Novos pedidos para o Benefício da Prestação Continuada aumentam 40% só neste primeiro semestre

INSS

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

No nordeste o crescimento foi de 60%; no Piauí, o número de pedidos de concessão aumentou 111%

Reportagem publicada pelo Estadão nesta semana mostra um fenômeno silencioso, mas que deve causar apreensão à equipe econômica do governo federal nos próximos anos para equilibrar as finanças e o teto de gastos: o aumento exponencial dos pedidos do Benefício da Prestação Continuada (BPC). Só nos primeiros seis meses deste ano, os pedidos de concessão aumentaram em 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), existem hoje 300 mil pessoas que já solicitaram o benefício e aguardam o “sim” do governo federal.  Atualmente, o BPC atende a 6 milhões de beneficiários em todo o país.

Conforme o levantamento, na região nordeste, este crescimento nos pedidos em relação ao mesmo período de 2023 chegou a 60%, sendo que no Piauí, o crescimento foi de 111%. Mas o que aconteceu para que houvesse uma explosão na procura por este benefício social?

Desalentados

Especialistas são unânimes em concordar que a melhora nos processos internos do INSS na análise e autorização dos pedidos contribuiu para a chegada dos novos pedidos. Além disso, segundo o especialista em direito previdenciário Washington Barbosa, o crescimento dos desalentados e das pessoas vulneráveis também contribuiu para este cenário.

“Os índices de desemprego oficiais levam em conta somente as pessoas que estão à procura de emprego. Essas pessoas que são o público-alvo do BPC, pessoas com idade avançada e ou pessoas que têm problemas de incapacidade permanente, elas não procuram por emprego. Então, certamente, esses dois pontos foram essenciais para o aumento desse número”, disse o especialista, se referindo também à evolução dos processos internos do INSS.

O BPC, sigla de Benefício da Prestação Continuada, é devido para pessoas que estão em estado de vulnerabilidade social, com renda per capita igual ou inferior a um quarto do salário mínimo, com idade a partir de 65 anos ou, independentemente da idade, que tenham uma incapacidade de natureza permanente. “Essas pessoas que atendem a esses requisitos têm direito a receber um salário mínimo por mês, que é exatamente esse Benefício de Prestação Continuada”, explicou Barbosa.

Fila

A reportagem procurou o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, mas ele não quis se manifestar. No entanto, em nota enviada à redação, o ministério, que é responsável pelo pagamento deste benefício, explicou que o crescimento de requerimentos e concessões do BPC apresentaram um aumento considerável nos últimos anos que pode estar relacionado à redução da fila face à implementação do Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social (PEFPS), mas também pode estar relacionado a outros fatores, que nesse momento estão sendo estudados por um grupo de técnicos do MDS com a ajuda de outros órgãos.

Ainda na nota, o ministério informou que, historicamente, o volume de requerimentos do BPC para a pessoa com deficiência sempre foi superior aos requerimentos da pessoa idosa. “O BPC é um benefício constitucional e regulamentado por lei. O principal motivo para tal situação é que a condição da deficiência é muito mais ampla do que a condição de idade, ampliando a quantidade de pessoas que buscam o benefício e consequentemente que o acessam.  Portanto, se há ampliação do acesso, os novos beneficiários tiveram o reconhecimento do direito garantido a partir dos critérios legais de acesso.”

Acesso

Para o aspirante a beneficiário do BPC, o primeiro passo é procurar um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo e fazer o cadastro no Cadastro Único para Programas Sociais, ou CadÚnico. Conforme a legislação referente ao benefício, o BPC tem que ser revisto a cada 2 anos.

Se o interessado atender às condições, por idade, é preciso que apresentar documentos pessoais, endereço e o registro no CadÚnico no INSS para fazer a solicitação. Se o pedido for por incapacidade, o solicitante tem que incluir também os laudos que atestam sua incapacidade.

‘Despesa obrigatória’

Com 6 milhões de beneficiários, as despesas com o BPC devem fechar 2024 em quase R$ 100 bilhões. Nos próximos 4 anos, conforme projeção do governo federal com a entrada de mais 1,3 milhão de pessoas, este valor deve subir para R$ 154 bilhões. O número expressivo não poderá entrar no corte de gastos que o governo planeja fazer nas contas públicas, já que é previsto em lei e ampara os beneficiários.

“O BPC é um direito do cidadão previsto em lei. Então, quando o cidadão comprova perante ao órgão concedente que no caso é o INSS, que tem direito a este benefício, essa despesa se torna para o governo uma despesa obrigatória. Então é um tipo de gasto que o governo não consegue cortar, ainda que quisesse”, explicou o especialista em orçamento público, Cesar Lima.

Segundo ele, já foram feitas várias tentativas, como desvincular o BPC do salário mínimo. Hoje, o valor do benefício pago é equivalente ao valor do salário mínimo. Para equilibrar as contas públicas, cumprir o teto de gastos e não afetar os benefícios, o especialista acredita que a solução mais viável que o governo pode adotar é cortar despesas discricionárias. “E aí mais uma vez nós vimos investimentos que são importantes para a economia que deverão ser cortados para que o governo se adeque ao teto de gastos”, disse Cesar. *Por Brasil61

Justiça Federal libera pagamento de R$ 2,4 bi em atrasados do INSS e precatórios

ECONOMIA

DPVAT custaria R$ 3,5 bilhões em 2024 – Foto/Divilgação

Valores são para pagar quantias impostas em decisões definitivas em matérias assistenciais e previdenciárias

O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou o pagamento de R$ 2.399.363.499,98 para atrasados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e outros tipos de precatórios referentes a decisões judiciais do mês de maio deste ano.

Esses valores são para pagar quantias impostas em decisões definitivas em matérias assistenciais e previdenciárias, tais como quem pediu e ainda não recebeu benefícios do INSS, pensões e auxílio-doença. Eles são chamados de pagamentos de Requisições de Pequeno Valor (RPV).

A quantia liberada também vai cobrir pagamentos de outras decisões judiciais contra órgãos do governo, sendo uma das mais comuns aquelas em que servidores demandam órgãos da União por valores incorretos em seus salários ou outras quantias, conhecidos pela sigla PRC (Pagamento de Precatórios).

Segundo informações divulgadas pelo conselho no dia 20 deste mês, os valores atendem a um total de 208.239 beneficiários, que entraram com 163.849 processos.

Eles são separados por dois tipos:

questões assistenciais e previdenciárias (as RPVs), que respondem por 86% (R$ 2.061.429.828,91), do total de R$ 2.399 363.499,98 liberados. Eles somam 101.217 processos, com 134.533 beneficiários;

precatórios (PRC), contemplará 73.706 beneficiários, que entraram com 62.632 processos que somam R$ 337.933.671,07.

Quem receberá os valores?

Beneficiários dos chamados atrasados, autores de decisões judiciais requisitando benefícios assistenciais e previdenciários, tais como pensões e auxílio-doença.

Eles também vão cobrir outras decisões judiciais contra órgãos do governo, tais como o de servidores pedindo correção de valores trabalhistas.

Como fico sabendo o valor e se irei receber?

Em geral, os segurados já contam com advogados, que acompanham o processo na Justiça. Eles e os próprios autores das ações já sabem se é a demanda requer pequenos valores ou se são precatórios.

