recife para colher subsídios e informações para aprimorar a proposta. O novo preço da energia no Estado será válido a partir de 29 de abril.

A Neoenergia Pernambuco atende um total de 4.037.670 de unidades consumidoras, o que equivale a 9.514.822 de pessoas, segundo dados da Aneel.

No ano passado, a agência reguladora aprovou uma redução média de 2,69% na conta de luz das unidades consumidoras atendidas pela Neoenergia de Pernambuco.

Boletos podem ser pagos por Pix a partir desta segunda-feira (3)

ECONOMIA

Uso do PIX – Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Por Agência Brasil

Transação será feita a partir de código QR específico para pagamento

A partir desta segunda-feira (3), os boletos poderão ser pagos não apenas por código de barras, mas por meio de outros instrumentos, como o Pix. Entra em vigor resolução aprovada pelo Banco Central (BC) em dezembro que moderniza o tradicional boleto bancário.

Agora, os boletos poderão conter um código QR específico para o pagamento via Pix. Basta o usuário apontar o celular e concluir a transação.

A grande vantagem é que a operação por Pix é compensada instantaneamente, sem necessidade de esperar vários dias, como ocorre com parte dos boletos bancários atuais.

Outra novidade aprovada pela resolução de dezembro ainda depende de instrução normativa do BC para entrar em vigor.

O boleto de cobrança dinâmico (ou boleto dinâmico) permite a transferência de titularidade de papéis quando a dívida é comercializada e troca de mãos.

Segundo o BC, a ferramenta trará mais segurança nos pagamentos de dívidas em cobrança representadas por certos tipos de títulos, como a duplicata escritural prevista na Lei nº 13.775, de 20 de dezembro de 2018.

A instrução normativa definirá os tipos de ativos financeiros que podem ser vinculados ao boleto dinâmico.

Como esses títulos podem ser negociados, o BC considera fundamental garantir a segurança, tanto para o pagador quanto para o credor, de que os pagamentos serão destinados ao legítímo detentor de direitos.

Para assegurar a destinação correta dos pagamentos automáticos, o boleto dinâmico será vinculado ao título, emitido digitalmente em sistemas autorizados pelo BC.

De acordo com o Banco Central, a criação do boleto dinâmico representa enorme avanço para modernizar o sistema financeiro e dar mais segurança na negociação de importantes tipos de títulos essenciais ao fomento de empresas, especialmente as de pequeno e médio porte.

“Em relação às duplicatas escriturais, a segurança se estende tanto ao sacado, devedor da dívida, que, se utilizando do mesmo boleto que lhe foi apresentado por meio físico ou eletrônico, conseguirá cumprir de forma automática a sua obrigação de realizar o pagamento ao legítimo credor da duplicata, quanto ao financiador que adquiriu o título, que não precisará realizar trocas de instrumentos de pagamento para garantir o recebimento dos recursos adquiridos”, explicou o órgão em nota em dezembro.

Como os sistemas de escrituração ou de registro que darão suporte digital a esses títulos ou ativos ainda estão em implementação, o boleto dinâmico deverá ser adotado em até seis meses após a aprovação de ao menos um desses sistemas.

Raquel Lyra nomeia ex-filiado do PSB para cargo na secretaria de Educação

EDUCAÇÃO

Paulo Dutra, nomeado nesta terça-feira (28) como novo secretário-executivo do Ensino Médio e Profissional da Secretaria Estadual de Educação, foi deputado pelo PSB entre 2019 e 2022, além de ter ocupado cargos nas gestões de Eduardo Campos e Paulo Câmara, entre 2008 e 2018.
Paulo Dutra, nomeado nesta terça-feira (28) como novo secretário-executivo do Ensino Médio e Profissional da Secretaria Estadual de Educação, foi deputado pelo PSB entre 2019 e 2022, além de ter ocupado cargos nas gestões de Eduardo Campos e Paulo Câmara, entre 2008 e 2018. – Foto: Roberto Soares

Por Pedro Beija/JC

Nomeação de Paulo Dutra foi publicada no Diário Oficial deste terça-feira (28), para comandar a Secretaria Executiva do Ensino Médio

A governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSDB) nomeou, nesta terça-feira (28), dois novos secretários-executivos para a Secretaria de Educação, após a confirmação da saída de Gilson José Monteiro Filho. Um dos nomeados é Paulo Dutra, ex-deputado estadual pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ex-aliado do prefeito do Recife João Campos (PSB). Dutra vai comandar a Secretaria Executiva de Ensino Médio no Estado.