Mesmo antes do fim do processo, ambos já têm acesso aos valores, já que são feitos cálculos para isso antes da expedição da ordem de pagamento.

Qual é a diferença de precatório e Requisição de Pequeno Valor?

Segundo definição do Conselho da Justiça Federal, o precatório é emitido nos casos de condenações contra a Fazenda Pública e envolvem valores acima de 60 salários mínimos. Abaixo desse limite eles são classificadas como Requisições de Pequeno Valor

Quando e como os valores serão pagos?

Segundo nota emitida pelo Conselho da Justiça Federal, cabe a cada Tribunal Regional Federal (TRF) estabelecer seu cronograma próprio e como serão feitos os depósitos financeiros liberados.

São eles que darão a informação ao beneficiário sobre como deve ser a busca pelos pagamentos das Requisições de Pequeno Valor e dos precatórios.

A legislação prevê que as Requisições de Pequeno Valor devem ser pagas em até 60 dias contados a partir da data da expedição da ordem de pagamento pela Justiça. Ou seja, até no máximo o final de julho deste ano, já que as decisões são referentes a maio.

Pela regra, no caso dos precatórios, os valores poderão ser pagos até o final do exercício seguinte à sua expedição, desde que obedeça o limite disponível no orçamento da unidade da federação devedora.

Com isso, quem teve decisão expedida em maio deste ano de 2024, na melhor das hipóteses, vai receber até o final de 2025.

Confira abaixo perguntas e respostas sobre o tema:

Como consultar

Cada tribunal oferece a sua forma de consulta. Se você mora em São Paulo ou no Mato Grosso do Sul, estados de jurisdição do TRF 3, o acesso é feito pelo seguinte endereço na internet: https://web.trf3.jus.br/consultas/Internet/ConsultaReqPag

É possível realizar a pesquisa com o número do processo ou com o CPF do beneficiário.

O TRF3 informa que ele poderá solicitar informações também pelo e-mail precatoriotrf3@trf3.jus.br

Distribuição

O Conselho da Justiça Federal disponibilizou em seu site a divisão de pagamentos de Requisições de Pequeno Valor por Tribunal Regional Federal.

Elas não contemplam os precatórios, já que esse cronograma depende do caixa disponível de cada unidade da federação.

Confira abaixo:

TRF da 1ª Região

(Sede no DF, com jurisdição no DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP);

Geral: R$ 960.415.158,45;

Previdenciárias/Assistenciais: R$ 836.028.899,70 (45.083 processos, com 53.764 beneficiários).

TRF da 2ª Região

(sede no RJ, com jurisdição no RJ e ES);

Geral: R$ 176.977.209,74;

Previdenciárias/Assistenciais: R$ 140.640.641,27 (6.078 processos, com 8.494 beneficiários).

TRF da 3ª Região

(sede em SP, com jurisdição em SP e MS);

Geral: R$ 346.943.606,65;

Previdenciárias/Assistenciais: R$ 276.800.537,61 (8.932 processos, com 11.212 beneficiários).

TRF da 4ª Região

(sede no RS, com jurisdição no RS, PR e SC);

Geral: R$ 376.928.017,72;

Previdenciárias/Assistenciais: R$ 330.010.697,88 (17.317 processos, com 23.967 beneficiários).

TRF da 5ª Região

(sede em PE, com jurisdição em PE, CE, AL, SE, RN e PB);

Geral: R$ 422.598.554,14;

Previdenciárias/Assistenciais: R$ 365.806.223,78 (18.362 processos, com 30.586 beneficiários).

TRF da 6ª Região

(sede em MG, com jurisdição em MG);

Geral: R$ 115.500.953,28;

Previdenciárias/Assistenciais: R$ 112.142.828,67 (5.445 processos, com 6.510 beneficiários). Fonte: CNN.

Brasil registra seis milhões de acidentes de trabalho de 2012 a 2022

INSS

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Abril Verde chama atenção para a saúde no ambiente laboral

A coordenadora nacional do MPT para Saúde dos Trabalhadores, Cirlene Zimmermann, explica que a iniciativa pretende explicar à sociedade a importância de comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social:

“Em termos previdenciários, trabalhistas e fiscais, tanto as doenças relacionadas ao trabalho quanto os acidentes típicos, traumáticos, eles são considerados acidentes do trabalho”

A coordenadora destaca que as doenças de trabalho mais comuns são as lesões ósseos musculares e lesão por esforço repetitivo, como tendinites e bursites.

Cirlene lembra ainda dos transtornos mentais relacionados ao trabalho. “Nós temos depressões, ansiedades relacionadas ao trabalho. Nós temos situações de estresses pós traumático. Por exemplo, um trabalhador pode ser esmagado por uma máquina, pode ser atropelado no ambiente de trabalho. E os colegas que estão naquele ambiente, visualizando aquela cena, muitas vezes ficam expostos também aos impactos psicológicos desta situação. Isso muitas vezes causa o estresse pós traumático e pode vir a se tornar uma doença com afastamento de outros trabalhadores.”

Outros fatores, como assédios moral, sexual e eleitoral, além de jornadas diárias exaustivas, podem levar à doença mental. Mas é comum que o próprio empregado resista a admitir o problema, por preconceito social ou constrangimento.

Por outro lado, as empresas quase não notificam o INSS sobre as doenças mentais relacionadas ao trabalho, segundo a coordenadora do MPT.

“Tem alguns setores específicos que foram estudados como, por exemplo, o setor de frigoríficos. Em um período de cinco anos foram concedidos cerca de 3,2 mil benefícios pelo INSS para trabalhadores reconhecidamente vítimas de adoecimento mental relacionado ao trabalho. No entanto, em apenas dois casos as empresas reconheceram que aquele adoecimento teve relação com o trabalho.”

Quando o acidente de trabalho não é comunicado ao INSS, o empregado fica sem auxílio-doença, e a sociedade é prejudicada.

“As políticas públicas de saúde do trabalhador somente conseguem ser definidas e implementadas a partir de dados. Se a notificação das doenças e dos acidentes não acontece, esses dados são precários e as políticas públicas ou não são implementadas ou são implementadas de forma ineficiente.”

Para promover a saúde no ambiente de trabalho, a empresa precisa ouvir os empregados e atuar. Não apenas para protegê-los dos riscos.

“Muitas vezes as empresas priorizam o simples fornecimento de um EPI, de um equipamento de proteção individual. Por exemplo: para um risco de ruído, uma máquina que faz um grande ruído, e se fornece um protetor auricular. No entanto, a prioridade sempre deve ser por medidas que eliminem ou neutralizem ao máximo aquele risco. No caso específico da máquina, o enclausuramento da máquina poderia reduzir o ruído para níveis toleráveis.”

Segundo o INSS, de 2012 a 2022 foram comunicados mais de 6 milhões de acidentes de trabalho, resultando em mais de 2 milhões de afastamentos e 25 mil mortes.

No mesmo período, os gastos com auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios acidente de trabalho chegaram a R$ 136 bilhões. **Com reportagem de Oussama El Ghouri/Agência Brasil.

Bloqueio de benefício do INSS e alteração de senha: saiba como agir diante de fraudes no sistema

FRAUDE

Quadrilha vende acesso a contas do INSS para empréstimos consignados sem conhecimento do aposentado ou pensionista — Foto: Reprodução/TV Globo
Quadrilha vende acesso a contas do INSS para empréstimos consignados sem conhecimento do aposentado ou pensionista — Foto: Reprodução/TV Globo

Reportagem da RBS TV revelou que fraudadores conseguiram fazer retirada de empréstimos consignados em nome de terceiros e alterar senhas em portais do governo federal para conseguir benefícios.

Golpistas conseguiram acessar benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para contratar empréstimos consignados de aposentados. O esquema também permitia o acesso a serviços federais de forma on-line, sem a ciência das vítimas. Confira como agir diante desses casos.

O Ministério da Gestão e Inovação compartilhou, em nota, orientações de como proceder diante do esquema, tanto para a prevenção quanto para descobrir eventuais fraudes:

  • Não aceitar ajuda de desconhecidos para mudar a senha no portal Gov.Br;
  • Seguir o link de recuperação de senha, caso a senha cadastrada inicialmente não funcione;
  • Em caso de dúvidas, falar com um atendente pelo gov.br/atendimento.

Além disso, é necessário confirmar se é possível acessar a conta de pessoa física no portal Gov.Br. Caso a senha cadastrada originalmente ou o e-mail não garantam o acesso, há indícios de fraude. Consultar com frequência o portal, para verificar se há irregularidades, é também uma medida de precaução.

O especialista em tecnologia Ronaldo Prazo alerta que, mesmo com os esforços virtuais, os esquemas possivelmente contam com a conivência de um agente interno, e não de hackers.

“A hipótese mais plausível é que seja alguém de dentro, algum funcionário, um operador ou alguém mais técnico que tenha permissão de ir na base de dados e fazer essa alteração da senha”, afirma.

Ele também diz que os golpistas conseguem mudar o e-mail inicialmente atrelado à pessoa física. Sem aplicar a senha de terceiros, isso não seguiria o fluxo normal. Para ele, é um indício de que a fraude conta com a participação de agentes, que usam o banco de dados do sistema.

O esquema

Uma quadrilha realizava um esquema em que tinha acesso ao INSS para contratar empréstimos consignados em nome de terceiros, sem a ciência dos aposentados. Além disso, permitia o acesso à conta Gov.Br, de onde se beneficiavam.

De acordo com uma corretora que prefere não ser identificada, o grupo cobrava de R$ 70 a R$ 100 para desbloquear os benefícios nessas contas, em questão de minutos. Legalmente, para conseguir o valor da aposentadoria, o processo é feito em uma agência ou pela internet, mas leva semanas ou meses até ser aprovado.

A quadrilha negociava acesso a conta de aposentados e, com isso, faziam empréstimos consignados, sem a ciência deles. Para isso, originavam uma nova senha, com a provável conivência de funcionários. Uma vítima teve um prejuízo de R$ 74 mil, com a fraude, em razão de sete empréstimos consignados que não solicitou.

Os fraudadores eram encontrados na internet, e o contato para negociar os benefícios era feito por telefone.

Segundo a Polícia Federal, em operações realizadas no passado, estagiários e terceirizados estavam envolvidos no esquema. Também foi investigado que algumas senhas foram conseguidas por fraudadores a partir de dispositivos clandestinos instalados em computadores de servidores do INSS.

Nota do Ministério da Gestão e Inovação:

“O Ministério da Gestão orienta as pessoas a não aceitar ajuda de terceiros para recuperação da senha do GOV.BR. No site oficial do governo, existe o passo a passo para recuperação de senha: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/acessibilidade-e-usuario/atendimento-gov.br/duvidas-na-conta-gov.br/recuperar-conta-gov.br. Caso seja necessário, os usuários podem utilizar os canais oficiais da pasta para sanar dúvidas sobre a sua conta no GOV.BR, como o gov.br/atendimento

Em relação às possíveis fraudes, o Ministério da Gestão esclarece que fará uma comunicação às autoridades competentes para a averiguação dos fatos. Todas as informações de acessos e atendimentos são registradas na plataforma do governo federal, o que facilita a investigação.

Lembrando que sempre que uma senha do GOV.BR for resetada, a conta se torna de nível bronze. Neste nível, os serviços mais sensíveis (como a declaração pré-preenchida de Imposto de Renda e a solicitação da Carteira de Trabalho Digital) não estão disponíveis, só podendo ser acessados com uma conta Prata ou Ouro. Caso exista a desconfiança de uma possível fraude, o ministério ressalta a importância do registro de um Boletim de Ocorrência para possibilitar a devida investigação policial”. *Por g1.

Beneficiários do INSS começam a receber o 13º a partir de quarta-feira

ECONOMIA

Foto/Reprodução

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber a primeira metade da parcela do 13º salário, a partir desta quarta-feira (24).

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), começam a receber a 1ª metade da parcela do 13º salário, a partir desta quarta-feira (24). Em geral, a 1ª parcela do abono anual, também conhecido como 13º dos beneficiários da Previdência Social, se dá em agosto de cada ano.

No mês passado, o governo federal determinou a antecipação do pagamento das duas parcelas do 13º salário a 33,6 milhões de beneficiários. De acordo com dados da folha de pagamentos, o volume de recursos só com a 1ª parcela do benefício injetará R$ 33,68 bilhões na economia brasileira.

O valor antecipado corresponde a 50% do total do abono anual. O desconto do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) não incide sobre a 1ª parcela. Nos casos em que é possível a cobrança, o imposto será descontado somente na 2ª parcela do 13º.

Calendário

O calendário de pagamentos considera o número final do cartão de benefício, sem levar em conta o último dígito verificador, que aparece depois do traço, também chamado de Número de Identificação Social (NIS).

O dinheiro será depositado com o benefício referente ao mês de abril, pago de 24 de abril e 8 de maio. Os segurados com benefício com dígito final 1 e que ganham até 1 salário mínimo vigente (R$ 1.412) serão os primeiros a receber e, assim, por dia diante. A 2ª parcela do 13º salário do INSS de 2024 será paga com os benefícios regulares de maio, creditado entre o fim de maio e o início de junho.

O calendário de pagamentos completo do INSS pode ser acompanhado no link calendário 2024.

Quem tem direito

Recebem o abono os segurados e pensionistas da Previdência Social que durante o ano de 2024 tenham recebido:

  • aposentadoria;
  • auxílio por incapacidade temporária;
  • auxílio-acidente; e
  • pensão por morte ou auxílio-reclusão.

O 13º é devido a aposentados, pensionistas, além de pessoas que receberem, ao longo de 2024, benefícios temporários, como auxílio por incapacidade temporária e auxílio-reclusão. Nesses casos temporários, o valor é proporcional ao tempo de recebimento do benefício.

Quem recebe salário-maternidade também tem direito ao 13º proporcional. Porém, ele é pago junto com a última parcela do salário-maternidade. Por isso, a pessoa não recebe o valor extra com os demais beneficiários, agora.

O 13º não é pago a quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Os idosos e as pessoas com deficiência com BPC não têm direito a essa parcela adicional.