Paulo Dutra foi deputado estadual pelo PSB entre os anos de 2019 e 2022, tendo assumido o mandato após o então governador Paulo Câmara nomear outros dois deputados do PSB para cargos no Executivo estadual. Dutra foi candidato novamente em 2022, pelo PSB, recebendo 24.455 votos, mas não conseguiu a reeleição.

Dutra deixou o PSB em 2023, após ser aprovado em processo seletivo para gerente de Educação da área Norte da Região Metropolitana do Recife (GRE Metropolitana Norte), cargo que ocupava até a nomeação desta terça-feira.

Entre 2008 e 2018, Paulo Dutra foi Secretário Executivo de Educação Profissional de Pernambuco, nas gestões de Eduardo Campos e Paulo Câmara, tendo sido um dos responsáveis pela implantação do Programa de Educação Integral no Estado, além das Escolas Técnicas Estaduais (ETE) e as Escolas de Referência do Ensino Médio (EREM).

Apesar da nomeação de Paulo Dutra para uma secretaria-executiva, ainda não foi definido o nome do sucessor de Alexandre Schneider no comando da Secretaria de Educação do Estado, que deixou o cargo no último dia 9 de janeiro.

Após 400 dias, a Petrobras reajusta preço do diesel na bomba em meio do debate da inflação dos alimentos

ECONOMIA

Petrobras deve aumentar o preço do diesel depois de 400 dias
Petrobras deve aumentar o preço do diesel depois de 400 dias – Divulgação

Por Fernando Castilho/JC

Produção de óleo e gás natural alcançou 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). A produção comercial chegou 2,4 milhões de boed

A diretoria da Petrobras tem reunião marcada para esta quarta-feira (29), no mesmo dia em que o Copom se reúne pela primeira vez sobre a presidência de Gabriel Galípolo que também deve aprovar a elevação da taxa básica de juros em 1 ponto percentual.

São notícias ruins para o governo Lula que apesar de tudo vai dizer que esses reajuste são necessários numa completa mudança de discurso. Primeiro por que a presidente da Petrobras foi uma escolha com apoio e articulação de Lula com o ministro da Minas e Energia, Alexandre Silveira para levar a disciplinada

Magda e Galípolo

Depois por que Magda Chambriard no comando da estatal assim como Galípolo foram um nome escolhidos (no caso por Fernando Haddad), também com apoio de Lula que passou quase metade do seu governo brigando com Roberto Campos Neto todas as vezes que ele anunciava um aumento da taxa de juros. Lula, Silveira e Haddad dirão que os reajustes são técnicos.

Sempre foram. Quem se dar ao trabalho de ler as atas dos gerentes da Petrobras recomendando os reajustes vai ver que não há espaço para nenhuma consideração técnica dada a sofisticação da análise e sua conclusão. Sempre foi assim desde que a companhia ampliou as normas de compleance depois da Lava Jato da qual foi a principal vítima.

Atas do Copom

Assim como são as notas e os comunicados do Copom desde que o real foi implantado e as reuniões passaram a ser feitas com base em informações macroeconômicas que ancoram as decisões, ainda que nos tempos de Dilma Rousseff elas tenham sido ignoradas.

Foram tempos de personagens como Alexandre Tombini, na mesma presidente do Banco Central a serviço do Governo e que nos levou à crise de 2015 e 2016. A decisão de fazer o cargo da diretoria do BC ser autônoma ajudou a devolver ainda mais credibilidade da instituição respeitada internacionalmente pelos seus quadros.