Como consultar

Os segurados podem consultar o número do cartão do benefício no site e pelo aplicativo “Meu INSS”, disponível para smartphones com sistemas Android e iOS. Nos 2 casos, é necessário fazer login e senha no portal Gov.br.

Para acessar todos os detalhes sobre o pagamento do benefício, basta clicar no serviço “Extrato de pagamento”.

Outra forma é pela central telefônica 135, que funciona de 2ª feira a sábado, das 7h às 22h. *Da Agência Brasil.

INSS alerta que salário-maternidade pode ser pedido gratuitamente e sem intermediários; veja como

INSS

Foto/Divulgação

Famosos têm feito propaganda sobre uso de assessoria para receber o benefício. Solicitação pode ser feita pela própria trabalhadora pelo site do governo ou pelo aplicativo Meu INSS.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou um alerta, informando que não é preciso contar com intermediários para conseguir o salário-maternidade.

A publicação aconteceu após diversos famosos fazerem propaganda de uma empresa que oferece assessoria para mulheres receberem o auxílio. Nas redes sociais, os influencers costumam chamar a atenção para a publicidade com frases como “Atenção, mamães e gravidinhas”.

Mas o INSS , que já tinha feito um alerta semelhante em 2023, destaca que o benefício pode ser solicitado pela própria trabalhadora. E que isso é feito à distância, não é preciso comparecer a uma agência.

Falhas levam empresa que atende INSS a ser chamada de “Vazaprev”

MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA

Fachada da Previdência Social, em Brasília.
Fachada da Previdência Social, em Brasília – Foto/Reprodução

Além de vazamento de dados, problemas em funcionalidades do sistema Dataprev dificultam a avaliação de benefícios

O Ministério da Previdência Social reconhece falhas no sistema Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) que têm prejudicado o acesso de beneficiários a pedidos de aposentadoria e outros auxílios. A companhia pública é responsável por prover soluções digitais e de Tecnologia da Informação (TI) para programas usados pelo governo na administração de políticas sociais.

Benefícios previdenciários, Benefício de Prestação Continuada (BPC), abono salarial e seguro-desemprego estão entre as medidas cobertas. As falhas incluem vazamento de dados, o que tem feito a empresa ser chamada internamente no ministério de “Vazaprev”.

As dificuldades causam problemas no enfrentamento da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), especialmente no auge. Quedas no sistema também afetam a própria perícia médica: quando isso se dá, o perito não precisa voltar a fazer atendimentos no dia.

Pessoas que estavam há meses aguardando por atendimento e se submetem à avaliação médica também passavam para o fim da fila com falhas do sistema. Em 2020, o então presidente, Jair Bolsonaro (PL), incluiu a Dataprev no Programa Nacional de Desestatização.

O secretário-executivo da Previdência, Wolney Queiroz, afirma que a tentativa de privatizar a Dataprev teve consequência na qualidade dos serviços apresentados pela empresa pública.

“Sabemos que o sistema Dataprev tem tido falhas desde o início do ano passado, na nossa gestão. Precisamos lembrar que a Dataprev estava sendo preparada para ser vendida. O governo anterior deixou a obsolescência tomar conta do órgão para vender. O presidente do Dataprev, Rodrigo Assumpção, tem feito um trabalho para readequar todo o parque tecnológico e conseguir suprir essas coisas. Essas falhas são inegáveis, mas são uma circunstância”, declarou.

Wolney disse que Assumpção é uma “pessoa muito séria e comprometida”. A Previdência pediu ao governo mais investimentos.

Houve uma solicitação de empréstimo ao Banco Interamericano de Desenvolvimento de cerca de R$ 250 milhões no 2º semestre de 2023 para que parte do dinheiro fosse para o parque tecnológico do INSS. Uma parte iria para a infraestrutura do Ministério da Previdência e a maior fatia para modernizar a Dataprev. O financiamento, contudo, não foi concedido e haverá uma nova tentativa. *Por Poder360.

Empresas de seguro estão por trás da farra dos descontos no INSS

GOLPE

Foto colorida de agência do INSS - Metrópoles
Agência do INSS – Foto/Agência Brasil

Em nome de aposentados – muitos deles pobres –, associações dos descontos do INSS têm digitais de empresários cujos produtos elas oferecem

Empresas do ramo de seguros e planos de saúde estão por trás das associações envolvidas na farra dos descontos feitos diretamente na folha de pagamento das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Principais beneficiários dessas entidades, que cobram mensalidades em troca de supostos serviços, os sócios das empresas têm suas digitais na formação e operação das associações, que são formalmente registradas, em sua maioria, em nome de aposentados que moram em bairros de periferia.

As entidades enfrentam mais de 60 mil processos judiciais em todo o país por descontos indevidos, com indícios de fraude para filiar milhares de aposentados sem a autorização deles. O Metrópoles apurou que os empresários ligados a essas associações também acumulam ações na Justiça por aplicarem um esquema semelhante em empréstimos consignados e têm relações com lobistas investigados pela Polícia Federal (PF) nos últimos anos.

a farra dos descontos em aposentadorias virou alvo de investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do próprio INSS – o órgão é responsável por firmar os “acordos de cooperação técnica” que permitem às associações aplicar “desconto de mensalidade associativa” nos benefícios de aposentadoria e pensão. Somente entre 2023 e 2024, o faturamento mensal dessas associações saltou de R$ 85 milhões para R$ 250 milhões mensais. No período, elas arrecadaram, juntas, R$ 2,2 bilhões.

Uma dessas entidades é a Amar Brasil Clube de Benefícios. Ela tinha faturamento de R$ 2,4 milhões em janeiro de 2023 e hoje arrecada R$ 10 milhões mensais com contribuições de aposentados. Desde então, já faturou R$ 104 milhões. Na Justiça, há muitos processos nos quais ela não consegue comprovar a legalidade das filiações de aposentados que lhe garantem os descontos. Há condenações de até R$ 10 mil em indenizações a aposentados. Fonte: Portal Metrópoles.

Presidente do INSS promete acionar a PF contra golpes em aposentados

FRAUDES

PRESIDENTE DO INSS ALESSANDRO STEFANUTTO - METRÓPOLES
Presidente do INSS Alessadro Stefanutto – Foto/Martha Imenes/INSS

Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto afirma, em entrevista ao Metrópoles, que será “duro” com as associações que efetuam descontos indevidos diretamente na folha de pagamento das aposentadorias e que vai enviar à Polícia Federal (PF) os indícios de fraude nas filiações de aposentados que forem descobertos na apuração interna aberta pelo órgão.

Com base em dados oficiais, 29 entidades faturaram mais de R$ 2 bilhões com “desconto de mensalidade associativa” nos benefícios de aposentadoria e pensão desde janeiro de 2023, por meio de “acordos de cooperação técnica” com o INSS. No período, o número de filiados explodiu, e a arrecadação mensal das entidades saltou de R$ 85 milhões para R$ 250 milhões por mês.

Esses números são acompanhados por milhares de reclamações e processos judiciais nos quais essas entidades acumulam condenações por descontos indevidos em aposentadorias. Parte dos casos envolve fraude em assinaturas dos aposentados para suas filiações ou mesmo a ausência delas. Stefanutto afirma que já foram abertos procedimentos para investigar seis entidades com base em reportagens do Metrópoles.

“Se a gente pegar uma associação onde reiteradamente demonstra, inclusive, que falsificou assinatura, vamos mandar para a Polícia Federal apurar”, afirma o presidente do INSS, para quem “a chance de punição é muito alta” para entidades que tenham condutas ilegais reiteradas.

Ele também ressalta que já publicou portaria que estabelece mecanismos, como a biometria, para prevenir fraudes na filiação de segurados que terão descontos associativos.

Há casos de falsificação de documentos e outros crimes, mas isso tem sido tratado na esfera cível e do consumidor. Se identificarem ilícitos penais, vão encaminhar à Polícia Federal?

Nós temos a obrigação de fazê-lo, qualquer ilícito penal ou pelo menos indícios de uma forma um pouco mais robusta. Se a gente pegar uma associação que tem 100 mil associados e tem um erro, certamente você não está diante de dolo, pode ser algum problema administrativo. Agora, se a gente pegar uma associação onde reiteradamente demonstra, inclusive, que falsificou assinatura, vamos mandar para a Polícia Federal apurar. É um ilícito civil. O nosso negócio principal é conceder direito, conceder aposentadoria, mas isso não nos isenta da responsabilidade de alguém que apresenta um documento falso para gente, assinatura falsa. Certamente terá repercussão criminal.

Há associações que são apenas fachada para atuação de empresários. Essas entidades não deveriam ser apenas representativas de aposentados? Isso é uma forma de fraude?

Nós temos o que está escrito na lei que permite o desconto. Nós operamos o desconto por um comando legal. Obviamente que nós não podemos criar um critério, ainda que em tese eu concorde com o que você falou. Como presidente, procurador, tenho que cumprir o que a norma diz, porque senão a gente começa a restringir além do que a lei impõe. Agora, nessa apuração, se a gente entender que precisa esclarecer melhor, alterar o conteúdo normativo, a gente fará. A gente tem aqui casos em que negamos a celebração do acordo porque no começo estava tudo ok, mas nós fizemos uma visita, e a gente faz visitas, e vimos que essa associação na verdade era uma funerária que só alterou sua finalidade formal para incluir aposentado porque precisa estar no objeto dela o tipo de associado para se enquadrar. Mas nós percebemos que, às vezes, alguém quer ter um ganho comercial, e nós não estamos autorizando. Não é incomum negar.

Com a nova instrução normativa, a gente acredita que a pessoa só vai se associar a alguma dessas associações já pactuadas no acordo de cooperação técnica com a vontade dela, porque vai depender da biometria. Então, depende da vontade da pessoa. Nós do INSS não podemos dizer se cinco [entidades] é muito, se 10 é muito, se 20 é muito. Se as entidades que estão entrando ou que já entraram se comportarem errado, seja quem for, elas vão ser punidas. Falar do número, realmente, não tenho como dizer se são muitas ou não.

Certamente nós aumentaremos as ações de due dilligence para saber se o associado não está sendo trazido de maneira informal. Não há dúvida de que isso é muito importante. Nós não podemos impedir, se a pessoa jurídica está dentro das limitações da lei, das normativas, de fazer o requerimento [de filiação de associado]. Mas podemos ser duros na concessão, na celebração, e ser duros na eventual apuração de desvios. Isso nós podemos e seremos. Eu, particularmente, assinei e publiquei hoje [2/4] a chegada de 250 novos servidores para o INSS. Nós separaremos alguns servidores para reforçar a coordenação que faz isso. Em que pese ser uma relação civil, é um dinheiro privado, porque sai da conta da pessoa, nós temos, sim, nossa responsabilidade de deixar o sistema hígido. Tenho interesse em saber se meus aposentados, que a gente tutela, que a gente paga todo mês, não estão sendo enganados. Porque, muitas vezes, a pessoa também pode entrar numa associação, tudo começa bem, depois tudo vai mal, e eles vão pagando com o desconto e perdendo dinheiro. Tenho convicção de que, daqui a seis meses, teremos muito menos denúncias por causa da efetividade das medidas que estão sendo tomadas agora. *Por Portal Metrópoles.

STF derruba a revisão da vida toda do INSS; entenda a decisão

JUSTIÇA

"Uma grande vitória para o Estado brasileiro", declarou Messias (Antonio Augusto/SCO/STF/Flickr)
“Uma grande vitória para o Estado brasileiro”, declarou Messias (Antonio Augusto/SCO/STF/Flickr)

Ministros analisaram ações que questionam lei de 1999 e determinaram que segurados não podem escolher regra mais benéfica

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que os segurados não pode escolher o regime mais benéfico para sua aposentadoria do INSS. Na prática, esse entendimento inviabiliza a chamada revisão da vida toda dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, que fora autorizada pela própria Corte em outra ação.

Em 2022, o plenário do STF havia decidido que o mecanismo da “revisão da vida toda” é constitucional. Isso significa que todas as contribuições previdenciárias feitas ao INSS pelos trabalhadores no período anterior a julho de 1994 poderiam ser consideradas no cálculo das aposentadorias, o que poderia aumentar os rendimentos de parte dos aposentados.

Quando entra em vigor?

Entretanto, a decisão não entrou em vigor porque ainda há um recurso pendente contra ela, ingressado pelo governo. Esse recurso também estava na pauta desta quinta, mas antes os ministros decidiram analisar outras duas ações que questionam alterações no sistema penitenciário promovidas por uma lei de 1999, que implantou a reforma da Previdência do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ao analisar essas ações, os ministros aprovaram uma tese que estabelece que o segurado não pode optar pela regra mais favorável. Por maioria, o tribunal entendeu que os segurados não têm direito de opção, mesmo que a regra seja mais benéfica a ele. É uma decisão exatamente oposta à revisão da vida toda.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, comemorou a decisão. O órgão estima um impacto de quase R$ 500 bilhões com o processo.

“Uma grande vitória para o Estado brasileiro”, declarou Messias.

*Por Agência O Globo

INSS: agências dos Correios de todo o país vão receber requerimentos de auxílio-doença a partir de abril

ECONOMIA

Agências dos Correios serão responsáveis por receber solicitações de auxílio -doença
Agências dos Correios serão responsáveis por receber solicitações de auxílio -doença – Foto/Reprodução

Parcerias com ECT vai ampliar a rede de atendimento aos segurados da Previdência Social, a fim de reduzir fila de espera do instituto

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSSfechou uma parceria com os Correios, nesta quarta-feira (dia 20), para que as agências da ECT recebam pedidos de benefício por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença). A ideia é que os segurados da Previdência Social tenham uma rede mais ampla de atendimento. Os testes para essa nova modalidade começaram com um projeto-piloto em Fortaleza (CE), em 18 de março. O objetivo agora é expandir a novidade para todo o país até abril.

É esperado que a modalidade esteja disponível em todo o país a partir de abril. Segundo o instituto, a parceria abrange todas as 11 mil agências do Correios espalhadas pelo Brasil, incluindo as franqueadas. O serviço será gratuito.

Entenda como vai funcionar

Os funcionários dos Correios vão ajudar os segurados a fazerem a solicitação do auxílio através do Atestmed, um sistema que permite envio de laudos e atestados médicos ou odontológicos digitalizados para análise de um médico perito à distância, sem a necessidade de comparecimento a uma unidade da Previdência Social.