Óleo diesel

Mas os preços do diesel vendido pela Petrobras que chegaria nesta quinta-feira ao 400º dia de vigência se tornaram necessários. Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). a empresa carrega uma defasagem média de -14% no Óleo Diesel e de -6% para a Gasolina.

E mesmo com a estabilidade no câmbio e a ligeira redução nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior existia nesta segunda-feira uma defasagem de R$0,30/L nos preços praticados pela Petrobras.

Balanço forte

A Petrobras deve divulgar em breve o seu balanço com uma informação que apresenta um resultado extraordinário. No ano passado, ela atingiu todas as metas de produção estabelecidas em seu Plano Estratégico 2024-2028, dentro do intervalo de ±4%. A produção total de óleo e gás natural alcançou 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).

A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,4 milhões de boed e a produção de óleo foi de 2,2 milhões de barris por dia (bpd).

Força do pré-Sal

A companhia estabeleceu novos recordes anuais de produção total própria e operada no pré-sal, com 2,2 milhões de boed e 3,2 milhões de boed, respectivamente. O volume de produção no pré-sal representa 81% da produção total da companhia.

Mesmo computando parcialmente as perdas decorrentes de paradas para manutenção e do declínio dos campos. Como produtora de petróleo, a empresa brasileira é um negócio de classe mundial.

Exuberância

O problema é que essa exuberância em termos de performance precisa ser vista na conta bancária dos investidores e mesmo com todo aquela discurso do pessoal da esquerda de que a Petrobras é uma empresa que deve estar a serviço do governo esquecendo que quando no Governo Dilma Rousseff ela fez isso explodiu a taxa de inflação que ajudou a criar as condições políticas do impeachment.

Magda Chambriard ao seguir o caminho de Gabriel Galípolo e fez uma visita de cortesia para mostrar os numero de performance de extração da Petrobras, para na saída dizer que a diretoria deve mesmo aprovar a proposta da gerência de preços no sentido de promove o novo reajuste depois de icônicos 400 dias.

Mais um ponto

E assim como aconteceu com Galípolo que lhe disse que não tinha como o Copom não aprovar mais 1% de reajuste, o presidente compreendeu. Se se confirmarem as especulações o impacto na bomba deve ficar entre R$0,18 e R$0,24 por litro de diesel.

Magda Chambriard, ao que se sabe, disse ao presidente que ao menos por enquanto a gasolina que não sobe há 205 dias vai ter seus preços mantidos. O que não quer dizer que os postos de combustíveis e distribuidoras não tenham feito suas correções.

Defasagem

Em 9 de julho quando a Petrobras elevou em R$0,20 por litro, para R$3,01, o preço da gasolina para as distribuidoras o preço nas bombas era de R$5,94 por litro.

Entretanto, a gasolina fechou 2024 a um preço médio de R$ 6,29 por litro, com uma alta de 9,39% no acumulado do ano de 2024, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), um levantamento que consolida o comportamento dos preços em 21 mil postos de abastecimento espalhados pelo País.

Declarações

Isso quer dizer que tanto na Petrobras como no Copom as notícias produzidas serão de aumento. O que será diferente serão as declarações de aceitação e até justificação dos integrantes do governo já que as centrais sindicais e entidades empresariais vão distribuir as tradicionais notas reclamando da Selic.

Calendário INSS 2025: confira tabela de pagamento de janeiro

PREVIDÊNCIA SOCIAL

O edifício-sede do INSS, em Brasília
O edifício-sede do INSS, em Brasília — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Por Agência O Globo

Pagamentos do INSS estarão disponíveis a partir de 27 de janeiro a 7 de fevereiro para quem recebe um salário mínimo

O pagamento do INSS aos aposentados, pensionistas e titulares de auxílios começará a ser feito entre os dias 27 de janeiro e 7 de fevereiro para quem recebe até um salário mínimo, conforme o calendário oficial de 2025 divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Atualmente, o órgão realiza mensalmente mais de 40 milhões de pagamentos, sendo 28.279.547 destinados a beneficiários que recebem até o piso nacional e 12.365.818 a quem ganha acima desse valor.