O Atestmed funciona dentro do site ou aplicativo Meu INSS. A expectativa do órgão é que, até o final de abril, todos os benefícios por incapacidade sejam solicitados através desse sistema digital.

Como utilizar esse método de atendimento

Comparecer a uma agência dos Correios, onde um funcionário ajudará no pedido, bem como a digitalizar laudos e atestados médicos.

Iniciar requerimento através da central telefônica 135 e, posteriormente, ir até uma agência dos Correios apenas para digitalizar laudos e atestados médicos.

A nova modalidade deve agilizar a concessão e impedir que o INSS pague correção pela demora na liberação do benefício.

Os segurados terão duas opções para utilizar esse novo canal de atendimento:

  1. Comparecer diretamente a uma agência dos Correios, onde um funcionário auxiliará no pedido e digitalizará laudos e atestados médicos
  2. Iniciar o requerimento por meio da central telefônica 135 e, posteriormente, se dirigir a uma agência dos Correios apenas para apresentar laudos e atestados médicos, complementando assim o pedido

O argumento do governo para promover essa mudança é a necessidade de liberar a força de trabalho dos médicos peritos para outras análises, como os requerimentos de Benefício de Prestação Continuada/Loas) — concedido a pessoas acima de 65 anos de baixa renda e pessoas com deficiência também carentes, no valor de um salário mínimo (R$ 1.412) — e as revisões periódicas de outros benefícios.

Além disso, o Executivo destaca a expectativa de economia de recursos com o uso mais intensivo do Atestmed, uma vez que deve haver redução do volume de dinheiro gasto com médicos peritos, que ganham bônus para realizar perícias além do horário regular de trabalho (espécie de hora extra).

Isso também deverá agilizar a concessão e impedir que o INSS pague correção pela demora na liberação do benefício (o que por lei é devido a partir de 45 dias, a contar da data de requerimento).

Por fim, segundo o INSS, ainda impedirá que o instituto continue a pagar o auxílio-doença a um trabalhador já recuperado que não consegue agendar uma perícia presencial para ter alta da Previdência Social. *Fonte: EXTRA.

INSS fará pente-fino em benefícios de aposentados por invalidez e BPC

ECONOMIA

INSS realiza pente-fino em todo o Brasil
INSS realiza pente-fino em todo o Brasil, os segurados que passarão pela revisão serão selecionados e notificados pelo INSS
Foto/Reprodução/INSS

Servidores públicos do INSS vão iniciar a revisão pelos benefícios assistenciais e, em seguida, vão analisar os auxílios por incapacidade temporária.

INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fará um pente-fino para revisar aposentadorias por invalidez ou incapacidade, mantidas sem perícia há mais de seis meses e que não tenham data de cessação estipulada ou indicação de reabilitação. Também vão entrar os benefícios de prestação continuada (BPC) sem revisão há mais de dois anos.

“A ideia é evitar que os cofres da Previdência sejam onerados pelo pagamento indevido desses benefícios”, afirma o Ministério do Trabalho e Previdência, em nota.

Os segurados que passarão pela revisão serão selecionados e notificados pelo INSS. A convocação, de acordo com a pasta, será prioritariamente dos beneficiários de faixas etárias mais baixas e com tempo maior de manutenção do benefício.

O ministério publicou na última quinta-feira (22) a portaria nº 2.965, que disciplina o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade.

Segundo a pasta, o objetivo é aumentar a capacidade operacional da perícia médica federal para diminuir o estoque de requerimentos que dependem do serviço pericial, como os benefícios por incapacidade. Poderão ser feitas até 15 perícias extraordinárias por dia e 30 extraordinárias em regime de mutirão.

O normativo estabelece ainda que a participação do perito médico federal no programa de revisão será facultativa. As revisões dos benefícios serão feitas em horários extraordinários,  ou seja, sem prejudicar os atendimentos já agendados.

Além dos benefícios por incapacidade administrados pelo INSS, a portaria inclui como serviços médico-periciais extraordinários a revisão de benefícios de natureza trabalhista ou tributária, acompanhamento de processos judiciais de benefícios por incapacidade e o exame médico pericial presencial realizado nas unidades de atendimento da Previdência Social, quando o prazo máximo de agendamento de perícia médica for superior a 45 dias. Fonte R7.

INSS faz mutirão de avaliação para reabilitação profissional

ECONOMIA

Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social. Edfício sede do INSS. Fachada do INSS. Setor de autarquia sul Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Não haverá agendamento. Equipes entrarão em contato com segurados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fará uma semana de mutirão de reabilitação profissional, que iniciou nesta segunda-feira (11). As equipes das superintendências regionais do INSS farão o contato com os segurados que estão na fila para o atendimento, portanto, não haverá agendamento.

Hoje, 37 mil segurados estão na fila para avaliação socioprofissional nas seis superintendências regionais do INSS. Para o mutirão, foram disponibilizadas 4.773 vagas, sendo 580 em São Paulo; 1.530 em Minas Gerais; 88 no Rio de Janeiro; 630 em Santa Catarina; 1.265 em Pernambuco; e 680 no Distrito Federal.

Após a avaliação inicial, serão atendidos os segurados considerados aptos ao programa de reabilitação profissional. O serviço envolve atendimento com vários especialistas do INSS como terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, sociólogos, pedagogos e assistentes sociais.

Entenda o serviço

Os encaminhamentos à reabilitação profissional do INSS podem ocorrer por meio da perícia médica, por requerimento espontâneo e, em último caso, pela Justiça Federal.

Na perícia médica, o segurado afastado por incapacidade temporária – seja doença ou acidente – é avaliado e, se for constatada a provável impossibilidade de retorno às atividades profissionais habituais de forma permanente, ele é encaminhado para as avaliações pericial e socioprofissional.

A depender da situação, o cidadão poderá ser encaminhado para treinamentos, cursos profissionalizantes e aprendizados para requalificação em uma atividade profissional compatível com sua atual capacidade de trabalho.

Durante o programa de reabilitação, o segurado continua recebendo o benefício por incapacidade temporária. Concluído o processo e com resultado positivo, ele retorna ao mercado de trabalho em sua atividade originária ou em outra compatível com suas condições atuais. Em caso negativo, caso a reabilitação não seja possível, ocorre a aposentadoria por invalidez.

Em comunicado, o INSS destacou que o serviço de reabilitação profissional é um programa e não se trata de um atendimento isolado. “Há uma sequência de providências em inúmeras etapas, por isso existem critérios para o segurado ser considerado elegível e possa, então, ser acompanhado por um profissional que irá conduzi-lo em todas estas etapas nas formas previstas em normativas do INSS”, explicou.

Ainda de acordo com o órgão, “diante da complexidade do processo de recuperação de um trabalhador e dos inúmeros custos que envolvem tantas atividades e tantos profissionais”, o INSS tem acordos de cooperação técnica e convênios com entidades e empresas privadas para reabilitação física dos beneficiários que são elegíveis ao programa. *Por agência Brasil.

Fila de espera do INSS: tempo médio para análise de benefício cai para 46 dias em janeiro

ECONOMIA

Movimento em agências do INSS no Rio: tempo médio de espera por análise de benefício está em queda
Movimento em agências do INSS no Rio: tempo médio de espera por análise de benefício está em queda — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

No mesmo mês do ano passado, prazo era de 69 dias

tempo médio de espera para que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) analise um pedido de aposentadoria, pensão, salário-maternidade ou auxílio chegou a 46 dias em janeiro. Este prazo leva em consideração os requerimentos que estão no estoque, descontando os pedidos que caíram em exigência e que dependem dos segurados para o fornecimento de informações complementares. No mesmo mês do ano passado, a espera na fila era de 69 dias, em média.

Neste levantamento, o órgão mede o tempo efetivo que os servidores levam para conceder ou negar um benefício regular, com toda a documentação apresentada. Segundo o instituto, não entram nesta conta os acordos internacionais e as análises de pós-perícia.

Vale destacar que o prazo legal para a concessão ou o indeferimento de um pedido feito ao INSS é de 45 dias. Após esse período, o INSS é obrigado, por lei, a pagar correção monetária, se e quando o benefício for concedido. Isso acaba causando impacto nos cofres públicos.

Estoque de benefícios

O INSS fechou o mês de janeiro com um estoque de 1.569.602 de requerimentos na fila de espera, sendo 570.246 pedidos de benefício por incapacidade (antigo auxílio-doença) e 999.356 previdenciários e assistenciais.

Somente em janeiro, foram requeridos 1.091.570 novos benefícios. No mesmo mês, o INSS concluiu 929.335 processos (sendo 55% concedidos).

Considerando todo o estoque, 793.144 pedidos de benefícios (50,5%) esperam por análise de 0 a 45 dias. Outros 331.376 requerimentos (21,1% do total) estão na fila entre 46 e 90 dias; 280.558 solicitações (17,9%) têm tempo de espera entre 91 e 180 dias; 141.570 processos (9%) já aguardam entre 181 e 365 dias; e 22.954 segurados (1,5%) esperam há mais de um ano.

Explicação do instituto

A redução no tempo de espera, segundo o órgão, se deve a alguns fatores, como a simplificação de requerimentos pelo portal ou pelo aplicativo Meu INSS e o uso do Atestmed — sistema que permite ao segurado o envio de laudos e atestados médicos para a análise documental à distância, sem a necessidade de perícia médica presencial para a concessão do benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).

O INSS cita ainda a possibilidade de entrega de laudos e atestados nas agências da Previdência Social (no caso de quem não tem acesso à internet); e os mutirões de atendimento nas agências nos fins de semana para avaliações sociais e perícias médicas, visando a reduzir a fila de pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) para pessoas com deficiência. *Fonte: EXTRA.

INSS intensifica pente-fino e muda auxílio-doença para economizar

INSS

Pasta ainda pleiteia junto ao Planalto a nomeação de mais servidores para o INSS
Pasta ainda pleiteia junto ao Planalto a nomeação de mais servidores para o INSS Pedro França/Agência Senado

Previdência acumula parte relevante dos gastos no Orçamento federal, e a avaliação de despesas dentro da pasta está na mira do governo desde 2023

A expectativa do Ministério da Previdência Social é de que neste ano sejam economizados R$ 10 bilhões por meio de ações preventivas. O que incluí mudanças no pagamento do auxílio-doença, e a intensificação do pente-fino para acabar com fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Desde 2023 o governo federal tem buscado formas de economia dentro do INSS. Isso porque, a Pasta de Previdência Social tem uma participação relevante no orçamento público. Conseguindo diminuir os gastos e investimentos dentro desse setor, seria possível alcançar o sonhado déficit zero.

Mudança no auxílio-doença

Uma das formas de economia que o governo encontrou foi mudar a perícia médica do auxílio-doença. O Benefício por Incapacidade Temporária que até então exigia que o exame médico acontecesse de forma presencial, agora autoriza que ele seja substituído por atestado médico.

Ao dar entrada no seu benefício no INSS, o trabalhador deve anexar o atestado usando o sistema Atestmed e seguindo as regras:

O atestado médico deve conter: dados pessoais do trabalhador, descrição da sua incapacidade e recomendação médica de licença;
O atestado deve ser carimbado e assinado por um médico, junto com o número desse profissional no conselho da classe;
Quando a licença for superior a 180 dias é necessário passar por perícia médica;
Quem já deu entrada no pedido pode anexar novos documentos online, ou comparecer até uma agência do INSS sem agendamento para entregar o atestado.

A expectativa é que os recursos online ajudarão a economizar R$ 5,6 bilhões. O motivo é que evitam ações judiciais contra o Instituto, e a necessidade de pagar os chamados “atrasados”.

Pente-fino nos benefícios do INSS
Quanto ao pente-fino, a expectativa é de que haja economia de R$ 1,8 bilhão. O Ministério diz que reforça estratégias de monitoramento ativo no INSS para combater fraudes em processos digitais que envolvam, principalmente, casos de beneficiário indevido e falecido. **Fonte FDR

INSS fecha agências no Carnaval; saiba como pedir benefícios

PREVIDÊNCIA SOCIAL 

Central 135 terá horário limitado; atendimento será retomado na quarta-feira de Cinzas, após 14 hs

Agência do INSS na capital paulista; instituto terá unidades fechadas em todo o país no Carnaval – Rubens Cavallari/Folhapress

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai manter as agências fechadas no Carnaval. Não haverá atendimento presencial na segunda-feira (12) e na terça-feira (13). O funcionamento será retomado na Quarta-feira de Cinzas, a partir das 14h.

O horário de funcionamento da Central Telefônica 135 também será alterado. No sábado, 10, e nos dias 12 e 13, o cidadão conseguirá atendimento humano das 7h às 18h. No restante do dia, haverá atendimento por robô. Na quarta, o serviço volta ao horário normal, das 7h às 22h.

Segundo o instituto, no atendimento telefônico eletrônico é possível obter informações sobre o benefício, saber o horário de agendamento dos atendimentos e ter dados sobre o pagamento do benefício.

Para quem precisa solicitar benefícios como aposentadoria, pensão ou auxílio-doença, é possível utilizar o aplicativo ou site Meu INSS. Nele, o segurado tem acesso a mais de cem serviços e pode requerer benefícios, emitir extratos, cumprir exigências —que a entrega de documentos complementares solicitados pelo instituto— e agendar atendimento presencial.

Por meio deste canal, o segurado também poderá ser atendido pela assistente virtual Helô, que orienta e tira dúvidas sobre serviços e benefícios.

COMO AGENDAR O PEDIDO DE BENEFÍCIO NO INSS? 

Quando o atendimento presencial deixa de ser feito, o principal serviço a ser interrompido é a perícia médica. No entanto, por se tratar de feriado nacional, a agenda dos peritos já estava organizada para essa pausa, sem que haja prejuízo aos segurados.

No entanto, para obter informações sobre agendamento e fazer solicitações de benefícios e serviços, é possível utilizar o Meu INSS.