Os valores referentes a 2025 estarão disponíveis a partir de 27 de janeiro a 7 de fevereiro para quem recebe um salário mínimo. Para quem ganha acima do piso salarial, os benefícios começarão a ser depositados de 3 a 7 de fevereiro. Confira abaixo:

Os segurados podem conferir as datas de recebimento a partir do número final do cartão do benefício, desconsiderando o último dígito que fica após o traço.

Tabela de pagamento para beneficiários que ganham até um salário mínimo em 2025
Tabela de pagamento para beneficiários que ganham acima do salário mínimo em 2025
Benefício de dezembro
Para quem recebe R$ 1.412, os pagamentos do último mês deste ano (folha de dezembro) foram iniciados em 20 de dezembro e foram pagos até o dia 8 deste mês. Os que recebem acima do piso nacional tiveram o dinheiro depositado entre os dias 2 e 8 de janeiro.

Aumento do salário mínimo

A partir de 1º de janeiro, o salário mínimo foi corrigido, beneficiando também aposentados e pensionistas do INSS. Para esses segurados, o benefício reajustado somente será pago entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. O depósito feito na virada do ano foi referente a dezembro de 2024, portanto, ainda sem correção.

Como consultar os valores

Para consultar o valor a receber, o segurado pode acessar o aplicativo ou o site meu.inss.gov.br. Quem não tem acesso à internet pode ligar para a central telefônica 135, Ao ligar, basta informar o número do CPF e confirmar algumas informações cadastrais. O atendimento é feito segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.

Orçamento de 2025: votação para fevereiro não afeta execução de despesas do governo, mas impõe restrições

ECONOMIA

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por Brasil 61

Pelo que prevê a legislação, o Orçamento precisa ser aprovado antes do recesso parlamentar. Caso isso não ocorra, os gastos do governo devem seguir uma regra específica nos meses seguintes

Pela primeira vez, desde 2021, o governo inicia o ano sem a aprovação da lei orçamentária anual. A expectativa é de que a proposta de orçamento seja votada somente em fevereiro. Pelo que prevê a legislação, o Orçamento precisa ser aprovado antes do recesso parlamentar. Caso isso não ocorra, os gastos do governo devem seguir uma regra específica nos meses seguintes, até a aprovação da medida. É o que explica o especialista em orçamento público, Cesar Lima.

“O governo pode executar a proposta – no caso, a proposta que o governo encaminhou para o Congresso Nacional em agosto – num percentual de 1/12 avos por mês, e somente as despesas obrigatórias. Ou seja, as despesas discricionárias não serão executadas nesse momento. Isso inclui as emendas parlamentares”, explica.

Nesse caso, Lima considera que a não aprovação do orçamento ainda em 2024 para o exercício de 2025 não vai afetar a execução de despesas por parte do governo federal. Apesar dessa possibilidade, o cenário aponta para restrições, uma vez que novos investimentos em infraestrutura, por exemplo, não podem ser realizados.

Pelos temos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), os gastos do governo devem ser destinados somente a ações específicas, como é o caso de despesas com obrigações constitucionais ou legais da União, como alimentação, saúde, previdência, abono salarial, transferências aos estados, entre outros.

Além disso, os recursos podem ser utilizados em ações de prevenção a desastres ou resposta a eventos críticos em situação de emergência ou estado de calamidade pública, assim como em iniciativas relacionadas a operações de garantia da lei e da ordem.

Outra possibilidade apontada é a destinação para concessão de financiamento ao estudante e integralização de cotas nos fundos garantidores no âmbito do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.

De acordo com o Ministério do Planejamento, com a publicação, ainda em 2024, da LDO já aprovada pelo parlamento, a execução ocorrerá com base nos valores previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), até que a Lei Orçamentária Anual (LOA) seja aprovada pelo Congresso.