SAIBA COMO PESIR A APOSENTADORIA PELO MEU INSS:  

  1. Acesse o app ou site Meu INSS
  2. Informe CPF e senha de acesso (se não tiver senha, será necessário criar)
  3. Clique no botão “Novo Pedido”
  4. Digite a opção que você busca; ao inserir “aposentadoria”, por exemplo, aparecerão os tipos de aposentadorias
  5. Clique na aposentadoria escolhida e informe seus dados
  6. Leia o texto que aparece na tela e avance seguindo as instruções
  7. Ao final, anote o número de protocolo; também é importante informar email e celular para receber as informações sobre a tramitação do seu pedido.

As informações são da Folha de São Paulo 

INSS convoca 4,3 milhões de pessoas para fazer prova de vida

GERAL

INSS
Foto/Divulgação

Aplicativo Meu INSS, Central 135 são formas de regularizar situação

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocará 4,3 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de longa duração para fazer a prova de vida anual. Desde o início de 2023 que cabe ao instituto comprovar que o beneficiário está vivo, a partir de cruzamento de dados. No entanto, para os casos em que o rastreamento não é efetivo, o titular precisa fazer ele mesmo a prova de vida.

“Elas se enquadram nos casos em que o INSS não consegue fazer a comprovação de vida por não encontrar o beneficiário em nenhuma base de dados. Por conta disso, é enviada uma notificação via aplicativo Meu INSS, Central 135, e/ou notificação bancária informando que a prova de vida ainda não foi efetivada”, afirmou o INSS. As 4.351.557 de pessoas convocadas são nascidas nos meses de janeiro a março.

Já foram notificadas 3.089.043 pessoas nascidas em janeiro e fevereiro. Nesta quinta-feira foi a vez de 1.262.514 que fazem aniversário em março que estão há mais de 12 meses sem realizar a prova de vida.

Os segurados que receberem a notificação devem procurar o Meu INSS ou o banco onde recebem o benefício para realizar a prova de vida.

Passados 60 dias após as notificações via aplicativo Meu INSS, Central 135, e/ou notificação bancária, não havendo a comprovação de vida, o pagamento poderá ser bloqueado. *As informações são da Agência Brasil.

STJ determina que peritos do INSS mantenham atividade mínima durante paralisação

INSS

Prédio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em Brasília
Prédio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em Brasília – Foto/reprodução

Percentual é maior em estados onde tempo médio de espera para agendamento é superior a 45 dias, como no Nordeste, Norte e Centro-Oeste

O ministro Og Fernandes, no exercício da Presidência do Superior Tribunal de Justiça, concedeu nesta terça-feira (30) liminar determinando um percentual mínimo de atividade dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante a paralisação desta quarta-feira (31).

O pedido de tutela cautelar foi ajuizado pela União contra a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais. Fernandes estabeleceu dois percentuais de continuidade da prestação do serviço público, determinados conforme o tempo médio de espera para agendamento das perícias.

O percentual deverá ser de 85% para Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins, nesses locais, o tempo médio de espera é superior a 45 dias, prazo estabelecido por lei.

Com tempo médio de espera inferior a 45 dias em dezembro, Acre, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo deverão manter em atividade o percentual de 70% dos médicos peritos federais.

Em caso de descumprimento da decisão, o ministro fixou pena de multa diária de R$ 500 mil.

“Considerando a natureza essencial das atividades envolvidas, relacionadas à questão de saúde pública e à sobrevivência da população afetada pelo movimento, e sem emitir juízo de mérito sobre a legalidade ou não do movimento grevista, em exame de cognição sumária, entendo que estão presentes os requisitos necessários para a concessão da tutela cautelar pretendida, assistindo parcial razão à requerente no tocante aos percentuais mínimos de manutenção dos serviços de perícia médica a serem observados para a garantia da continuidade do serviço essencial”, escreveu.

Os peritos reivindicam reajuste salarial de 23% e concurso para contratação de ao menos 1.500 novos peritos, entre outros pontos. * Da folha Uol.

INSS toma medidas contra prejuízos de possível nova greve de peritos: confira entrevista

PARALIZAÇÃO

Perícia médica reivindica reajuste salarial e promete realizar duas paralisações em janeiro; categoria já parou por 24 horas

Alessandro Stefanutto
O presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, em entrevista ao Poder360

O presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, declarou que a autarquia acompanha com “preocupação” o movimento grevista dos peritos médicos. A autarquia toma medidas para que uma possível nova paralisação não interfira no andamento da fila e do tempo de espera para concessão de benefícios.

“Quando uma carreira tão importante e fundamental como é a perícia para de atender as pessoas, elas não têm acesso ao benefício para se sustentar. Isso é muito grave“, afirmou em entrevista ao Poder360 na 3ª feira (23.jan.2024).

A perícia do INSS parou por 24 horas em 17 de janeiro em reivindicação por reajuste salarial. Mais outras duas paralisações estão previstas para o mês de janeiro. O grupo pretende continuar as manifestações até que o pagamento seja reajustado em 23%. A contratação de 1.500 novos peritos e a elaboração de um plano de carreira também estão na pauta.

Segundo Stefanutto, a autarquia se prepara para contornar eventuais “prejuízos“. A preocupação é que o movimento interfira na fila de espera para o recebimento de benefício, que alcançou tempo médio de 47 dias. Prazo está em queda desde agosto.

Para contornar o cenário, o INSS vai estimular a transformação do pedido de perícia em atestado médico, por meio do Atestmed, modelo de concessão de benefício.

“Quem tem perícia marcada para o tempo que durar qualquer movimento paradista, tem o direito, diria até a melhor opção, de usar o atestado para ter acesso ao benefício. Nós estamos preparados para mitigar esse feito para a população“, afirmou o presidente da autarquia

Assista à íntegra da entrevista (42min33s):

*Fonte/Poder360

INSS: governo confirma concursos para peritos médicos, mas ainda sem data nem número de vagas

CONCURSO

Posto da Previdência Social no Rio de Janeiro
Posto da Previdência Social no Rio de Janeiro — Foto: Lucas Tavares/Agência O Globo

Ministros da Previdência Social e da Gestão informaram que seleções devem acontecer até 2026

O governo federal confirmou, nesta terça (16), a previsão de concursos públicos para a seleção de novos médicos peritos para o Departamento de Perícia Médica Federal, que atende as demandas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação foi confirmada pelos ministros da Previdência Social (MPS), Carlos Lupi, e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, em vídeo publicado nas redes sociais.

Detalhes como número de vagas e datas para que os editais sejam lançados, porém, não foram divulgados pelos dois. A ideia é que as seleções aconteçam até 2026, quando termina o mandado do presidente Lula.

— A gente conversou e ele (Lupi) me mostrou a carência (de médicos peritos) em várias áreas do Brasil que está dificultando o atendimento a população e a gente reconheceu que é uma área que precisa ter concurso — disse a ministra.

De acordo com Lupi, a alocação dos profissionais deve priorizar “regiões mais necessitadas” do país, onde a fila da perícia médica é maior. Os dados de novembro do Portal da Transparência Previdenciária — os mais recentes divulgados pelo INSS — dão conta de que a fila da perícia passava de 889 mil pedidos. Enquanto isso, o quadro da perícia médica é enxuto: de acordo com o Instituto, são 3.327 profissionais, com 2.535 em atividade. *Por Agência O Globo