Pé-de-Meia não vai ser interrompido, diz Haddad

ECONOMIA

Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda (Foto: Diogo Zacarias/MF)
Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda (Foto: Diogo Zacarias/MF)

Por Agência Brasil

A AGU entrou com recurso no Tribunal de Contas da União para pedir a reversão do bloqueio de R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia que viriam de fundos públicos

Apesar do bloqueio de R$ 6 bilhões determinado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o programa Pé-de-Meia não será interrompido. Segundo ele, o pacote de corte de gastos aprovado no fim do ano passado estabelece medidas que colocam o programa no Orçamento da União, apesar de a Advocacia-Geral da União (AGU) manifestar preocupações.

“Não vai ter descontinuidade [no Pé-de-Meia]. Isso, eu posso garantir. O que falei aos ministros é que todos os encaminhamentos estão sendo feitos para garantir a continuidade do programa”, disse Haddad após voltar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o ministro da Casa Civil, Rui Costa; e o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira. O encontro durou cerca de nove horas, na residência oficial da Granja do Torto.

Na noite de quarta-feira (22), a AGU entrou com recurso no Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir a reversão do bloqueio de R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia que viriam de fundos públicos. Apesar disso, Haddad assegurou que o programa, que paga incentivos a estudantes do ensino médio público inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Governo Federal (CadÚnico), pode continuar.

“Então você converse com o ministro da AGU [Jorge Messias]. O que eu penso é que vamos encontrar uma saída para fazer o pagamento”, disse ao ser questionado sobre a previsão da Advocacia-Geral da União.

Sem a aprovação do Orçamento de 2025, advertiu a AGU, o Pé-de-Meia pode ser paralisado ainda este mês. Segundo o órgão, o saldo atual do Fundo de Custeio da Poupança de Incentivo à Permanência e Conclusão Escolar para Estudantes do Ensino Médio (Fipem), administrado pela Caixa Econômica Federal e usado para custear o Pé-de-Meia, cobrirá apenas as despesas de dezembro.

Bloqueio do TCU

No último dia 17, o ministro do TCU Augusto Nardes assinou medida cautelar provisória que determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia, após representação do Ministério Público junto à corte. Segundo a decisão, o pagamento aos estudantes não pode ser feito diretamente pelo fundo, mas deve passar pelo Tesouro Nacional e estar previsto na lei orçamentária, ainda não aprovada pelo Congresso.

Conforme a determinação do TCU, os recursos destinados ao programa devem ser bloqueados até que sejam regularizados no Orçamento Geral da União. O Ministério da Educação negou irregularidades e afirmou ainda não ter sido formalmente notificado da decisão. A pasta reiterou que todos os aportes ao fundo que custeia o programa foram aprovados pelo Congresso Nacional.

Conta de luz deverá ter bandeira verde ao longo de 2025, sem cobrança extra, diz Aneel

ECONOMIA

Aneel vê indicativo de bandeira verde para conta de luz
Foto/Reprodução

Por Estadão Conteúdo

 O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, disse nesta terça-feira, 21, que há indicativo de bandeira tarifária verde ao longo do ano, com as previsões climáticas atuais.

O mês de janeiro de 2025 está com bandeira verde. A justificativa central foi a redução no custo de energia, a partir de condições favoráveis para a geração no País. Com a seca histórica no segundo semestre de 2024, a Aneel havia acionado a bandeira tarifária vermelha patamar 1, em setembro, pela primeira vez em mais de três anos.

Segundo Feitosa, um eventual “estresse maior” no período seco neste ano levaria ao acionamento da bandeira amarela ou vermelha.

“Em alguns momentos de um estresse maior durante o período seco (em 2025), pode ocorrer momentaneamente de a bandeira variar entre amarela e vermelha, mas a perspectiva para o ano é muito favorável e nós também esperamos que o comportamento tarifário ao longo do ano seja o mais previsível possível”, disse o diretor-geral, em entrevista a jornalistas.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para sinalizar aos consumidores o custo da geração no País antes do reajuste anual das tarifas de energia e, assim, não carregar este custo com a incidência de juros ao longo do ano. Assim, conforme as condições de geração, os valores extras são cobrados mensalmente e transferidos às distribuidoras, que fazem a compra da energia, por meio da “Conta Bandeiras”.

Na bandeira verde não há cobrança adicional. Já a amarela resulta, atualmente, em cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Há ainda mais dois patamares que podem ser acionados: a vermelha 1 (R$ 4,463 para cada 100 kWh) e a vermelha 2 (R$ 7,877 a cada 100 kWh).

Atualmente, o acionamento considera três gatilhos: Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) da primeira semana operativa do mês, nível de risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês), e geração fora do mérito de custo, que é sinalizada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)./Com Ludmylla Rocha

Enel sob fiscalização

O diretor-geral da Aneel afirmou ainda que suas equipes técnicas e as da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arcesp) estão apurando semanalmente os indicadores de desempenho da Enel São Paulo. Segundo ele, a equipes estão atuando no âmbito do termo de intimação emitido pela Aneel em outubro do ano passado, após apagão que deixou milhões de consumidores da distribuidora sem energia elétrica.

“A Enel SP está sob fiscalização desde a emissão do termo de intimação. Cabe à relatora (Agnes da Costa, diretora da agência) avaliar todas as informações que estão sendo coletadas, todas essas diligências, para submeter ao colegiado a sua percepção sobre o tema”, disse Sandoval, que evitou dar uma previsão para o debate sob

Força-tarefa evitou prejuízo de R$ 393,8 bi à Previdência em 2024

POLÍCIA FEDERAL

José Cruz/Agência Brasil

Da Agência Brasil 

Ações reuniram Ministério da Previdência, PF e Ministério Público 

O trabalho conjunto do Ministério da Previdência Social, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) evitou prejuízo de R$ 393,8 bilhões à Previdência Social em 2024. As perdas foram evitadas graças a 74 ações conjuntas da Força-Tarefa Previdenciária, sendo 52 operações especiais e 22 flagrantes.

O valor projetado, informou a Coordenação-Geral da Inteligência da Previdência Social (CGINP), considera pagamentos que poderiam ser efetuados a supostos beneficiários caso não houvesse a ação da força-tarefa no combate a esquemas criminosos.

No ano passado, foram cumpridos 344 mandados judiciais, dos quais 99 mandados de prisão (quatro contra servidores públicos) e um de afastamento das funções públicas. A força-tarefa também cumpriu 277 mandados de busca e apreensão. Em relação aos flagrantes, as ações resultaram em 33 prisões.

Embora a CGINP estime em R$ 221 milhões os pagamentos indevidos de benefícios fraudados, o valor seria muito maior sem a força-tarefa, chegando aos R$ 393,8 bilhões projetados. Para 2025, a coordenação está qualificando os servidores para identificarem fraudes por meio de crimes cibernéticos, que envolvem novas tecnologias.

Em todo o ano passado, a CGINP iniciou 80 análises de novos casos de fraudes e concluiu outros 79 casos, encaminhados para a investigação da Força-Tarefa Previdenciária. Com base nos relatórios enviados à força-tarefa, a Polícia Federal instaurou 46 inquéritos voltados à investigação contra fraudes previdenciárias estruturadas.

A maior ação conjunta no ano passado, informou o CGINP, foi a Operação Mercado de Dados, que cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão em 24 cidades brasileiras e desarticulou três organizações criminosas que contratavam irregularmente empréstimos consignados a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Estima-se que os criminosos tenham obtido R$ 32,8 milhões por meio da exposição de dados dos segurados da Previdência Social que permitiu a contratação dos empréstimos. A CGINP ressalta que, na Operação Mercado de Dados, não houve prejuízo direto aos cofres públicos, mas às instituições financeiras.